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A mansão vitoriana Blackwood se ergue majestosa e imponente, suas paredes externas carregando o peso da decadência e da história. As janelas, emolduradas por cortinas pesadas, parecem olhos que observam o mundo exterior com desdém. Lorenzo Blackwood, um homem de beleza sombria e disfarçada, observa o mundo de seu escritório no último andar, cercado por uma coleção de arte perturbadora que reflete sua própria alma atormentada.
Seus olhos verdes, frios e calculistas, são um reflexo do que ele se tornou: um predador em um mundo de presas. Ele se recosta na cadeira de couro escuro, os dedos longos e bem cuidados cruzados sobre o peito, enquanto um leve sorriso se forma em seus lábios. A dor se tornou sua aliada, e a ambição, seu combustível.
"Mais um dia, mais uma oportunidade," ele pensa, olhando pela janela em direção ao horizonte cinzento de Boston. "O que mais posso conquistar hoje?"
Na mente de Lorenzo, as lembranças da infância dançam como sombras. Ele se recorda das noites em que seu pai, Augustus, transformava a casa em um palco de terror. O som de gritos e vidros quebrando ecoa em sua memória. A imagem de sua mãe, Eleanor, uma talentosa pianista que um dia iluminou a casa com suas melodias, agora apenas uma sombra de si mesma, assombra seu pensamento.
"O amor é uma fraqueza mortal," ele se lembra de ter aprendido, enquanto observava sua mãe ser empurrada escada abaixo, seu pequeno corpo tremendo ao ver o sangue formar um halo escarlate ao redor de seus cabelos dourados.
"É assim que se molda um homem," ele reflete, enquanto um criado entra na sala, interrompendo seu devaneio. O homem, um servidor de longa data chamado Thomas, ajusta a gravata e se aproxima cautelosamente.
"Senhor Blackwood, o senhor pediu para ser informado quando a restauradora de arte chegasse," Thomas diz, sua voz baixa e respeitosa.
"Sim, Thomas, e ela já chegou?" Lorenzo pergunta, seu tom quase indiferente, mas a expectativa brilha em seus olhos.
"Sim, senhor. Ela está na galeria principal, avaliando as obras," Thomas responde, os olhos desviando para o chão, evitando o contato visual. "Devo levá-la até aqui?"
"Não, deixe-a trabalhar. Quero vê-la em ação," Lorenzo diz, um sorriso sutil se formando em seus lábios. "Mas mantenha os olhos abertos. Não quero que nada perturbe a minha coleção."
Thomas assente, percebendo o ar de controle que emana de Lorenzo. Ele se retira, e Lorenzo volta sua atenção para a galeria, onde Beatrice Winters, a restauradora, está examinando suas pinturas.
*"Uma alma luminosa," ele pensa, observando-a sem ser visto. "Como uma mariposa atraída pela chama."* O cabelo cor de cobre de Beatrice brilha sob a luz suave que entra pelas janelas, e Lorenzo sente um impulso sombrio de capturá-la, de moldá-la à sua imagem.
"Parece que a arte ainda tem seus defensores," ele murmura para si mesmo, enquanto a vê tocar delicadamente uma tela com as pontas dos dedos. "Mas eu sou o verdadeiro artista aqui, e ela será minha próxima obra-prima."
Lorenzo se levanta, movendo-se lentamente em direção à galeria. A cada passo, o desejo de controle e dominação cresce dentro dele. Ele sabe que Beatrice é diferente de suas outras funcionárias; há uma fragilidade e uma força nela que o atraem e o aterrorizam ao mesmo tempo.
Quando ele entra na galeria, Beatrice se vira, seus olhos âmbar se fixando nos dele. "Boa tarde, senhor Blackwood," ela diz, sua voz suave e melodiosa, como se estivesse tocando uma nota musical delicada.
"Beatrice," Lorenzo responde, sua voz baixa e sedutora. "Como está a avaliação das minhas obras? Espero que não esteja se decepcionando com o estado delas."
Ela esboça um sorriso tímido. "Na verdade, estou impressionada. Há uma beleza trágica aqui, mesmo nas pinturas desgastadas. Cada uma delas conta uma história."
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