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Livros de Fantasia Para Mulheres

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Alma Penada, Amor Perdido

Alma Penada, Amor Perdido

Eu flutuo no ar, uma alma penada, observando Arthur, o homem que amei, segurando um bebê ao lado de Isabella, a mulher que tomou meu lugar. Para eles, sou apenas o Leo que "sumiu", o "possessivo", o "peso morto" que Arthur finalmente se livrou. Cada palavra deles é uma facada gelada, esmagando a essência do que restou de mim. Eles não fazem ideia dos sacrifícios, das noites em claro, do meu corpo definhando para que Arthur pudesse ter uma chance de vida. Arthur, com a aliança em seu peito, diz a todos que Isabella o salvou, que sua fortuna pagou, que o amor dela o curou - uma mentira perfeitamente construída sobre minha morte. A origem da minha desgraça não foi minha doença, mas sim o amor doentio que senti por ele. Uma semana se passou, e a notícia da ossada encontrada na ilha despencou na vida de Arthur como um raio – a mesma ilha para onde ele me baniu. Ele tenta reprimir a verdade perturbadora, enquanto Ricardo, a mando de Isabella, fabrica mentiras após mentiras para o manter na cegueira. Max, meu golden retriever, o único que ainda me busca, é envenenado, e Isabella, pouco a pouco, apaga cada vestígio meu daquela casa. O amor que um dia foi meu agora tem uma nova dona, e eu fui completamente esquecido, substituído, como um objeto velho que não serve mais. Mas a mentira está prestes a ruir, e a verdade sobre o meu sacrifício - e o assassinato orquestrado por Isabella - virá à tona.
A Guardiã e o Sacrifício

A Guardiã e o Sacrifício

Minha vida era um conto de fadas sombrio, onde eu, Luna, a Guardiã do Elixir da Vida, zelava pela fonte da imortalidade. Mas o caos varreu meu mundo quando o elixir foi trocado por água, e eu fui a única culpada por essa catástrofe. O Conselho das Sombras me condenou a 300 anos de confinamento em uma prisão de cristal, uma tortura consciente que congelou meu corpo e despedaçou minha alma. Ao fim da sentença, reencontrei meu noivo, o Lorde das Sombras, e meu filho Astaroth, que me acolheram com um alívio que parecia genuíno, e por um instante, a culpa que me corroía diminuiu. Eu tentava compensar o "erro" que havia "cometido", vivendo para agradá-los, cega em minha gratidão por tê-los de volta. Até que uma noite, no corredor, uma conversa roubada abriu a caixa de Pandora da minha existência. "Pai, não aguento mais fingir," Astaroth sussurrou, e meu mundo desabou. Descobri que a troca do elixir, minha prisão, meus 300 anos de sofrimento, tudo foi um plano orquestrado pela minha própria irmã, Lilith, com a cumplicidade do meu filho e do homem que eu amava, para benefício dela. Eu não era uma guardiã que falhou, era um sacrifício, um bode expiatório perfeito para a ascensão de Lilith ao poder. A humilhação me engoliu, eu era apenas uma peça descartável em um jogo de poder que nem sabia que estava sendo jogado. Ninguém se importou comigo, ninguém me defendeu, eles eram todos cúmplices em sua fria conspiração. Eu fui "salva" pelo Lorde das Sombras no passado, não por amor, mas para me tornar uma devedora controlável, uma posse. A mulher que eu era, cheia de esperança e gratidão, morreu naquele corredor - em seu lugar, nasceu uma fúria fria e cortante. Forçada a presenciar a "celebração" de Lilith, vestindo minhas antigas vestes cerimoniais como um troféu, minha humilhação foi pública e cruel. Um ancião do conselho me agrediu em plena festa, e Astaroth, meu filho, desviou o olhar, enquanto o Lorde das Sombras me ignorou, escolhendo acalmar Lilith. A indiferença deles era mais dolorosa que o tapa, confirmando que eu não significava absolutamente nada. Fui encurralada por Lilith, que confessou tudo, revelando a manipulação e o desprezo que sempre sentiu. Ela encenou um ataque, me incriminando mais uma vez, e o Lorde das Sombras me condenou sem hesitação, me lançando contra a parede com magia, tirando minha consciência. Apesar da dor, um pensamento claro me invadiu: o espelho de tempo de minha mãe, meu segredo, minha fuga havia começado. Aquele espelho proibido abriu uma fenda, e eu atravessei para um mundo que nunca imaginei, deixando tudo para trás. Dez anos se passaram, e meu refúgio no mundo humano era uma pequena livraria: "O Refúgio", e meu filho de coração, Tigre, era minha família. Um dia, o sino da livraria tocou, e na porta, estavam eles, o Lorde das Sombras e Astaroth, visivelmente quebrados, buscando perdão. Eu, Luna, não era mais a presa - eu era a caçadora de minha própria paz, e minha resposta foi um eco da dor que me causaram. "A Luna que vocês conheceram está morta. Vocês a mataram." Eles foram condenados a 3000 anos na prisão de cristal, dez vezes a minha pena, uma justiça poética. Mas eu não celebrei; queimei a notificação, as cinzas do meu passado se dissolvendo no fogo. "Nada importante, querido. Apenas uma história antiga que finalmente chegou ao fim."
Quando o Amor É Uma Farsa

