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Livros de Romance Para Mulheres

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Amor Roubado, Coração Quebrado

Amor Roubado, Coração Quebrado

Hoje era nosso décimo terceiro aniversário de casamento. Preparei a mesa com capricho, mas o relógio passava das nove e a comida esfriava. Meu coração afundava a cada tique-taque. Então, uma notificação: Bruna, a "irmã" de coração do meu marido, em um quarto de hotel de luxo, com olhos marejados. A legenda dizia: "Me sinto tão mal, preciso de alguém para me salvar." Liguei para ele, meu marido Pedro, que defende Bruna mais do que a mim. "Sofia, o que foi?" "Pedro, onde você está? A comida vai esfriar." Ele disse que Bruna estava no hospital, com intoxicação alimentar. A mesma desculpa de sempre. Fui ao Hotel Grand Hyatt, a dez minutos de casa, o hotel da foto de Bruna. A porta do quarto estava entreaberta. O que eu vi quebrou meu mundo em mil pedaços. Pedro estava sentado na cama, Bruna em seus braços, vestindo apenas uma camisola de seda fina. Não havia doença, só drama. Ele a abraçava com a mesma ternura que usava para me acalmar. "Pedro, a culpa é minha. Eu não deveria ter te chamado. Agora a Sofia vai ficar com raiva de você." A voz de Bruna era manhosa. "Não se preocupe com ela. Sua saúde é mais importante." Treze anos. Uma piada de mau gosto. "Então é essa a sua 'surpresa' de aniversário, Pedro?" Ele se virou, pálido. "Sofia! Não é o que você está pensando!" Bruna chorou, se fazendo de vítima. "Sofia, me desculpe! Eu só... eu me senti muito sozinha e com dor, e o Pedro é a única família que eu tenho." Pedro gaguejou desculpas vazias. "Ela está frágil, Sofia. Ela precisa de mim. Eu sou responsável por ela." Aquela frase me assombrava há anos. Pegou o aparelho auditivo, tirou-o do ouvido. Silêncio. Ele não precisava me ouvir. Bruna gemeu, fingiu desmaiar e ele correu para ela, me ignorando. Correu para fora do quarto, gritando por ajuda. Fiquei sozinha, uma idiota. Horas depois, ele voltou. "Sofia, onde você estava? Fiquei preocupado." Ri amargamente. "Você estava preocupado? A sério?" Ele não entendeu minha reação. "Você não precisava ter feito aquela cena, Sofia. Você a assustou. Você deveria ser mais compreensiva. Você sabe o quanto ela é sensível." Me traiu, me trocou por outra, me abandonou e a culpa era minha! "Fora", eu disse, a voz baixa. "Saia da minha casa." Ele se recusou. Fui para o quarto, e ali, no criado-mudo, o celular esquecido de Pedro. Uma nova mensagem de Bruna. "Meu querido Pedro, você já falou com ela? Mal posso esperar para você se livrar daquela mulher e ficarmos juntos." Meu sangue gelou. Abri as mensagens. Declarações de amor, planos para o futuro. E zombarias sobre mim. "A Sofia é tão ingênua, ela acredita em tudo que eu digo." "Quando você vai contar a ela que você não é o coitadinho que ela pensa que é, meu Presidente Shen?" Presidente Shen? Que diabos era aquilo? Ele era Pedro, um simples designer. A náusea subiu. Eu estava vivendo uma farsa. Peguei a foto do casamento, atirei-a contra a parede. O vidro se estilhaçou. O barulho o fez sair do banheiro. "Sofia! O que você está fazendo? Você enlouqueceu?" "Sim, eu enlouqueci! Eu enlouqueci depois de ler isso! Quem é o 'Presidente Shen', Pedro? Que porra de jogo é esse que você está jogando comigo há treze anos?" O rosto dele ficou pálido, o segredo exposto. "Eu te amo, Sofia! Tudo que fiz foi por nós!" "Não ouse dizer que me ama! Eu quero o divórcio, Pedro. Agora." Ele caiu de joelhos, chorando. "Não! Não, Sofia, por favor! Você não pode jogar fora treze anos da nossa vida!" "Por favor, Sofia, me perdoe! Eu cometi um erro! Foi a Bruna, ela me seduziu..." "Pare de culpá-la! Vocês dois são cúmplices!" Então, a audácia. "Eu preciso cuidar dela até que ela melhore. Só peço que você fique longe dela, não a perturbe." Eu o encarei, inacreditável. O celular dele tocou. Bruna. "Alô? Bruna?" O rosto de Pedro se contorceu em choque. "O quê? Um acidente? Como assim ela tentou se matar?" Ele correu para fora, me deixando para trás, novamente. A cortina final do nosso casamento caíra. Ele me ligou no dia seguinte, exigindo que eu fosse ao hospital pedir desculpas a Bruna. "Você tem que vir! Bruna está em estado grave. Ela tentou se matar por sua causa! Porque você a confrontou! Você precisa vir aqui e pedir desculpas a ela!" "Você só pode estar de brincadeira!" Fui ao hospital. Bruna chorava, Pedro segurava sua mão. "Peça desculpas a ela", ele sussurrou. "Não." Bruna fez o show. "Eu juro, nunca tivemos nada. Ele é como um irmão para mim." "Eu sempre estarei aqui para você, Bruna. Eu serei responsável por você. Eu prometo." Aquela promessa venenosa. Fui para casa, exausta. Ao limpar uma gaveta, encontrei uma pasta de couro preta. Resultados me deixaram tonta. "Grupo Shen". Conglomerado multinacional. Bilhões. Pedro, meu marido "pobre", era um magnata. A traição não era só emocional. Era financeira. O colar de diamantes, que ele disse ser um sonho impossível? No pescoço de Bruna. No nosso aniversário. A "surpresa" que ele prometeu para mim. A dor furou meu peito. Eu não conseguia respirar. Disquei Pedro. "Pedro... ajuda... eu não consigo respirar..." "Pare com o drama, Sofia. Estou cansado dos seus jogos." E ele desligou. A última fagulha de esperança se extinguiu. Arrastei-me até o computador. A conta conjunta. Oito dígitos antes da vírgula. Dezenas de milhões. Digitei o número. Metade. Era meu por direito. Transferência concluída. A campainha tocou. "Sofia! Sofia, sou eu, Lucas! Abra a porta!" Ele me abraçou, um abraço firme e seguro que contrastava com a rejeição de Pedro. "Está tudo bem, Sofia. Eu estou aqui. Eu estou aqui agora."
Amor e Vingança: Uma Nova Vida

