Feridas do Passado, Força do Presente

Feridas do Passado, Força do Presente

Gavin

5.0
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Capítulo

A festa de gala do prêmio de arquitetura fervilhava, e meu coração transbordava de orgulho. Meu noivo, Pedro Almeida, o recém-consagrado "Arquiteto Revelação do Ano", sorria para mim da multidão. Nossos dez anos de sonhos e planos para o casamento, marcado para o próximo mês, pareciam finalmente se concretizar. Mas a imagem de um conto de fadas desmoronou em câmera lenta, nos fundos do salão. Pedro, o mestre das palavras e meu futuro marido, estava beijando Sofia Mendes. Sofia, a jovem estudante de arquitetura que ele "apadrinhava", a protegida que eu, em minha ingenuidade, acolhi como irmã. Não era um beijo qualquer; era profundo, desesperado, o tipo de paixão que há muito não compartilhávamos. Paralisada na penumbra, ouvi o sussurro dela: "E a Isabela? Pedro, como vamos fazer?". A resposta dele quebrou-me em mil pedaços: "Calma, meu amor. A Bela é ingênua, ela acredita em tudo que eu digo. Vou dar um jeito." A dor se transformou em uma clareza assustadora: eu era uma idiota. A humilhação pública veio em seguida, quando uma foto dos dois, íntimos demais, viralizou. Pedro, com sua máscara de preocupação, propôs: "Vou levá-la [Sofia] para a Europa, para longe dos holofotes, até a poeira baixar. É o melhor para todos." Ele não estava preocupado comigo, mas com a reputação dele e da amante. Com uma calma sobrenatural, eu disse: "Tudo bem, Pedro. Vá. Cuide da Sofia." No momento em que ele se virou para ir atrás dela, eu já discava um número. Lucas Fernandes, meu amigo de infância, herdeiro da maior construtora do país. "Lucas", eu disse, a voz firme. "Você ainda quer se casar comigo?"

Introdução

A festa de gala do prêmio de arquitetura fervilhava, e meu coração transbordava de orgulho.

Meu noivo, Pedro Almeida, o recém-consagrado "Arquiteto Revelação do Ano", sorria para mim da multidão.

Nossos dez anos de sonhos e planos para o casamento, marcado para o próximo mês, pareciam finalmente se concretizar.

Mas a imagem de um conto de fadas desmoronou em câmera lenta, nos fundos do salão.

Pedro, o mestre das palavras e meu futuro marido, estava beijando Sofia Mendes.

Sofia, a jovem estudante de arquitetura que ele "apadrinhava", a protegida que eu, em minha ingenuidade, acolhi como irmã.

Não era um beijo qualquer; era profundo, desesperado, o tipo de paixão que há muito não compartilhávamos.

Paralisada na penumbra, ouvi o sussurro dela: "E a Isabela? Pedro, como vamos fazer?".

A resposta dele quebrou-me em mil pedaços: "Calma, meu amor. A Bela é ingênua, ela acredita em tudo que eu digo. Vou dar um jeito."

A dor se transformou em uma clareza assustadora: eu era uma idiota.

A humilhação pública veio em seguida, quando uma foto dos dois, íntimos demais, viralizou.

Pedro, com sua máscara de preocupação, propôs: "Vou levá-la [Sofia] para a Europa, para longe dos holofotes, até a poeira baixar. É o melhor para todos."

Ele não estava preocupado comigo, mas com a reputação dele e da amante.

Com uma calma sobrenatural, eu disse: "Tudo bem, Pedro. Vá. Cuide da Sofia."

No momento em que ele se virou para ir atrás dela, eu já discava um número.

Lucas Fernandes, meu amigo de infância, herdeiro da maior construtora do país.

"Lucas", eu disse, a voz firme. "Você ainda quer se casar comigo?"

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Eu era a herdeira rebelde de um império, mas secretamente, era o brinquedo de Fabrício Rolim, o homem contratado pelo meu pai para me "disciplinar". Por dois anos, fui sua amante, sua "Minha Joia", acreditando em seu amor tortuoso. Tudo desmoronou quando descobri a verdade: ele me usava como vingança contra meu pai, enquanto seu verdadeiro amor era minha recém-descoberta meia-irmã, Jessica. Ele e meu pai se uniram para me humilhar. Leiloaram o colar da minha mãe, a única lembrança que eu tinha dela, e Fabrício deixou Jessica destruí-lo na minha frente. Ele gravou nossos momentos íntimos para me chantagear e até me entregou à polícia para ser espancada. "Você é minha, Taisa! Minha!", ele gritou, desesperado, quando tentei fugir. Mas a dor me deu clareza. Eu não era mais a vítima. Grávida e presa em sua ilha particular, fingi submissão. Usei seu amor pelo nosso filho e sua arrogância para planejar minha fuga. Agora, com o motor da lancha roncando sob a escuridão, eu finalmente estava livre, deixando para trás o homem que me quebrou e carregando a única coisa que importava: meu filho e minha liberdade. Para o mundo, eu era Taisa Leitão, a herdeira rebelde e radiante de um império do agronegócio. Por trás das portas fechadas, eu era "Minha Joia", um segredo guardado por Fabrício Rolim, o homem que me possuía todas as noites. O contraste entre essas duas vidas era tão gritante quanto a luz do sol e a escuridão.

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