icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon
closeIcon

Reclame seu bônus no App

Abrir

Livros de Romance Para Mulheres

Mais vendidos Em andamento Concluído
Pecadora

Pecadora

Eu ri, deitada ao lado da minha irmã, ambas apertadas na minha cama de solteiro, como costumávamos fazer nas manhãs de domingo. Era engraçado como Rebeca sempre me fazia sentir livre e solta como normalmente eu não era. Eu sempre tinha sido tímida e quieta; ela, extrovertida e espalhafatosa. - Você​ri?​-​Ela​me​empurrou​com​o​ombro, pressionando-me contra a parede. Empurrei-a de volta, e ela quase caiu. Gargalhamos. Então ela envolveu minha cintura com um braço e ergueu o rosto, olhando para mim e dizendo, inesperadamente: - Estou grávida. Gelei, muda. Virei minha cabeça sobre o travesseiro e busquei os olhos dela, pensando ser mais uma brincadeira. Mas ela estava séria. Deixou a cabeça cair no meu travesseiro e ficamos nos encarando. Senti medo por ela. Minha irmã é quase dois anos mais velha do que eu, mas ainda assim tinha só dezoito anos. Ameacei chorar, mas me segurei. Murmurei, angustiada: - Meu Deus... - Deus não tem nada a ver com isso, Isabel. Ou talvez tenha... - Ela deu de ombros. - Você vai ser titia. - Rebeca, você sabe que isso vai ser uma tragédia aqui em casa. - Eu me ergui e me sentei, tensa. - Papai e mamãe... - Vão querer me matar. Ou melhor, me casar - brincou ela, de novo. Ela se sentou também, passando a mão pelo cabelo curto, na altura do pescoço, em cachos desconexos. Era totalmente diferente do meu, que passava da cintura, como fora o dela um dia, antes de se revoltar e cortar tudo, episódio que quase lhe custara uma surra do nosso pai. - Casar com quem? Quem é o pai do bebê? - Como vou saber, Isa? - debochou ela. - Pode ser qualquer um dos dez ou vinte com quem transei nos últimos tempos. - Ah, Rebeca! - Segurei suas mãos, nervosa. Não concordava com muitas das loucuras dela, mas, no fundo, eu a entendia. E me preocupava, por sua causa e por nossos pais. - Você faz isso só para confrontar os dois! - Faço porque quero! Sou livre! Sou maior de idade e trabalho. Vou contar a eles sobre a gravidez, alugar um quarto e sair daqui. Vou me livrar dessa loucura toda! - Não é loucura. - Tentei justificar. - Papai é pastor e... - Loucura! - repetiu, irritada. - Opressão! É isso o que ele faz com essa igreja que ele criou. Isso não é religião, Isabel. Deus não é essa infelicidade toda que somos obrigadas a suportar. Conheço muita, muita gente cristã que está longe de viver oprimida como nós. Uma parte de mim pensava como ela. Mas, criada desde pequena de maneira rígida, eu tinha medo daqueles pensamentos. Temia também pela salvação da minha irmã, que eu amava mais do que tudo. - Escute... - Coloquei a mão em seu rosto, com carinho e preocupação. - Não precisa dessa revolta toda. Você se machuca e magoa nossos pais, Rebeca. Pode falar o que quiser sem... - Falar o que quero? Desde quando? Não me faça rir, Isa! - Ela suspirou, mas não se afastou. - Sabe que eles não aceitam! É aquela religião maldita deles. - Não diga isso - briguei com ela. - É a nossa religião!
Sofia: A Escolha

Sofia: A Escolha

Meus olhos se abriram. O cheiro de lavanda, o tique-taque do relógio. Tudo familiar, mas algo estava terrivelmente errado. Eu tinha 27 anos de novo, jovem e sem rugas, mas a memória da minha vida anterior me atingiu como uma onda avassaladora. Anos de dedicação cega a Lucas, meu marido 'magnata', e aos nossos filhos, Pedro e Isabela, que idealizavam Beatriz, o primeiro amor dele. Minha vida terminou sozinha, esquecida num asilo. Desta vez, não serei a tola. Liguei para Beatriz. "Vou me divorciar do Lucas. Entrego tudo: ele, as crianças, a casa." Ela tentou disfarçar, mas vi a ganância em seus olhos. O pesadelo se concretizou. Meus próprios filhos, Pedro e Isabela, que eu amava mais que tudo, gritavam: "Não queremos você! Queremos a Tia Bia! A mamãe é má!" E Lucas? Ele me tratava com frieza, sem sequer me olhar. A dor era insuportável. Mas o fundo do poço veio quando eles mesmos, manipulados por Beatriz, me forçaram a comer amendoim – eu, alérgica! Lucas me segurou enquanto Beatriz enfiou a pasta na minha boca. Eu desmaiei. E o pior: acordei ouvindo meus filhos desejarem minha morte. "Aí a tia Bia pode ser nossa mamãe para sempre." Naquele instante, a mãe em mim morreu. Eu estava quebrada, mas renascida. Na escuridão do poço do elevador, onde fui abandonada por Lucas para salvar Beatriz, eu entendi: não há nada a salvar, nada a lutar. E sozinha, com o corpo ferido, mas a alma livre, decidi. Eu sobreviveria. Por mim mesma.
Entre Dois Mundos - Quando os Segredos Vêm à Tona

