A Escolha de Isabel

A Escolha de Isabel

Susan

5.0
Comentário(s)
196
Leituras
11
Capítulo

Quando o médico disse que o meu filho, Leo, tinha morrido, o meu mundo desabou. Eu estava no hospital, o chão frio sob os meus pés, enquanto as notícias da TV falavam de um colapso na mina. Forçando-me a levantar, fui procurar a minha esposa, Isabel. Encontrei-a no quarto do irmão, Miguel, ferido mas vivo. A voz dela era de alívio, a do meu sogro, de orgulho: "Fizeste bem, Isabel. A família vem sempre em primeiro lugar." Quando entrei, os olhos dela não tinham tristeza, apenas irritação. "O que estás a fazer aqui, Afonso?", perguntou. "O nosso filho está morto, Isabel," respondi, a minha voz estranha. A resposta dela foi um murro no estômago: "Eu sei. Foi um acidente terrível. Mas agora, o Miguel precisa de mim!" Um acidente terrível. Era assim que ela descrevia a morte do nosso único filho, por quem ela não esteve lá. "Onde estavas tu, Isabel?" "Ele ligou-te. Estava com febre alta." "O Miguel ligou-me primeiro! Ele estava preso na mina! Tive de o ir ajudar!" Ela escolheu o irmão, ferido com um tornozelo torcido, em vez do nosso filho de seis anos que pedia ajuda. O Leo não ia querer isto? O Leo não estava morto se ela não o tivesse abandonado. Ela atirou as coisas dele para o lixo, cuspiu que eu era fraco, que a culpa não era dela. O tapa dela queimava na minha bochecha. Como ela se atreveu a dizer isso? Decidi. Não tinha mais nada a perder. O divórcio estava à mesa e, desta vez, eu não desistiria até que ela perdesse tudo.

A Escolha de Isabel Introdução

Quando o médico disse que o meu filho, Leo, tinha morrido, o meu mundo desabou.

Eu estava no hospital, o chão frio sob os meus pés, enquanto as notícias da TV falavam de um colapso na mina.

Forçando-me a levantar, fui procurar a minha esposa, Isabel.

Encontrei-a no quarto do irmão, Miguel, ferido mas vivo.

A voz dela era de alívio, a do meu sogro, de orgulho: "Fizeste bem, Isabel. A família vem sempre em primeiro lugar."

Quando entrei, os olhos dela não tinham tristeza, apenas irritação.

"O que estás a fazer aqui, Afonso?", perguntou.

"O nosso filho está morto, Isabel," respondi, a minha voz estranha.

A resposta dela foi um murro no estômago: "Eu sei. Foi um acidente terrível. Mas agora, o Miguel precisa de mim!"

Um acidente terrível. Era assim que ela descrevia a morte do nosso único filho, por quem ela não esteve lá.

"Onde estavas tu, Isabel?" "Ele ligou-te. Estava com febre alta."

"O Miguel ligou-me primeiro! Ele estava preso na mina! Tive de o ir ajudar!"

Ela escolheu o irmão, ferido com um tornozelo torcido, em vez do nosso filho de seis anos que pedia ajuda.

O Leo não ia querer isto? O Leo não estava morto se ela não o tivesse abandonado.

Ela atirou as coisas dele para o lixo, cuspiu que eu era fraco, que a culpa não era dela. O tapa dela queimava na minha bochecha.

Como ela se atreveu a dizer isso?

Decidi. Não tinha mais nada a perder.

O divórcio estava à mesa e, desta vez, eu não desistiria até que ela perdesse tudo.

Continuar lendo

Outros livros de Susan

Ver Mais
A Vingança da Mulher Rejeitada: O Bebé Perdido

A Vingança da Mulher Rejeitada: O Bebé Perdido

Moderno

5.0

Quando abri os olhos, o teto estéril do hospital e a dor excruciante na minha barriga lisa foram a minha nova realidade. O cheiro de desinfetante não podia abafar o cheiro a desespero. Eu tinha perdido o meu bebé. Com as mãos a tremer, liguei ao meu marido, Pedro, esperando consolo. Mas a sua voz, outrora cheia de pânico, endureceu ao ouvir a notícia. "Eva, não é altura para piadas. É o aniversário do teu pai, a Sofia organizou uma grande festa!" E então, ao fundo, ouvi a voz da minha meia-irmã, Sofia, a reclamar do bolo de aniversário. O meu pai ligou a seguir, a sua voz tão fria quanto a do Pedro. "Hospital? Que desculpa é essa agora? Não podias ter esperado até amanhã para me dizeres isso? Não contes a ninguém, vai estragar o ambiente!" O choque de ver a minha dor e a morte do meu filho serem reduzidas a um mero inconveniente era esmagador. O homem com quem me casei e o meu próprio pai valorizavam mais uma festa do que a vida do meu bebé. Enquanto eu jazia na cama de hospital, dilacerada pela dor física e emocional, eles preocupavam-se em não estragar o seu "dia perfeito". Como podia a minha perda ser menos importante que um bolo? Menos importante que o orgulho deles? A minha dor transformou-se em fúria. Eles queriam que eu desaparecesse? Queriam que a minha tragédia fosse ignorada para manter as aparências? Se eles queriam uma cena, eu ia dar-lhes a melhor que já viram. Eu ia destruir a sua festa perfeita.