Quando o Amor É Uma Farsa

O décimo aniversário de casamento de Ana e Marcos, um chef premiado, era para ser a celebração de uma união perfeita, com a pequena Sofia tocando piano, a trilha sonora da felicidade que Ana sempre sonhou. Mas a chegada inesperada de Clara, uma mulher com uma semelhança perturbadora com Ana e o antigo amor de Marcos, transformou a festa num pesadelo. Ana observou Marcos congelar ao vê-la, o nome de Clara sussurrado como um fantasma, e Sofia instantaneamente encantada pela "tia" novata que rapidamente invadiu o espaço da família. O choque virou dor quando Ana ouviu um sussurro: "Ela é a cara da Clara quando era mais nova, agora eu entendo tudo." De repente, dez anos de sua vida foram reescritos: ela não era a escolhida, mas uma substituta, uma farsa, e cada gesto de amor de Marcos parecia agora uma imitação barata. Sua própria filha preferia o teclado de Clara aos azulejos pintados à mão de Ana, e Marcos, com um sorriso, validava a intrusão, colocando Ana em segundo plano. A prova final veio quando Ana, sofrendo um ataque alérgico grave, ouviu Marcos ao telefone, sua voz íntima, e o nome de Clara. Ele hesitou em ajudá-la, priorizando a ligação, enquanto o sistema em sua mente mostrava um "Afeto de Marcos por você: 100%." "Como podia ser 100%? Como o amor podia ser medido por dados frios quando as ações dele gritavam o contrário?" Ana se viu em pedaços, a fachada de sua vida perfeita desmoronando, e ela percebeu que precisava de uma libertação. Então, ao encontrar uma foto de Marcos, Sofia e Clara juntos nas redes sociais, com a legenda "Reunindo com os meus favoritos ❤️", a mentira se tornou uma verdade devastadora, e Ana desabou. Quando confrontado, Marcos, sem noção, sugeriu: "Talvez... talvez se você conhecesse a Clara de verdade, você veria que ela não é uma ameaça. Nós poderíamos convidá-la para jantar, vocês poderiam conversar." Naquela noite, ela descobriu que Marcos havia mudado a senha do celular para o aniversário de Clara, e um áudio revelou Clara a chamando de "cópia" e Marcos a defendendo apenas como "complicada" por causa de Sofia. Então, Clara apareceu à sua porta com lírios, a flor que Ana era mortalmente alérgica, e quando Ana desmaiou, Marcos perguntou a Clara se ela estava bem e revelou o impensável: "Clara está grávida." O mundo de Ana desabou, mas então, o Sistema interveio, restaurando suas funções vitais e, ao mesmo tempo, drenando toda a sua emoção por eles. Ana se levantou, fria e perigosa, esbofeteou Marcos e Clara, e empurrou Sofia para longe, dizendo: "Sistema, inicie o protocolo de retorno." Ela não era deste mundo, e estava deixando para trás uma farsa que durou uma década, pronta para sua verdadeira vida.
A Saga de Elian, o Plebeu Rei: Livro 1 O Sussurro e a Coroa