Amor e Vingança: Uma Nova Vida

A casa da minha tia Lúcia, com cheiro de bolo de fubá, parecia a mesma de cinco anos atrás, e a família, com suas risadas e fofocas, também. Voltei para casa, para minha família e para um cargo na TechCorp. Mas a menção do nome dela - Sofia - jogou um balde de água fria em tudo. Minha tia inocentemente informou que 'ela virou um mulherão, famosa na internet, linda, e perguntou de você' . Essa "bomba" me remeteu há cinco anos, quando eu, um jovem em ascensão na TechCorp, pronto para construir nosso futuro, fui triturado na praça. Lá, Sofia, fria ao lado de seu primo Pedro (rico e influente), quebrou meu coração. "Ricardo, eu não posso mais esperar por você. Você não tem nada. O Pedro, ele pode me dar o mundo", ela disse, aniquilando minha dignidade. A humilhação ressoou alto: "Ela precisa de um homem, não de um projeto de homem", Pedro zombou. Eu parti, levando a dor entranhada. Minha tia e meu primo, sem saber do meu sofrimento, ainda viam Sofia como a "mulher certa". Tiago, com seu cinismo, pontuou: "Ela preferiu quem tinha grana. Você não tinha nem uma bicicleta." A raiva me invadiu, mas a engoli. Eles não faziam ideia do inferno que vivi. Do esforço para me reerguer no nada. O sorriso de escárnio que ostentavam logo sumiria. "Eu sou casado, tia Lúcia. Casei há quatro anos. E tenho uma filha. O nome dela é Lia, e ela tem três anos." O silêncio sepulcral que se seguiu à minha declaração foi minha pequena vingança. Eles mal sabiam o que ainda estava por vir.
O Nome Proibido: Um Segredo de Família

