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Capítulo

"Katherine é uma jovem sonhadora que deseja ir a faculdade,se casar e ter filhos. Mas sua vida muda completamente quando descobre uma gravidez inesperada e seu namorado a abandona com aquela criança no ventre.Ao sair do restaurante onde é abandonada Katherine é estrupada,porém ela e sua criança sobrevivem. A principio Katherine pensa em abortar,porém repensa seus conceitos e decide continuar com a gravidez. Vinte anos depois algo arrebatador muda sua vida e ela encontra a fé que precisa na filha que um dia quase abortou. Essa é uma história de fé no amor e na vida e que mostra o quanto vale a companhia de amigos, família e um grande amor nos momentos difíceis."

Capítulo 1
1- Antes

Minha mãe sempre foi uma grande mulher e eu não falo isso somente por ser minha mãe, mas por que ela realmente é uma grande mulher.

Minha avó sempre disse que ela deixou de viver por seus desejos e que deixou de cuidar de si mesma por causa de mim. O que me deixa com um certo sentimento de culpa muitas vezes.

Seu nome é Katherine Beckinsalle e ela me deu o nome de Bethany,diz ela que me deu esse nome por que lembrava flores, nunca perguntei por que, mas gosto.

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Nova Iorque, 1998.

Era uma sexta-feira chuvosa quando minha mãe descobriu que estava grávida de mim. Ficou apavorada é óbvio, afinal ela só tinha 19 anos e tinha recém entrado na faculdade,não havia planejado uma gravidez para aquele momento.

Katherine...

- Kathy,filha o que está havendo com você hein. Está inquieta o dia inteiro e mal tocou na comida, tem alguma coisa que precisa contar? - Pediu Cecília.

- Não,não é nada demais mãe,eu só...- Logo dou um longo suspiro,nem ao menos consegui terminar de falar e meus olhos se encheram d'água.

Quase que instantâneamente minha mãe vem me abraçar numa forma de consolo.

- O que quer que seja eu estou aqui com você,sempre vou estar.

Logo ela se ajoelha a minha frente,esperando que eu contasse tudo e foi o que fiz.

- Eu estou grávida... Descobri hoje. Não era o que eu queria,não agora.

- Filha... Quem é o pai desse bebê?

- O nome dele é Saymon,estamos saindo há algumas semanas. Nem ao menos havíamos cogitado a ideia de uma criança.

- Mas ainda sim transaram sem camisinha.- Falou minha mãe num tom mais áspero.

- Sei que fomos irresponsáveis,mas mãe eu estou com tanto medo. Eu tenho medo de como Saymon pode reagir.

- Sinceramente,espero que tenha atitude de homem e assuma essa criança. Você vai falar com ele,contar tudo e vocês terão que resolver isso juntos.

Logo ascenei com a cabeça confirmando,marquei com Saymon aquela noite numa lanchonete a qual sempre íamos.

-O que é que você quer Katherine?-Pediu ele impaciente.

-É que eu acho que vamos ter que dar mais um passo no nosso relacionamento.

-Como assim?

-Estou grávida.-Disse indo direto ao ponto.

-Katherine como você deixou isso acontecer?

-Como eu deixei. - Falei irônica.

“ Eu não fiz o bebê sozinha!”-Disse alterando a voz.

-Mas vai criar sozinha, eu não vou perder minha vida por causa dessa criança.

-Você vai me abandonar é isso,não vai nem ter a decência de assumir a criança.

- Eu não estou pronto para essa coisa.- Disse ele se levantando da cadeira.

-Saymon você não pode fazer isso o bebê também é seu.

-Vai saber.

Logo ele saiu do restaurante me deixando ali sozinha. Então sai atordoada no meio da chuva.

Não conseguia acreditar que ele havia me abandonado lá,logo agora que eu mais precisava.

Sentia raiva de mim mesma por amá-lo e raiva daquela criança por existir. Não sabia o que fazer, só queria voltar para casa.

De repente alguém começa a segui-la, ela olhou para trás uma, duas,três vezes, mesmo assim o rapaz continou a segui-la.

Foi quando sem perceber ela entra em um beco, ao notar o que fez ela dá meia volta para pegar o caminho certo porém é interrompida por ele.

-Onde vai moça?- Disse ele, visivelmente embriagado.

-Com licença.-Disse tentando passar por ele.

-Pra que a pressa.-Disse o rapaz segurando meu braço.

-Me deixa passar. - Falo tentando me desvencilhar.

Logo ele a jogou contra parede, Katherine já sabia o que ia acontecer, não tinha como escapar.

- Por favor me deixa ir embora.- Implorei agoniada.

- Há mais por que se a diversão só está começando.

Logo ele foi para cima dela e começou a me beijar. Tinha a certeza que ele estava embriagado pelo cheiro de álcool que ele exalava, tentava me desvencilhar, mas não obtive sucesso.

Foi quando ele rasgou minha saia, não demorou muito e senti me penetrar penetrou,era a pior dor que eu já havia sentido.

Enquanto isso...

...No restaurante um tulmuto se iniciou,no meio dele um rapaz paga a conta e se retira.

Enquanto isso Katherine era estrupada pela segunda vez, ela já não gritava ou reagia,pois já não tinha mais forças.