Você deve gostar

Resistindo ao Meu Marido Mafioso Possessivo

Resistindo ao Meu Marido Mafioso Possessivo

Ife Anyi

Aviso: Conteúdo 18+ para público adulto. Trecho do Livro: Donovan: Seus olhos verdes encantadores, que estavam vivos de paixão no dia em que eu disse que ela podia ir às compras, agora estão pálidos, com apenas o desespero dançando dentro deles. "Estou muito ciente dos meus deveres como sua esposa, Sr. Castellano." Meus olhos escurecem com o uso formal do meu nome. Já disse para ela parar com isso. Parece errado. Como se ela não me pertencesse. Cerrei o maxilar enquanto espero que ela termine a frase, mas seu sorriso frio se alarga. "Ah, você não gosta quando eu te chamo de Sr. Castellano, não é? Que pena. Você não pode forçar a minha boca a dizer o que você quer ouvir." O sangue corre para minha virilha enquanto suas palavras se acomodam no ar tenso entre nós. Será que ela percebe a gravidade do que acabou de dizer? Será que ela sabe que gemeu meu nome enquanto eu tinha sua boceta molhada na minha boca? Será que sabe o quanto ficou carente quando quis que eu a tomasse, mesmo sem estar totalmente acordada? E será que ela tem consciência de que eu sei o quanto ela me deseja em seus sonhos, enquanto na vida real finge me odiar? Ela me encara com raiva enquanto eu ferve, olhando para baixo, para ela. "É Donovan", digo sombriamente, resistindo à atração dos lábios dela e mantendo meu olhar em seus olhos. "Sr. Castellano", ela rebate. Meu rosto se aproxima, pronto para lhe dar um beijo punitivo, quando um som seco ecoa pelo quarto e então percebo, tarde demais, que acabei de levar um tapa, meu rosto virando para o lado, afastando-se de Eliana. Eliana me deu um tapa. A filha de Luis Santario acabou de me dar um tapa. Assim como o pai dela fizera muitas noites atrás. A vergonha me invade, mas logo é esmagada por uma raiva quente e violenta. Como ela ousa? Como essa vadia ousa?! A bochecha dela fica vermelha instantaneamente com as marcas dos meus dedos. O sangue escorre de seu nariz, e o cabelo, que estava preso em um coque bagunçado, se espalha ao redor de seu rosto. A cabeça de Eliana permanece baixa enquanto o sangue de seu nariz pinga sobre os lençóis brancos da cama. --- Eliana: Eu sei que estou assinando minha sentença de morte ao provocá-lo desse jeito, mas o que mais posso fazer quando ele já planejou me matar? Posso muito bem facilitar as coisas para ele, tirando-o do sério. Se eu não o afastar, tenho medo de começar a confundir as linhas entre meus sonhos e a realidade. O Donovan dos meus sonhos é drasticamente diferente do da vida real. Se meus planos para escapar desse casamento não derem certo, posso acabar morta ou, pior ainda, apaixonada por Donovan Castellano. E eu prefiro morrer agora a me apaixonar por ele e morrer depois. --- Anos atrás, Donovan Castellano passou por algo que o mudou irrevogavelmente para pior, e o pai de Eliana foi o culpado. Anos depois, o pai de Eliana morre. Eliana não conhece o passado sombrio do pai nem o motivo de Donovan Castellano tê-la comprado e depois se casado com ela. Mas ela sabe que ele quer sangue e pretende matá-la. Porém, por quanto tempo ela continuará se defendendo quando a forma como ele a toca e a beija em seus sonhos começa a confundir os limites entre realidade e ficção? Donovan conseguirá finalmente se vingar de Eliana pelo que o pai dela lhe fez? E Eliana conseguirá resistir às investidas de seu marido mafioso possessivo, mesmo quando ele diz que quer vê-la morta? Leia para descobrir.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro
A Escolha de Isabel A Escolha de Isabel Susan Moderno
“Quando o médico disse que o meu filho, Leo, tinha morrido, o meu mundo desabou. Eu estava no hospital, o chão frio sob os meus pés, enquanto as notícias da TV falavam de um colapso na mina. Forçando-me a levantar, fui procurar a minha esposa, Isabel. Encontrei-a no quarto do irmão, Miguel, ferido mas vivo. A voz dela era de alívio, a do meu sogro, de orgulho: "Fizeste bem, Isabel. A família vem sempre em primeiro lugar." Quando entrei, os olhos dela não tinham tristeza, apenas irritação. "O que estás a fazer aqui, Afonso?", perguntou. "O nosso filho está morto, Isabel," respondi, a minha voz estranha. A resposta dela foi um murro no estômago: "Eu sei. Foi um acidente terrível. Mas agora, o Miguel precisa de mim!" Um acidente terrível. Era assim que ela descrevia a morte do nosso único filho, por quem ela não esteve lá. "Onde estavas tu, Isabel?" "Ele ligou-te. Estava com febre alta." "O Miguel ligou-me primeiro! Ele estava preso na mina! Tive de o ir ajudar!" Ela escolheu o irmão, ferido com um tornozelo torcido, em vez do nosso filho de seis anos que pedia ajuda. O Leo não ia querer isto? O Leo não estava morto se ela não o tivesse abandonado. Ela atirou as coisas dele para o lixo, cuspiu que eu era fraco, que a culpa não era dela. O tapa dela queimava na minha bochecha. Como ela se atreveu a dizer isso? Decidi. Não tinha mais nada a perder. O divórcio estava à mesa e, desta vez, eu não desistiria até que ela perdesse tudo.”
1

Introdução

26/06/2025

2

Capítulo 1

26/06/2025

3

Capítulo 2

26/06/2025

4

Capítulo 3

26/06/2025

5

Capítulo 4

26/06/2025

6

Capítulo 5

26/06/2025

7

Capítulo 6

26/06/2025

8

Capítulo 7

26/06/2025

9

Capítulo 8

26/06/2025

10

Capítulo 9

26/06/2025

11

Capítulo 10

26/06/2025