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Ela Mereceu: A Amante Promovida

Ela Mereceu: A Amante Promovida

A música alta da festa de comemoração da empresa zumbia nos ouvidos de Laura. Lá estava Marcelo, seu marido e chefe, celebrando mais um projeto de sucesso - um projeto que ela havia liderado, trabalhando noites e fins de semana. Seu coração tolo saltou quando ele chamou alguém ao palco para um bônus e uma promoção a diretora de projetos. "Patrícia!", ele anunciou, em vez de seu nome. Laura sentiu o ar sumir quando Patrícia, a nova assistente e amante de Marcelo, subiu ao palco usando um vestido que ela sabia que Marcelo havia comprado. Ele a abraçou por tempo demais. As palavras dela eram claras: "Eu estou me demitindo, Marcelo." Ele riu, zombando: "Não seja ridícula. Você está sendo dramática por causa de uma promoção? Patrícia mereceu." A verdade a atingiu: ele não via seus sacrifícios, sua paixão. Só via Patrícia, roubando seu reconhecimento e identidade. "Ela trabalhou duro... em você", ela rebateu, deixando-o atordoado. Ela sabia que algo irremediavelmente havia se quebrado. Voltar ao escritório uma semana depois foi um inferno. Os colegas sussurravam, Patrícia a provocava. Enquanto Laura arrumava suas coisas, Vanessa, uma colega invejosa, disparou: "Deve ser difícil quando seu marido promove a amante." A palavra "amante" congelou o ambiente. O sangue de Laura gelou. Marcelo a havia traído e roubado seu reconhecimento. Mas a humilhação estava longe de terminar. Patrícia a enganou publicamente, simulando um acidente na frente de Marcelo, jogando café quente propositalmente em si mesma e alegando que Laura a empurrara. "O que você fez?", Marcelo rosnou, furioso. Inacreditavelmente, o homem que prometeu protegê-la de toda violência, deu-lhe um tapa no rosto. A dor física se misturava à dor da traição. Ela não chorou; entregou o acordo de divórcio remendado. Marcelo assinou, o horror começando a se instalar. Ele não sabia que, junto com Laura, ele acabara de perder seu maior contrato, um projeto que ela havia liderado e que ocultava falhas críticas. Ele descobriria que Laura havia bloqueado seu número, e que sua empresa desmoronaria. Laura se libertou da jaula construída por um homem que ela um dia acreditou ser seu salvador, mas que se tornou seu carcereiro. Marcelo descobriria que Laura não estava com o ex-rival dele, Ricardo, tramando vingança. Ela estava reconstruindo o legado da sua família – uma vinícola abandonada. Ele a encontrou feliz, mais feliz do que em anos. A esperança doentia de Marcelo reacendeu, misturada à ganância: haveria um tesouro ali. Mas Ricardo surgiu e revelou a Marcelo a verdade dolorosa por trás de sua partida. "Você sabe que ela estava grávida, Marcelo? Você sabe que ela fez um aborto porque não suportava a ideia de trazer uma criança para uma vida com um pai como você? Um homem que a humilha, a trai e a agride?" Marcelo gritou: "Você matou nosso filho!" Mas Laura, com uma força recém-descoberta, o confrontou. "Eu o salvei de você, Marcelo! Eu fiz isso para protegê-lo!" Patrícia, por sua vez, rasgou o mapa do tesouro e o diário de sua avó. Mas, de repente, uma advogada apareceu e revelou que Marcelo havia desviado a herança de Laura para contas offshore. Ele e Patrícia foram algemados. Marcelo perdeu tudo. Laura, por outro lado, encontrou sua força, seu legado e pessoas que a valorizavam, pronta para florescer em um novo capítulo, livre de Marcelo e de seu passado sombrio.
O Adeus Que Salvou Minha Alma

