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Livros de Moderno Para Mulheres

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De Esposa Estéril À Rainha do Don

De Esposa Estéril À Rainha do Don

Eu estava revisando as contas de lavagem de dinheiro quando meu marido pediu cem mil reais para a babá. Levei três segundos para perceber que a mulher que ele estava tentando pagar usava meus brincos Chanel vintage desaparecidos. Daniel me olhou nos olhos, usando sua melhor voz de médico. "Ela está passando por dificuldades, Alana. Ela tem cinco filhos para alimentar." Quando Cássia entrou, não usava uniforme. Usava minhas joias e olhava para meu marido com uma familiaridade íntima. Em vez de se desculpar quando os confrontei, Daniel a protegeu. Ele me olhou com uma mistura de pena e nojo. "Ela é uma boa mãe", ele zombou. "Algo que você não entenderia." Ele usou a infertilidade, que eu gastei milhões tentando curar, como uma arma contra mim. Ele não sabia que eu tinha acabado de receber o dossiê do investigador. O dossiê que provava que aqueles cinco meninos eram dele. O dossiê que provava que ele tinha feito uma vasectomia secreta seis meses antes de começarmos a tentar ter um bebê. Ele me deixou suportar anos de procedimentos dolorosos, hormônios e vergonha, tudo isso enquanto financiava sua família secreta com o dinheiro do meu pai. Olhei para o homem que eu protegi da violência do meu mundo para que ele pudesse brincar de deus com um jaleco branco. Eu não gritei. Eu sou uma Ferraz. Nós executamos. Peguei meu celular e disquei para meu braço direito. "Eu o quero arruinado. Quero que ele não tenha nada. Quero que ele deseje estar morto."
O Fim de Um Ciclo Doloroso

O Fim de Um Ciclo Doloroso

A memória da minha vida passada era um zumbido constante, uma dor que nunca desaparecia. Lembro-me do meu filho, Léo, o seu pequeno peito a subir e a descer com dificuldade na cama de hospital, vítima de uma alergia grave a amendoins que o Marcos, meu marido, sempre desconsiderou. Naquele dia fatídico, Léo sofreu um choque anafilático severo depois de comer um bolo na casa da amante do meu marido, Laura, uma viúva que Marcos insistia que precisava da 'nossa' ajuda. Eu gritei para o Marcos que precisávamos ir para o hospital imediatamente, mas ele, terrivelmente calmo, preferiu acreditar na Laura, que insinuou que Léo estava a fazer birra. Cada segundo perdido foi uma facada no meu coração. Quando chegámos ao hospital, já era tarde demais. Léo, o meu anjinho, o meu único filho, morreu. Morreu porque o pai preferiu acreditar na amante, e porque uma mulher invejosa e cruel o envenenou deliberadamente. A dor consumiu-me, o luto transformou-se em ódio. Marcos e Laura usaram o seu dinheiro e influência para abafar tudo, e eu fui retratada como uma mãe negligente e histérica. Eu vivi o resto dos meus dias num inferno de solidão e desespero, até que a escuridão finalmente me engoliu. E então... eu acordei. "Mamã, acorda! Vamos perder o autocarro para a escola!" Era a voz do Léo. Eu tinha voltado. Tinha voltado a três anos antes da sua morte. Tinha recebido uma segunda oportunidade. E desta vez, eu não ia falhar. Eu ia proteger o meu filho e fazer com que aqueles que lhe fizeram mal pagassem. Cada um deles. Desta vez, a história seria diferente.
Não Foi Um Acidente: O Despertar da Fúria

Não Foi Um Acidente: O Despertar da Fúria

Acordei no hospital, a cabeça a latejar, o monitor cardíaco a apitar. A última coisa que me lembro foi o carro a capotar, o grito da minha irmã, Sofia. O meu noivo, Pedro – aquele com quem me casaria na próxima semana – não atendia. Na verdade, ele tinha outra noiva. A minha colega de trabalho, Beatriz, o seu bilhete para o sucesso, como ele próprio dissera com uma frieza gélida. A Sofia, na cama do hospital, enfrentava a possibilidade de nunca mais andar. Uma cirurgia caríssima poderia salvá-la. Eu, desesperada, engoli o meu orgulho e implorei a Pedro pela ajuda dele. Ele riu. "Uma causa perdida", disse, sobre a minha irmã. "Não tenho dinheiro para deitar fora." As suas palavras cortaram-me mais fundo do que a traição. Foi então que o pai de Pedro, o Senhor Afonso, me fez uma "proposta": ele pagaria a cirurgia de Sofia, 200.000 euros, mas em troca, eu e a minha família teríamos de desaparecer. Seríamos riscadas da existência deles, como lixo. Como pude recusar? Era a única esperança de Sofia. Vendi a minha dignidade por uma chance. Mas depois, Beatriz procurou-me, os olhos inquietos. "O acidente", sussurrou ela, "não foi um acidente. Eu ouvi Pedro a contratar alguém para vos tirar da estrada." O mundo desabou de novo. Não foi um erro. Foi um ato deliberado. A minha irmã, uma bailarina, ficou desamparada por causa da ganância e crueldade dele? A paz que eu tinha comprado com a minha alma desfez-se. Não ia fugir. Eu ia garantir que o Pedro e a sua família pagassem. Não com dinheiro, mas com tudo o que lhes era mais caro.
Alma da Maré: Renascendo do Caos

Alma da Maré: Renascendo do Caos

A noite da maior exposição de joias do ano, o auge da minha carreira como designer de joias, transformou-se no pesadelo mais público imaginável. Minha coleção "Alma da Maré", meses de suor e cada centavo da minha fortuna, foi declarada uma fraude. Peças únicas minhas foram trocadas por imitações baratas, uma sabotagem tão perfeita que ninguém desconfiou até o último segundo. "Fraude! Luana Ferraz é uma vigarista!", os gritos ecoavam enquanto os flashes explodiam no meu rosto. Fui arrastada do palco, meus contratos foram cancelados, minhas contas congeladas, perdendo tudo em uma única noite. No caos, meu noivo Rafael e minha irmã Clara vieram me "salvar", seus rostos cheios de uma falsa preocupação, prometendo resolver tudo. Na minha ingenuidade, confiei neles, entreguei as últimas chaves, senhas, meu mundo. Mas naquela mesma noite, ouvi sussurros do escritório de Rafael. "Deu tudo certo, meu amor. Melhor do que o planejado," era a voz de Clara, triunfante. "Ela é uma tola apaixonada," respondeu Rafael, sua voz escorrendo desprezo, "Achar que eu realmente me casaria com ela? A fortuna dela e os designs eram a única coisa que me interessava." O copo d' água escorregou da minha mão, estilhaçando-se no chão. Meu mundo também. Eles me encaram sem surpresa, sem culpa. "Você... ouviu?", perguntou Rafael, com uma frieza cortante. "Por quê?", foi tudo o que consegui dizer, a voz embargada pela dor, "Clara, você é minha irmã. Rafael, eu te amava. Eu dei tudo por você." Clara sorriu, vitoriosa: "Você nunca foi minha irmã. Sempre fui a sombra. Agora, pegaremos tudo o que era seu." A verdade era um veneno, matando cada memória. Percebi que não era vítima de um estranho, mas sacrificada pelas duas pessoas que mais amava. A dor era insuportável, mas com ela veio uma frieza, uma clareza. Eu iria desaparecer. Mas, de alguma forma, eu iria sobreviver.