Entre Dois Mundos - Quando os Segredos Vêm à Tona

Aos dezessete anos, Elisa Martins só conhece um tipo de amor: o que exige sacrifício. Enquanto os colegas sonham com a faculdade e a festa de formatura, ela divide os dias entre os estudos, as aulas particulares e a missão silenciosa de proteger o irmão caçula de um lar marcado por violência, vícios e noites que sempre parecem prestes a terminar em tragédia. Seu único plano é conquistar uma bolsa de estudos e construir um futuro diferente. Apaixonar-se nunca fez parte dele. Até conhecer Antony. Filho único de uma das famílias mais influentes de São Paulo, Antony está prestes a deixar o Brasil para seguir o caminho que o pai escolheu para ele: estudar no exterior e assumir os negócios da família. O romance inesperado com Elisa, porém, faz pela primeira vez um futuro cuidadosamente planejado parecer insuficiente. Mas algumas pessoas acreditam que o amor pode ser comprado. Depois de uma armação cruel, um mal-entendido devastador e uma fuga desesperada no meio da noite, Elisa desaparece sem deixar explicações. Antony fica convencido de que foi apenas um passatempo de férias... e de que a garota por quem se apaixonou o usou para conseguir vantagens junto à sua família. Os anos passam. Agora, ele é um CEO respeitado, frio e implacável. Ela é uma jovem administradora brilhante que lutou para reconstruir a própria vida longe do passado. Quando o destino os coloca novamente frente a frente, dentro da mesma empresa, Antony sequer reconhece a mulher em que Elisa se tornou. E não faz ideia de que ela guarda o maior segredo de todos. Um menino de seis anos. Um filho que ele nunca soube que existia. Entre feridas que nunca cicatrizaram, verdades escondidas e um amor interrompido cedo demais, Elisa precisará decidir se está pronta para enfrentar o homem que nunca conseguiu esquecer... ou continuar protegendo o segredo que pode mudar a vida de todos para sempre. Porque algumas histórias de amor sobrevivem ao tempo. Outras sobrevivem aos segredos.
O Retorno de Maria: Sem Arrependimentos

O Retorno de Maria: Sem Arrependimentos

Aos setenta anos, Maria chafurdava na solidão gelada de um hospital. O cheiro da morte era sufocante, misturado ao ranço de arrependimento e abandono. Seus ossos doíam, um lembrete constante de uma vida de sacrifícios por João e pelos filhos que a descartaram como lixo. A vaga na faculdade de medicina, o sonho de uma vida inteira, foi trocada por noites em claro cuidando de João após sua queda na montanha. Ele prometeu amor eterno, mas essas promessas viraram pó. Os filhos, criados com amor incondicional, a despacharam para aquele asilo disfarçado de hospital, roubando suas economias para luxos próprios. A punhalada final veio de João, seu marido por cinquenta anos. Ele veio pedir o divórcio, de mãos dadas com Sofia, sua "alma gêmea", a mesma mulher que ele sussurrava no delírio da febre. "Ele disse que devia a si mesmo ser feliz em seus últimos anos. E a felicidade dele não a incluía." Até os filhos o apoiaram, chamando-a de amarga, difícil, merecedora da solidão. Naquele momento, um ódio frio e profundo floresceu em seu peito, por todos eles e, acima de tudo, por si mesma, por sua estupidez e sua vida desperdiçada. "Se eu pudesse voltar...", ela sussurrou para o teto, as lágrimas secas. "Se eu tivesse outra chance, eu nunca... nunca mais cometeria o mesmo erro." A escuridão a engoliu, o monitor cardíaco silenciou. Então, um grito agudo cortou o silêncio: "Socorro! Alguém me ajude!" Maria abriu os olhos, ofegante. Ela estava de volta. Jovem, forte, viva. Na montanha. E lá estava ele, João, pendurado precariamente na beira do penhasco. "Maria! Pelo amor de Deus, me ajude! Eu vou cair!" Na vida passada, ela o salvara. Agora, vendo o pânico em seus olhos, ela se lembrou da traição, do desprezo. A garota ingênua queria salvá-lo. A mulher de setenta anos gritava: "Não faça isso. Deixe-o ir. Salve a si mesma." "Por que eu deveria?", ela perguntou, a voz firme e letal, seus olhos encontrando os dele, não vendo mais o garoto que amava, mas o monstro que a devoraria. O passado estava reescrito.
Entre Quatro Paredes Vol 1

Entre Quatro Paredes Vol 1

Linda, sensual e meio doidinha, Katherine está prestes a se formar e completar seus 18 anos. Além de beleza, ela tem malícia e é bem ousada, o que atrai a atenção dos homens facilmente, logo, Marcos e Alexandre são os alvos de seus irresistíveis atributos femininos. Marcos, um empresário que aos 24 anos já é quase um milionário e se sucede cada vez mais, é sonho de consumo de muitas mulheres. Ele é lindo, viril, intensamente único e exala poder por onde passa. Ele também é direto, sempre foi mulherengo, em suma, conquista as mulheres com sua sexy confiança. Katherine tem o prazer de ver toda bagagem de perto. Alexandre, com 22 anos, é o irmão mais novo do Marcos. Alexandre é unicamente charmoso e igual ao irmão em quase todos os sentidos. Sexy, também hercúleo e um pedaço de mal caminho, atrai a atenção de Katherine que tem o prazer de conhecê-lo de uma forma ousada demais. Não é todo dia em que você conhece um homem de tirar o fôlego e ele está apenas de boxer, certo? Depois de colocar os olhos nela e passar dias pensando em Katherine, Marcos pensa num jeito de conhecê-la intimamente. O que ninguém desconfiava, era que ambos se interessariam pela estonteante Katherine, logo, ela teria que escolher entre seu desejo por um deles ou encarar uma experiência com esses tentadores homens loucos por ela. Será mesmo que Katherine consegue desfrutar de boa relação com os dois? E os irmãos? Podem dividir a mesma mulher por estarem igualmente apaixonados por ela?