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Livros de Moderno Para Mulheres

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A Redenção do Nosso Amor

A Redenção do Nosso Amor

O cheiro de fumaça sufocava meus pulmões, e os gritos da minha mãe rasgavam a noite e a minha alma. Então, o silêncio pesado preencheu o espaço, indicando que eu estava sozinha. No meio do caos, flutuando na escuridão antes da morte, o rosto dela surgiu: minha prima, Bruna. Ela não chorava; em vez disso, sorria friamente, vitoriosa, enquanto as chamas de nossa casa se refletiam em seus olhos. "Finalmente", ela sussurrou, a voz como veneno. "Tudo que era seu. Agora é meu." A dor da perda era insuportável, mas a traição, ainda pior. Nós a acolhemos, minha mãe a amou como filha, meu pai abriu as portas de nossa casa e eu a tratei como irmã. Ela nos pagou com fogo e morte. Para roubar nossa vida, ela destruiu tudo. O teto desabou, engolindo-me na escuridão. No entanto, um chamado familiar me trouxe de volta: "Sofia? Filha, você está me ouvindo?" Abri os olhos com um sobressalto, o coração batendo descontroladamente. Eu estava na sala de estar, minha mãe, Dona Lúcia, e meu pai, Seu Carlos, estavam vivos e bem. "Estamos discutindo sobre a Bruna", disse meu pai. "Sua mãe acha que deveríamos trazê-la para morar conosco." Bruna. O nome ecoou como uma pedra no meu estômago. Olhei o calendário, e a data me atingiu como um soco. Eu havia voltado. Voltei no tempo. Para o dia exato em que a tragédia começou, o dia em que acolhemos a cobra em nosso ninho. "Não", declarei, a voz surpreendentemente firme.
Ele a Escolheu, Eu Escolhi a Liberdade
O Adeus Que Ela Nunca Leu

O Adeus Que Ela Nunca Leu

Durante anos, André Santos amou em segredo Beatriz Albuquerque, sua CEO. Ele era seu braço direito, seu motorista, e por quatro anos, seu amante discreto, vivendo sob um pacto: servi-la até o dia em que o amor da vida dela, Leonardo Barros, voltasse. Esse dia chegou. Beatriz postou uma foto sorridente com Leonardo no Instagram. Quando André ligou, foi ele quem atendeu, com deboche: "É algum funcionário seu, Bia." E ela? Gelidamente confirmou: "André? Agora não posso. Se não for urgente, nos falamos depois." Naquela mesma noite, sob uma tempestade, ela o deixou em sua rua humilde. Uma caixa, cheia de cartas de amor que ele nunca entregou e fotos dela, caiu na calçada, tudo encharcado. Beatriz apenas acelerou, "Leonardo está à minha espera." Minutos depois, ele foi atropelado e deixado para trás. O golpe final veio: uma mensagem fria e definitiva dela. Após anos de lealdade e sacrifício invisíveis, para ela, ele era "apenas um funcionário". Uma piada descartável. Como ela podia ser tão cega, tão cruel, depois de tudo que ele dedicou? A humilhação e a dor eram insuportáveis. Naquela fogueira improvisada, enquanto as memórias ardiam em cinzas, André finalmente se libertou daquele amor unilateral. Mas o acordo ainda guardava uma última e dolorosa lição, antes que ele pudesse, de fato, virar a página e buscar a própria felicidade, deixando para trás a mulher que o quebrou e a empresa que o descartou.
Traída, Mas Não Destruída