O Adeus Que Salvou Minha Alma

O médico tirou os óculos manchados de sangue e disse-me: "Fizemos o nosso melhor, mas o seu filho não sobreviveu." Apenas horas antes, o meu bebé mexia-se dentro de mim. O meu mundo desabou, estilhaçado pela crueldade do meu marido, Miguel. Ele empurrou-me escada abaixo, não por raiva, mas por pressa. Com pressa de ir consolar a sua ex-namorada, Clara, que "precisava" dele por causa de uma febre. Enquanto eu sangrava no chão, desesperada, implorando por ajuda, enviei-lhe uma mensagem: "Estou a sangrar muito. O bebé... pode não sobreviver." A resposta dele? "Para de fazer birra, Sofia. A Clara precisa de mim." Ele não chamou nenhuma ambulância. Fui abandonada. Quando liguei para lhe dar a notícia devastadora, ele estava a acalmar a "doente" Clara com uma ternura que nunca me demonstrou. Ao saber da morte do nosso filho, ele gritou, acusando-me: "Para de fazer piada! És egoísta! Tu caíste de propósito só para chamar a minha atenção, não foi?" Até a minha sogra, a quem eu chamava "mãe", me atacou, chamando a perda do meu filho de "um pequeno acidente" e a mim de "manipuladora". Eu? manipuladora? Egoísta? Depois de perder o meu bebé por causa da sua indiferença? Deitada na cama fria do hospital, sozinha, sem o meu bebé, sem o meu marido, eu chorei. Mas no fundo do abismo, uma raiva gélida acendeu-se. Então, a porta abriu-se e o meu irmão, Tiago, apareceu, a sua expressão endurecida pela dor e pela fúria. "Ele vai pagar por isto," disse ele, a sua voz baixa e controlada. "Ambos vão."
Minha Filha, Minha Destruição

Minha Filha, Minha Destruição

Minha vida inteira foi dedicada à Sofia, minha única filha. Trabalhei em dois empregos por quase 20 anos, como imigrante e viúva, para garantir que ela tivesse tudo que eu não tive. Achei que meu sacrifício valeria a pena quando ela passou na faculdade, meu coração transbordando de orgulho. Mas então, Pedro entrou em nossas vidas. Desde o primeiro momento, senti algo errado: os olhos inquietos, a ganância velada. Tentei alertar Sofia, mas ela, cega de "amor", não me deu ouvidos. Assistir minha filha, a quem eu ensinei a ser forte e independente, se transformar em uma peça no jogo de uma família de aproveitadores, foi doloroso. E o golpe veio com a notícia da gravidez. Eles usaram uma vida inocente para me encurralar, exigindo meu apartamento e todo o meu dinheiro. Minha única filha, cúmplice deles, insistindo que eu entregasse meu patrimônio "pelo bem" dela e do bebê. A dor da traição. A raiva borbulhando, vendo o fruto do meu suor e humilhação ser o objeto da cobiça deles. "Meu apartamento não está à venda e não será dado a ninguém!" , gritei, batendo na mesa. A guerra estava declarada, e a primeira batalha me ensinou: eu estava sozinha e precisava lutar. Eu vendi o apartamento, cortei relações. Mas eles não pararam. O ápice do horror: uma armadilha, um vazamento de gás. Minha própria filha, minha Sofia, fazia parte do plano para me matar. Como ela pôde? Como pude ser tão cega? Será que a esperança um dia se desfaz em fumaça? Mas o destino me deu uma segunda chance, uma razão para continuar. "Sua neta nasceu. Sua família a rejeitou." Luna. Um novo amor em meio às cinzas. Eu perdi uma filha, mas ganhei uma nova vida. Esta é a minha história de sobrevivência, de recomeço, de uma mãe que se recusou a ser destruída.
A Última Nota do Amor Perdido