Depois de ter se aproveitado o suficiente dela aquele desconhecido a abandonou no meio da chuva.

Depois de alguns minutos que para Katherine pareceram horas alguém aparece para ajudá-la,porém ela não consegue ver o rosto de quem a ajudou por que no mesmo instante desmaia.

Katherine...

Acordei confusa, estava no hospital,constatei isso após perceber o tub

o fino e transparente do oxigênio que estava em meu rosto.

Logo olho para o lado e percebo minha mãe vindo ao meu alcance.

-Oi minha querida.- Disse ela se sentando a beira da cama.

-O que é que houve mãe?

-Não se lembra.

-Mais ou menos, eu lembro de sair de um restaurante,ir parar num beco e...E ...-Logo paro de falar relembrando o que aconteceu, as lágrimas surgiram em meu rosto sem que eu deixasse.

-Filha,está tudo bem agora,você está viva. O médico disse que foi um milagre você e seu bebê terem sobrevivido.

-Então ele sobreviveu, devia ter morrido.- Falei chorando.

-Filha não fala assim,nem de brincadeira.

-De que adianta ter essa criança se nem o pai a quis.... Talvez fosse melhor abortar de uma vez.

-Não faça algo com que se arrependa depois.

-Não sei se eu vou ser uma boa mãe. Como eu vou criar essa criança,como eu vou viver daqui pra frente?

- Vou estar aqui do seu lado para te apoiar ,confia em mim. Prometi que não te deixaria.

- É eu sei, mas isso nem importa tanto agora, quem é que me trouxe?

-Um rapaz, chamado David.

-Ele ainda está aqui.

-Não. Veio aqui ontem somente para trazê-la, mas logo teve que ir embora.

-É uma pena queria tê-lo agradecido.

-Terá sua chance.

-Assim espero.

Naquela tarde voltei para casa. Porém continuaria em repouso devido a gravidez e por ter sido violentada.

Na manhã seguinte,acordei ainda com um pouco de dor,porém mais disposta.

Então me levantei,fiz minha higiene pessoal e fui até a cozinha para tomar café estava faminta.

-Bom dia filha,não precisava ter levantado eu levava o café para você.

-Eu estou me sentindo um pouco melhor mãe e você sabe que eu não aguentaria ficar naquela cama por muito tempo.

-É eu sei,nada te segura.

Logo dou um sorriso fraco e então eu me sento e acompanho minha mãe no café. Queria estar mais animada,mas não conseguia,não com tudo que aconteceu. Pensei em ir na faculdade aquele dia,mas minha mãe praticamente me obrigou a ficar em casa descansando.

Estava no quarto,havia acabado de tomar banho e me sentei a frente da penteadeira para pentear os cabelos.

Involuntariamente levo as mãos até minha barriga e a massageei,

eu tinha uma vida crescendo dentro de mim agora.

Estava indecisa quanto a continuar com a gravidez,ao mesmo tempo que não queria aquela criança eu a amava com todas as forças. Isso ia acabar me deixando maluca.

Naquele instante flashes da noite anterior voltaram a minha mente,não evitei de chorar naquele momento.

Passei o dia sozinha,era por volta das sete e meia da noite quando minha mãe chegou...

Cecília...

Cheguei exausta do trabalho,ao entrar percebo o silêncio pela casa. A princípio penso que Kathy possa estar dormindo, então vou até seu quarto,vendo que ela não estava lá começo a procurar pela casa.

- Kathy,minha filha onde você está?

Então fui até o banheiro e vi a porta entreaberta,logo a empurro e entro. A cena que vejo me assusta,ela estava dentro da banheira cheia água,nem ao menos as roupas ela havia tirado.

- Filha. - Digo rapidamente indo até ela e a tirando de dentro da banheira.

Ela estava desacordada, então a deito no chão e começo a fazer respiração boca a boca. Kathy estava pálida,o que demonstra que ela já estava desacordada e debaixo d'água a um bom tempo.

Fiquei longos minutos ali tentando reanimá-la até que Kathy desperta cuspindo toda a água que está dentro do pulmão.

- Filha, enlouqueceu. Por que fez isso?

Ela não conseguia responder estava desnorteada então a ajudo a se levantar e a levo até seu quarto.

Lá troco sua roupa e a ajudo a se deitar na cama.

- Não quer dizer nada. - Disse enquanto acariciava seus cabelos ainda úmidos.

- Sinto muito,devo ser um transtorno.

- Sabe que não é.

- Eu estou com tanto medo,essa criança...como vou cuidar sem ter seu pai por perto. Toda criança precisa de um pai.- Falou ela chorando.

- Eu sei meu anjo. Mas eu vou estar aqui sempre, você sabe disso não sabe?

- Eu sei.

- Não vou deixá-la sozinha.

Logo beijo sua testa e fico lhe fazendo companhia até que ela durma. Fiquei boa parte da noite pensando e não podia deixá-la sozinha nessa gravidez,Kathy precisava de mim.

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Katherine não sabia o que viria pela frente, mas sabia que agora com aquela criança em seu ventre sua vida mudaria completamente e isso a deixava apavorada.

E aquele garoto que a salvou a interessou de certa forma e ela nem havia visto seu rosto. Só bastava saber se ela o veria de novo. E se visse, será que ele sentia o mesmo por ela.

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