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Livros de Romance Para Mulheres

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O Amor que Desafiou o Mundo

O Amor que Desafiou o Mundo

Eu era Larissa, a garota privilegiada do colégio, com uma vida de livro aberto e sem preocupações. Ele era Lucas, o menino invisível do fundo da sala, com roupas simples e um olhar que parecia carregar o peso do mundo. Nossos mundos não poderiam ser mais diferentes, mas um sorteio de duplas na aula de história nos uniu. Foi quando os cochichos maldosos começaram: "Logo ele? O esquisito? Pede para a professora trocar." Minha melhor amiga, Júlia, sussurrava, e até a professora Marta questionava: "Tem certeza, Larissa? Vocês são… bem diferentes." Aquela palavra, "diferentes", carregava um veneno que eu não suportava. Ignorei o preconceito, ignorei os olhares, ignorei Júlia. Decidi me sentar ao lado de Lucas, sem saber que aquela escolha mudaria tudo. Eu, com minha bolha de privilégios, descobri a verdade: Lucas vivia em uma favela, lutava pela sobrevivência e comia apenas o pão de queijo que eu "exagerava" no lanche para alimentar sua irmã mais nova. Minha admiração por ele só crescia. Ninguém via a inteligência afiada por trás do silêncio dele, a mente brilhante que eu tanto queria desvendar. Quando o trabalho de colégio se transformou em humilhação pública, com a professora Marta usando sua pobreza para atacá-lo na frente de todos: "Lucas, você poderia nos dar um exemplo mais... pessoal? Como é a realidade na sua comunidade? Vocês conseguem ter acesso a saneamento básico? Ou a comida na mesa todos os dias?" . E Júlia, minha suposta melhor amiga, se juntou à professora: "Talvez, para o bem deles, fosse melhor separá-los." Fui ignorada e, de repente, sentada na frente, a distância entre nós era um abismo. Mas o fundo do poço veio quando Lucas, o garoto puro e digno da favela, apanhou em silêncio para proteger seu futuro, um soco no rosto, um baque surdo na parede. "Se eu... se eu brigasse... seria expulso. Eu não posso... não posso perder a bolsa de estudos. É minha única chance." Ele sussurrou, a voz fraca e machucada. Eu me recusei a aceitar. Eu não o peguei da enfermaria sem um plano, sem a certeza de que ele ficaria comigo. Liguei para meu pai, e com ele, prometi, ninguém mais o machucaria. Eu o traria para minha casa, eu cuidaria dele. E jurei, naquele momento, que nosso destino seria entrelaçado para sempre.
O Eco da Humilhação: O Despertar de Raegan

O Eco da Humilhação: O Despertar de Raegan

Casada há três anos com Hugo, meu coração ingénuo alimentava a esperança de que meu amor pudesse derreter o gelo de seu coração, apesar de ele nunca ter superado seu amor de infância, Vanessa. Era um casamento de conveniência, um contrato de três anos para ele consolidar seu império, e para mim, o fardo de ser a "Sra. Gordon". O acordo estava quase no fim. No entanto, o fundo do poço veio na festa de 30º aniversário de Hugo. Ofereci-lhe uma guitarra portuguesa feita à mão, uma peça de arte cheia de alma, enquanto Vanessa lhe deu um cachecol mal feito. A voz dele ressoou pela sala, declarando o cachecol o único presente com "verdadeiro sentimento". E, sem hesitar, ele esmagou a guitarra no chão. Meu coração partiu-se com ela. A humilhação foi pública, brutal. No dia seguinte, Hugo exigiu que eu entregasse o colar de esmeraldas da sua mãe a Vanessa. Mal eu o fiz, Vanessa enviou-me um vídeo, esmagando-o com um martelo, com um sorriso cruel. Fui confrontá-la, mas Hugo apareceu, atirou dinheiro aos meus pés e, pior, chantageou-me para que pedisse desculpa a Vanessa, ameaçando a licença da casa de Fados do meu pai. "Vanessa... peço desculpa," as palavras saíram como veneno. Eu, a mulher abandonada, humilhada e traída, estava a ser forçada a rastejar. Porquê? Por que razão eu, Raegan, aceitei tanta dor? Tudo desmoronou, mas naquele momento, algo mudou. A dor imensa abriu espaço para uma nova sensação, a das correntes a serem quebradas. Era o fim da ilusão. A partir daquele dia, eu não seria mais um escudo, uma sombra. Eu seria livre.
Fiona: O Renascer de Uma Herdeira

Fiona: O Renascer de Uma Herdeira

Era o meu 32º aniversário. Servi o meu doce conventual favorito, esperando o meu marido aparecer, como sempre, tarde. Mas este ano foi diferente. Ele trouxe o cheiro dela, um perfume floral que não era meu. E o pior, uma muda de oliveira enlameada. Quando lhe mostrei a foto que recebi - dele a dar morangos à sua nova e grávida assistente, Lilith, num piquenique romântico - a sua irritação transformou-se em pânico, e depois em crueldade. "Por que estás sempre tão obcecada com estas coisas? Talvez se não estivesses tão focada em ter filhos, não terias tempo para estas paranoias." As suas palavras cortaram mais fundo do que qualquer lâmina. Doze anos. Doze anos em que sacrifiquei a minha carreira, a minha identidade, o meu sonho de ser mãe por ele. Eu, Fiona Hayes, herdeira de uma das mais antigas famílias do vinho do Douro, tinha-me tornado apenas "Fiona", a esposa submissa. E ele, o homem que salvei, que apoiei secretamente, estava a dar a minha herança de família, o colar da minha falecida mãe, à sua amante. Quando ele atirou os pedaços partidos do colar aos meus pés, tudo mudou. A dor deu lugar a uma frieza gélida. "Vais arrepender-te disto," disse eu. "Vou fazer-te perder tudo. Tudo o que tu achas que construíste." Ele riu-se, arrogante: "Vais sem um tostão, Fiona." Ele não sabia que, por trás da esposa obediente, estava a verdadeira Fiona Hayes. E que, com a ajuda da minha avó, eu era a verdadeira dona do seu império de azeite. A minha vingança estava prestes a começar.