O Preço da Traição Conjugal

O Preço da Traição Conjugal

Gavin

5.0
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11
Capítulo

O cheiro de vômito e amendoim ainda pairava no ar quando Ricardo chegou em casa. Ele não olhou para nossa filha, Alice, pálida e com dificuldade para respirar no sofá, não. Ele olhou para mim, seus olhos frios e cheios de fúria. "O que você fez?" Minha voz nem saiu. Eu só tinha dado um biscoito a ela, um biscoito. A prima dele nos trouxe de presente, eu não vi o aviso de "contém traços de amendoim". Ele pegou Alice nos braços, e a fúria em seu rosto se transformou em puro desprezo. "Acidente? Você quase matou a minha filha." Ele me ignorou, ligou para a ambulância, e quando Alice se foi, ele me barrou. "Você fica. Limpe essa bagunça." Eu limpei. Esfreguei o vômito do tapete enquanto as palavras dele ecoavam: "Helena nunca faria isso. Você é inútil." Horas depois, Ricardo voltou. Sozinho. Ele se agachou, o cheiro de raiva emanando dele. "Agora você vai pagar pelo seu erro." Então ele apontou para a mancha no tapete, agora limpa, e me deu a ordem mais humilhante da minha vida. "Limpe. Com a sua boca." Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto a dor e a náusea me consumiam. Eu era um cachorro, obedecendo ao seu mestre cruel. Ele me soltou com um empurrão, e antes de sair com a amante, ele me deixou uma última ameaça: "Não me ligue a menos que a casa esteja pegando fogo." Duas semanas se passaram sem ver Alice. Duas semanas dele em uma praia ensolarada com Helena. Naquela noite, eu tomei uma decisão. Quando ele entrou pela porta, bronzeado e relaxado, eu o encarei. "Eu quero o divórcio, Ricardo. E cinquenta milhões. E a guarda total da Alice."

Introdução

O cheiro de vômito e amendoim ainda pairava no ar quando Ricardo chegou em casa.

Ele não olhou para nossa filha, Alice, pálida e com dificuldade para respirar no sofá, não. Ele olhou para mim, seus olhos frios e cheios de fúria.

"O que você fez?"

Minha voz nem saiu. Eu só tinha dado um biscoito a ela, um biscoito. A prima dele nos trouxe de presente, eu não vi o aviso de "contém traços de amendoim".

Ele pegou Alice nos braços, e a fúria em seu rosto se transformou em puro desprezo.

"Acidente? Você quase matou a minha filha." Ele me ignorou, ligou para a ambulância, e quando Alice se foi, ele me barrou. "Você fica. Limpe essa bagunça."

Eu limpei. Esfreguei o vômito do tapete enquanto as palavras dele ecoavam: "Helena nunca faria isso. Você é inútil."

Horas depois, Ricardo voltou. Sozinho.

Ele se agachou, o cheiro de raiva emanando dele. "Agora você vai pagar pelo seu erro."

Então ele apontou para a mancha no tapete, agora limpa, e me deu a ordem mais humilhante da minha vida.

"Limpe. Com a sua boca."

Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto a dor e a náusea me consumiam. Eu era um cachorro, obedecendo ao seu mestre cruel.

Ele me soltou com um empurrão, e antes de sair com a amante, ele me deixou uma última ameaça: "Não me ligue a menos que a casa esteja pegando fogo."

Duas semanas se passaram sem ver Alice. Duas semanas dele em uma praia ensolarada com Helena.

Naquela noite, eu tomei uma decisão.

Quando ele entrou pela porta, bronzeado e relaxado, eu o encarei.

"Eu quero o divórcio, Ricardo. E cinquenta milhões. E a guarda total da Alice."

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