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Livros de Moderno Para Mulheres

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Coração Roubado, Vida Destruída

Coração Roubado, Vida Destruída

O cheiro de desinfetante e suor era a rotina de Ricardo. Três empregos, dores no corpo e calos nas mãos: tudo por Ana, sua esposa, e por Lucas, seu filho de 4 anos com um grave problema cardíaco, cujas despesas médicas eram altíssimas. Cinco anos de sacrifício, acreditando que juntos superariam a falência dela, uma vida de miséria que ele jurou reverter. Mas, ao limpar o carro de um cliente, um celular vibrou revelando uma verdade aterrorizante: era Ana, sorrindo radiante ao lado de um homem desconhecido, em um iate de luxo, vestindo seda e joias caríssimas. Dezenas de fotos mostravam festas e viagens, uma vida de opulência enquanto ele chafurdava na miséria. A falência dela? Uma farsa. O sofrimento deles? Uma mentira. O mundo de Ricardo desabou quando seu próprio celular tocou: era o hospital, Lucas piorara, precisava de um transplante urgente e caríssimo. Ele ligou para Ana, implorando ajuda, mas a voz dela, fria e distante, o dispensou com desculpas de "reuniões de investimento", enquanto o som de um gemido abafado ecoava ao fundo. Então, a raiva o consumiu – ele não tinha nada, ela o havia destruído. Desesperado, ele vendeu um rim em uma clínica clandestina, uma gota no oceano das dívidas, apenas para o médico de Lucas comunicar: "Conseguimos um coração compatível! Cirurgia hoje à noite!" . Naquele instante de esperança, Ana voltou ao hospital, mas não para salvar o filho. Em um ato de crueldade inimaginável, ela redirecionou o coração para o sobrinho de um investidor, justificando que era um "sacrifício necessário" para o futuro de sua família. O futuro que ela construía sobre a vida do próprio filho. Lucas não resistiu e faleceu. Ricardo, destruído pela dor e pela traição, foi cruelmente espancado e jogado na rua. A revelação de que tudo era uma aposta sádica entre Ana e seu amante Miguel, um "teste de humanidade" para ver até onde a ingenuidade dele iria, o transformou. Ele não era mais o tolo ingênuo. Agora, ele era um homem que não tinha mais nada a perder. A justiça virá, e Ana pagará caro por cada sorriso, cada mentira, cada batida do coração de Lucas que ela ignorou.
Do Sofrimento à Serena Paz

Do Sofrimento à Serena Paz

Tiago, nascido apenas para salvar o seu irmão Ricardo, sempre viveu à sombra da negligência dos pais. O seu único refúgio era o amor secreto por Sofia, herdeira de um império vinícola, a quem conheceu e amou como "Sete" enquanto ela estava cega. Ele leu para ela, descreveu o mundo, e prometeram um futuro juntos. Mas a felicidade foi brutalmente estraçalhada. Na noite crucial da recuperação de Sofia, Tiago foi drogado pelos pais. Acordou para a visão devastadora de Ricardo ao lado de Sofia, que, enganada, acreditou que o seu infiel irmão era o "Sete", o seu salvador, a quem ela amava. As tentativas desesperadas de Tiago para revelar a verdade foram punidas com humilhações públicas, espancamentos pela própria família e repetidos abandonos à beira da morte. Sofia, cegamente manipulada, rejeitou cada apelo, vendo-o como um obcecado, enquanto a sua vida e esperanças se desmoronavam em sofrimento e solidão. Como pôde a sua própria família, e o amor da sua vida, infligir tal crueldade? A indiferença de Sofia, o desprezo dos seus e as quase mortes, revelaram uma verdade cruel: aquele amor e aquela família nunca foram seus. Era ele o problema, o estorvo. E a mágoa transformou-se em cansaço, depois em frieza. No ápice da sua dor e desilusão, Tiago tomou uma decisão irreversível: renunciar à sua família e a tudo o que o prendia a Portugal. Um bilhete só de ida para o Rio de Janeiro marcou o seu novo começo. Mas conseguirá ele escapar, finalmente, das sombras de um passado tão cruel, e encontrará a verdadeira felicidade noutro continente? Ou o passado encontrará sempre uma maneira de o perseguir, mesmo do outro lado do Atlântico?
Quando a Febre Arde, e o Amor Esfria