A Última Nota do Amor Perdido

"Tio Tiago, queria que você fosse meu pai." A voz do meu filho Léo, de sete anos, me atingiu como um raio. Eu estava parado do lado de fora da sala, com os ingressos do show de rock que ele tanto queria no bolso, imaginando sua felicidade. Mas então, vi Léo abraçado à perna de Tiago, meu cunhado e ex-namorado da minha esposa Isabela. Tiago sorria, vitorioso, enquanto meu filho expressava seu desejo mais profundo: que ele fosse seu pai. "O papai só sabe daquela música de velho" , Léo completou, me esfaqueando com cada palavra. Abri a porta e entrei em casa, invisível. Ninguém me notou. A mesa de jantar estava posta para três: Isabela, Tiago e Léo. Não havia lugar para mim. Isabela me viu, o sorriso sumindo, substituído por aborrecimento. "Ah, você chegou, Lucas. Por que não avisou?" E meu próprio filho, ao me ver, apontou para meus sapatos: "Pai, você está sujando o chão. A mamãe acabou de limpar." "Lucas, coma alguma coisa na cozinha. A mesa está posta para nós" , ela ordenou. Naquela noite, a humilhação me queimou a alma. Eles foram para um passeio de iate luxuoso para celebrar o aniversário de Léo, e Isabela me enviou um vídeo de Tiago a pedindo em casamento, com meu filho como pajem. A festa que eu preparei para Léo ficou intocada. Quando voltaram, Léo, incentivado por Tiago, me jogou um saco de lixo em cima, gritando: "Lixo! Você é um lixo!" Naquele momento, enquanto o cheiro do lixo impregnava minha roupa, e o desprezo de meu filho era evidente, algo se estilhaçou dentro de mim. O amor, a esperança, a dor... tudo desapareceu. Restou apenas um vazio gelado. E uma nova e gélida determinação. Peguei meu celular e liguei para meu advogado. "Mudei de ideia. Eu não quero mais sair de mãos abanando. Eu quero o que é meu por direito. Eu quero justiça."
O Abismo do Casamento

O Abismo do Casamento

Casada há cinco anos, eu nunca imaginei que passaria fome. Meu marido, Marcos Costa, pegava todo o meu salário, me dando apenas mil e quinhentos reais por mês, para o que ele chamava de "gastos pessoais" . Mas a realidade era que esse dinheiro mal dava para o almoço e o transporte. Recentemente fui promovida e, para celebrar, decidi convidar meus colegas para um café, pagando com meu "pagamento de afeto" . Trezentos e sete reais. Meu celular tocou, era Marcos, furioso: "Trezentos e sete reais de café, Sofia Mendes, você enlouqueceu? Cancele agora mesmo!" A voz dele era tão alta que todos em volta me olharam, constrangidos. Tentei explicar, mas ele zombou: "Uma simples funcionária, achando que é a chefe? Cancele isso!" As palavras dele me humilharam profundamente. Pouco depois, o entregador do café entrou, me xingou e jogou café quente no meu corpo. "Reembolso total, é isso? Me ameaçando, é isso?" Tentei pagar, mas a transação foi recusada, meu saldo era zero. Em seguida, uma mensagem de Marcos: "O café estava bom? 😉😉" Marcos havia cancelado o pagamento e ainda por cima me roubado o dinheiro que restava! Tive que pegar um empréstimo para pagar o entregador, que ainda cuspiu perto de mim ao sair. Ao voltar ao escritório, recebi outra mensagem dele: "Feliz com a promoção e o aumento de salário? Ainda vai comemorar?" Naquele momento, vi a assistente de Marcos, Camila Lima, postar uma foto no Instagram com uma bolsa de luxo e a legenda: "Hehe, o chefe me mima demais!" Na foto, um pedaço de roupa íntima e as costas musculosas de Marcos. Uma dor dilacerante tomou conta de mim. Cinco anos de casamento, e eu era uma piada. Marcos ainda me ligou, furioso, por eu ter "bisbilhotado" a vida dele. "Não é só porque eu cancelei uns cafés seus, precisa fazer tanto drama? Ok, eu já restaurei seu limite, não me incomode sempre com essas pequenas coisas!" Eu não era mais a Sofia de antes. "Marcos Costa, na sua opinião, eu sou muito estúpida?" Sua resposta foi: "Querida, se você se sentir cansada, aguente mais alguns anos e depois pare. Eu vou te sustentar no futuro, seja boazinha." Logo depois, ouvi a risada de Camila: "Morri de rir, a Sofia Mendes deve estar toda emocionada agora, não é?" "Irmão, isso não é dar um tapa e depois um doce? Deixando-a tão obediente e boazinha!" Meu coração estava calmo. Eu não queria mais Marcos. Eu não queria mais esse casamento que me esgotava. No dia seguinte, fui ao banco, cancelei meu cartão e peguei um novo. Nunca mais entregaria meu destino nas mãos de ninguém. Fiz cópias de um acordo de divórcio e fui até a empresa de Marcos. Encontrei Camila na recepção, me provocando, dizendo que estava grávida. Ela me atacou com a bolsa e Marcos, ao invés de me defender, me jogou no chão. "Sofia Mendes, tente tocar nela!" Com um nó na garganta, tirei os papéis da minha bolsa e joguei no rosto dele. "Não, Marcos Costa. Eu quero o divórcio."
A Mentira Por Trás do Berço

