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📝 Nota da autora 🧙🏼♀️:
Para uma melhor interpretação do texto leiam o volume 1, My Lady (aceite meu amor), que está disponível no Lera.
Desde já agradeço o apoio de todos💐
Prólogo:
[...]
A Condessa estava parada em frente há um grande espelho e admirava seu vestido que tinha um bordado meigo de borboletas. O tecido de seda em um tom gelo abrigava uma anagua enorme e muito rodada, o espartilho o tornava muito charmoso. A calda era longa e o véu transparente estava preso em um diadema, cravejado de pedras de esmeraldas.
Realmente estava deslumbrante, qualquer mulher em seu lugar estaria maravilhada e feliz, mas não my Lady Stuart. Seu coração pesava e seus pensamentos eram confusos, seria uma honra ser a "Dama" que evitaria uma guerra através de um matrimônio, mas seria melhor se essa cruz não fosse sua.
Não seria a primeira jovem, muito menos a última mulher a tomar uma atitude assim, a própria Rainha Vitória casou por conveniência e aquele também não seria seu primeiro casamento, então não tinha o que temer, a verdade é que a jovem era viúva, duas vezes diga-se por passagem.
Entretanto, seu coração pesava e revirava seus pensamentos, lembranças de Jean seu primeiro amor, junto com o horror que passou durante uma noite com o falecido Conde Fhilips, faziam seus olhos arderem. Desde aquela noite maldita nunca mais Liz havia chorado ou deixado que alguém a tocasse.
Agora, mais uma vez encontrava-se em uma situação difícil e não enxergava saída para alterar seu futuro. Um misto de emoção tomava conta de si. Enquanto Liz lutava contra seus sentimentos, caminhava em direção a uma carruagem que a aguardava.
Um pagem vestido de preto, era o único que estava a sua espera na saída da mansão do Duque Smith, seu antigo patrão e marido de sua grande amiga my lady Charlotte. O homem estava segurando as rédeas e não se deu o trabalho ao menos de ajudá-la a subir os degraus que a conduziam para dentro do veículo.
Mais uma vez a solidão a aguardava e ao imaginar que acabaria ter que deitar-se em um leito com um homem que conversou tão poucas vezes, não agradava a jovem em nada.
Como seria sua vida conjugal, já que não queria ser tocada?
Logo lágrimas rolavam desesperadamente de seus olhos e Elizabeth não conseguia conte-las. Agora sua lembrança mais feliz era o beijo tímido que a mesma roubou de Sir Sigfrid, um homem temido por todos, mas extremamente gentil com a Condessa.
Todos aqueles dias e infortúnios divididos com o mesmo, toda aquela sensação de proteção que o Sigfrid passava a Liz, a trazia paz. Aquele sorriso no canto da boca junto com aquele olhar reluzente era um conjunto perfeito. As noites olhando as estrelas e até mesmo as brigas sem fundamentos deixavam a Condessa alegre.
Sim, a Dama nutria afeto por aquele homem carrancudo com perfume de almíscar misturado a charuto, mas agora casaria com outro pelo bem do Reino Britânico.
Se ao menos a Rainha Vitória estivesse em um bom momento, poderia então recorrer ao poder da Majestade, mas infelizmente o herdeiro do trono, Príncipe Eduardo, havia arranjado tudo com o Regente da Áustria, fazendo uma aliança política através do casamento, o que evitaria um banho de sangue entre as nações.
Elizabeth estava perdida em seus pensamentos e não percebeu que a carruagem havia tomado um caminho diferente ao que levaria até o Palácio. A moça só percebeu que estava em outro percurso, assim que a carruagem parou bruscamente.
A Condessa olhou para a paisagem e percebeu que a escuridão da noite estava alta e as estrelas já brilhavam no céu. Logo a portinhola abriu e o pajem adentrou a carruagem sentando em frente a mulher.
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