Quando a Febre Arde, e o Amor Esfria

No nosso terceiro aniversário de casamento, a Lia, a nossa filha de dois anos, estava com febre alta e o meu marido, Pedro, desapareceu. Tentei ligar-lhe dezenas de vezes, mas o telemóvel estava sempre desligado. Passei a noite no hospital, desamparada, enquanto a minha filha ardia em febre, chamando pelo pai. Quando finalmente consegui falar com a minha sogra, ela não se preocupou com a neta. Em vez disso, zombou: "Ele é um homem adulto, não uma criança. Provavelmente só está farto de ti e foi espairecer. Além disso, a Sofia não está a sentir-se bem, está no hospital. Ele provavelmente está a cuidar dela." Sofia. A ex-namorada do Pedro. O meu coração afundou-se. A minha sogra, com uma frieza atroz, confirmou: "A Sofia tem cancro do pulmão, em estado avançado. Ele quer passar os últimos momentos dela ao seu lado." E avisou-me para não ser egoísta e deixá-lo ir. Egoísta? Eu seria egoísta por querer o meu marido, o pai da minha filha doente, ao meu lado? Enquanto a Lia lutava pela vida, Pedro estava ao lado da sua ex-namorada, descascando maçãs, ignorando as minhas chamadas e a nossa filha. Ele mentiu, gastou o dinheiro da nossa família nas despesas dela e a minha sogra ameaçou tirar-me a custódia da criança se eu não aceitasse este triângulo doentio. Pode uma mulher ignorar tudo isto e "partilhar" o marido? Ou lutar contra uma "doente terminal" e ser vista como a vilã? Eu sabia que a sociedade me julgaria, mas quando a minha filha se magoou e ele, novamente, desligou o telemóvel... Eu cheguei ao meu limite. Chega de mentiras, de traições e daquele amor moribundo. Desta vez, não serei eu a implorar. Eu serei eu a lutar pela minha filha, pela minha sanidade e pela minha liberdade.
Capoeira: A Dança da Alma e do Punho

Capoeira: A Dança da Alma e do Punho

Eu era João, um capoeirista dedicado, mas talvez ingénuo demais. Meu mundo girava em torno da capoeira e de Sofia, a mulher que eu pensava amar e que me apoiava. Treinei arduamente, sonhando com a apresentação regional, convicto de que era a minha vez. Então, o golpe veio, duplo e brutal. Mestre Antunes preteriu-me por Ricardo, o "prodígio" com "conexões". E no mesmo fôlego, Sofia, com uma frieza cortante, revelou o verdadeiro jogo. Nosso namoro? Apenas um arranjo, uma moeda de troca para benefícios familiares. Cada ano de esforço, cada grama de dedicação, diluiu-se numa mentira. O pai dela, calculista; ela, fria e estratégica. As lembranças de Sofia e Ricardo a rirem juntos, dos elogios a ele por movimentos que eu já dominava, assaltaram-me. Uma teia de engano e favoritismo revelou-se, e fui a sua presa. Senti-me invisível, descartável, como se meus anos dedicados fossem nada. A traição rasgou-me, duplamente: no profissional e no amoroso. Desejei que lágrimas surgissem, mas engoli-as com força, não à frente dela. A academia, antes refúgio, tornou-se um tribunal que me condenava. Como pude não ver? Como pude ser tão subestimado por quem eu mais confiava? "Esforço é bom, João, mas às vezes não é o suficiente." A voz de Sofia cortava-me. Um riso amargo ecoou. A raiva fria substituiu a dor, a determinação a insegurança. "Acabou, Sofia. Eu não preciso de ti." Deixei para trás a cidade, fotos, medalhas, o berimbau. No terminal rodoviário, um folheto amassado: "Academia Raízes da Terra - Mestra Clara". Uma nova direção num "Horizonte Belo". Minha jornada de autodescoberta e vingança apenas começou.