A Saga de Elian, o Plebeu Rei: Livro 1 O Sussurro e a Coroa

Em Baía Serena, um movimentado porto do império de Aurion, o jovem alfaiate Elian vive uma vida simples, dedicado a cuidar do pai doente e a seu ofício. Sua única peculiaridade é uma estranha sensibilidade que ele chama de Sussurro: a capacidade de sentir emoções, intenções e histórias impregnadas em objetos e lugares-um dom que ele não compreende, mas que sempre guiou suas escolhas. Tudo muda quando a Princesa Lyra de Valeriana-herdeira do continente matriarcal e guerreira temível-visita Aurion em uma missão diplomática. Durante uma procissão real, o Sussurro de Elian grita um aviso de perigo. Em um ato impulsivo de coragem, ele interfere e salva Lyra de um atentado que parecia destinado a fracassar a frágil aliança entre seus povos. Como recompensa-e movida por uma profecia ancestral que valoriza ações acima de linhagem-, Lyra toma uma decisão que abala os alicerces de dois continentes: ela oferece a Elian sua mão em casamento. Arrastado para a corte imperial de Áurea, um mundo de ouro, intrigas e tecnologia mágica (Artificiação), Elian é desprezado pela nobreza que vê sua ascensão como uma abominação. Enquanto luta para aprender etiqueta, história e política sob a tutela do sábio Mestre Theron, ele descobre que o atentado contra Lyra foi apenas o primeiro movimento em uma teia perigosa de conspirações. Acometido por Sussurros de traição e ambição, Elian precisa usar sua habilidade única para desvendar os fios dessa teia-que envolve o príncipe herdeiro Kaelan, lordes ambiciosos, mercadores de escravos de Sundara e até mesmo a ameaça de guerra com os reinos guerreiros de Krazakh. Em um jogo onde palavras podem cortar mais que espadas e onde a verdade é uma arma de dois gumes, Elian precisará aprender a confiar em sua própria voz-e no estranho vínculo que se forma entre ele e a princesa guerreira-para não apenas sobreviver, mas para proteger o futuro de um império. Temas Principais: Preconceito de Classe e Mérito: A luta de um plebeu para ser aceito em um mundo governado por sangue e tradição. Magia vs. Tecnologia: O conflito entre a Artificiação controladora de Aurion e a magia orgânica e ancestral de Valeriana. Intriga Política: Alianças frágeis, traições e conspirações em uma corte corrupta. Autoconhecimento e Destino: A jornada de Elian para entender seu dom e encontrar seu lugar no mundo. Lealdade e Confiança: O nascimento de uma aliança improvável entre dois estranhos de mundos opostos. Mundo e Atmosfera: Aurion: Um império tecnologicamente avançado, com palácios de mármore e ouro, onde a magia é commoditizada e controlada. Valeriana: Uma sociedade matriarcal baseada em ciclos naturais, magia primal e honra. Culturas Diversas: Desde os guerreiros runicos de Krazakh até os mercadores astutos de Sundara, o mundo é vasto e cheio de contrastes. Tons Narrativos: Mistura de aventura épica, suspense político e descoberta pessoal, com um toque de romance nascente.
Sangue por Vingança