Traída, Mas Não Destruída

A dor lancinante dilacerou meu corpo no meio da noite. Implorei ao Pedro, meu noivo, que me levasse ao hospital. Mas ele, com a impaciência estampada no rosto bonito, se recusou. "De novo com esse drama, Sofia? O que foi agora? Cólica? Você sabe que eu tenho uma reunião importante amanhã cedo." Enquanto eu gemia de dor, a indiferença dele era uma facada mais profunda que a agonia física. Ele se vestiu, dizendo que não tinha tempo. "Se você está tão mal assim, chama um Uber. Eu não vou passar a noite em um corredor de hospital por causa de mais uma das suas crises." Naquele momento, tudo ruiu. O homem que eu amava era um estranho egoísta. "E quer saber? Já estou de saco cheio. Cheio da sua origem humilde, da sua família sem classe, de você tentando se agarrar a mim como se eu fosse sua única salvação." Dizendo isso, ele me empurrou, fazendo minha cabeça bater na cabeceira da cama. Enquanto ele saía, batendo a porta, a dor física se misturava a uma dor emocional insuportável. Eu estava sozinha, com uma hemorragia interna grave. Mas foi no hospital, sozinha, já operada e em recuperação, que meu mundo virou de cabeça para baixo de novo. No Instagram, uma postagem anônima, com uma foto do meu sangue no chão do NOSSO quarto. "Tem mulher que não se dá o valor. Depois de uma noite, deixa um 'presentinho' desses no seu quarto e ainda tem a audácia de exigir hospital. Querida, nem as garotas de programa da Rua Augusta são tão baratas. Pelo menos elas fazem o serviço completo e não dão prejuízo depois. #Livramento #MulherBarata" Era ele. Pedro. Transformando minha emergência médica em humilhação pública. A fúria me consumiu. Não era mais sobre dor física, mas sobre a dignidade que ele tentou roubar. E então, minha sogra, Dona Célia, apareceu no hospital. Não para me apoiar, mas para me "purificar" com uma sopa nojenta de fígado, me chamando de "mulher que sangra impuro" e "vagabunda". Ela manchou o vestido caríssimo dela. "Você manchou meu vestido! É praga! Você é uma praga! Sangue ruim! Tinha que ser de família pobre, sem educação! Meu filho se livrou de um encosto!" A humilhação parecia não ter fim. Mas eu não era mais a Sofia que ele abandonou. Eu não iria mais me calar.
A Escolha Fatal: Quando a Prioridade Não Era Eu

A Escolha Fatal: Quando a Prioridade Não Era Eu

O cheiro a desinfetante no hospital era sufocante. Eu estava ali, com o braço engessado, depois de um acidente de carro que quase me custou a vida. Atrás de mim, o meu namorado, Leo, falava ao telemóvel com a mãe, minimizando a minha dor. "A Ana? Ah, ela só partiu um braço. Não é nada de grave." A sua voz era leve, vazia de preocupação. Ele tinha o meu namorado, a pessoa que eu amava, tinha-me deixado presa nos destroços, a sangrar, para socorrer o pai dele, que tinha uma fratura ligeira na perna. «Mais urgente?», perguntei, a minha voz rouca, sem conseguir conter a incredulidade e a traição. Ele justificou-se com a maior naturalidade, como se fosse óbvio: "Sim, ele é mais velho. Tu és jovem, recuperas depressa." Ali, naquele leito de hospital, percebi que nunca seria a sua prioridade. Nem mesmo quando a minha vida estava em risco. Foi naquele momento que a minha desilusão se transformou em decisão. "Leo, vamos terminar", disse, com uma calma que me surpreendeu. Mas a confusão e a raiva dele foram imediatas, seguidas de uma incessante onda de manipulação vinda dele e da sua família. Mensagens, chamadas, presentes, e acusações de que eu era egoísta e ingrata. Eu, a vítima, estava a ser culpada. «Estás a ser egoísta, Ana. O Leo precisa de ti agora. A nossa família passou por um trauma», dizia a mãe dele, ignorando completamente o meu. Mas não era apenas a dor do abandono que me assombrava. Era a constatação de que o homem que eu amava era um estranho que me via como uma segunda opção, descartável. O que eu não esperava era que a sua obsessão o levasse a passar de suplicante a perseguidor. Fotos minhas tiradas à distância, do lado de fora do meu apartamento, revelaram o horror: ele estava a vigiar-me. Aquele que um dia prometeu cuidar de mim, agora era a minha maior ameaça. Quando ele me encurralou na rua, com uma chave de fendas na mão, a minha vida não era mais sobre recuperar de um acidente. Era sobre lutar pela minha liberdade, pela minha sanidade, e por fim, pela minha vida. Estaria eu condenada a ser a sua posse ou teria finalmente a força para me levantar e salvar-me?