O Nome Proibido: Um Segredo de Família

Quando meu filho, Leo, completou cinco anos, ele fez-me uma pergunta inocente. "Mãe, por que o pai odeia tanto o meu nome?" Essa pergunta congelou meu coração, revelando uma ferida aberta em nosso casamento. Meu marido, Tiago, que nunca gostou do nome Leo – que eu escolhi cuidadosamente – ouviu a pergunta e sua reação foi brutal. Sua voz se tornou dura, o desprezo em seu olhar evidente para o nosso filho. Ele revelou um segredo obscuro: Leo tinha o nome do meu ex-namorado, Afonso. E então, a acusação mais dolorosa possível: "Você deu ao meu filho o nome dele. Você queria que ele fosse um substituto? Às vezes eu duvido que ele seja meu filho." Essa dúvida venenosa, plantada pelo próprio pai de Leo, começou a corroer nossa família e a minha sanidade. Para silenciar de uma vez por todas suas inseguranças doentias, eu tomei uma decisão desesperada. Fizemos um teste de paternidade, mas um erro inacreditável transformou a prova da verdade num pesadelo. "Probabilidade de Paternidade: 0%." As palavras saltaram da página, impossíveis de acreditar. Meu mundo desabou quando Tiago exibiu um horror gélido. "Sofia, como você explica isso?" Eu, a esposa fiel, a mãe dedicada, de repente fui vista como uma traidora, a mentirosa que o fez criar o filho de outro homem. Mas como? Eu sabia a verdade. Meu filho era dele, inegavelmente. O desespero me consumiu. Foi então que li o nome na amostra: David Gomes. Não. Não era o DNA de Tiago. Era do meu sogro! Um erro estúpido com uma escova de dentes em um fim de semana qualquer. Tentei explicar, mas Tiago não quis ouvir. Ele me acusou de uma "desculpa conveniente" e me desafiou a provar a verdade novamente. "Então prove! Vá ao laboratório. Faça o teste de novo. Comigo. Agora." A humilhação era insuportável, mas eu precisava lutar. Como pude cometer um erro tão devastador que destruiria meu casamento e a inocência do meu filho? Esta era minha única chance de limpar meu nome e salvar o que restava da minha família.
Prometida a Um, Entregue a Outro

Prometida a Um, Entregue a Outro

Desde muito jovem, Elara Montclair acreditava que seu coração tinha dono: Noah Vireaux, o mais novo e indomável herdeiro da família mais poderosa de Valenor, um país pequeno, luxuoso e praticamente intocável, escondido entre montanhas e segredos. Noah era tudo o que Elara sonhava viver um dia: livre, intenso, imprudente... e inalcançável. Até a noite em que, escondida atrás de uma porta, ela escuta suas palavras cortarem mais fundo do que qualquer rejeição: para ele, Elara nunca passou de uma distração conveniente. Com o coração em ruínas, ela jamais imaginaria que sua dor abriria caminho para algo ainda maior. Edric Vireaux, o patriarca da família, lhe faz uma proposta impensável: ao completar dezoito anos, Elara poderá se casar com qualquer um de seus seis filhos. Todos esperam que ela escolha Noah. Ela não escolhe. Diante do espanto da elite de Valenor, Elara diz "sim" a Lucien Vireaux, o primogênito. Frio. Reservado. CEO da maior corporação do país. Um homem moldado pelo controle, pelo dever e por um silêncio que afasta qualquer tentativa de aproximação. Lucien parece feito de gelo... até que Elara descobre que, por trás da frieza, existe um homem capaz de proteger, cuidar e amar com uma intensidade que ela nunca imaginou merecer. E se o homem errado nunca foi o erro? E se o amor verdadeiro não precisa ser escolhido... apenas reconhecido?
Reconquistando a Esposa do CEO

