Cicatrizes de Um Passado

Cicatrizes de Um Passado

Yara

5.0
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Capítulo

Eu estava na prisão, o cheiro de mofo e desespero impregnado na pele, uma cicatriz latejando nas minhas costas. A porta da cela se abriu e Marina, deslumbrante como sempre, mas com um brilho gélido nos olhos, apareceu. "Gabriela, está na hora." Meu coração bateu descontrolado. Hora de assinar os papéis para outra doação de órgão. Eu sabia o que aquilo significava: a morte. Uma pessoa não sobrevive sem os dois rins. "Eu não vou", minha voz saiu fraca. Ela apenas sorriu. "É para a Luiza." Meu mundo congelou. Luiza estava morta. Mas Marina disse que não. Que Luiza estava em coma e precisava de um doador compatível. Eu. Tudo se encaixou: a "morte" de Luiza, meu aprisionamento, a primeira doação forçada. Era tudo um plano para me aniquilar. "Eu já te dei tudo, Marina! Carreia, meu amor, meu rim. Isso vai me matar!" "Eu sei", ela respondeu, sem uma ponta de remorso. "Mas a Luiza precisa viver. Eu a amo, Gabi. Você nunca entenderia." Assinei minha sentença de morte sob lágrimas escaldantes de traição. Senti a agulha, o anestésico, a escuridão. Pensei que era o fim. Mas, de repente, uma luz. O cheiro de café fresco. Eu estava na minha cama, na Villa da Primavera, minhas mãos e meu corpo saudáveis. Nenhuma cicatriz. "Marina, meu amor, a Gabi ainda está dormindo? Ela não vai gostar de me ver aqui no café da manhã", ouvi a voz manjosa de Luiza vindo do andar de baixo. Corri. O calendário na mesa de cabeceira me atingiu como um soco. Era o dia. O dia em que Luiza reapareceu em nossas vidas. Eu não morri. Eu renasci. Uma risada amarga escapou dos meus lábios. A Gabi ingênua e apaixonada morreu. A mulher que renasceu só tinha um propósito: vingança. Marina, você me tirou tudo. Agora, eu vou tirar tudo de você.

Introdução

Eu estava na prisão, o cheiro de mofo e desespero impregnado na pele, uma cicatriz latejando nas minhas costas.

A porta da cela se abriu e Marina, deslumbrante como sempre, mas com um brilho gélido nos olhos, apareceu.

"Gabriela, está na hora."

Meu coração bateu descontrolado. Hora de assinar os papéis para outra doação de órgão.

Eu sabia o que aquilo significava: a morte. Uma pessoa não sobrevive sem os dois rins.

"Eu não vou", minha voz saiu fraca.

Ela apenas sorriu. "É para a Luiza."

Meu mundo congelou. Luiza estava morta.

Mas Marina disse que não. Que Luiza estava em coma e precisava de um doador compatível. Eu.

Tudo se encaixou: a "morte" de Luiza, meu aprisionamento, a primeira doação forçada. Era tudo um plano para me aniquilar.

"Eu já te dei tudo, Marina! Carreia, meu amor, meu rim. Isso vai me matar!"

"Eu sei", ela respondeu, sem uma ponta de remorso. "Mas a Luiza precisa viver. Eu a amo, Gabi. Você nunca entenderia."

Assinei minha sentença de morte sob lágrimas escaldantes de traição.

Senti a agulha, o anestésico, a escuridão. Pensei que era o fim.

Mas, de repente, uma luz. O cheiro de café fresco.

Eu estava na minha cama, na Villa da Primavera, minhas mãos e meu corpo saudáveis. Nenhuma cicatriz.

"Marina, meu amor, a Gabi ainda está dormindo? Ela não vai gostar de me ver aqui no café da manhã", ouvi a voz manjosa de Luiza vindo do andar de baixo.

Corri. O calendário na mesa de cabeceira me atingiu como um soco. Era o dia. O dia em que Luiza reapareceu em nossas vidas.

Eu não morri. Eu renasci.

Uma risada amarga escapou dos meus lábios. A Gabi ingênua e apaixonada morreu.

A mulher que renasceu só tinha um propósito: vingança.

Marina, você me tirou tudo. Agora, eu vou tirar tudo de você.

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