O Preço da Ganância Familiar

O Preço da Ganância Familiar

Guo Bao

5.0
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Capítulo

Oito meses de gravidez deveriam ser um prenúncio de paz e a chegada do nosso Leo, mas a ligação de minha mãe, Dona Clara, trouxe um prenúncio do caos. Com quase cinquenta e três anos, ela estava grávida de um menino. Meu quarto de adolescente, meu santuário, sumiu, virou um berço azul para o "herdeiro", e minhas coisas? Caixas na garagem. No jantar, meus pais disseram que eu, a filha mais velha, tinha a "responsabilidade" de ajudar a criar e sustentar financeiramente o bebê, tudo para garantir o "futuro" dele. Até o apartamento da minha avó, meu porto seguro, meu pai e minha mãe queriam para si. Senti um nó na garganta e uma raiva que vinha de anos de negligência. Eles, que nunca me deram nada, agora exigiam tudo. Minha recusa transformou-se em uma guerra. Eles me acusaram de ingratidão, de egoísmo, citando o "sacrifício" de me dar a vida, enquanto eu lembrava de cada "se vire" que ouvi. A chantagem emocional virou ameaça legal, e depois, uma chantagem ainda mais suja: destruir a carreira do meu marido, Pedro, com denúncias falsas. Meu filho mal tinha vindo ao mundo e já era uma moeda de troca, uma ferramenta em suas mãos gananciosas. O batizado de Léo, um dia de amor, virou um show de horror. Eles vieram, não para celebrar, mas para exigir o apartamento da vovó, ameaçando com um dossiê falso contra Pedro. O terror foi real, palpável. Mas eu não cedi. Nós seguramos firme, enfrentamos a denúncia falsa e os vimos recuar, humilhados publicamente. Quando pensei que estava livre, eles sequestraram Léo do parquinho, numa tentativa desesperada de usá-lo para salvar o irmão. A dor, a traição me levaram ao limite. Eles que queriam um "herdeiro", destruíram toda a família em sua obsessão doentia. Agora, livre das amarras do passado, com meu filho e marido, sei quem eu e o Pedro somos. Decidi que a dor da minha vida não seria em vão. A casa e o apartamento da vovó foram vendidos, e o dinheiro usado para criar uma fundação. Meu objetivo é dar a outras meninas as chances que nunca tive, para que nenhum pai ou mãe as usem como eu fui usada.

Introdução

Oito meses de gravidez deveriam ser um prenúncio de paz e a chegada do nosso Leo, mas a ligação de minha mãe, Dona Clara, trouxe um prenúncio do caos.

Com quase cinquenta e três anos, ela estava grávida de um menino.

Meu quarto de adolescente, meu santuário, sumiu, virou um berço azul para o "herdeiro", e minhas coisas? Caixas na garagem.

No jantar, meus pais disseram que eu, a filha mais velha, tinha a "responsabilidade" de ajudar a criar e sustentar financeiramente o bebê, tudo para garantir o "futuro" dele.

Até o apartamento da minha avó, meu porto seguro, meu pai e minha mãe queriam para si.

Senti um nó na garganta e uma raiva que vinha de anos de negligência. Eles, que nunca me deram nada, agora exigiam tudo.

Minha recusa transformou-se em uma guerra.

Eles me acusaram de ingratidão, de egoísmo, citando o "sacrifício" de me dar a vida, enquanto eu lembrava de cada "se vire" que ouvi.

A chantagem emocional virou ameaça legal, e depois, uma chantagem ainda mais suja: destruir a carreira do meu marido, Pedro, com denúncias falsas.

Meu filho mal tinha vindo ao mundo e já era uma moeda de troca, uma ferramenta em suas mãos gananciosas.

O batizado de Léo, um dia de amor, virou um show de horror.

Eles vieram, não para celebrar, mas para exigir o apartamento da vovó, ameaçando com um dossiê falso contra Pedro.

O terror foi real, palpável.

Mas eu não cedi.

Nós seguramos firme, enfrentamos a denúncia falsa e os vimos recuar, humilhados publicamente.

Quando pensei que estava livre, eles sequestraram Léo do parquinho, numa tentativa desesperada de usá-lo para salvar o irmão.

A dor, a traição me levaram ao limite.

Eles que queriam um "herdeiro", destruíram toda a família em sua obsessão doentia.

Agora, livre das amarras do passado, com meu filho e marido, sei quem eu e o Pedro somos.

Decidi que a dor da minha vida não seria em vão.

A casa e o apartamento da vovó foram vendidos, e o dinheiro usado para criar uma fundação.

Meu objetivo é dar a outras meninas as chances que nunca tive, para que nenhum pai ou mãe as usem como eu fui usada.

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