A Última Nota do Amor Perdido

A Última Nota do Amor Perdido

Gavin

5.0
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26
Capítulo

"Tio Tiago, queria que você fosse meu pai." A voz do meu filho Léo, de sete anos, me atingiu como um raio. Eu estava parado do lado de fora da sala, com os ingressos do show de rock que ele tanto queria no bolso, imaginando sua felicidade. Mas então, vi Léo abraçado à perna de Tiago, meu cunhado e ex-namorado da minha esposa Isabela. Tiago sorria, vitorioso, enquanto meu filho expressava seu desejo mais profundo: que ele fosse seu pai. "O papai só sabe daquela música de velho" , Léo completou, me esfaqueando com cada palavra. Abri a porta e entrei em casa, invisível. Ninguém me notou. A mesa de jantar estava posta para três: Isabela, Tiago e Léo. Não havia lugar para mim. Isabela me viu, o sorriso sumindo, substituído por aborrecimento. "Ah, você chegou, Lucas. Por que não avisou?" E meu próprio filho, ao me ver, apontou para meus sapatos: "Pai, você está sujando o chão. A mamãe acabou de limpar." "Lucas, coma alguma coisa na cozinha. A mesa está posta para nós" , ela ordenou. Naquela noite, a humilhação me queimou a alma. Eles foram para um passeio de iate luxuoso para celebrar o aniversário de Léo, e Isabela me enviou um vídeo de Tiago a pedindo em casamento, com meu filho como pajem. A festa que eu preparei para Léo ficou intocada. Quando voltaram, Léo, incentivado por Tiago, me jogou um saco de lixo em cima, gritando: "Lixo! Você é um lixo!" Naquele momento, enquanto o cheiro do lixo impregnava minha roupa, e o desprezo de meu filho era evidente, algo se estilhaçou dentro de mim. O amor, a esperança, a dor... tudo desapareceu. Restou apenas um vazio gelado. E uma nova e gélida determinação. Peguei meu celular e liguei para meu advogado. "Mudei de ideia. Eu não quero mais sair de mãos abanando. Eu quero o que é meu por direito. Eu quero justiça."

Introdução

"Tio Tiago, queria que você fosse meu pai."

A voz do meu filho Léo, de sete anos, me atingiu como um raio.

Eu estava parado do lado de fora da sala, com os ingressos do show de rock que ele tanto queria no bolso, imaginando sua felicidade.

Mas então, vi Léo abraçado à perna de Tiago, meu cunhado e ex-namorado da minha esposa Isabela. Tiago sorria, vitorioso, enquanto meu filho expressava seu desejo mais profundo: que ele fosse seu pai.

"O papai só sabe daquela música de velho" , Léo completou, me esfaqueando com cada palavra.

Abri a porta e entrei em casa, invisível. Ninguém me notou. A mesa de jantar estava posta para três: Isabela, Tiago e Léo. Não havia lugar para mim.

Isabela me viu, o sorriso sumindo, substituído por aborrecimento. "Ah, você chegou, Lucas. Por que não avisou?"

E meu próprio filho, ao me ver, apontou para meus sapatos: "Pai, você está sujando o chão. A mamãe acabou de limpar."

"Lucas, coma alguma coisa na cozinha. A mesa está posta para nós" , ela ordenou.

Naquela noite, a humilhação me queimou a alma. Eles foram para um passeio de iate luxuoso para celebrar o aniversário de Léo, e Isabela me enviou um vídeo de Tiago a pedindo em casamento, com meu filho como pajem. A festa que eu preparei para Léo ficou intocada.

Quando voltaram, Léo, incentivado por Tiago, me jogou um saco de lixo em cima, gritando: "Lixo! Você é um lixo!"

Naquele momento, enquanto o cheiro do lixo impregnava minha roupa, e o desprezo de meu filho era evidente, algo se estilhaçou dentro de mim. O amor, a esperança, a dor... tudo desapareceu.

Restou apenas um vazio gelado. E uma nova e gélida determinação.

Peguei meu celular e liguei para meu advogado. "Mudei de ideia. Eu não quero mais sair de mãos abanando. Eu quero o que é meu por direito. Eu quero justiça."

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Eu era a herdeira rebelde de um império, mas secretamente, era o brinquedo de Fabrício Rolim, o homem contratado pelo meu pai para me "disciplinar". Por dois anos, fui sua amante, sua "Minha Joia", acreditando em seu amor tortuoso. Tudo desmoronou quando descobri a verdade: ele me usava como vingança contra meu pai, enquanto seu verdadeiro amor era minha recém-descoberta meia-irmã, Jessica. Ele e meu pai se uniram para me humilhar. Leiloaram o colar da minha mãe, a única lembrança que eu tinha dela, e Fabrício deixou Jessica destruí-lo na minha frente. Ele gravou nossos momentos íntimos para me chantagear e até me entregou à polícia para ser espancada. "Você é minha, Taisa! Minha!", ele gritou, desesperado, quando tentei fugir. Mas a dor me deu clareza. Eu não era mais a vítima. Grávida e presa em sua ilha particular, fingi submissão. Usei seu amor pelo nosso filho e sua arrogância para planejar minha fuga. Agora, com o motor da lancha roncando sob a escuridão, eu finalmente estava livre, deixando para trás o homem que me quebrou e carregando a única coisa que importava: meu filho e minha liberdade. Para o mundo, eu era Taisa Leitão, a herdeira rebelde e radiante de um império do agronegócio. Por trás das portas fechadas, eu era "Minha Joia", um segredo guardado por Fabrício Rolim, o homem que me possuía todas as noites. O contraste entre essas duas vidas era tão gritante quanto a luz do sol e a escuridão.

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