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Livros de Moderno Para Mulheres

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Minha Casa, Minha Liberdade

Minha Casa, Minha Liberdade

Na noite do meu 25º aniversário, o bolo não tinha velas. A tensão na sala era tão espessa que dava para cortar com a faca. Há seis meses, a mãe do Pedro, Sofia, tinha-se mudado para nossa casa depois de enviuvar, e a minha vida tornou-se um inferno silencioso. Ela não gritava, mas as suas palavras eram veneno disfarçado de cuidado: "Eva, não achas que aquela saia é curta demais?" ou "O Pedro parece tão cansado, estás a cuidar bem dele?" O pior era que Pedro, o meu marido, nunca me defendia, sempre repetindo: "Ela está de luto, tem paciência." A paciência tinha-se esgotado. Naquela mesma noite, atrás de uma porta entreaberta, ouvi Sofia a choramingar para o Pedro que eu a tratava mal, que não era a casa dela. E então ouvi o Pedro, o homem que amava, prometer: "Vou falar com ela. Vou garantir que ela a trata com mais respeito." Como pude ser tão cega? A manipulação dela era óbvia, mas ele caía sempre na armadilha. Quando propus um apartamento para a mãe dele, a cara de Pedro ficou vermelha de raiva: "Estás a tentar expulsar a minha mãe? Que tipo de pessoa tu és?" "Onde está a tua compaixão por mim?", gritei. "Ela está a destruir-nos e tu não vês!" A resposta dele foi fria e final: "A única pessoa que está a destruir alguma coisa aqui és tu. Ela é a minha mãe. Ela fica. Fim da discussão." Naquele momento, olhando para as costas dele ao desaparecerem escadas abaixo, soube que tinha acabado. Ele tinha feito a escolha dele. E não era eu. Então, na manhã seguinte, tomei uma decisão. Uma decisão radical para salvar a mim mesma, mesmo que isso significasse destruir tudo.
O Renascer de Luana

O Renascer de Luana

O cheiro de poeira e livros antigos preenchia meus pulmões, um aroma que eu pensei ter esquecido para sempre. Abri os olhos e me vi deitada na minha antiga cama de solteiro da adolescência, ilesa. Mas isso era impossível, a última coisa que lembrei foi o som ensurdecedor de metal se contorcendo e o gosto de sangue na boca de um acidente de carro que ceifou minha vida miserável. Minha vida, destruída pela traição de Sofia, minha pseudo "melhor amiga" de infância. Eu, Luana, chef talentosa, sonhava em abrir meu restaurante, e Sofia sempre ao meu lado, anotando meus segredos culinários com um sorriso de suposta admiração. Que ingênua eu era, só percebi a verdade quando ela desapareceu com meu livro de receitas e, semanas depois, abriu o "Delícias da Sofia" no meu lugar, com minhas receitas, aclamada como gênio. Tentei lutar, desmascará-la, mas quem acreditaria em uma cozinheira anônima contra a nova estrela? Fui processada por difamação, perdi tudo, minha paixão esmagada, enquanto Sofia prosperava e seduzia o Chef Gabriel, que um dia demonstrou interesse em mim. Eu me tornei uma sombra, pulando de emprego degradante, vendo-a sorrir vitoriosamente nas capas de revista. Aquele acidente não foi um acaso, foi o ponto final de uma vida arruinada. Mas agora eu estava aqui, viva, jovem, e o calendário na parede marcava dez anos antes, o ensino médio, o exato momento em que a inveja de Sofia começou a se enraizar. O choro se transformou em gelo, e o gelo em uma fúria fria e cortante. Eu não estava morta, eu renasci. Desta vez, as coisas seriam diferentes, eu conhecia a cobra que dormia ao meu lado. Eu não seria a vítima, e Sofia pagaria por cada lágrima que derramei. O jogo havia virado: a caça agora era a caçadora.
Justiça Para Meus Pais

Justiça Para Meus Pais

Era o dia do lançamento de "Mundo Semente", o projeto da minha vida, um jogo educativo gratuito. Mas, de repente, meu mundo desabou: fui acusada de plágio, e a pivô era Bruna, minha própria irmã mais nova, a quem eu ensinei a programar. Do dia para a noite, meu nome virou lama online: "impostora", "ladra de ideias", "fraude". Ninguém ouviu minhas provas, preferiam a narrativa da irmã mais nova carismática oprimida. Eu me tornei uma pária, me escondi do mundo. Mas o pior ainda estava por vir. A tempestade de ódio virtual se tornou real. Fãs de Bruna, com rostos cobertos, foram até o prédio dos meus pais. Eu estava no telefone com minha mãe quando ouvi os gritos e o barulho de vidro quebrando. Corri, mas cheguei tarde demais. Meus pais, pessoas simples e boas, foram empurrados da varanda do décimo segundo andar, assassinados por fãs extremistas. Minha alma morreu naquele dia. Como Bruna, minha própria irmã, podia ser tão cruel, roubando não só minhas ideias, mas também o futuro da minha família? A dor e a injustiça eram insuportáveis, uma ferida aberta na minha alma. Então, a escuridão. E de repente, abri os olhos. O cheiro de café, o sol na janela. Era 23 de outubro de 2023, o dia do lançamento de "Mundo Semente", o início do meu pesadelo. Eu não estava morta. Eu tinha voltado ao começo, com a memória do futuro. Uma segunda chance, não para perdoar, mas para fazer justiça.