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Traição e Renascimento

Traição e Renascimento

Pedro e eu éramos o casal que todos admiravam, dez anos de conto de fadas, uma vida construída com amor e promessas. Mas então, uma foto anônima chegou ao meu celular, revelando Pedro em um restaurante, os olhos cheios de ternura para outra mulher, a secretária dele, Sofia. Meu mundo desabou em um zumbido ensurdecedor, o estômago revirado pela náusea da traição. O suco de abacate que ele oferecia a ela, o mesmo que eu odiava, era um símbolo cruel da sua duplicidade. Como ele pôde? Todas as mentiras, o celular sempre desligado, as desculpas esfarrapadas para as datas esquecidas… Eu era uma idiota por acreditar, uma boba por amar tanto. Agarrei-me ao peito, vomitando não só o café da manhã, mas também os dez anos de farsa. Eu havia perdido a mim mesma, a Clara cheia de garra. Mas agora, eu renascia das cinzas, mais forte. Quando ele chegou em casa, cansado e alheio, oferecendo-me um batido verde, o mesmo tom do suco da foto, o desgosto me invadiu. "Eu não gosto de abacate", eu disse, a voz calma, fria. "Você sabe disso." Ele tentou me abraçar, mas o meu corpo se tornou uma estátua de gelo, e a frieza nas minhas palavras o chocou profundamente. Uma tempestade externa espelhava a turbulência dentro mim, e cada gesto dele, cada toque, deixou marcas invisíveis de repulsa. No momento seguinte, o celular dele tocou, era a Sofia. "Tenho que ir, é urgente", ele disse, correndo porta afora, sem olhar para trás. Ele ia para ela, a mulher que era a sua verdadeira "urgência" . Sozinha na escuridão, a palavra "urgente" ecoava, agora vazia para mim. A febre me derrubou, a dor física da traição me consumindo, até que o conforto familiar me fez desabar. Minha mãe me abraçou, mostrando-me desenhos antigos, lembrando-me da garota vibrante que eu era. Ao ver meu eu passado, chorei não só por Pedro, mas por mim mesma, por ter me perdido. Naquela noite, eu respirei. A Clara estava de volta. Em nosso apartamento, cada objeto carregava uma história, agora manchada. Dez anos de risos e lágrimas, agora apenas uma pilha de memórias dolorosas. Quando Pedro entrou, vi seus olhos cansados, mas a minha voz saiu firme e clara: "Pedro, vamos nos divorciar." A incredulidade virou raiva em seu rosto e ele agarrou meu pulso. "O que você está dizendo? Está brincando comigo?" Eu me soltei. "Eu não estou brincando. Eu quero o divórcio." Ele bufou, tentando me manipular com falsas promessas de férias. "Clara, chega de dramas. O que você quer? Mais atenção?" Eu sorri amargamente. "Não preciso das suas promessas vazias. Eu quero uma parte maior do nosso patrimônio. Afinal, você é a parte culpada." Sua arrogância desmoronou. "Clara, não exagere. Não seja ridícula. Não há necessidade de levar as coisas a este extremo." Sua condescendência me atingiu profundamente. Ele não sabia a dor que me causara. "Pedro, por que você tinha tanta certeza de que eu nunca te deixaria?" Ele gaguejou. E então, eu disse: "Sofia." A palavra o atingiu como um soco. Ele ficou pálido, chocado. "Como você sabe?" "Não importa como eu sei", eu disse, jogando as fotos na mesa. Fotos dele e Sofia, rindo, se beijando. O suco de abacate. Ele caiu de joelhos. "Me desculpa, Clara, me desculpa." Olhei para ele sem emoção. "Quando você cozinhava para ela, usava as mesmas receitas? Quando secava o cabelo dela, era com o mesmo cuidado? Quando ela tinha cólicas, fazia o mesmo chá de gengibre?" Seu silêncio era a resposta. "Eu poderia ter aceitado o fim do nosso amor", eu disse, a voz cortante. "Mas não posso aceitar que o amor que me deste, a atenção que me dedicaste, tenha sido partilhada com outra pessoa. Isso é nojento." "Para, por favor, para de falar", ele suplicou, lágrimas escorrendo. "Você não pensou em mim quando estava com ela", eu retruquei. "Por que devo te poupar agora?" Ele agarrou minha mão, suas lágrimas quentes na minha pele. "Eu faço qualquer coisa para te compensar. Por favor, me dê outra oportunidade." "Não há nada que possa fazer", eu disse, puxando minha mão. "Eu me amo mais do que te amo." Eu o deixei ali, de joelhos, suas palavras de dor um murmúrio derrotado. A casa desabou, mas eu me senti livre. Com o divórcio em mãos, senti o peso sair dos meus ombros. Postei uma foto do documento: "Finalmente livre. Celebrando minha nova vida." O celular vibrava com mensagens de apoio. Sofia havia visto a publicação, seu avatar a vista da janela do escritório dele. Ela não era o problema. Ele era. Minha amiga Rafaela exultou. "Graças a Deus! Você está bem?" Eu estava, e estava pronta para viajar, para recomeçar. A divisão dos bens foi fácil; ele aceitou