Sua Gaiola Dourada Me Matou

Sua Gaiola Dourada Me Matou

Clara

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Capítulo

Eu era a esposa perfeita e a mente por trás do império do meu marido. Por dez anos, acreditei que sua possessividade sufocante era a maior prova de amor que um homem poderia dar. Até que descobri a verdade. Ele me drogava todas as noites com um "suplemento para estresse", me deixando inconsciente para que pudesse me trair em nossa própria cama com a estagiária que eu mesma ajudei. As peças se encaixaram: a sonolência, o cheiro doce no quarto, tudo era parte de sua traição. Eu não era sua amada, mas uma prisioneira em uma gaiola dourada, uma boneca descartada enquanto ele se divertia. E no meio dessa humilhação, a descoberta mais cruel: eu estava grávida. Carregando o filho do monstro que me envenenava e profanava nosso lar. "Você nunca, nunca merecerá conhecer esse filho", eu jurei em silêncio. Com a ajuda de uma força misteriosa, eu tinha três dias para escapar. Eu não apenas desapareceria; eu forjaria minha própria morte, deixando Álvaro acreditar que ele mesmo havia me matado, para que ele se afogasse em sua própria culpa.

Capítulo 1

Eu era a esposa perfeita e a mente por trás do império do meu marido. Por dez anos, acreditei que sua possessividade sufocante era a maior prova de amor que um homem poderia dar.

Até que descobri a verdade. Ele me drogava todas as noites com um "suplemento para estresse", me deixando inconsciente para que pudesse me trair em nossa própria cama com a estagiária que eu mesma ajudei.

As peças se encaixaram: a sonolência, o cheiro doce no quarto, tudo era parte de sua traição. Eu não era sua amada, mas uma prisioneira em uma gaiola dourada, uma boneca descartada enquanto ele se divertia.

E no meio dessa humilhação, a descoberta mais cruel: eu estava grávida. Carregando o filho do monstro que me envenenava e profanava nosso lar.

"Você nunca, nunca merecerá conhecer esse filho", eu jurei em silêncio.

Com a ajuda de uma força misteriosa, eu tinha três dias para escapar. Eu não apenas desapareceria; eu forjaria minha própria morte, deixando Álvaro acreditar que ele mesmo havia me matado, para que ele se afogasse em sua própria culpa.

Capítulo 1

Julieta Castro POV:

Eu me casei com ele. Eu o amei. Eu sacrifiquei tudo pelo seu império. Mas a verdade é que Álvaro Félix nunca foi meu. Nunca foi de ninguém, a não ser dele mesmo.

Ele me idolatrava publicamente, uma fachada perfeita para o mundo ver. Mas por trás de portas fechadas, sua adoração se transformava em uma gaiola dourada. Eu era seu troféu, sua mente brilhante nos negócios, sua noiva impecável. E ele temia me perder.

Esse medo, ele dizia, era a razão para sua possessividade sufocante. Eu acreditei, ou quis acreditar, que era amor. Que era a intensidade de um homem que havia construído tudo do nada, e que me via como uma parte essencial de seu mundo.

Eu era a COO da Império Félix, a mente por trás da estabilidade e do sucesso. A proposta para ser CEO de uma empresa concorrente? Joguei fora por ele. Por nós. Pelo nosso "império".

Minhas escolhas estavam sempre limitadas pela sua vontade, pela sua segurança, pelo que ele considerava "nosso bem". Eu sentia o peso de sua proteção, como um manto pesado que me impedia de respirar.

Álvaro estava sempre perto. Seus olhos me seguiam em cada sala, suas mãos buscavam as minhas constantemente. Ele me abraçava por trás enquanto eu trabalhava, sussurrando o quanto eu era indispensável.

"Você não vai me deixar, vai, minha Julieta?", ele perguntava, a voz embargada por uma vulnerabilidade que só eu via. "Prometa que nunca vai me abandonar."

Ele era o CEO carismático, o magnata da tecnologia, o homem que fazia multidões vibrarem com suas palavras. Mas comigo, no silêncio da nossa casa, ele era um garotinho assustado.

Eu era a única a ver Álvaro Félix despir-se de sua armadura, revelar suas inseguranças mais profundas. Era um privilégio, eu pensava. Uma prova do nosso laço inquebrável.

Dez anos. Dez anos de uma vida construída lado a lado. Desde que o Império Félix era apenas um sonho ambicioso em uma garagem apertada, até se tornar a gigante que era hoje. Eu estava lá, em cada passo, em cada batalha.

Álvaro sempre teve esse pavor de ser abandonado. Ele vinha de um passado difícil, que eu o ajudei a superar. Eu o ensinei a confiar, a amar. Ou assim eu pensei.

