Entre a Vida e a Dor

Entre a Vida e a Dor

Gavin

5.0
Comentário(s)
128
Leituras
11
Capítulo

Aos três anos, fui abandonada na porta dos Silva, um casal pobre que me criou. Ou, como eles preferiam dizer, me transformou na empregada não remunerada, no saco de pancadas de suas frustrações. Dezoito anos depois, um carro de luxo parou em nossa porta, e os ricos Fernandes me disseram que eu era a filha deles, roubada na maternidade. Meu coração, há muito anestesiado, pulsou com uma esperança avassaladora: uma família de verdade! Mas a mão cruel da senhora Silva apertou meu braço. "Fique quieta, sua imprestável", ela sibilou. Eles apresentaram Patrícia, a filha biológica deles, vestida com um luxuoso vestido branco que eu havia passado a manhã inteira a ferro. Assisti, paralisada e trancada na cozinha, enquanto Patrícia partia no carro que deveria ser meu. Naquela noite, a fúria dos meus 'pais' adotivos atingiu um novo nível, culminando em mais uma surra brutal. "Você quase estragou tudo, sua praga!" Minha alma estava dormente, mas a satisfação sombria de que a ganância deles os destruiria começou a crescer. E foi exatamente isso que aconteceu quando a van os trouxe de volta Patrícia, quase irreconhecível, o vestido branco manchado de sangue. A impostora havia sido descoberta. O jogo dos Silva, e dos Fernandes, tinha falhado. Então, eles voltaram, e eu revelei a verdade, provando minha identidade com uma pulseira de sol e uma marca de nascença de lua crescente. Livre dos Silva, fui para uma mansão luxuosa. Mas a troca de jaulas douradas veio com uma revelação chocante: eu não era a filha deles. Eu era uma doadora de medula, "concebida" para salvar Camila, minha irmã gêmea doente. "Ela precisa de um transplante que só você pode fornecer." Minha esperança se transformou em amargura; eu era apenas um objeto. À noite, ouvi o plano deles: me sedariam para a extração do osso, sem anestesia. Cuspi o "sedativo" em uma planta, fingindo ser a dócil Ana. Senti a agulha perfurar meu quadril, a dor excruciante, mas mordi a bochecha para não gritar. Lágrimas de fúria silenciosa escorreram enquanto minha medula era sugada. O transplante falhou, e a senhora Fernandes me espancou, gritando: "É sua culpa! Sua medula é podre, como você!" "Por que você está viva enquanto minha Camila está morrendo?" Mas eu tinha um plano. Escondi o ódio, fiz-me de vítima e me infiltrei no escritório dos Fernandes. Descobri diários de experimentos genéticos ilegais, um laboratório secreto embaixo do hospital, crianças "descartadas". Fotografei tudo e enviei anonimamente para a imprensa. No dia da segunda extração, a bomba explodiu: a imprensa expôs os crimes dos Fernandes, e o hospital confirmou que não tínhamos parentesco. "Outra fraude! A pulseira... a marca de nascença... Como?" O senhor Fernandes tentou me estrangular na frente das câmeras, e os poucos segundos de escuridão me mostraram que era a hora da cartada final. A polícia chegou, prendendo os Fernandes. Então, a notícia: "Camila Fernandes não resistiu. Faleceu." O pai, quebrado pela dor e ódio, gritou: "Você matou minha filha! Quem é você?" "Eu não sou a Ana," revelei. "A verdadeira Ana morreu há doze anos, por negligência. Minha mãe, que a roubou e depois me abandonou, me confessou antes de morrer de overdose." "Meu nome é Helena. E o homem que me espera... o promotor... é meu pai." Corri para seus braços, finalmente livre, não mais a Ana de reposição ou a órfã maltratada. Eu era Helena, em busca de justiça e de um novo começo.

Introdução

Aos três anos, fui abandonada na porta dos Silva, um casal pobre que me criou.

Ou, como eles preferiam dizer, me transformou na empregada não remunerada, no saco de pancadas de suas frustrações.

Dezoito anos depois, um carro de luxo parou em nossa porta, e os ricos Fernandes me disseram que eu era a filha deles, roubada na maternidade.

Meu coração, há muito anestesiado, pulsou com uma esperança avassaladora: uma família de verdade!

Mas a mão cruel da senhora Silva apertou meu braço.

"Fique quieta, sua imprestável", ela sibilou.

Eles apresentaram Patrícia, a filha biológica deles, vestida com um luxuoso vestido branco que eu havia passado a manhã inteira a ferro.

Assisti, paralisada e trancada na cozinha, enquanto Patrícia partia no carro que deveria ser meu.

Naquela noite, a fúria dos meus 'pais' adotivos atingiu um novo nível, culminando em mais uma surra brutal.

"Você quase estragou tudo, sua praga!"

Minha alma estava dormente, mas a satisfação sombria de que a ganância deles os destruiria começou a crescer.

E foi exatamente isso que aconteceu quando a van os trouxe de volta Patrícia, quase irreconhecível, o vestido branco manchado de sangue.

A impostora havia sido descoberta.

O jogo dos Silva, e dos Fernandes, tinha falhado.

Então, eles voltaram, e eu revelei a verdade, provando minha identidade com uma pulseira de sol e uma marca de nascença de lua crescente.

Livre dos Silva, fui para uma mansão luxuosa.

Mas a troca de jaulas douradas veio com uma revelação chocante: eu não era a filha deles.

Eu era uma doadora de medula, "concebida" para salvar Camila, minha irmã gêmea doente.

"Ela precisa de um transplante que só você pode fornecer."

Minha esperança se transformou em amargura; eu era apenas um objeto.