tudo, consumido pela culpa. No escritório, recebi estrelícias azuis, minhas flores preferidas. Sem cartão. Nos dias seguintes, mais flores, o mistério crescendo. Uma mensagem anônima chegou. "Gostou das flores? Gostaria de te encontrar. Estarei no parque de diversões à beira-rio, ao pôr do sol." Eu fui. Lá, uma figura alta, com um redemoinho familiar no cabelo, olhava o rio. Era Pedro. Mas o Pedro de dezoito anos. Eu estava em choque. "Pedro?", minha voz mal saiu. Ele sorriu, os olhos brilhando com uma luz que eu não via há anos. "Olá, Clara. Sou eu." "Você... você tem dezoito anos", gaguejei. "Eu sei. Eu só acordei aqui. Mas fui eu que te enviei as flores." Ele me beijou a mão, colocou um chapéu de palha feito por ele na minha cabeça. "Eu ainda te amo." Instintivamente, ele me puxou para protegê-la de alguns motoqueiros. Senti a segurança que há muito perdera. Na roda-gigante, a cidade se estendia abaixo. Ele me perguntou: "Clara, se você soubesse o final da história, você ainda teria começado?" A pergunta pairou no ar. Minha resposta agora era diferente. "Obrigada", eu disse, a voz cheia de emoção. "Obrigada por me amar, por me ensinar. Por fazer parte da minha vida." Ele chorou, pedindo desculpas pelo seu eu futuro. "Por favor, Clara. Dê-lhe outra oportunidade." "Porque amar alguém é não querer machucá-lo", eu disse, a voz firme. "Seu eu futuro me machucou repetidamente. Minha vida é sobre respeito próprio, felicidade, paz. Não vou sacrificar tudo isso por um homem que não me merece." Ele sorriu tristemente, seu corpo ficando transparente. O sino da torre do relógio soou à meia-noite. "Adeus, Clara", ele sussurrou antes de desaparecer. "Seja feliz." Eu estava sozinha, mas com o coração em paz. O passado havia ficado para trás. Minha vida voltou ao normal. Pedro continuava a implorar, a enviar flores que eu jogava fora. Ele não entendia que era tarde demais. No jantar com Thiago e Camila, meus cúmplices involuntários, levantei meu copo. "Vocês não têm culpa. Vocês me abriram os olhos." Fora do restaurante, Pedro nos bloqueou. "Clara, precisamos conversar." Camila o confrontou, mas eu a detive. "Deixe. Eu cuido disso." Olhei para ele com calma fria. "Diga o que você tem a dizer." Ele tirou uma pasta cheia de documentos, oferecendo tudo. "Tudo o que tenho. Como garantia de que nunca mais te trairei." Eu nem olhei para os papéis. "Você acha que isso muda alguma coisa? Acha que dinheiro pode apagar o que você fez?" Minha voz baixava para um sussurro intenso. "Naquele dia, com ela, você pensou em mim? Ou pensou na Sofia, que gosta de abacate?" Ele não conseguiu responder. "Você é nojento, Pedro. Você é sujo." Virei as costas, deixando-o ali, estilhaçado, percebendo a enormidade do que havia perdido. O sol brilhava. No café, Rafaela sorriu. "Você está brilhando, amiga. O divórcio te fez bem." "Eu me reencontrei", eu disse. Levantei meu copo. "Um brinde a mim." Na selfie, eu era vibrante, cheia de vida, a Clara que tinha voltado, mais forte do que nunca. No vazio de seu apartamento, Pedro olhava para a lista das "100 coisas para fazer com a pessoa amada". A felicidade havia se tornado desconforto, um prazer perverso em machucá-la. Agora, o arrependimento o sufocava. "Me desculpa, Clara", ele sussurrava. Ele a via de longe, recebendo prêmios, fazendo doações. Ela voava, enquanto ele se afundava na miséria. Seu primo assumiu a empresa. Ele passava os dias em casa, com depressão, revivendo as memórias. Ele sabia que a havia perdido para sempre. Seu único consolo: o amor que ainda sentia, sua tortura e sua penitência. O Jovem Pedro acordou num quarto luxuoso, um homem mais velho com seu próprio rosto o encarava no espelho. "Quem é você?", o Jovem Pedro perguntou. "Eu sou você, daqui a dez anos", o Pedro mais velho respondeu, um sorriso cínico. O eu mais velho contou-lhe tudo de sua traição, de como ele havia destruído Clara.Uma raiva cega tomou conta do Jovem Pedro. "Como se atreveu a machucá-la?" Ele o derrubou com um soco. Ele fugiu daquele futuro de pesadelo, sua única preocupação era proteger Clara. Enviava flores a ela, aquelas que sabia que ela amava, para dizer que seu amor ainda era puro. Quando finalmente a viu, o coração acelerou. Havia uma tristeza em seus olhos que o partiu ao meio. No topo da roda-gigante, a dor lancinante da sua recusa foi acompanhada por um estranho alívio. Ela estava se protegendo, escolhendo sua própria felicidade. Seu corpo começou a desaparecer. "Que a minha pessoa mais amada, no lugar que eu não posso ver, esteja bem e feliz", ele sussurrou. E então, ele se dissolveu, deixando para trás apenas o amor, uma memória tenra do que já foi.
Vento Gelado da Vingança

Vento Gelado da Vingança

A última coisa que senti foi o vento gelado no meu rosto, empurrada do terraço por quem eu chamava de melhor amiga, Laura, enquanto meu ex-namorado, Pedro, assistia com desprezo. Morri, traída por aqueles que um dia me roubaram a bolsa de estudos dos meus sonhos, me condenando a uma vida de luta enquanto eles ascendiam. Mas a morte não foi o fim. Abri os olhos e estava de volta, na minha cama, sentindo o cheiro do bolo de fubá da minha mãe, três meses antes de tudo desmoronar. A vingança ardia em mim, mas o cenário que encontrei na escola me gelou a alma: Pedro e Laura, encenando um beijo teatral, com o mesmo desprezo de Pedro e a ganância de Laura em evidência. Percebi, chocada, que não estava sozinha na volta – ele também havia renascido, com as memórias de seu fracasso, pronto para construir seu sucesso sobre meus escombros novamente. Eles tentaram me humilhar, derrubando minhas anotações, e Laura me ameaçou, relembrando a noite em que me drogaram para me impedir de viajar. A antiga Sofia teria chorado, mas agora, com cada célula do meu corpo clamando por justiça, eu soube: o jogo deles seria barulhento e sujo, o meu, silencioso e letal. Desta vez, as coisas seriam diferentes, e eu sabia exatamente por onde começar: não com lágrimas, mas com lógica, estratégia e foco inabalável para reescrever meu destino e fazê-los pagar por cada dor que me causaram.
GAME OVER em CARUARAS // Conto Bradockiano //

GAME OVER em CARUARAS // Conto Bradockiano //

SINOPSE FIM DO JOGO? ou APENAS A PROFECIA DE UM GOLPE VIRTUAL? "Quando se abre um portal mágico, qualquer coisa ou algo de outros mundos, (dimensões) podem atravessar o nosso plano físico". //Rose Edith Kelly, (esposa de Aleister Crowley) 1904, Cairo/Egito// Autor: "NINGUÉM" Agreste Meridional "cyberpunk" do Estado de Pernambuco Assombrado... Duas entidades em uma luta espiritual/tecnológica por um bebê híbrido e uma revelação que até então passara despercebida era o local, [...] (cybercidade) onde irá ocorrer o primeiro bombardeio, (na meso região do nordeste) da infame terceira guerra mundial será "GAME OVER" em Caruaras? A perseguição de uma gangue e duas entidades tecnológicas/espirituais a um feto/criança/híbrida, [Licius Neves] que ainda nem nascera, mas a primeira gravidez de uma ginoide, (Janaína) Em tempos futuristas faz com que andasse em paralelo a uma sinopse ou profecia de um golpe, (entre latidos solitários de cães híbridos misturando-se com miados de felinos com pernas mecânicas vagando ao relento, (em busca de algo para comer nos lixos virtuais) na alta madrugada de noite eterna de inverno nuclear. Tempos pandêmicos, (Sars-Cov-2/Covid-19) em sua enésima onda, superando de longe as epidemias do H.I.V e a lendária Gripe Espanhola essa última na primeira metade do século XX. Também em paralelo ou orbitando como um satélite/lua natural/artificial; os membros superiores mecânicas de Nego Ciborgue vagam, [no mercado negro] sem nenhum comprador, (tipo uma maldição/carma/dívida de vidas anteriores ao mesmo tempo que a eminência de um golpe na república/holográfica/Governo Digital na cybercidade de Caruaras; (...) virara uma espécie de assombração urbana/social; o espectro do Centrão da Guarda Recarregável Nacional, (antigo exército), [apenas máquinas subordinadas a outras máquinas] nas ruas, [...] tipo um tiro no olho com bala de borracha/holográfica; a vacina retardada; (...) o Governo Digital e o Grupo Condomínio os salva? (...) Em um cenário de agreste/punk onde a magia e máquinas se chocam mais uma vez... Toda tecnologia se curvará as leis/elementos da natureza? (...). Cinco contos que se interligam como elementais entrelaçados mostram que o agreste/punk Bradockiano é tão universal e mágico quanto qualquer outro sertão/agreste mundo afora. *PREFÁCIO* Game Over em Caruaras escrito por Iram F. R. "Bradock" é um livro que contém cinco contos que estão interligados numa sinergia incalculável, e que de forma eletrizante lhe prenderá do início ao final. Nele iremos nos deparar com um tempo retrofuturista onde irás ler sobre o caos de uma cidade, (Caruaras) onde sua população vive um tempo esquecido, com um governo aterrorizador, que levam a todos não vê solução para uma pandemia que já está na sua enésima onda e tantas outras coisas que estão por vir. Estais preparado? Com personagens característicos, falas e enredo fascinante, nos leva a ser conhecedor de um cenário literário inimaginável para um leigo assim, como eu e tanto quanto para você. Mas, que graças ao seu autor que vê além do seu tempo (atualmente o século XXI), nos levará a mergulhar neste intenso oceano que é o universo Bradockiano. Essa é mais uma de suas obras, que carrega, porém, em toda a sua história uma particularidade, que sim, é marca registrada do seu escritor. Todos nós sabemos que, quando lemos um portal se abre ao ponto de levarmos a lugares jamais visto ou relatado em alguma rede de telecomunicação. Toda dedicação, conhecimento, cenários, personagens, ações, suspenses entre outros, se tornam também, uma grande parte de nós e para dentro de nós leitores. Tornando assim, uma particularidade. É correto dizer que é possível viver num mundo paralelo? Para um assíduo leitor, é claro que sim, pois isso é uma dádiva. E como dizia o escritor, amigo e conterrâneo do "Bradock Poeta", saudoso Célio Lima. "Deguste-o". *Pâmela Beatriz* Escritora, Poeta & Romancista São Paulo/SP, Agosto de 2021.
O Preço da Cura Fatal

O Preço da Cura Fatal

Meu nome é Sofia Almeida, e nasci com um coração que não deveria me permitir amar tão intensamente. Para salvar Lucas, o homem que eu amava e que estava preso a uma cadeira de rodas por uma doença degenerativa, sacrifiquei minha própria vida, gota a gota do meu sangue, para curá-lo. Mas a cura dele trouxe uma doença para a nossa relação. No dia em que Lucas voltou a andar, ele me chutou para fora de casa, trocando todas as minhas noites em claro por uma frieza que eu jamais imaginei que existiria nele. Um mês depois, ele me convidou para uma festa de gala. Era a celebração de sua "recuperação milagrosa". Mal eu sabia, era a minha humilhação pública. Diante de todos, ele insinuou que eu era uma fraude, que minhas criações eram uma farsa, e então, em um jogo cruel, ele me obrigou a tentar identificar meus próprios protótipos entre cem cópias e peças genéricas. Para cada erro, uma das minhas criações seria destruída. Meu coração gritava à medida que minhas obras de arte, meus "filhos" nascidos da dor, eram rasgados e queimados por ele e sua irmã, Mariana, a quem ele chamava de "mártir". Eles copiaram minha assinatura secreta, uma pequena estrela que eu bordava em cada peça, para me confundir. O jogo era armado para que eu nunca vencesse. Desesperada para proteger a última peça, o vestido de noiva que eu havia sonhado em usar com ele, confessei a mentira que eles queriam ouvir. "Sim," eu disse, a palavra rasgando minha garganta. "Eu menti sobre tudo." Quando ele tentou me forçar a comer os restos do meu vestido destruído, uma dor lancinante atingiu meu peito, e meu coração parou. Mas, de alguma forma, isso ativou a conexão que nos unia, e Lucas desabou, agonizando com a mesma dor, revivendo todas as minhas memórias de sacrifício e traição. Foi então que meu pai e irmã chegaram. Encenamos minha morte. Lucas, agora em um surto de loucura e desespero, me roubou dos braços do meu pai, me embalou e fugiu. A perseguição terminou em um acidente fatal. Ele se foi, levando com ele uma dor que eu não sentia mais. Eu, Sofia, renasci. Não em um sonho, mas na verdade. Longe do veneno, do sofrimento. Lembro-me dele, não com ódio, mas com a calma de quem sobreviveu. Vivo e crio em paz, deixando o passado para trás.
O Retorno da Vingança Adocicada

O Retorno da Vingança Adocicada

Senti o cheiro de mofo do meu pequeno apartamento e a textura áspera do lençol barato, e um calafrio percorreu minha espinha. Não era um sonho. Eu tinha voltado no tempo. De novo para aquele dia, o dia em que Bruna começou a copiar descaradamente um dos meus designs. Na vida passada, eu era ingênua e fechei os olhos. Deixei a Bruna se tornar minha sombra, copiando tudo de mim, do meu estilo à minha fala. O pior é que ela me difamava, espalhando que eu, Ana Clara, a rica e mimada, era a verdadeira perseguidora. A mentira, repetida mil vezes, virou verdade. O ápice da crueldade foi na competição de design mais importante da faculdade, a que valia meu sonho: uma bolsa em Milão. Bruna sabotou minha máquina de costura. Passei a noite em pânico, não consegui terminar meu trabalho e fui desqualificada. Ela, com uma imitação medíocre de algo que eu já tinha feito, ganhou uma menção honrosa. Meu sonho foi destruído. A humilhação, a injustiça e a raiva me consumiram por anos. Agora, de alguma forma, eu estava de volta. Meu celular, com a tela trincada, parecia um artefato do passado doloroso. Abri as redes sociais e lá estava: o vídeo descarado de Bruna com a réplica malfeita da minha jaqueta. E a facada final: um garoto perguntando, entre risadas, se eu estava sempre copiando a Bruna. Na vida passada, eu chorei. Mas desta vez, não. Com os dedos firmes, postei a foto da minha jaqueta original com uma legenda que pingava veneno: "Este é o meu design autêntico, criado há três semanas. Se você vai copiar, pelo menos invista em qualidade. Falsificação barata é uma ofensa à criatividade. #MinhaArteMinhasRegras" Eu não a marquei, mas a mensagem era clara. O celular vibrou. A resposta de Bruna veio em um novo post, com ela chorando, me acusando: "Ana Clara, por que você é tão cruel? Pobreza não é crime!" Os comentários explodiram. Fui pintada como a vilã rica e arrogante. Até mesmo Lúcia, a amiga dela, tentou me atacar usando uma bolsa falsificada como desculpa. Mas o jogo virou. Dessa vez, a Ana Clara chata, covarde e retraída do passado estava morta. E a Ana Clara que havia nascido no dia da minha humilhação, a Ana Clara Almeida herdeira do Grupo Almeida, tinha vindo para reivindicar o que era dela. Minha vingança estava apenas começando.
RAINHA DOS LOBOS SEM HUMANIDADE

RAINHA DOS LOBOS SEM HUMANIDADE

Danna era uma garota de 20 anos com uma beleza natural e belos olhos multicoloridos. Ela era doce e carinhosa, criada por um casal de ômegas, e sua vida era tranquila até conhecer seu companheiro. Eros era o alfa da matilha azul. Na casa dos 30 anos, ele era um homem arrogante, frio e calculista. Ele tinha uma namorada que não era sua companheira, Lamia, uma jovem alfa de sangue puro que ele teve de marcar para ser a lua da matilha e forjar alianças. No dia da proclamação de Eros como o grande alfa dos alfas, nas planícies do extremo sul do Alasca, um cheiro delicioso entrou em suas narinas, deixando-o fora de controle. Ele procurou a fonte até ver Danna; seus olhares se encontraram e Eros ficou furioso ao ver a aparência ômega dela. Ela, vendo a expressão nos olhos dele, sabia que sua vida seria miserável a partir daquele momento. Danna foi levada para a mansão do alfa, e Eros não sabia o que fazer com sua companheira, pois, para o bem da matilha, ele deveria ter uma lua alfa de sangue puro ao seu lado e não uma ômega fraca. Ela ficou com ciúmes e ele sucumbiu à tentação; três dias cheios de paixão se passaram e Eros a marcou. Um dia, Danna foi acusada de ferir Lamia; Eros, enfurecido, decidiu obedecer aos velhos lobos; naquela mesma noite, ele marcou Lamia. Danna sofreu uma forte dor em sua marca, parecia que a estava queimando, a dor era insuportável. Ali ela descobriu que havia sido traída por seu companheiro. Ela, magoada, tentou ir embora, mas ele a deixou presa e fingiu tê-la como sua amante. Em meio à sua dor, ela descobriu que estava grávida e que tinha inimigos dentro da mansão. Em uma noite, ela conseguiu escapar, mas os lobos rastreadores a perseguiram incansavelmente. No entanto, com a ajuda da deusa Selene, os lobos sem humanidade a encontraram e a protegeram, levando-a para a região mais fria do país. Outros lobos exilados, percebendo o poder de Danna sobre as feras selvagens, proclamaram-na rainha, e seu reinado trouxe prosperidade à terra. Enquanto isso, nas terras do sul, uma maldição parecia ter caído sobre elas. A fertilidade desapareceu e as árvores pararam de florescer. Cinco anos depois, começou a guerra terrestre com os humanos. Eurides, mãe de Eros, procurou a ajuda da grande rainha das terras do norte. Danna retornou para se vingar das pessoas que tornaram sua vida miserável na matilha azul, enquanto sua filha Eos tinha uma missão confiada a ela pela deusa Selene. O que Eros fará para recuperar sua companheira? O ódio e o ressentimento de Danna podem destruir o pai de sua filha?
Amor e Ódio: O Despertar da Fúria

Amor e Ódio: O Despertar da Fúria

Era para ser um dia como qualquer outro na vida de Ana Lúcia, uma esposa e mãe feliz, às vésperas de receber uma fortuna. Mas a notícia de que sua filha, Sofia, havia caído do 28º andar do prédio, transforma seu mundo em um inferno. No caminho para casa, correndo contra o tempo para o hospital, um acidente tira sua própria vida e a de sua mãe. Flutuando sobre a cena de sua morte, ela vê o marido, Pedro, chorando, uma máscara de dor desfigurando seu rosto. Porém, por um segundo, quando ele pensa que ninguém está olhando, a máscara cai e um sorriso cruel se abre em seus lábios. Nesse instante, a verdade a atinge de forma brutal: a queda de Sofia, o acidente, tudo foi planejado por Pedro e sua mãe para roubar os 50 milhões de reais da herança que ela receberia naquele mesmo dia. A raiva é tão intensa que a puxa de volta, um turbilhão de fúria e dor. E então, Ana Lúcia abre os olhos. Está viva, de volta ao dia do inferno, com a notificação do depósito bancário em seu celular confirmando o início de sua segunda chance. Sua filha Sofia está ao seu lado, viva e segura. Armada com a verdade, Ana Lúcia jura que esta vez será diferente. Ela fará essa família de escroques pagar por cada lágrima. Sua sogra, Dona Clara, a confronta com seu desprezo habitual, mal sabendo que os joguinhos dela acabaram. Pedro, em sua rotina matinal, pergunta sobre o dinheiro, a ganância brilhando em seus olhos. Ana Lúcia sorri, um sorriso gélido. Este é o primeiro teste. O contra-ataque começou.
Laura: Destino Reescríto

Laura: Destino Reescríto

A voz do reitor era um eco distante, enquanto eu, a aluna mais promissora do ano, ocupava meu lugar de honra na primeira fila. Mas eu não conseguia me concentrar em suas palavras; meus pensamentos estavam presos à data no telão: o dia da minha prova de admissão. Era o dia em que tudo começou, e de alguma forma, eu estava de volta. Na minha vida anterior, este dia marcou o auge da minha felicidade: Dra. Beatriz, a renomada pesquisadora, queria ser minha orientadora, e eu, cega pela admiração, a escolhi. Foi o maior erro da minha vida. A traição veio como uma onda: o rosto dela contorcido de ódio, a acusação de que eu havia arruinado a carreira de seu amado Pedro para que ele nunca a alcançasse. Eles vazaram meu projeto de pesquisa, o trabalho da minha vida, e fui acusada de fraude, meu nome manchado, minha liberdade perdida. Na prisão, a vingança dela continuou: forçada a trabalhar para dezenas de pesquisadores, meu cérebro explorado até a exaustão, alimentada por drogas para me manter funcional. Morri sozinha, em uma cela fria, o nome de Beatriz sendo a última maldição em meus lábios. E agora, aqui estava eu, viva, com a chance de fazer tudo diferente, mas o silêncio no auditório se tornou ensurdecedor quando o reitor me trouxe de volta à realidade. "Laura, você pode escolher sua orientadora de tese agora." Todos os olhos estavam em mim, esperando que eu declarasse o nome de Beatriz com orgulho. Mas desta vez, eu me levantei e anunciei: "Gostaria de deixar ao acaso. Eu gostaria de tirar a sorte." Um murmúrio percorreu o auditório; a confusão do reitor se transformou em espanto, a tradição desafiada. "É a minha condição", insisti, "caso contrário, prefiro não escolher ninguém." Minha firmeza os surpreendeu, e eles cederam. Peguei um papel da caixa: "Dra. Sofia." O choque foi ainda maior; Sofia era a mais jovem, a mais exigente, ninguém a escolheria em sã consciência. Mas o rosto pálido de Beatriz, com os lábios entreabertos em choque, revelou a maior satisfação. Em sua fúria, ela se levantou abruptamente e desabou, a humilhação pública a atingiu em cheio. Enquanto era socorrida, senti um vazio gelado onde antes havia admiração. Adeus, Dra. Beatriz. Desta vez, eu terei minha redenção, e você, seu nada.