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Livros de Romance Para Mulheres

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Fragmentos de um Amor

Fragmentos de um Amor

Minhas pernas, minha paixão, minha vida. Tudo desabou no dia em que acordei paralisado em um leito de hospital, vítima de um acidente brutal. Gabriel, meu noivo, que deveria ser meu porto seguro, me sufocava com um cuidado excessivo, enquanto suas ausências e ligações misteriosas de Rafael corroíam minha alma. A alegria de ter acordado logo se transformou em desespero quando percebi o vazio da cintura para baixo, minha vida de dançarino se esfarelando em pó. A dor física mal se comparava ao tormento da descoberta de um blog anônimo. Nele, cada palavra era uma facada, celebrando minha desgraça e revelando que Rafael, a quem Gabriel chamava de "parceiro de negócios", festejava minha queda. "Ele está quebrado, finalmente. Imóvel na cama de um hospital, um pássaro com as asas arrancadas. Agora, ele não pode mais fugir. Agora, ele pertence a mim." A traição era real, cruel, e eu estava preso, com meu corpo inútil e o coração em pedaços, enquanto Gabriel continuava a mentir. Ahumilhação de ser um "peso morto", a indiferença de Gabriel que priorizava Rafael, o medo de ser um "objeto de caridade" me levaram ao limite. Ninguém parecia entender minha dor, minha solidão. Por que meu universo se desintegrava pelas mãos de quem eu mais amava? Mas o destino tinha outros planos. Em um piscar de olhos, eu estava de volta. De pé. Minhas pernas respondiam. Era o dia do acidente. Uma segunda chance me foi dada, e desta vez, eu não seria a vítima. Eu mudaria o jogo, e Gabriel e Rafael pagariam pelo inferno que me fizeram viver.
Jornalista de Guerra: Meu Destino

Jornalista de Guerra: Meu Destino

A um mês do meu casamento, Lucas, meu noivo, estava constantemente grudado no celular, rindo das piadas de Patrícia, sua amiga de infância. Eu me sentia invisível, com a dor da perda do meu pai e irmão militares ainda me sufocando. Mas a invisibilidade se transformou em humilhação quando Patrícia, com sua voz estridente e alegria invasiva, decidiu aparecer sem avisar. Ela ignorou minha presença, jogou-se ao lado de Lucas no sofá e, como um furacão, virou minha vida de cabeça para baixo. Sem qualquer aviso, ela pegou meu pulso e, num ato brusco, quebrou o bracelete de prata. O bracelete que meu irmão me deu, seu amuleto da sorte, a única coisa física que me restava dele, estava agora em pedaços. Lucas, em vez de me defender, consolou Patrícia, minimizando a quebra do bracelete como um "acidente" e minha dor como "sensibilidade" . Ele me ignorou e a protegeu, me mandando "limpar a bagunça" . Como ele podia ser tão cego? Tão insensível? A dor no meu peito não era mais apenas luto, era uma ferida aberta pela traição dele, pela crueldade dela. Eu era um fardo, um inconveniente. Naquele momento, enquanto ele a consolava e as amigas dela me lançavam olhares de ódio, uma clareza gelada me atingiu. Eu não ia casar com ele. Eu não ia ser apagada lentamente. Em segredo, com meu braço quebrado pela fúria dela e a negligência dele, eu apliquei para uma vaga de correspondente de guerra. Era hora de encontrar a minha própria coragem, longe dali, longe deles. Eu não estava fugindo; estava me libertando.