À noite, ouvi o plano deles: me sedariam para a extração do osso, sem anestesia.

Cuspi o "sedativo" em uma planta, fingindo ser a dócil Ana.

Senti a agulha perfurar meu quadril, a dor excruciante, mas mordi a bochecha para não gritar.

Lágrimas de fúria silenciosa escorreram enquanto minha medula era sugada.

O transplante falhou, e a senhora Fernandes me espancou, gritando: "É sua culpa! Sua medula é podre, como você!"

"Por que você está viva enquanto minha Camila está morrendo?"

Mas eu tinha um plano.

Escondi o ódio, fiz-me de vítima e me infiltrei no escritório dos Fernandes.

Descobri diários de experimentos genéticos ilegais, um laboratório secreto embaixo do hospital, crianças "descartadas".

Fotografei tudo e enviei anonimamente para a imprensa.

No dia da segunda extração, a bomba explodiu: a imprensa expôs os crimes dos Fernandes, e o hospital confirmou que não tínhamos parentesco.

"Outra fraude! A pulseira... a marca de nascença... Como?"

O senhor Fernandes tentou me estrangular na frente das câmeras, e os poucos segundos de escuridão me mostraram que era a hora da cartada final.

A polícia chegou, prendendo os Fernandes.

Então, a notícia: "Camila Fernandes não resistiu. Faleceu."

O pai, quebrado pela dor e ódio, gritou: "Você matou minha filha! Quem é você?"

"Eu não sou a Ana," revelei. "A verdadeira Ana morreu há doze anos, por negligência. Minha mãe, que a roubou e depois me abandonou, me confessou antes de morrer de overdose."

"Meu nome é Helena. E o homem que me espera... o promotor... é meu pai."

Corri para seus braços, finalmente livre, não mais a Ana de reposição ou a órfã maltratada.

Eu era Helena, em busca de justiça e de um novo começo.

Continuar lendo

Outros livros de Gavin

Ver Mais
Minha Joia: Prisioneira Do Amor

Minha Joia: Prisioneira Do Amor

Moderno

5.0

Eu era a herdeira rebelde de um império, mas secretamente, era o brinquedo de Fabrício Rolim, o homem contratado pelo meu pai para me "disciplinar". Por dois anos, fui sua amante, sua "Minha Joia", acreditando em seu amor tortuoso. Tudo desmoronou quando descobri a verdade: ele me usava como vingança contra meu pai, enquanto seu verdadeiro amor era minha recém-descoberta meia-irmã, Jessica. Ele e meu pai se uniram para me humilhar. Leiloaram o colar da minha mãe, a única lembrança que eu tinha dela, e Fabrício deixou Jessica destruí-lo na minha frente. Ele gravou nossos momentos íntimos para me chantagear e até me entregou à polícia para ser espancada. "Você é minha, Taisa! Minha!", ele gritou, desesperado, quando tentei fugir. Mas a dor me deu clareza. Eu não era mais a vítima. Grávida e presa em sua ilha particular, fingi submissão. Usei seu amor pelo nosso filho e sua arrogância para planejar minha fuga. Agora, com o motor da lancha roncando sob a escuridão, eu finalmente estava livre, deixando para trás o homem que me quebrou e carregando a única coisa que importava: meu filho e minha liberdade. Para o mundo, eu era Taisa Leitão, a herdeira rebelde e radiante de um império do agronegócio. Por trás das portas fechadas, eu era "Minha Joia", um segredo guardado por Fabrício Rolim, o homem que me possuía todas as noites. O contraste entre essas duas vidas era tão gritante quanto a luz do sol e a escuridão.

Você deve gostar

Rejeitado pelo Ômega: O Arrependimento do Alfa

Rejeitado pelo Ômega: O Arrependimento do Alfa

Gavin
5.0

Para o mundo, eu era a inveja de toda loba, a noiva do Alfa Caio. Mas, dentro da gaiola dourada que era a mansão da alcateia, eu era um fantasma. Eu me moldei à perfeição por ele, usando as cores que ele gostava e sufocando minha própria voz. Até o dia em que passei por seu escritório e o vi com Lia — a órfã que ele chamava de "irmã". A mão dele repousava de forma íntima na coxa dela enquanto ele ria, dizendo: "Helena é apenas uma necessidade política. Você é a lua no meu céu." Meu coração se estilhaçou, mas o golpe físico veio dias depois. Durante um exercício de treinamento, o cabo de segurança se rompeu. Eu caí de uma altura de seis metros, quebrando minha perna. Caída na terra, ofegante de dor, eu vi meu Companheiro Destinado correr. Não para mim. Ele correu para Lia, que enterrava o rosto em seu peito, fingindo pânico. Ele a confortou enquanto eu sangrava. Mais tarde, na enfermaria, eu o ouvi sussurrar para ela: "Ela não vai morrer. Isso só vai ensiná-la quem é a verdadeira Luna." Ele sabia. Ele sabia que ela havia sabotado a corda com prata, e estava protegendo sua tentativa de assassinato. O último fio do meu amor se incinerou, virando cinzas. Na manhã seguinte, entrei no Salão do Conselho, joguei um arquivo grosso sobre a mesa e encarei os Anciãos nos olhos. "Estou rompendo o noivado", declarei friamente. "E estou retirando o suprimento de prata da minha família. Vou deixar essa Alcateia morrer de fome até que vocês implorem." Caio riu, achando que eu estava blefando. Ele não notou o Beta letal da alcateia rival parado nas sombras atrás de mim, pronto para me ajudar a incendiar o reino de Caio até que só restassem cinzas.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro