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A Mentira Por Trás do Berço

A Mentira Por Trás do Berço

Acordei no hospital após o acidente de carro que me roubou o nosso bebé de sete meses. Mal abri os olhos, ouço Leo a falar ao telefone: "Não, o bebé... o bebé não sobreviveu." A dor era dilacerante, o vazio na minha barriga insuportável. Mas em vez de consolo, recebi uma mensagem do meu sogro: "Tens de ser forte pela Sofia. Ela precisa de uma mãe." Para eles, eu não era uma mãe de luto, era a substituta da mãe falecida da Sofia, e tinha falhado na minha única tarefa: dar um herdeiro. Leo evitava-me, a nossa perda era um tema proibido. Quando tentei falar, ele explodiu: "Sinto raiva por teres sido tão descuidada!" Culpava-me pelo acidente causado por um condutor bêbado. O choque e a raiva cresciam. Eu questionava se o meu casamento era amor ou apenas conveniência. Será que eu era só um útero para preencher um vazio? Um dia, Sofia, a filha do Leo, mostra-me algo que me gela o sangue: o diário da sua mãe, Clara. Lembro-me do que a Sofia me disse: "O avô disse que a mamã estava grávida de um menino quando ficou doente." Leo sempre me escondera que Clara morrera grávida. Ao ler as palavras de Clara, o horror instalou-se. Ela não morreu de cancro, eles deixaram-na morrer! Forçaram-na a adiar o tratamento para dar à luz um herdeiro. Eles tinham-na sacrificado pelo seu egoísmo, e eu era a próxima. A raiva fria preencheu-me. Peguei no telemóvel e liguei ao meu pai: "Pai, podes vir buscar-me? Preciso de sair desta casa." O passado e o futuro colidiram, e eu sabia que não seria mais uma vítima.
A Geladeira e o Segredo

A Geladeira e o Segredo

A geladeira zumbia baixo, um som constante que eu nunca notava, até Ana Paula ir embora. Então, algo que nunca imaginei: escondido no fundo da geladeira, um pequeno frasco de vidro, frio ao toque, com um líquido transparente e algo minúsculo flutuando dentro. Minha esposa, perfeita e dedicada, no fundo, era uma farsante manipuladora. "Atestado de Procedimento de Interrupção de Gravidez." O pior veio depois: o nome do parceiro não era o meu, mas de Marcos, o amigo da faculdade que meu sogro tratava como filho. De repente, o homem apaixonado morreu, e em seu lugar nasceu um homem frio, calculista, com um único desejo: vingança. Descobri que ela ia a um "happy hour" que na verdade era um encontro com Marcos. Segui-a até um bairro nobre e vi os dois abraçados na sacada, rindo, trocando beijos longos e profundos. "Ele não desconfia de nada. É tão ingênuo." Sua voz foi como um soco no meu estômago. A dor era física, mas a humilhação de ter sido enganado por tanto tempo era ainda pior. A vingança não era mais apenas um desejo, era uma necessidade, a única coisa que me manteria vivo. Meus anos de sacrifício por ela, de abrir mão de promoções pelo nosso futuro, eram uma farsa. Ela me usou como provedor, enquanto se divertia com outro. No bar, o álcool queimava, mas não apagava a imagem deles juntos. Meu sogro queria um neto, e eu o daria um presente inesquecível em seu aniversário de 60 anos. Ao sair do bar, esbarrei novamente com eles no parque, no nosso lugar romântico. Não me contive. "Ricardo? O que você está fazendo aqui?" Eu o soquei sem dizer uma palavra. "Ricardo, para! Você está louco?" Ela não me ajudou; correu para ele e me deu um tapa, me jogando no lago. "Ele que se dane. Ele mereceu." Eles me abandonaram para morrer, a última fagulha do meu amor se extinguiu para sempre. No hospital, ela se importava apenas com o amante. "Eu agredi o Marcos? E você, Ana Paula? O que você fez? Você me deixou para morrer em um lago." Decidi que queria o divórcio e que daria ao meu sogro o presente que ele tanto queria na festa. O palco estava montado.
De Peça de Museu a Rainha da Minha Vida

De Peça de Museu a Rainha da Minha Vida

Liana, a mulher que sacrificou cada sonho pela família Alencar e pelo marido Heitor, esperava-o no décimo aniversário de casamento. A casa, impregnada com o aroma do seu prato favorito, moqueca. Eu era a imagem da esposa perfeita, vestida no seda que ele me deu, à espera da noite ideal. Mas a mentira chegou com um telefonema: "Emergência com distribuidores internacionais. Não vou conseguir chegar para o jantar." Momentos depois, a televisão: Heitor, com o nosso filho Tiago, aplaudindo Isabella, a nova estrela da Bossa Nova que acabara de ganhar o prémio. A traição que eu suspeitava há meses, confirmada em rede nacional. Não só a amante, mas também o filho deles? E depois, a Isabella a confrontar-me, a gabar-se da sua gravidez e de que me iria substituir, com a aprovação silenciosa de toda a família dele. 'Mamã, porque é que o papá disse que a tia Bella é a nova rainha da casa?', Tiago perguntou. 'Ela disse que o Liana parecia uma peça de museu. Bonita, mas fria. Sem vida. Ele está farto dela.' Ele disse isso sobre mim, a mulher que lhe deu a vida, a herança, tudo. A dor era física, roubando-me o ar. Mas as lágrimas não vieram. Em vez disso, uma frieza gelada assaltou-me. Como pude ser tão cega, tão ingénua? Não haveria divórcio escandaloso. Nem brigas públicas. Não, eu iria desaparecer. Lembrei-me do segredo da minha avó: uma conta secreta, um fundo de emergência. A pesquisa foi rápida: 'Agência Fênix'. 'Eu quero morrer', anunciei. 'Quero que seja um acidente de carro. Na Rodovia dos Imigrantes. E que o meu marido, Heitor, seja o motorista que o provoca.' A minha nova vida começava em Lisboa. A minha vingança também.
Entre Escombros e Um Novo Caminho

Entre Escombros e Um Novo Caminho

O mundo desabou quando o médico disse que a perna do meu filho, Leo, precisaria ser amputada. Em pânico, liguei para o meu marido, Miguel, que mal se dignou a atender. A voz dele, irritada, veio do outro lado: "Estou ocupado, não vês o caos? A Sofia está em pânico, o gato dela, o Mimo, desapareceu!" Ele estava a ajudar a irmã com um gato perdido, enquanto o nosso filho jazia sedado, a sua perna esmagada. A minha mão tremia enquanto ele gritava ao telefone, defendendo o tempo gasto com a irmã "frágil". Mas então, a voz trémula da minha cunhada, Sofia, chegou claramente pelo telefone: "Pedro, Miguel, muito obrigada. Se não fossem vocês, eu não sei o que faria." Fiquei ali, em choque. E o meu sogro, Pedro, que sempre desprezou o meu filho, ligou-me depois, a repreender-me: "Helena! Como é que educaste o teu filho para ser tão fraco? Os homens aguentam a dor! Ele está a fazer um drama por nada!" O meu filho de sete anos ia perder uma perna, e o avô chamava a isso "drama por nada"? Como o meu marido e a sua família podiam ser tão cegos e desumanos, priorizando uma mulher adulta e um gato a uma criança de sete anos que perdeu um membro? A revelação mais chocante veio da minha sogra: Miguel não estava a ajudar a irmã por causa de um gato, mas para encobrir um caso sórdido e proteger a "honra" da família. Naquela noite, olhei para o meu filho e soube: a guerra tinha começado. Eu me divorciaria, enfrentaria o inferno, e protegeria o Leo de uma família que valia menos do que a perna que ele perdera. Aquele hospital seria o nosso refúgio. E a minha vingança seria construir uma nova vida de paz e sucesso para nós dois.
Coração de Pai, Amor Sem DNA

Coração de Pai, Amor Sem DNA

Entrei no hospital, agarrado ao relatório do teste de ADN. O médico confirmou: 99,9% de compatibilidade. Ele era o pai. Finalmente, a nossa filha, Sofia, teria uma medula compatível. A minha ex-mulher, Clara, agarrou no relatório, os olhos marejados. "É ele." O Tiago, o homem que quase destruiu o meu casamento, era a única esperança. Aquele por quem Clara me traiu antes de casarmos e que, por amor, eu perdoara. Enquanto Sofia lutava pela vida, vi Clara e Tiago reunirem-se. Ouvi os risos deles, as conversas baixas. Até a pergunta dela: "Será que Miguel alguma vez esqueceu?" "A dor está sempre lá, Tiago." Sim, a dor estava lá. Mas o amor pela minha família, pensei eu, era suficiente. Aparentemente, para ela, não era. Ela questionava a nossa vida inteira com o homem que a magoara, mas que agora se tornava o herói. Eu, o \"pai\" que a amava e dava tudo, era apenas um estranho. Um espectador na minha própria vida, no quarto da minha filha. A mulher que eu amava redescobria um amor antigo. E eu, o que me tornei? O prémio de consolação? O plano B? Tudo o que sacrifiquei, o passado que engoli, tudo parecia não significar nada. Ali, no meio daquela ironia esmagadora, uma decisão se formou. Eu merecia mais. Decidi que ia embora. Para o divórcio, sim. Mas para (re)encontrar-me. A minha filha tinha dois pais agora. E eu, finalmente, ia ter a mim de volta.
O Último Adeus ao Meu Filho

O Último Adeus ao Meu Filho

O funeral do meu filho aconteceu num dia ensolarado, o céu de um azul límpido. Ao meu lado, Pedro, o meu marido "perfeito", e os seus pais. Todos choravam, devastados, mas o meu coração estava vazio. Porque eu sabia a verdade, e ela era fria e cruel. O meu filho, Tiago, não morreu num "acidente infeliz". Ele foi empurrado pelas escadas pelo filho de três anos da minha cunhada, Leo. E Clara, a irmã de Pedro, viu tudo do sofá e não fez nada. Quando confrontei Pedro, com o corpo do meu filho ainda quente, ele escolheu a sua família. Defendeu-os, mentiu, e ouvi-o prometer à irmã que me faria "aceitar" a tragédia. Naquele momento, toda a dor se transformou em um frio desprezo. Não havia mais espaço para o amor. A casa era deles. Então, eu peguei na minha mala secretamente preparada e saí. Deixar o meu lar parecia o fim de tudo. Mas a vida ainda me reservava uma surpresa. Um e-mail anónimo, com o assunto "Justiça para o Tiago", mudaria tudo. Dentro, um vídeo da câmara de segurança da sala. O vídeo mostrava tudo: o empurrão deliberado, a indiferença fria de Clara. E a verdade mais cruel de todas: Pedro sempre soube. Ele tinha a prova. E escondeu-a. Aquele vídeo não era apenas a prova do crime da minha cunhada, mas a traição mais profunda do meu marido. O que se faz quando se descobre que a pessoa que devia proteger-te, na verdade, te esfaqueou pelas costas? Eu não chorei mais. Apenas respirei fundo e fiz uma chamada. A guerra tinha começado.
Quando o Luto Revela a Traição

Quando o Luto Revela a Traição

No dia em que meu pai morreu, eu estava no bar com meu namorado, Leo, que insistia para eu "relaxar". Mas meu coração se apertou quando meu irmão ligou. "É o pai... Sofia, ele se foi." Meu mundo desabou, mas a resposta de Leo foi um soco ainda mais doloroso. "Ah, que pena. Não vamos deixar isso estragar nossa noite. Ele já era velho, essas coisas acontecem." Ele me abandonou ali, sozinha, para ir "consolar" a irmã da ex dele, Clara, cujo cão havia sido atropelado. Ele teve a audácia de aparecer no funeral do meu pai, com ela, exibindo uma falsa solenidade. A raiva borbulhava dentro de mim, uma humilhação profunda em meio ao meu luto. Mas a verdade mais cruel se revelou quando, ao esvaziar o apartamento dele, encontrei um brinco de pérola de Clara na cabeceira, a prova de uma traição fria. Não era apenas insensibilidade; era engano. A dor da perda do meu pai, a traição de Leo, tudo se transformou em uma raiva silenciosa e uma clareza gelada. Numa reviravolta inesperada, meu pai, o homem que pensei conhecer, tinha um amor secreto e abnegado, uma história que me ensinou sobre sacrifício e a verdadeira essência do amor. Isso me curou de uma forma que Leo nunca conseguiria destruir. Agora, ele estava de volta, pedindo desculpas, querendo "tentar de novo". Mas eu não era mais a Sofia de antes. Eu estava livre. E você, como se libertaria de um passado assim e encontraria sua própria felicidade?
A Mão Que Voltou a Desenhar