Sangue por Vingança

Eu estava morta há cinco anos, uma alma presa a este mundo, flutuando sobre a floresta onde meu corpo foi abandonado. Então, ele chegou, Gustavo, meu ex-marido, o homem que me sentenciou à morte, parado na estrada de terra com seu carro caro e cara de nojo. Ele não estava ali por amor ou arrependimento, mas para salvar Clara, seu amor de infância, a mulher por quem ele me destruiu, doente novamente, e a cura? Meu sangue. Uma ironia cruel, pois foi por um simples chá calmante para Clara, atrasado por minutos, que ele me baniu para esta floresta grávida, onde os homens dela me torturaram até a última gota de sangue esvair de mim. Ele pensava que eu havia fugido, uma esposa ingrata, e agora, cinco anos depois, ele queria meu "sangue" para ela. A aldeia se fechou para ele, mas Dona Rosa, a matriarca que encontrou meu corpo e resgatou meu bebê, permaneceu firme, protegendo Leo, meu filho de cinco anos, com seus olhos castanhos e cachos escuros que eram uma cópia em miniatura dos meus. Gustavo viu Leo e, cego pela arrogância e pela mentira que ele próprio criou, não reconheceu seu próprio filho, apenas a prova de uma suposta traição. Ele ameaçou a aldeia, exigiu saber onde eu estava, e Dona Rosa, com a voz embargada pela dor, proferiu as palavras que ele se recusava a ouvir: "Sofia está morta". Mas a verdade só veio quando Leo, meu corajoso e pequeno Leo, na inocência de sua alma, deu um passo à frente e olhou para ele, dizendo: "Mamãe morreu". A raiva de Gustavo explodiu, acusando-me de ter me envolvido com outro homem, de ter tido um "bastardo", e eu, um fantasma impotente, vi meu filho, nosso filho, ser arrastado. Clara, a víbora em seu vestido branco, sussurrava veneno, alimentando a fúria de Gustavo, encorajando-o a drenar o sangue de Leo, nosso sangue, para sua própria cura doentia. Eu gritei, um som silencioso de agonia, enquanto a agulha perfurava a pequena veia do meu filho, e Clara, com um sorriso macabro, bebia de sua vida. Meu coração inexistente se despedaçou quando o último sopro de vida deixou Leo, e o sangue de Gustavo, ao cair no frasco, se misturou ao dele, uma prova inegável de sua paternidade, negada até o fim. A negação de Gustavo era uma muralha, mesmo com o corpo de Leo e a prova irrefutável do sangue, ele exigiu continuar "drenando" meu "sangue", levando seus homens a um túmulo improvisado na floresta. Ali, em meio a ossos manchados e o esqueleto de um feto, ele encontrou minha aliança, o brilho de ouro selou a verdade que ele tanto temia. A verdade o atingiu como um raio, a culpa o esmagou, e seu grito de agonia ecoou pela floresta, ele havia destruído tudo, inclusive a si mesmo. E assim, a vingança de Sofia começou, movida por uma fúria gélida, prometendo que cada gota de dor que Leo e eu sentimos seria retribuída.
O Acerto de Contas Final

O Acerto de Contas Final

Hoje é meu aniversário, mas não há bolos nem festas. Só o eco frio de uma emboscada nas ruínas, o gosto de sangue na boca e a visão turva de Patrícia, minha prima, fugindo com o diário do meu pai e o mapa que me levariam à verdade. Com minhas últimas forças, liguei para minha mãe, Dona Clara, buscando uma última conexão. Sua voz, entretanto, cortou-me como um açoite: "O que você quer, Sofia? Estou ocupada comemorando com a Patrícia. Você não podia ter escolhido um dia pior para me perturbar?" A menção de Patrícia foi um golpe fatal, e quando tentei chamá-la de "Mãe", a resposta gelada veio: "Não me chame de mãe. Você sabe o que este dia significa. É o dia em que você tirou seu pai de mim com essa sua obsessão doentia. A Patrícia, sim, ela é uma filha de verdade, ela me dá alegria, não dor. Francamente, Sofia, eu só tenho um desejo para você neste seu aniversário." "Espero que você morra." E de fato, seu desejo se realizou. Agora, meu corpo jaz desfigurado em uma gaveta fria da morgue, e adivinhe quem é a perita chamada para investigar meu brutal assassinato? Ela mesma. Minha mãe, a mulher que me amaldiçoou, agora me examina como um objeto, cega para a verdade bem à sua frente. Quão irônico é o destino, não é mesmo? Minha própria mãe, a única que pode desvendar meu assassinato, é a que menos deseja me ver. Mas desta vez, a verdade não pode ser evitada.
Quando o Amor Vira Fogo

