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Prólogo
Papai morreu há seis meses atrás depois de uma luta contra um câncer de intestino. Paulo Montanhês foi um homem incrível durante toda a sua vida, me criou sozinho até meus dez anos de idade após minha mãe morrer no dia do meu nascimento com uma hemorragia interna.
Nunca me faltou nada em todos esses anos de vida. Paulo era um empresário de sucesso, foi isso que levou nossa fortuna a cada dia ser maior. Me ensinou sobre investimentos e finanças e não é atoa que me formei em finanças para administrar a nossa empresa assim quando chegasse a hora.
Muitas coisas mudou na minha vida depois que Silvia chegou, minha madrasta. No começo ela se mostrou amorosa, carinhosa e sempre gentil comigo, mas depois que a aliança de ouro entrou em seu dedo a verdadeira Silvia apareceu e mostrou sua verdadeira face. Bastava meu pai sair para a empresa que ela começava a xingar e ser mal comigo. Dizia que no dia que eu falasse qualquer coisa que ela fazia comigo para meu pai eles me mandaria para o orfanato. Por medo passei anos calada.
Quando completei meus dezoito anos fui estudar fora por não aguentar mais aquela vida, ainda mais depois que Luís nasceu, meu irmão. Eu amava meu irmão mas Silvia nunca deixava eu chegar perto dele. Dizia que eu faria mal ao menino, que ele nunca ia ser o meu irmão, que eu ela perigosa. Teve uma vez que inventou para papai que eu havia derrubado Luís de propósito.
Quando fui para os Estados Unidos Luís tinha oito anos e era o menino mais lindo que eu tinha visto, com seus cabelos loiros e olhos claros iguais ao meu. Foi um chororo daqueles quando me despedi e ele pedia para ir comigo. Nem o menino suportava a mãe que tinha.
Só podia ser carma por Silvia sempre tentar nos afastar e só fazia nós dois ser muito unidos.
Quatro anos depois eu voltei para São Paulo e meu irmão já era um rapaz de doze anos e muito bonito. Pai já havia descoberto sobre o câncer mais não me contou para não atrapalhar meus estudos o que me deixou muito nervosa na época.
- O senhor podia ter me falado, eu teria voltado sem pensar duas vezes – falo assim que ele me conta sobre a situação da sua saúde.
- Malu – ele me chama pelo o apelido que me deu quando era uma bebê – eu jamais atrapalharia sua vida minha filha.
- Não é atrapalhar papai, é sobre a sua saúde – falo sentindo minhas lágrimas escorrer pelo meu rosto.
- Não chore minha menina – ela limpa meu rosto ao se aproximar – já estou velho, você precisava se formar e toma de conta da nossa empresa até Luís crescer e te ajudar.
- Até parece que Silvia deixaria – solto sem pensar.
- Eu sei que vocês não tem uma boa convivência – olho surpresa para ele – mas enquanto eu viver quero que vocês tente se entender e ajude uma a outra quando eu partir – na hora eu concordei com meu pai.
Juro eu tentei de tudo para viver bem com Silvia, não sabia o porque da raiva dela contra mim, quando ela chegou eu era só uma criança e desde então se disponibilizou a me odiar sem motivo algum.
Seis meses depois daquela conversa com meu pai ele nos deixou, foi o pior dia da minha vida. Paulo Montanhês tinha nos deixado e eu sabia o que vinha depois disso tudo.
No testamento papai deixava a empresa para mim e mais cinquenta porcentos do dinheiro, enquanto para Luís quarenta porcentos do dinheiro e dez porcentos para Silvia mas a casa onde morei toda a minha vida, mas a mulher não ficou contente com a escolha e entrou na justiça pelo seus direito, levando a minha parte a ficar travada enquanto o juíz não determinasse o que fazer.
Tive que aguentar muita coisa até o dia que ela me tocou da casa. Eu não sabia o que fazer nem para onde ir, já que nunca trabalhei e nem podia trabalhar na empresa enquanto minha herança não fosse liberada. Eu não tinha nenhum real no bolso nem para alugar um quanto para dormir.
Foi quando me lembrei de Guto, Augusto Avelar. Uma colega que conheci no Estados Unidos no meu último ano lá, ele era um jovem muito legal e me divertia muito e o único que eu sabia que morava aqui no Brasil, se não me enganava em Minas Gerais, pertinho de SP.
- Guto? – falo assim que ele atende.
- Maria Luiza?
- Ah Guto por favor, me chame de Malu – escuto ele rir.
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