A Mão Que Voltou a Desenhar

Meu pulso direito latejava. Acordei num quarto de hospital, o cheiro a desinfetante forte no ar. A imagem do acidente de carro era brutalmente nítida. Como ilustradora, a minha mão era a minha vida, a minha carreira. Agora, o médico dizia que talvez nunca recuperasse a destreza total. Mas quando o meu marido, Miguel, entrou no quarto, não havia alívio nem preocupação nos seus olhos. A raiva sulcava o seu rosto. "Finalmente acordaste, Sofia? Sabes o problema que causaste?" Ele não se importava com a minha dor ou com a possibilidade de eu perder a minha profissão. Em vez disso, repreendeu-me por causa da sua prima, Clara, que alegava ter saído do carro antes do impacto. "É só um osso partido. Pessoas partem ossos a toda a hora," ele desdenhou. "Devias era estar a pensar em como te vais desculpar à Clara e à minha mãe." Pouco depois, a minha sogra, Elvira, e Clara irromperam pelo quarto. Clara, com um mero penso, começou a soluçar, e Elvira acusou-me de irresponsabilidade. Mentiram descaradamente, dizendo que eu estava distraída. Miguel, o meu próprio marido, pediu-me para implorar perdão "para manter a paz". Eu mal podia acreditar. Como podia o homem que jurei amar e confiar estar ao lado delas, a acreditar nas suas mentiras descaradas, enquanto eu, ferida e vulnerável, era lançada aos lobos? Será que ele nunca me amou de verdade? O que é que me tornou tão insignificante aos olhos da minha própria família que eles me sacrificariam para proteger uma mentira? Naquele momento, enquanto as suas acusações pairavam no ar, a minha decisão solidificou-se. Não havia mais paz para manter. Não havia mais submissão. "Eu quero o divórcio," disse eu, a minha voz subitamente firme. O jogo deles acabava ali.
Amor Que Mata

Amor Que Mata

A porta de metal bateu, e a escuridão no contêiner me engoliu, cheirando a ferrugem e abandono. Ouvi a voz dela do lado de fora, distante: "Você vai aprender a não mexer com o Rafael." Meu coração batia forte. Camila, minha Camila, como podia fazer isso? Então, a lembrança me atingiu como um soco. Pingo. Meu pequeno Pinscher, de apenas três quilos, foi esmagado pelo salto dela na minha frente. "Seu monstro! Está usando esse rato para assustá-lo!" , ela gritou, os olhos frios. "Agora é a sua vez." Caí no chão batido, as palavras ecoando. Não era um mal-entendido. Era real. Camila tinha matado meu cachorro, e agora… Ouvir a risada dela, cruel, e a voz de Beatriz se juntando a ela, me despedaçou. "Tarde demais, André. Você devia ter pensado nisso antes de aterrorizar o homem que eu amo." Então, ouvi um rosnado. Não era Pingo. Eram os Dobermans. "Não comem há três dias. Vão te ensinar uma lição." A dor e o terror me consumiram. Por que ela estava fazendo isso? Do lado de fora, Rafael falava com Beatriz, calmo. "Ele só vai levar um susto. Camila disse que são treinados." Mas eu sabia a verdade. Sabia que Camila, cega pelo ciúme e pela manipulação, havia se tornado um monstro. Minha visão escureceu enquanto sentia os dentes rasgando minha carne. O anel em meu dedo brilhou, um último vestígio da vida que tínhamos. Morri ali, traído, e meu espírito se tornou uma sombra, presenciando a farsa que ela encenava. Ela negava minha morte, tratava Rafael como rei, ignorando a podridão ao seu redor. Aquele anel me prendia à terra, um elo com a promessa de "para sempre" que ela havia quebrado. O avô de André, com sua sabedoria bruta, finalmente quebrou a máscara de Camila. Ela correu de volta ao contêiner, onde a visão dos arranhões, do sangue e, por fim, da minha unha quebrada, a fez desabar. A verdade a atingiu. Ela me matou. E foi usada por Rafael e Beatriz. A dor se transformou em raiva, e a raiva em sede de vingança. Ela não era mais a influenciadora, a esposa, a viúva. Era uma caçadora. Com garras afiadas, Camila rastreou os dois arquitetos da minha desgraça. No açougue do meu avô, ela os marcou, não apenas com dor, mas com a humilhação do que eles fizeram. Ela os entregou à justiça, mas já havia feito a sua própria. Eu, André, finalmente encontrei a paz.