Sete Anos, Um Coração Partido

Sete Anos, Um Coração Partido

Bo Xiaoye

5.0
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Capítulo

Sete anos. Sete anos da minha vida dedicados a construir o casamento dos sonhos com Bruno, cada detalhe meticulosamente planejado, da cor das hortênsias brancas à igrejinha na serra. Até que, no palco de uma feira de noivas que eu mesma organizei, vi Bruno se ajoelhar para Sofia, com o meu anel, proferindo as declarações que eu sonhava ouvir dele. Embora ele afirmasse ser um "ensaio" para o noivo dela, a humilhação me sufocou, especialmente quando ele descartou meu projeto de vida como "apenas um monte de papel" e, pior, o compartilhou com ela. A dor se tornou física, um nó no peito que eu já vinha sentindo, e que me levou a um diagnóstico de câncer de mama em estágio avançado. Mesmo assim, no hospital, quando tentei confessar meu pavor, Bruno me ignorou, mais preocupado com o "tornozelo" de Sofia no andar de oncologia. Ele ainda pediu que eu, a especialista, concluísse o projeto de Sofia, o meu projeto de vida, aquele que ele havia roubado sob a desculpa de "ajudar uma amiga". Quando um amigo dele revelou que meu sonho de casamento era, na verdade, uma promessa antiga de Bruno a Sofia, entendi a verdade cruel: eu nunca fui a primeira opção. Não havia mais tempo, nem mesmo para o ódio. Só restava a paz fria da aceitação. E então, em um suspiro final, enviei a mensagem que selou nosso destino. "Acabou."

Introdução

Sete anos.

Sete anos da minha vida dedicados a construir o casamento dos sonhos com Bruno, cada detalhe meticulosamente planejado, da cor das hortênsias brancas à igrejinha na serra.

Até que, no palco de uma feira de noivas que eu mesma organizei, vi Bruno se ajoelhar para Sofia, com o meu anel, proferindo as declarações que eu sonhava ouvir dele.

Embora ele afirmasse ser um "ensaio" para o noivo dela, a humilhação me sufocou, especialmente quando ele descartou meu projeto de vida como "apenas um monte de papel" e, pior, o compartilhou com ela.

A dor se tornou física, um nó no peito que eu já vinha sentindo, e que me levou a um diagnóstico de câncer de mama em estágio avançado.

Mesmo assim, no hospital, quando tentei confessar meu pavor, Bruno me ignorou, mais preocupado com o "tornozelo" de Sofia no andar de oncologia.

Ele ainda pediu que eu, a especialista, concluísse o projeto de Sofia, o meu projeto de vida, aquele que ele havia roubado sob a desculpa de "ajudar uma amiga".

Quando um amigo dele revelou que meu sonho de casamento era, na verdade, uma promessa antiga de Bruno a Sofia, entendi a verdade cruel: eu nunca fui a primeira opção.

Não havia mais tempo, nem mesmo para o ódio. Só restava a paz fria da aceitação.

E então, em um suspiro final, enviei a mensagem que selou nosso destino.

"Acabou."

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