A Mentira Por Trás do Berço

Acordei no hospital após o acidente de carro que me roubou o nosso bebé de sete meses. Mal abri os olhos, ouço Leo a falar ao telefone: "Não, o bebé... o bebé não sobreviveu." A dor era dilacerante, o vazio na minha barriga insuportável. Mas em vez de consolo, recebi uma mensagem do meu sogro: "Tens de ser forte pela Sofia. Ela precisa de uma mãe." Para eles, eu não era uma mãe de luto, era a substituta da mãe falecida da Sofia, e tinha falhado na minha única tarefa: dar um herdeiro. Leo evitava-me, a nossa perda era um tema proibido. Quando tentei falar, ele explodiu: "Sinto raiva por teres sido tão descuidada!" Culpava-me pelo acidente causado por um condutor bêbado. O choque e a raiva cresciam. Eu questionava se o meu casamento era amor ou apenas conveniência. Será que eu era só um útero para preencher um vazio? Um dia, Sofia, a filha do Leo, mostra-me algo que me gela o sangue: o diário da sua mãe, Clara. Lembro-me do que a Sofia me disse: "O avô disse que a mamã estava grávida de um menino quando ficou doente." Leo sempre me escondera que Clara morrera grávida. Ao ler as palavras de Clara, o horror instalou-se. Ela não morreu de cancro, eles deixaram-na morrer! Forçaram-na a adiar o tratamento para dar à luz um herdeiro. Eles tinham-na sacrificado pelo seu egoísmo, e eu era a próxima. A raiva fria preencheu-me. Peguei no telemóvel e liguei ao meu pai: "Pai, podes vir buscar-me? Preciso de sair desta casa." O passado e o futuro colidiram, e eu sabia que não seria mais uma vítima.
A Geladeira e o Segredo

A Geladeira e o Segredo

A geladeira zumbia baixo, um som constante que eu nunca notava, até Ana Paula ir embora. Então, algo que nunca imaginei: escondido no fundo da geladeira, um pequeno frasco de vidro, frio ao toque, com um líquido transparente e algo minúsculo flutuando dentro. Minha esposa, perfeita e dedicada, no fundo, era uma farsante manipuladora. "Atestado de Procedimento de Interrupção de Gravidez." O pior veio depois: o nome do parceiro não era o meu, mas de Marcos, o amigo da faculdade que meu sogro tratava como filho. De repente, o homem apaixonado morreu, e em seu lugar nasceu um homem frio, calculista, com um único desejo: vingança. Descobri que ela ia a um "happy hour" que na verdade era um encontro com Marcos. Segui-a até um bairro nobre e vi os dois abraçados na sacada, rindo, trocando beijos longos e profundos. "Ele não desconfia de nada. É tão ingênuo." Sua voz foi como um soco no meu estômago. A dor era física, mas a humilhação de ter sido enganado por tanto tempo era ainda pior. A vingança não era mais apenas um desejo, era uma necessidade, a única coisa que me manteria vivo. Meus anos de sacrifício por ela, de abrir mão de promoções pelo nosso futuro, eram uma farsa. Ela me usou como provedor, enquanto se divertia com outro. No bar, o álcool queimava, mas não apagava a imagem deles juntos. Meu sogro queria um neto, e eu o daria um presente inesquecível em seu aniversário de 60 anos. Ao sair do bar, esbarrei novamente com eles no parque, no nosso lugar romântico. Não me contive. "Ricardo? O que você está fazendo aqui?" Eu o soquei sem dizer uma palavra. "Ricardo, para! Você está louco?" Ela não me ajudou; correu para ele e me deu um tapa, me jogando no lago. "Ele que se dane. Ele mereceu." Eles me abandonaram para morrer, a última fagulha do meu amor se extinguiu para sempre. No hospital, ela se importava apenas com o amante. "Eu agredi o Marcos? E você, Ana Paula? O que você fez? Você me deixou para morrer em um lago." Decidi que queria o divórcio e que daria ao meu sogro o presente que ele tanto queria na festa. O palco estava montado.
De Peça de Museu a Rainha da Minha Vida

