Eles Vão Pagar

Eles Vão Pagar

Gavin

5.0
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11
Capítulo

Eu estava grávida de oito meses, prestes a dar as boas-vindas ao nosso Tiago. Com o Miguel, meu marido, planeávamos um futuro feliz e uma vida serena. Era para ser o capítulo mais alegre da nossa história. Mas num instante, tudo desabou num pesadelo. Um acidente brutal na autoestrada A5. O som ensurdecedor do metal a rasgar. O nosso carro completamente destruído. A minha mãe, Laura, gemia ao meu lado, inconsciente. Com as mãos a tremer, apesar da dor excruciante no abdómen, consegui ligar ao Miguel. Mas a sua voz não era de preocupação, era fria e impaciente. Ele não podia vir, alegou, pois tinha de cuidar da sua meia-irmã, Sofia, que "torcera o tornozelo" numa queda. No hospital, a primeira coisa que senti foi o vazio lancinante onde antes havia vida. O médico confirmou a minha maior dor: o nosso bebé não resistiu. Enquanto a minha mãe lutava pela vida nos Cuidados Intensivos, o Miguel apareceu. Não sozinho, mas com a Sofia, que mancava de forma teatral, e o seu pai, Jorge. Em vez de consolo ou luto, recebi acusações revoltantes. Ele e o Jorge disseram que eu estava "emocional" e que devia pedir desculpa à Sofia pelo "drama". Para selar o seu abandono cruel, o Miguel mudou de número, cortando qualquer forma de comunicação. Meu filho morto, minha mãe entre a vida e a morte, e meu marido os abandonava por uma mentira tão descarada? Como podiam ser tão frios e cruéis? A dor da traição era quase tão insuportável quanto a perda. A sua indiferença perfurava mais fundo que qualquer ferida física. Mas a verdade veio à tona, de forma brutal. A minha amiga Clara enviou-me a prova irrefutável. A Sofia, de salto alto, brindando alegremente com mimosas num café chique no Chiado. A data e a hora eram claras: duas horas depois do meu acidente. A sua "dor" era uma farsa abominável. Naquele instante, a minha dor transformou-se em fúria controlada. Eu não quebrei. Forjei uma armadura de raiva e determinação. E jurei que eles pagariam, cada um deles, por terem transformado a minha vida num inferno. A guerra acabava de começar, e eu tinha as armas necessárias.

Introdução

Eu estava grávida de oito meses, prestes a dar as boas-vindas ao nosso Tiago.

Com o Miguel, meu marido, planeávamos um futuro feliz e uma vida serena.

Era para ser o capítulo mais alegre da nossa história.

Mas num instante, tudo desabou num pesadelo.

Um acidente brutal na autoestrada A5.

O som ensurdecedor do metal a rasgar.

O nosso carro completamente destruído.

A minha mãe, Laura, gemia ao meu lado, inconsciente.

Com as mãos a tremer, apesar da dor excruciante no abdómen, consegui ligar ao Miguel.

Mas a sua voz não era de preocupação, era fria e impaciente.

Ele não podia vir, alegou, pois tinha de cuidar da sua meia-irmã, Sofia, que "torcera o tornozelo" numa queda.

No hospital, a primeira coisa que senti foi o vazio lancinante onde antes havia vida.

O médico confirmou a minha maior dor: o nosso bebé não resistiu.

Enquanto a minha mãe lutava pela vida nos Cuidados Intensivos, o Miguel apareceu.

Não sozinho, mas com a Sofia, que mancava de forma teatral, e o seu pai, Jorge.

Em vez de consolo ou luto, recebi acusações revoltantes.

Ele e o Jorge disseram que eu estava "emocional" e que devia pedir desculpa à Sofia pelo "drama".

Para selar o seu abandono cruel, o Miguel mudou de número, cortando qualquer forma de comunicação.

Meu filho morto, minha mãe entre a vida e a morte, e meu marido os abandonava por uma mentira tão descarada?

Como podiam ser tão frios e cruéis?

A dor da traição era quase tão insuportável quanto a perda.

A sua indiferença perfurava mais fundo que qualquer ferida física.

Mas a verdade veio à tona, de forma brutal.

A minha amiga Clara enviou-me a prova irrefutável.

A Sofia, de salto alto, brindando alegremente com mimosas num café chique no Chiado.

A data e a hora eram claras: duas horas depois do meu acidente.

A sua "dor" era uma farsa abominável.

Naquele instante, a minha dor transformou-se em fúria controlada.

Eu não quebrei.

Forjei uma armadura de raiva e determinação.

E jurei que eles pagariam, cada um deles, por terem transformado a minha vida num inferno.

A guerra acabava de começar, e eu tinha as armas necessárias.

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