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Quando o Amor é Uma Pontuação: O Diário da Traição

Quando o Amor é Uma Pontuação: O Diário da Traição

Thiago Alves encontrou o caderno na última gaveta da minha mesinha de cabeceira. Nele, cada um dos seus deslizes era uma contabilidade fria: menos 5 pontos por esquecer o aniversário de casamento, menos 3 por cancelar o jantar com os meus pais. No final da primeira página, a sentença cruel: "Limite: 100 pontos. Quando chegar a zero, o divórcio." Não que importasse. Ele já tinha feito a sua escolha. Quando Isabela, o seu "primeiro amor" e "inspiração", ligou a chorar depois de um acidente simulado, ele nem hesitou. Deixou-me para trás, a comida a arrefecer no prato, ignorando o nosso jantar de família. No hospital, ouvi-o confessar, com a minha alma a partir-se: "Eu faria qualquer coisa por ti, Isabela. Tornei-me jogador de futebol porque sonhavas em casar com uma estrela do desporto." Aquele casamento, que eu pensava ser amor, era apenas uma promessa ao meu pai morto, um prémio de consolação para ele, já que Isabela se tinha casado com outro. Então, o acidente. Ferida, sozinha, no hospital. Ele no quarto ao lado, "consolando" Isabela. Quando precisei de uma transfusão urgente, o sangue, raro, estava reservado para ela, por uma "crise alérgica" falsa. Liguei para ele, o meu marido. A sua voz, fria, respondeu: "Não. Não vou arriscar a vida da Isabela por uma desconhecida. Mantenham o sangue reservado." Uma desconhecida. A sua esposa. E então, a verdade me atingiu: eu estava grávida. Ele tinha sentenciado o nosso próprio filho à morte. A dor era tão insuportável quanto o gelo que agora cobria o meu coração. Eu não choro mais. Não há mais lágrimas. Agarrei na caneta, com a mão firme, e zerei a pontuação. "Thiago, o nosso amor morreu. E tu mataste o nosso filho." Assinei os papéis do divórcio. Deixei para trás aquele passado frio e a sombra dela. Curitiba espera-me. Eu vou reconstruir a minha vida, doce por doce.
A Paixão Cega e a Traição

A Paixão Cega e a Traição

Quando eu tinha dez anos, fui levada para a mansão dos Almeida, a família mais rica da cidade. Eu era Sofia, a filha bastarda de Ricardo Almeida, e meus olhos se fixaram em Gabriel Santos, o namorado da minha meia-irmã, Juliana. Por sete longos anos, agi como uma cadela fiel, obcecada por ele, fazendo loucuras como abandonar meu vestibular para esperá-lo. Todos pensavam que eu era patética, a piada da família. Até que um dia, vi Gabriel e Juliana se beijando no carro dele, um beijo faminto, e ouvi a conversa deles no banheiro. "Ela é útil. Enquanto ela estiver obcecada por mim, sua mãe não vai suspeitar de nada. E seu pai... gosta da 'filha grata' dele. Isso me ajuda a conseguir os contratos que eu quero." Era tudo uma farsa. Eu era usada por todos: Gabriel para manipular Juliana, Juliana para se sentir superior, Lúcia para manter a imagem de caridade e Ricardo para acalmar a consciência. Saí da mansão, e escutei as empregadas: "Coitada da Sofia. Tão apaixonada pelo Sr. Gabriel, mas ele só tem olhos para a Srta. Juliana. É o destino. Uma é a filha legítima, a outra é só... a outra. Nunca vai dar certo." Um sorriso frio se formou em meus lábios. Eles pensaram que eu era uma peça no jogo deles, mas mal sabiam que era eu quem estava movendo as peças. O vestibular que abandonei? O primeiro passo do meu plano. Um sacrifício tão grande, tão público, que ninguém duvidaria da minha paixão cega. Ninguém suspeitaria que, por trás da garota ingênua e obcecada, existia uma mulher calculista esperando o momento certo para a vingança. A vingança pela minha mãe. A vingança por tudo que eles me fizeram. O jogo estava apenas começando, e eu ia destruir todos eles.