A Mulher Que Não Tinha Nada a Perder

A Mulher Que Não Tinha Nada a Perder

Alanna Du bois

5.0
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Capítulo

Acordei com o familiar zumbido do ar-condicionado do dormitório, uma dor fantasma me consumindo. A data no celular era uma semana antes da apresentação do projeto; uma semana antes de tudo desmoronar. Lucas, meu namorado, e Patrícia, minha melhor amiga, vieram com café, sorrindo e transbordando um carinho que, agora, só me causava repulsa. Eles roubaram meu futuro. Roubaram meu projeto de purificação de água, me acusando de plágio e me jogando na humilhação pública. Fui expulsa da universidade, meu nome virou lama. Meus pais perderam tudo por causa da família poderosa de Patrícia. Eu caí em desespero, sem ver saída, até aquela noite chuvosa na ponte. Dei um passo para o vazio, e então... recobrei a consciência. De volta ao dormitório, a uma semana antes do inferno. O café em suas mãos parecia veneno, o sorriso de Lucas, a máscara de um demônio. Eu era a mesma garota ingênua e confiante. Mas eles estavam errados. A garota que eles conheciam morreu naquela ponte. A mulher que renasceu em seu lugar não tinha nada a perder. E ela usaria cada grama de sua inteligência para que Lucas e Patrícia pagassem pelo que fizeram. "Obrigada pelo café, pessoal" , eu disse, com uma calma assustadora. O jogo havia acabado de começar. E, desta vez, as regras eram minhas.

A Mulher Que Não Tinha Nada a Perder Introdução

Acordei com o familiar zumbido do ar-condicionado do dormitório, uma dor fantasma me consumindo.

A data no celular era uma semana antes da apresentação do projeto; uma semana antes de tudo desmoronar.

Lucas, meu namorado, e Patrícia, minha melhor amiga, vieram com café, sorrindo e transbordando um carinho que, agora, só me causava repulsa.

Eles roubaram meu futuro. Roubaram meu projeto de purificação de água, me acusando de plágio e me jogando na humilhação pública.

Fui expulsa da universidade, meu nome virou lama. Meus pais perderam tudo por causa da família poderosa de Patrícia.

Eu caí em desespero, sem ver saída, até aquela noite chuvosa na ponte.

Dei um passo para o vazio, e então... recobrei a consciência.

De volta ao dormitório, a uma semana antes do inferno.

O café em suas mãos parecia veneno, o sorriso de Lucas, a máscara de um demônio.

Eu era a mesma garota ingênua e confiante. Mas eles estavam errados.

A garota que eles conheciam morreu naquela ponte.

A mulher que renasceu em seu lugar não tinha nada a perder.

E ela usaria cada grama de sua inteligência para que Lucas e Patrícia pagassem pelo que fizeram.

"Obrigada pelo café, pessoal" , eu disse, com uma calma assustadora.

O jogo havia acabado de começar.

E, desta vez, as regras eram minhas.

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