A Estrela da Manhã Que Renasceu

A Estrela da Manhã Que Renasceu

Maura Dylan

5.0
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Capítulo

Meus pais me chamaram à sala de estar, o ar pesado com uma formalidade gelada. Eu, Sofia Pereira, sempre fui a segunda, a dispensável, a sombra da minha irmã Beatriz. Até que a notícia do noivado da minha irmã Beatriz e Diogo Almeida me atingiu como um raio. E, para 'garantir a harmonia', fui sentenciada a um 'retiro espiritual': exilada num convento remoto na Serra da Estrela, até o casamento ser 'consumado'. O eufemismo 'problemas' pairou, mais uma condenação do que uma sugestão. Desde que nasci, fui apenas uma ferramenta: um rim sobressalente para a minha irmã doente, a minha vida inteira moldada pela necessidade deles. O meu amor por Diogo - a quem secretamente chamei 'Estrela da Manhã' - foi roubado: Beatriz aproveitou-se da amnésia dele, convencendo-o de que ela fora a sua salvadora. Diogo, o homem que eu amava, agora me via com desprezo e crueldade. Humilhada publicamente na festa de noivado, abandonada no hospital pelo desmaio, a minha família preocupava-se apenas em pagar a conta. Meu pai agrediu-me fisicamente, cego de raiva: 'A tua única utilidade foi o rim que deste. De resto, só tens sido um fardo!' Como pude ser tão cega? Como a crueldade deles me marcou? A minha existência era apenas um fardo, uma ferramenta. A dor excruciante, a traição dos que mais amava. Mas, no fundo do poço, algo estalou: uma clareza aterrorizante. A Sofia Pereira morreu ali. E comecei a fazer as malas, não para um convento, mas para uma nova vida. Uma vida onde eu serei a protagonista, não uma figurante sofredora.

Introdução

Meus pais me chamaram à sala de estar, o ar pesado com uma formalidade gelada. Eu, Sofia Pereira, sempre fui a segunda, a dispensável, a sombra da minha irmã Beatriz.

Até que a notícia do noivado da minha irmã Beatriz e Diogo Almeida me atingiu como um raio. E, para 'garantir a harmonia', fui sentenciada a um 'retiro espiritual': exilada num convento remoto na Serra da Estrela, até o casamento ser 'consumado'.

O eufemismo 'problemas' pairou, mais uma condenação do que uma sugestão. Desde que nasci, fui apenas uma ferramenta: um rim sobressalente para a minha irmã doente, a minha vida inteira moldada pela necessidade deles. O meu amor por Diogo - a quem secretamente chamei 'Estrela da Manhã' - foi roubado: Beatriz aproveitou-se da amnésia dele, convencendo-o de que ela fora a sua salvadora. Diogo, o homem que eu amava, agora me via com desprezo e crueldade. Humilhada publicamente na festa de noivado, abandonada no hospital pelo desmaio, a minha família preocupava-se apenas em pagar a conta. Meu pai agrediu-me fisicamente, cego de raiva: 'A tua única utilidade foi o rim que deste. De resto, só tens sido um fardo!'

Como pude ser tão cega? Como a crueldade deles me marcou? A minha existência era apenas um fardo, uma ferramenta. A dor excruciante, a traição dos que mais amava.

Mas, no fundo do poço, algo estalou: uma clareza aterrorizante. A Sofia Pereira morreu ali. E comecei a fazer as malas, não para um convento, mas para uma nova vida. Uma vida onde eu serei a protagonista, não uma figurante sofredora.

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Eu estava relaxando em casa, esperando Patrícia chegar do trabalho, quando decidi dar uma olhada no vídeo que ela acabou de postar. Era só uma visão do novo escritório dela, lá no arranha-céu no Centro. "Um novo começo!", dizia a legenda. Mas aí o áudio... ouvi a voz de um homem, brincando: "Com um escritório desses, você nem precisa mais daquele seu namorado, né?". E a risada da Patrícia, antes de responder, com uma frieza que eu nunca tinha escutado: "Não. Eu ganho milhões por ano; ele é só um cachorro que eu sustento". O telefone quase caiu da minha mão. "Um cachorro que eu sustento." As palavras ficaram ecoando na minha cabeça, uma martelada no peito, de novo e de novo. Cinco anos. Cinco anos em que larguei tudo pela carreira dela: a empresa da minha família, briguei com meu pai, mudei de cidade. Eu era o porto seguro, o 'faz-tudo' em casa, para que ela pudesse brilhar. E agora eu entendi. Não era um parceiro. Era um animal de estimação. A amargura subiu, sufocante. Caminhei em transe até o quarto, peguei a caixinha de veludo. O anel de noivado de diamante rosa que eu planejava dar a ela em dez dias, zombando de mim. Sem pensar duas vezes, joguei-o pela janela, observando o brilho desaparecer na escuridão. Nenhum arrependimento. Apenas um vazio gelado. Peguei o celular e liguei para meu pai: "Pai, aceito o casamento arranjado. Demita a Patrícia da empresa". Depois, para a organizadora do casamento. "A noiva", eu disse, com voz firme. "A noiva precisa ser trocada. Sim, é outra pessoa." Ela ficou em choque, mas eu desliguei. Sentei no escuro, esperando. A contagem regressiva para a humilhação dela tinha começado.

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