Quando o Amor Vira Fogo

A dor aguda no meu ventre foi um lembrete cruel do inferno que eu já havia vivido uma vez. Abri os olhos para o quarto que dividia com Pedro, sentindo o pânico subir com as memórias: a festa, o anúncio, a dor do parto, o porão, o sangue, um filho chorando e o outro em silêncio. Eu tinha morrido, mas agora, minha barriga grande e pesada provava o impossível: meus dois filhos ainda estavam aqui, e eu tinha voltado. Voltei para o dia exato do baile de gala, o mesmo dia em que meu mundo desabou. A voz de Pedro, vinda do banheiro, a voz que eu amei e que me condenou, perguntou: "Joana? Você está bem, meu amor?". Forçando um sorriso, menti sobre estar ótima, enquanto ele beijava minha barriga, falando dos "herdeiros" ansiosos pela festa. Ele não sabia que, nesta vida, eu já entendia. Ele era infértil, e essa obsessão por um herdeiro mascarava uma teia de mentiras e traições. Testei as águas, mencionando a surpresa que seria anunciar os gêmeos, e vi um flash sombrio em seus olhos antes que ele recompusesse o sorriso. Ele mentia. Patrícia, a influenciadora e sua amante, já esperava o "primeiro filho" dele, resultado de um esquema com mães de aluguel. Eu não seria mais a vítima ingênua que foi arrastada para o inferno sem lutar. Eu iria àquele baile, não como a esposa amorosa, mas como uma guerreira. Lembrei-me do frio do cimento do porão, da solidão do parto, do primeiro filho forte e da minha menina, tão frágil, que nasceu em silêncio. Segurei seu corpo frio, chorei até não ter mais lágrimas, enquanto Pedro nunca veio. Essa memória era meu combustível: a dor, a raiva, a perda. Desta vez, eu protegeria meus filhos. Custe o que custar. Escolhi meu vestido com cuidado: não o branco da sonhadora da vida passada, mas um vermelho sangue. A cor da raiva. A cor da guerra. Quando Pedro me viu, ele ficou sem fôlego. "Joana... você está... deslumbrante." "Eu sei," respondi, minha voz cortante. No salão luxuoso, eu sabia que o show estava prestes a começar. E desta vez, eu não seria a única a sangrar. Minha bolsa estourou ali mesmo, na frente de todos, no palco da humilhação de Pedro e Patrícia. A dor era dilacerante, o pânico me dominava. "Pedro!" gritei, a voz rasgada. "O bebê... os bebês estão vindo!" Mas ele, cego pelas mentiras de Patrícia, rugiu: "Seguranças! Tirem essa mulher daqui!". Fui arrastada para a calçada fria, sob a garoa fina, em trabalho de parto, sozinha, enquanto ele me acusava de farsa. "Mentira!" ele gritou, "Você fingiu essa gravidez para tentar roubar minha fortuna!". A humilhação era insuportável. Ele levantou a mão e me bateu. A dor do tapa somada à traição era pior que as contrações. "Você não precisa de um médico, você precisa de uma lição," ele disse, antes que eu sentisse a dor da agressão. Mas o que me atingiu mais foi a terrível clareza: Patrícia o manipulava, e sua história sobre meu pai era uma invenção. Ele me odiava por uma mentira que ela criou, uma vingança que não fazia sentido. Presa em um quarto, em agonia, sem ninguém acreditando em mim, ele me ofereceu divórcio em troca de silêncio. Então, sua mãe, Eleonora, me encontrou. Chocada, ela viu a verdade. "Pedro, o que você fez?" ela exigiu, "Chame uma ambulância! Agora!". "Eu não sei que mentiras aquela mulher colocou na sua cabeça, mas isso acaba agora. Você vai sair deste quarto. Eu vou cuidar da sua esposa." Eleonora tinha um plano de fuga, uma faísca de esperança. Mas Patrícia, com sua performance digna de Oscar, apareceu, fingindo terror, brandindo uma tesoura contra a própria garganta. "Pedro, não! Abaixe isso! Eu faço o que você quiser!" Ele me agarrou, a fúria cega em seus olhos. "Eu vou ligar para o meu contato na polícia federal e mandar prender seu pai por fraude e negligência médica." "Ele não salvou minha vida, Joana. Ele a arruinou. Ele é a razão pela qual eu não podia ter filhos. Patrícia me contou a verdade." A mentira era muito mais profunda, mais antiga, mais venenosa. "É mentira! Meu pai nunca faria isso!" Me debati, mas um segurança me agarrou. Senti um novo fluxo de sangue. "Estou sangrando..." Patrícia mostrou uma falsa mensagem. A dúvida de Pedro se transformou em fúria. Ele me deu um soco no estômago. O ar foi expulso de mim. "Levem-na para o porão," Pedro ordenou, "Sem comida, sem água. Até ela aprender a lição." Enquanto era arrastada, o celular de Pedro tocou. O policial informou: "O carro do Dr. Alencar, seu sogro, foi encontrado em uma ribanceira." "Lamento, senhor. Ele não resistiu." Não. Meu pai. Assassinado. "ASSASSINO!" Gritei para Pedro. "VOCÊ O MATOU! MONSTRO! ASSASSINO!" Ele não vacilou. A última coisa que vi antes da escuridão do porão foi o sorriso vitorioso de Patrícia. No hospital, os médicos confirmaram a pior notícia: Joana, morta. E os gêmeos, um vivo, outro morto. O mundo de Pedro desabou. A lembrança da primeira vida o atingiu. "MENTIRA!" ele gritou. Ele se lembrava de tudo. A verdade cruel de Patrícia, a inocência de Joana e de seu pai. Ele havia cometido os mesmos erros. Ele havia sido o monstro novamente. A dor e a culpa de Pedro se transformaram em uma fúria gelada. Ele ligou para o hospital, descobriu que Patrícia nunca tinha trabalhado lá. Eleonora confirmou: "O bebê... não é seu. Ela tem um histórico de se envolver com homens ricos e depois chantageá-los." A verdade era esmagadora. Ele tinha sido completamente enganado. Pedro reuniu os seguranças. "Eu quero a verdade. Quem ajudou Patrícia? Quem sabia que a mensagem de Joana era falsa? Quem sabia do meu sogro?" Os seguranças confessaram, revelando toda a farsa de Patrícia. Ele sacou a arma e atirou no seu chefe de segurança. "Ninguém sai desta sala," ele rosnou. Pedro arrastou Patrícia até o porão, forçando-a a ver Joana e sua filha mortas. "Olhe para o que você me fez fazer." Ele a abandonou lá, com os mortos. Pegou seu filho sobrevivente dos braços do médico. "Eleonora," ele sussurrou, "Leve-o. Dê a ele o nome que Joana teria escolhido. Diga a ele que sua mãe era uma heroína. Nunca diga a ele sobre mim." Ele entregou o bebê para sua mãe. Pedro voltou à mansão, jogando Patrícia e o bebê dela de volta ao porão. "Uma família reunida," ele disse. Ele ateou fogo à mansão. Os gritos da sala de jantar e do porão foram rapidamente silenciados pelo rugido do incêndio. A mansão Ferreira, o símbolo de seu império, tornou-se sua pira funerária. Longe, à beira do bosque, uma mulher observava as chamas iluminarem o céu noturno. Joana não estava morta. Eleonora e o médico a resgataram, junto com seu filho sobrevivente. Ela segurava seu filho e não sentia nada. Apenas um vazio silencioso. Ela deu as costas para o fogo, para as cinzas de sua vida passada. Ela não olhou para trás. Ela caminhou em direção ao futuro, uma mãe solitária, com o coração partido, mas finalmente livre.
O Enigma da Fórmula

