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Livros de Romance Para Mulheres

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O Rim da Traição

O Rim da Traição

A porta do quarto se abriu com um estrondo, revelando minha mãe pálida, os olhos fixos na cena que desfez meu mundo. Na cama que seria nosso ninho de amor, meu noivo, Ricardo, estava abraçado a Sofia, minha melhor amiga. O choque me paralisou, o ar pesado, enquanto minha mãe desabava, seu coração cedendo à dor da traição. No hospital, o diagnóstico: ataque cardíaco fulminante, transplante urgente. Decidi doar meu rim, mesmo sabendo dos riscos e dos custos astronômicos, mas Ricardo me negou ajuda com um sorriso frio: "Não é problema meu" . Duas semanas depois, com minha mãe lutando pela vida na UTI, recebi o convite de casamento de Ricardo e Sofia, para o mesmo dia do nosso. Eu estava no fundo do poço, a dor da perda e da traição me asfixiava, a solidão era palpável. Foi então que o Dr. Carlos, o anjo que se apresentou como meu salvador, surgiu, prometendo cuidar de todas as despesas e realizar a cirurgia. Casei-me com ele, dependente de uma máquina de diálise, acreditando que ele era minha rocha, meu porto seguro. Sete anos depois, uma conversa secreta entre Carlos e seu irmão, Lucas, quebrou minha alma em mil pedaços. Minha mãe não morreu de rejeição ao órgão. Carlos a forçou a assistir à remoção do meu rim, enquanto o implantava em Sofia, sua obsessão doentia. Ele a manteve acordada, a torturou psicologicamente, até que seu coração se rompeu de raiva e desespero. Ele me usou como um recipiente, me manteve viva, mas quebrada, presa a uma máquina e a ele. Carlos não era meu salvador; era um monstro, um predador que usava sua posição para caçar vítimas como eu, para sua amada Sofia. No jantar de aniversário da mãe de Carlos, Sofia se exibiu, com meu rim em seu corpo e Carlos a seus pés. Presenciei o beijo apaixonado de Carlos e Sofia nos bastidores, e ela confessou ter planejado tudo, rindo da morte da minha mãe. A fúria explodiu: arranquei meu rim artificial, lançando-o aos pés de Carlos, declarando minha libertação. Eu o deixei para trás, cambaleando, enquanto o alarme estridente da máquina soava, o som da minha vingança recém-nascida. Clara me resgatou e minha nova vida começou, com as provas da crueldade de Carlos, um escândalo que abalaria o país. A justiça foi feita: Carlos, Sofia e Ricardo pagaram por seus crimes. Carlos se suicidou na prisão, arrancando o próprio rim, em um ato final de loucura e perversão. Eu estava livre, reconstruindo minha vida do zero, com uma nova família encontrada e um futuro finalmente meu. Minha paz não veio do perdão, mas da certeza de que o inferno o esperava. A paz foi conquistada, me permitindo florescer em meu próprio jardim.
O CEO Rancoroso e a Secretária Proibida - Déjà Vu

O CEO Rancoroso e a Secretária Proibida - Déjà Vu

"O primeiro amor pode ser uma chama que se apaga, mas quando é real sempre vai soltar faíscas." Quando conseguiu uma bolsa de estudos para fazer o ensino médio num dos colégios mais conceituados da cidade, André sabia que dividir o mesmo lugar com pessoas de condições financeiras superiores a sua poderia ser bem difícil. Mas o que ele não contava era que ficaria perdidamente apaixonado por uma das alunas. André mergulhou de cabeça naquela paixão, se entregou sem reservas, estava disposto a lutar contra tudo e todos que se metesse entre eles. Estava disposto a enfrentar o mundo por ela. Quando se deu conta de que esse sentimento não era recíproco, já era tarde demais. Ele nunca foi sua prioridade. Para André, Milena nunca o amou como ele a amava, estava apenas se divertindo, brincando com seus sentimentos mais verdadeiros e sinceros. Só isso explicaria o fato de ela tê-lo deixado naquela situação. André prometeu para si mesmo que nunca iria perdoá-la e que jamais abriria seu coração para qualquer outra que tentasse. 14 anos se passaram e hoje André é fundador e CEO de uma das mais prestigiadas confeitarias do Brasil. O que antes foi um grande problema se tornou a solução. Dinheiro, luxo, poder e influência ele tinha com fartura, assim como várias mulheres aos seus pés, na sua cama, mas claro, sempre muito longe do seu coração. Ele só não esperava que logo agora que as coisas haviam se ajustado, um fantasma do passado voltaria como um Déjà-Vu para assombrá-lo. Mas, se ela ainda quisesse algo, seria debaixo dele, na sua cama de preferência. Atendendo a todos os seus caprichos e desejos mais sensuais e perversos.
A Canção Silenciosa do Divórcio

