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Me chamo Maria Luiza Torricelli, hoje aos vinte e três anos tenho uma vida de causar inveja a qualquer mulher. Sempre sonhei em ter uma vida como dessas pessoas que sempre admirei e amava ver nas capas de revistas. Sabe àquela família perfeita diante dos fotógrafos? Pois é, isso que eu sonhava. Hoje tenho, mas só Deus sabe o que tive que passar para ter essa vida de luxo e riqueza. Mas, vocês acreditam que eu trocaria tudo e voltaria no tempo se pudesse?
Sabe, por quê? Porque antes sim eu era feliz... E como diz o ditado: Eu era feliz sem saber.
Mas, hoje sempre digo e repito: É melhor chorar em lençóis de linho do que morrer dentro de um barraco de tábua.
Até os dezoito anos, morei na comunidade Lins de Vasconcelos no Rio de Janeiro. Se eu curtia viver lá? Te respondo no ato que já curti e muito aquele lugar, mas hoje eu odeio mais do que tudo nessa terra.
Sabe, por quê?
Simples bebê... Porque morar numa comunidade requer muito cuidado. Assim como tem pessoas muito boas e trabalhadoras, também existem as ruins e que fazem de tudo para se dar bem sem pensar duas vezes para foder com a nossa vida. E um deles são esses malditos traficantes por exemplo...
Esses metidos a valentões e todo poderosos não pensam em nada além de saciar a vontade deles mesmos. Certo que tem alguns casos raros em que um ou outro se preocupam com os moradores, mas isso bebê é um em um milhão. A realidade é tensa e muito diferente do que vemos nos jornais e nas revistas de fofocas que eu adorava ler. E por falar nisso, por conta dessa porra de revista de celebridade acabei confundindo muito as coisas e hoje parei aqui nessa prisão de luxo que meu digníssimo "marito" insiste em chamar de lar.
Sempre sonhei em ter uma vida boa, tipo artista de cinema sabe? Aquelas mulheres lindas que sempre apareciam ao lado dos astros mais cobiçados desse planeta. Foi numa dessas que me meti na maior enrascada de toda minha vida e estou nela até hoje. De início fui obrigada a fazer tudo o que eu fiz... ou fazia ou era vala aos dezoito anos e ainda por cima virgem. Logo pensei:
Porra! Morrer todos vamos um dia, mas virgem e sem conhecer os prazeres que um homem como Vincenzo Torricelli é capaz de oferecer era demais.
Foi nessa merda de pensamento, iludida por uma das maiores celebridades do momento na área gastronômica, que encobria sua verdadeira face, que eu me joguei de cabeça e vou te dizer bebê... eu me ferrei bonito. Ou como diz o meu lindo, gostoso e perfeito "marito" (esposo):
"Tu mia cara, sei incasinato e bloccato con me per sempre!"
(Tu minha cara, estás fodida e presa a mim para sempre!)
E não é que até nisso o gostosão tinha razão?
Agora bora começar logo a contar um pouco da minha trajetória?
Então sobe a página e vamos nessa bebê que tenho certeza que será inesquecível!
E já te aviso, tome cuidado com o que deseja porque nem tudo que seus olhos cobiçam significa que lhe trará felicidade.
***************
MALU
♤ Algum tempo atrás ♤
Morar em uma comunidade requer muito cuidado por diversos fatores... O porque? Quanto maior o local mais perigoso. Tudo se torna um foco, seja de fofoca, riqueza, saúde e principalmente problemas familiares.
As pessoas mesclam entre o trabalho, serem boas ou serem ruins... Algo bem típico das favelas...
Eu me considero uma pessoa boa, sem vícios...
Apenas sempre gostei de estar atenta à vida dos famosos, pessoas de sucesso e tenho um em especial que vocês logo saberão de quem se trata.
Nunca fui deslumbrada, ambiciosa ou algo do tipo, mais como todo ser humano estou em busca de algo melhor para minha vida.
Contudo infelizmente as coisas mudaram e tomaram proporções inesperadas...
Como comentei antes comunidades tem seus perigos, e neles diversas possibilidades, no meu caso foi a família, para ser mais exata o meu irmão mais velho.
Eu que sonhei com um futuro longe do morro, com um trabalho, uma casa, uma vida tranquila com apenas o que precisava para viver.
Meu pai morreu em um assalto e de quebra deixou um irmão mais velho, o Abraão que foi a minha desgraça.
O desgraçado foi vítima dos traficantes, ele era alcoólatra e vivia pegando dinheiro emprestado com agiotas para suprir seu vício. Eu tentava de tudo para que ele parasse com isso mais não conseguia, até que ele acabou morrendo e eu herdando suas dívidas com os agiotas. Alguns caras eu até conhecia, pois cresceram comigo na comunidade e talvez por conta disso eles não me mataram.
Mas com certeza algo muito ruim me esperava, já que não poderia pagar a dívida imensa que meu irmão fez com eles. Alguns dias se passaram e foi aí que descobri que alguns dos caras tinham ligação com a boca. Aí que tudo fodeu de vez e ao invés de eu dever aos agiotas, passei a ter que prestar contas com os traficantes do morro. Foi aí que o que já estava fedendo apodreceu de vez.
O sub veio até o barraco onde nós morávamos para dizer que a dívida trocou de mão e que eu teria que pagar de qualquer maneira dentro de 24h.
As horas passaram e eu com o cu apertado que nem passava sequer uma agulha de tanto medo que eu estava. Trovão era o pior chefe da comunidade que eu conhecia, o desgraçado não tinha piedade nem da família imagina de uma magrela sem graça como eu.
A dívida cresceu tanto que já era de cem mil reais. E onde que eu ia conseguir levantar uma grana alta dessas em 24h? Nem rodando a madrugada toda na Avenida Atlântica conseguiria isso. Então já estava me acostumando com minha situação e eu iria morrer depois de ser estuprada da pior maneira possível por aqueles porcos da boca.
Já ouvi várias garotas contando altas barbaridades que acontecem naquele quartinho nojento que eles usam pra tudo, desde desovar corpos à comer outros.
Eu já estava me sentindo um lixo e o pior de tudo é que só pensava naquele bonitão da revista. Bem que podiam aliviar meu lado e dá um presente de misericórdia pra essa moribunda virgem né!? Seria nada mal morrer sendo fodida por aquele gostosão dos olhos azuis. - Tá maluca Malu? Essa parada de morte e execução mexeu demais contigo. Até ficou doida sonhando com um cara de revista. - Eu me batia quando levo um susto com a porta sempre colocada a baixo e eu sendo arrastada as 5h da madrugada colocada num carro sendo levada sei lá pra onde.
O carro parou e eles diziam que eu iria pagar a dívida de qualquer jeito.
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