Reconquistando a Esposa do CEO

Depois de seis anos de angústia e busca incansável, Antonio Villanueva finalmente encontra sua esposa, Sofia Evans, que havia desaparecido misteriosamente. Confinada em condições desumanas, Sofia está irreconhecível: traumatizada, confusa e sem lembranças claras de seu passado. Mas o golpe mais duro para Antonio não é seu estado... e sim a descoberta de que sua filha, arrancada de seus braços ao nascer, ainda está desaparecida. Decidido a recuperar o que lhe foi roubado, Antonio mergulha em uma busca frenética por pistas. No entanto, cada rastro parece levá-lo a becos sem saída, informações manipuladas e inimigos que estão sempre um passo à frente. Em meio ao desespero, ele descobre algo que jamais imaginou: seu pai, Daniel Villanueva, que acreditava estar morto, está vivo... e esconde um segredo ainda mais devastador. Em uma cidade onde poder e traição se entrelaçam, Antonio e Sofia terão que enfrentar uma verdade cruel: sua filha foi criada por outra família, acreditando que nunca pertenceu a eles. E a pessoa que a protegeu todos esses anos é alguém que jamais imaginaram. Mas o destino não oferece finais felizes. Em uma corrida contra o tempo, eles terão que decidir até onde estão dispostos a ir para recuperar sua filha... e o que estarão dispostos a sacrificar no caminho. Porque, nesta história, nem todos sairão ilesos.
Fim de Semana Interrompido

Fim de Semana Interrompido

O cheiro de protetor solar e a mala na porta. Eu, Ana Lúcia, designer de joias, sonhava com um fim de semana perfeito na praia com Pedro, meu noivo. Tudo estava pronto, a playlist de viagem selecionada, só esperava por ele. Mas quando o carro parou, não era só ele. Patrícia, sua ex, desceu com a filha, como se ainda fosse a dona do lugar. Meu estômago gelou. Ela sorriu, um sorriso que não chegava aos olhos. "Ana, querida! Que surpresa boa! Pedro foi tão gentil em nos dar uma carona." A mentira era descarada, ali na frente da MINHA casa. Pedro, evitando meu olhar, sugeriu: "Que tal um fim de semana em família?" , a voz falsamente animada. Família? Era ELA e a filha. Eu, a intrusa no meu próprio plano. Patrícia, astuta, logo disse: "A cadeirinha da Laura ocupa muito espaço, Ana, você não se importaria de ir de aplicativo?" Pedro, como um boneco, completou: "Você não ficaria brava por uma coisinha dessas, ficaria?" Aquela frase me atingiu. Uma ordem disfarçada, minimizando meus sentimentos. Eu, empurrada para fora da minha própria vida, enquanto Dona Elvira, minha vizinha, me olhava com pena. Eu forcei um sorriso. "Claro. Sem problemas. Vão na frente, eu encontro vocês lá." Minha voz soou calma, mas algo se quebrava por dentro. Ele me deu um beijo vazio na testa, e correu para ajudar Patrícia com as malas DELAS. Observei-os partir, Patrícia no MEU lugar, acenando vitoriosa. No retrovisor, um filtro dos sonhos. Não era meu. E eu sabia, com uma certeza que doía, de quem era. As notificações do Instagram de Patrícia eram tortura: "Momentos que aquecem o coração" , "O melhor tio do mundo" , "Fim de semana perfeito em família" . Com a casa que EU aluguei no fundo. Trancada no meu apartamento, cancelei o carro. Não iria ser espectadora da felicidade deles. A humilhação na calçada foi o suficiente. Pedro ligou, a voz distante, abafada por risadas. "Oi, amor. Chegou bem? Não te vi por aqui." A desfaçatez era inacreditável. "Eu não fui, Pedro." Silêncio. "Aconteceu alguma coisa? Você está bem?" "Estou ótima" , menti, a voz seca. "Achei melhor deixar vocês aproveitarem o fim de semana em família." Ele nem percebeu a ironia. "Ah, que pena. Tudo bem. Amanhã a gente compensa, ok? Jantar naquele lugar que você gosta." Uma promessa vazia. Desliguei sem dizer nada. Ele não ligou de volta. A diversão com sua "outra família" era mais importante. No domingo, esperei. A parte idiota de mim, que ainda o amava, esperava arrependimento. O sol se pôs, e meu telefone silenciou, exceto pelo Instagram de Patrícia. Um vídeo. Pedro, sem camisa, cozinhando na casa de praia, ela filmando. "Meu chef particular." Ela perguntou: "A Ana não vai ficar brava de você estar cozinhando pra mim?" Ele olhou para a câmera, riu e disse: "A Ana? Nah. Ela não ficaria brava por isso. Ela é super tranquila." Aquela mesma frase. Ele não apenas me negligenciava. Ele me vendia a ela, a si mesmo, ao mundo inteiro. Uma imagem de uma mulher complacente, sem vontades, sem limites. Naquele exato instante, meu amor por ele virou cinzas. Minha parte idiota morreu. Com os dedos tremendo de raiva, abri nosso álbum de fotos. A foto do noivado. O anel no meu dedo, um design que EU criei, símbolo do nosso futuro. Agora, uma algema. Tirei o anel. Frio. Abri a janela e o joguei na rua escura. Desapareceu, como meu amor. Liguei para a imobiliária. "Boa noite. Gostaria de cancelar a estadia na casa de número 27, na Praia Azul. Imediatamente. Os hóspedes atuais precisam desocupar a propriedade dentro de uma hora." A atendente confusa. Eu era a titular. Pela primeira vez em muito tempo, eu estava no controle.
A Vida Depois Dele