A Canção Silenciosa do Divórcio

A noite abafada do Algarve não trazia alívio para Jonathan Gordon. O seu casamento de três anos com Vanessa Hayes desvanecia-se num vazio gélido. Ele tinha largado tudo em Lisboa – a sua família abastada, o futuro como herdeiro da Construtora Gordon – por um amor que se revelava uma mentira. O som suave da porta da frente a fechar-se, um ritual noturno para "apanhar ar fresco" , desta vez quebrou algo nele. Jonathan seguiu-a, mantendo distância, até que o carro dela parou. E então, viu. O artista boémio, Hugo Contreras, beijava Vanessa com a paixão que Jonathan nunca conhecera. O choque inicial deu lugar a uma fúria gelada. Tudo fazia sentido agora: o distanciamento, as desculpas, a vida secreta. A humilhação era insuportável. Ele tinha sido traído, não apenas no corpo, mas na própria alma. No dia seguinte, Vanessa e Hugo surgiram no seu escritório, ele a gemer teatralmente de dor. Ela, com uma urgência que Jonathan sabia ser falsa, implorava ajuda para o amante. Dias de manipulação, mentiras e encenações dolorosas se seguiram. Hugo, com a cumplicidade de Vanessa, orquestrava ferimentos falsos, um falso envenenamento, um sequestro encenado. Tudo para vilipendiar Jonathan, que via a mulher que amava acreditar nas acusações mais vis contra ele. Até foi forçado a doar o seu sangue para salvar a vida do amante dela. Eles falsificaram uma gravação, usando a voz de Jonathan cortada e editada para o incriminar. Vanessa, com fúria nos olhos, esbofeteou-o e atirou-o contra a cabeceira da cama do hospital. Ela acreditou em tudo, sem hesitação. Naquele momento, perante o sangue na sua mão e a rejeição total de Vanessa, Jonathan sabia. Não importava se ela acreditava nele. O seu coração estava oco, a sua vida antiga tinha terminado. Jonathan regressou a Lisboa, determinado a construir uma nova vida, livre das sombras do passado e da mulher que o tinha destruído.
Cem Dias Para Mudar o Destino

Cem Dias Para Mudar o Destino

"Ana, acorda, a gente vai se atrasar." A voz fria de João Pedro me tirou de um pesadelo, só para me jogar em outro: o dia do nosso casamento, dez anos atrás. Eu havia voltado no tempo. Em minha vida passada, João morreu salvando minha vida em nosso décimo aniversário de casamento, um acidente que era, para ele, uma libertação. Ele morreu infeliz, preso a mim por uma promessa feita ao meu pai, e não por amor, pois seu coração pertencia a outra mulher, Ana Clara. A pontada aguda de arrependimento em meu peito era real: eu o sufoquei com meu amor egoísta. Desta vez, eu não ia assinar aquele papel. "Eu não vou me casar com você," eu disse, para o choque dele e de meus pais. Parecia que eu estava enlouquecendo, mas eu tinha uma segunda chance, um limite de cem dias para realizar todos os desejos não cumpridos de João, aqueles que eu descobri em seu diário oculto após sua morte. Porém, o destino não se dobrava tão facilmente. No cartório, minha recusa escrita sumiu, substituída por minha assinatura perfeita. A voz etérea que me concedeu essa segunda chance ecoou: "O destino não pode ser mudado tão facilmente, você deve desfazer os nós, não apenas cortá-los." Ainda estávamos casados, ao menos legalmente. O primeiro dos desejos de João era ficar com Ana Clara, sua grande paixão. Então Lúcia, a Ana Clara desta linha do tempo, ligou: "Eu... eu sofri um acidente de carro. Estou no Hospital Santa Maria." João não hesitou, correu para ela, me deixando para trás mais uma vez. Ao tentar explicar o ocorrido em casa, a desculpa fraca de uma emergência familiar se esvaiu quando soube do que me acusavam no hospital. "O carro dela foi sabotado! E a polícia disse que a última pessoa que ligou para ela, ameaçando-a, foi você!" João gritou, minha suposta ameaça o deixava cego. Eu, a vilã? Meu desespero crescia. No hospital, João me tratou como um objeto, um mero reservatório de sangue raro para Lúcia. "Tirem o quanto for necessário!" ele ordenou, e eu, exausta e invisível, permiti, me sacrificando ao limite da vida. Mais tarde, ele ainda me acusou, esfaqueando-me com uma ingratidão que me fez desistir. "Significa que eu cansei, João. Acabou," eu declarei, cortando os laços. Minha missão agora era libertá-lo de mim, mesmo que isso ferisse a mim e aos meus pais. "Eu vou estudar no exterior, vou fazer aquele mestrado em artes que eu sempre quis," anunciei, uma mentira com fundo de verdade para quebrar as correntes. Para convencer meus pais a libertá-lo da promessa, inventei um pesadelo premonitório. "No sonho... ele... ele morria em um acidente de carro, porque se sentia preso a mim," eu gaguejei, as lágrimas genuínas. Eles hesitaram, mas o medo de uma tragédia os fez ceder. Quando João voltou, ouviu seu mundo desabar. Uma gravação de Lúcia revelou sua verdadeira natureza vil, zombando dele e de mim. A ironia era esmagadora: ele havia pisoteado o verdadeiro amor que eu lhe dei por uma miragem. Pela primeira vez, vi seu rosto pálido e chocado de vergonha. Ana estava viva, mas longe. Dez anos depois, eu era uma curadora de arte em Paris, e ele um arquiteto de sucesso. Nesse reencontro, sob o céu estrelado, ele pediu: "Eu posso... eu posso ser seu irmão?" Eu, a antiga Ana que um dia implorou pelo amor dele, aceitei. "Irmão. Eu aceito." E assim, em vez de se odiarem, eles foram curados.