"Você está tão pensativa hoje, meu amor", ele disse, aproximando-se. Seus braços envolveram minha cintura. "Quer me dizer o que te aflige?"

Eu me virei, meu corpo encostando no dele. "Estou apenas cansada. Você sabe, a fusão com a Horizon... tem sido exaustivo."

Ele beijou meu pescoço, um beijo possessivo, que antes me acalmava. "Você é a única que consegue segurar as pontas. Mas não se esforce demais. Eu não aguentaria se algo acontecesse com você."

Sua aura, antes protetora, agora me parecia sufocante. Era um abraço que não me deixava mover, uma presença que me consumia. Eu sentia um arrepio na espinha. Não era apenas proteção. Era posse.

"Você pensa demais nas coisas, Julieta", ele complementou, como se lesse meus pensamentos. "Minha intenção é apenas te proteger, te manter segura aqui comigo."

Eu observei seu rosto, a expressão cuidadosamente construída de carinho. Eu me perguntei, no fundo da minha alma, se ele realmente acreditava nisso. Ou se era apenas mais uma peça na grande encenação que era a nossa vida.

A insegurança de Álvaro era uma fera que eu havia tentado domesticar. Mas talvez, eu apenas a tivesse treinado para se esconder melhor, para morder com mais ferocidade quando ninguém estivesse olhando.

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A chuva fina e gelada batia no meu capacete, misturando-se ao suor enquanto eu costurava entre os carros, empurrando minha moto velha ao limite. Cada segundo era um centavo a menos, e o aplicativo zumbia com a notificação de atraso, uma luz vermelha que gritava fracasso. Quando cheguei ao prédio de luxo, o porteiro me olhou com desprezo, e no apartamento da cobertura, Carlos, o cliente, me esperava com uma expressão de impaciência. Ele leu em voz alta, com nojo, "Um 'kit intimidade' ," e balançou o pacote pequeno com a caixa de preservativos, como se fosse um troféu da minha incompetência. "Você está atrasado" , disse Carlos, com a voz cortante. "Desculpe, senhor, o trânsito estava impossível por causa da chuva", eu tentei explicar. Mas ele não me ouviu, e uma mulher, Sofia, apareceu, choramingando que eu "estragou tudo" . Carlos apontou o dedo para mim, ameaçando: "Eu vou reclamar no aplicativo, vou fazer você ser demitido. Gente como você precisa aprender a ter responsabilidade." Eu engoli em seco, o medo de perder o emprego que sustentava minha avó apertando meu peito, e ele jogou a gorjeta, uma nota amassada, no chão. Depois daquela humilhação, pensei que a pior parte tinha passado, mas então, Carlos e Sofia apareceram na porta da minha humilde casa, alegando que, por causa do meu atraso na entrega dos preservativos, Sofia estava grávida! "Cem mil reais" , Carlos disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo, exigindo uma indenização. Minha avó, Dona Lúcia, que me criou, apareceu na porta, e Sofia imediatamente a atacou: "Olha, amor! É a avó do criminoso! Ela deve ter ensinado a ele como ser irresponsável!" A raiva me dominou, mas os seguranças de Carlos me impediram de defendê-la. Eles me deram 24 horas para arrumar o dinheiro, ameaçando transformar nossas vidas em um inferno com o poder da internet. No dia seguinte, a loucura deles atingiu um novo nível: Sofia forjou um aborto, me acusando de agressão e de tentar matar o bebê. A cena era tão bizarra, tão descaradamente falsa, que eu fiquei sem palavras, enquanto os vizinhos me encaravam com julgamento. Eles usaram as redes sociais para me expor, me fazendo perder o emprego e transformando minha vida em um pesadelo público, com meu nome pichado em muros e nossa casa coberta de sangue de animal. Eu me sentia impotente, afogado em uma onda de calúnias que não tinha como parar. Mas o silêncio que se seguiu era ainda mais assustador. Foi então que o golpe final veio: Dona Lúcia, para me proteger, usou suas economias de uma vida inteira, o dinheiro que guardava para encontrar seu filho desaparecido, e entregou aos golpistas. Aquele dinheiro, a última esperança dela, foi usado para financiar o casamento luxuoso deles. Por que alguém seria capaz de tamanha crueldade e cinismo? A dor da minha avó acendeu uma fúria fria e cristalina em mim. Eles achavam que tinham vencido, mas deram-nos um prazo: a data do casamento. Eu peguei meu celular e liguei para meu amigo jornalista. "Eu tenho um plano. E eu vou precisar da sua ajuda."

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