A Vida Depois Dele

O celular vibrou na cozinha, mas meus olhos estavam fixos nas duas linhas vermelhas do teste. Positivo. Grávida. Depois de dois anos de tentativas, a alegria me inundou. Mal tive tempo de sonhar com o Pedro e nossa família, quando o celular vibrou de novo. Era um vídeo. O som de um samba de roda e ele, Pedro, bêbado. Alguém perguntou: "E a Maria, Pedro? Cadê a patroa?" Ele virou o rosto para a câmera, os olhos brilhando de álcool e de uma euforia cruel. "Maria? A gente está junto por costume, só isso." "A verdade? Eu não a amo mais como antes. Chega uma hora que cansa, sabe?" Meu mundo desabou. A imagem de Sofia, a estagiária "esforçada" dele, desfocada atrás dele, não saía da minha cabeça. Eu liguei, o coração batendo no peito. Ele atendeu, a voz normal. Tão normal. "Eu recebi um vídeo seu." Um silêncio. Um suspiro. "Ah, isso? Maria, pelo amor de Deus, era só uma brincadeira de bêbado." Ele desligou. Fui ao supermercado, as lágrimas escorrendo. E então os vi. Pedro e Sofia, de mãos dadas, rindo. Ele disse que estava em reunião! A raiva me dominou. "Você não me assusta mais, Pedro." Naquele dia, na calçada gelada, enquanto eu protegia um cachorrinho assustado, o mundo me cobrava mais um preço pela traição dele. Senti algo quente entre minhas pernas. Sangue. E a dor me rasgou por dentro. Perdi meu bebê. E ele, o meu marido, nem sabia que eu estava grávida. Ele nem percebeu. Agora, eu não sentia mais raiva. Eu não sentia nada. Eu olhei para o Pedro, para o homem patético e assustado a meus pés, chorando arrependido no hospital. Eu puxei minha mão. "Acabou, Pedro. Eu quero o divórcio." Era hora de recomeçar. Sem ele. Eu precisei de tempo. Curei minhas feridas, ao lado do Fofão, o cachorrinho caramelo que salvou a minha vida naquele dia. E agora, dois anos depois, ao lado de Ricardo, eu finalmente sinto que tudo o que eu passei valeu a pena. Eu finalmente estava novamente pronta para amar.