De Peça de Museu a Rainha da Minha Vida

Liana, a mulher que sacrificou cada sonho pela família Alencar e pelo marido Heitor, esperava-o no décimo aniversário de casamento. A casa, impregnada com o aroma do seu prato favorito, moqueca. Eu era a imagem da esposa perfeita, vestida no seda que ele me deu, à espera da noite ideal. Mas a mentira chegou com um telefonema: "Emergência com distribuidores internacionais. Não vou conseguir chegar para o jantar." Momentos depois, a televisão: Heitor, com o nosso filho Tiago, aplaudindo Isabella, a nova estrela da Bossa Nova que acabara de ganhar o prémio. A traição que eu suspeitava há meses, confirmada em rede nacional. Não só a amante, mas também o filho deles? E depois, a Isabella a confrontar-me, a gabar-se da sua gravidez e de que me iria substituir, com a aprovação silenciosa de toda a família dele. 'Mamã, porque é que o papá disse que a tia Bella é a nova rainha da casa?', Tiago perguntou. 'Ela disse que o Liana parecia uma peça de museu. Bonita, mas fria. Sem vida. Ele está farto dela.' Ele disse isso sobre mim, a mulher que lhe deu a vida, a herança, tudo. A dor era física, roubando-me o ar. Mas as lágrimas não vieram. Em vez disso, uma frieza gelada assaltou-me. Como pude ser tão cega, tão ingénua? Não haveria divórcio escandaloso. Nem brigas públicas. Não, eu iria desaparecer. Lembrei-me do segredo da minha avó: uma conta secreta, um fundo de emergência. A pesquisa foi rápida: 'Agência Fênix'. 'Eu quero morrer', anunciei. 'Quero que seja um acidente de carro. Na Rodovia dos Imigrantes. E que o meu marido, Heitor, seja o motorista que o provoca.' A minha nova vida começava em Lisboa. A minha vingança também.
Entre Escombros e Um Novo Caminho

Entre Escombros e Um Novo Caminho

O mundo desabou quando o médico disse que a perna do meu filho, Leo, precisaria ser amputada. Em pânico, liguei para o meu marido, Miguel, que mal se dignou a atender. A voz dele, irritada, veio do outro lado: "Estou ocupado, não vês o caos? A Sofia está em pânico, o gato dela, o Mimo, desapareceu!" Ele estava a ajudar a irmã com um gato perdido, enquanto o nosso filho jazia sedado, a sua perna esmagada. A minha mão tremia enquanto ele gritava ao telefone, defendendo o tempo gasto com a irmã "frágil". Mas então, a voz trémula da minha cunhada, Sofia, chegou claramente pelo telefone: "Pedro, Miguel, muito obrigada. Se não fossem vocês, eu não sei o que faria." Fiquei ali, em choque. E o meu sogro, Pedro, que sempre desprezou o meu filho, ligou-me depois, a repreender-me: "Helena! Como é que educaste o teu filho para ser tão fraco? Os homens aguentam a dor! Ele está a fazer um drama por nada!" O meu filho de sete anos ia perder uma perna, e o avô chamava a isso "drama por nada"? Como o meu marido e a sua família podiam ser tão cegos e desumanos, priorizando uma mulher adulta e um gato a uma criança de sete anos que perdeu um membro? A revelação mais chocante veio da minha sogra: Miguel não estava a ajudar a irmã por causa de um gato, mas para encobrir um caso sórdido e proteger a "honra" da família. Naquela noite, olhei para o meu filho e soube: a guerra tinha começado. Eu me divorciaria, enfrentaria o inferno, e protegeria o Leo de uma família que valia menos do que a perna que ele perdera. Aquele hospital seria o nosso refúgio. E a minha vingança seria construir uma nova vida de paz e sucesso para nós dois.