O Enigma da Fórmula

Minha irmã Luna nunca falou, seus olhos escuros viam um mundo que o nosso não alcançava, até os cinco anos, quando ela sussurrou a terrível profecia: "Papai não volta." Ele desapareceu, levando consigo apenas bilhetes sobre uma "fórmula", uma "maldição" e um aviso: "Proteja-se." Para a polícia era um caso arquivado, para minha mãe, uma escuridão que a engolia, e para mim, Sofia, uma cientista, era a prova viva de que a verdade estava escondida. Eu sabia que Luna escondia a chave, seu silêncio era pesado, e o maldito bilhete de meu pai na mesa do escritório, que só encontrei escondido na segunda folha, revelava mais: "A doença é real. Atinge um a cada geração. A fórmula é a única esperança. Eles sabem. Aegis Corp. Não confie no meu irmão." Minha tia-avó disse que a primeira palavra de Luna seria uma profecia e eu descobri o quão real isso era. Cinco anos de luto e buscas, quando a vida me deu um respiro na forma de Leo, meu namorado. Mas Luna ressurgiu, sorrindo aquele sorriso vazio dela, sussurrando um aviso no ouvido de Leo, que por sua vez se recusou a me contar, dizendo ser "para o meu bem." A quietude se quebrou com a fúria da mídia, e então a voz de Luna veio de um vídeo online, prometendo revelar tudo sobre nosso pai na velha ponte. Até que, um telefonema assustador revelou a verdade: "É armadilha... veneno... Anselmo...", antes da linha cortar com um som pesado, e em seguida, a notícia de que Leo, meu Leo, fora vítima de um "acidente". Luna e Leo estavam em perigo por minha causa, por causa dos segredos da minha família! Sabendo que fui manipulada para a ponte, o local do "acidente" do meu pai e onde Luna prometeu revelações, tomo o volante, sentindo uma fúria fria. A polícia logo ligaria, mas eu já tinha toda a verdade em minhas mãos, pronta para desvendá-la, pronta para honrar a memória de Luna e de meu pai, pronta para não ser mais uma vítima.