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Meu ex-namorado, Gabriel, o homem que um dia me prometeu o mundo, me olhou como se eu fosse uma mancha em seu terno caro. Ele estava aqui para terminar o serviço de destruir a minha vida.
Para salvar meu irmão da cadeia, ele exigiu uma indenização milionária impossível e um humilhante pedido de desculpas público, transmitido ao vivo.
Três anos atrás, sua atual noiva, minha rival Amanda Vasconcellos, armou para mim, me acusando de cyberbullying. Gabriel acreditou nas mentiras dela, me denunciou publicamente e estilhaçou meu mundo. O escândalo levou à minha expulsão da faculdade, ao acidente de carro fatal dos meus pais e à perda da fortuna da nossa família.
Ele estava pronto para me humilhar de novo por um crime que eu nunca cometi, seus olhos frios e implacáveis. A punição não era só para o meu irmão; era para mim.
Mas enquanto eu me preparava para minha execução pública, um bilionário misterioso me fez uma oferta. Ele sabia da verdade e me deu os meios para revidar.
Amanda queria um espetáculo.
Eu decidi dar um a ela.
Capítulo 1
Meu ex-namorado, Gabriel Novaes, o homem que um dia me prometeu o mundo, me olhou como se eu fosse uma mancha em seu terno caro, e eu soube que minha vida estava prestes a se estilhaçar mais uma vez. Três anos. Passei três anos juntando os cacos que ele ajudou a quebrar, e agora ele estava aqui, pronto para terminar o serviço.
Não foi uma escolha vê-lo de novo. O universo, em seu humor cruel e distorcido, decidiu que meu meio-irmão de dezessete anos, Júlio, arrumaria briga com o irmão mais novo de Amanda Vasconcellos, Jorge. E assim, o passado colidiu com o meu presente, me arrastando de volta para o pesadelo do qual eu lutei tanto para escapar.
Eu estava sentada na sala de mediação estéril e com o ar-condicionado forte demais, o silêncio como um cobertor pesado sobre nós. A mesa de carvalho polido refletia os rostos sombrios, fazendo-os parecer ainda mais distorcidos. Gabriel sentou-se à minha frente, sua postura rígida, um contraste gritante com o jeito casual como ele costumava se inclinar para mim, seu braço um peso quente em volta da minha cintura. Agora, ele era um advogado poderoso, afiado e inflexível, representando Jorge Vasconcellos, a suposta vítima. E eu era apenas Helena Oliveira, a socialite desonrada, a cyberbully, a garota cuja vida havia implodido.
Gabriel abriu sua pasta com um estalo seco. O som ecoou na sala silenciosa, me fazendo encolher. Ele espalhou uma série de fotografias brilhantes, cada uma um close-up do rosto machucado de Jorge. Um lábio cortado, um olho inchado, um corte feio acima da sobrancelha. As imagens eram condenatórias. Elas gritavam violência, e meu estômago se revirou.
"As evidências são claras, Sra. Oliveira." A voz de Gabriel era uniforme, desprovida de qualquer emoção. Era a mesma voz que ele usava no tribunal, aquela que derrubava testemunhas e influenciava júris. Era a voz que um dia sussurrou promessas em meu cabelo. "Seu irmão, Júlio, agrediu Jorge Vasconcellos. Os ferimentos são graves o suficiente para justificar acusações criminais."
Meu rosto ardeu em chamas. A vergonha, quente e indesejada, se espalhou por mim. Júlio não era um santo. Eu sabia disso. Ele era um bom garoto, mas também era uma bomba-relógio de raiva, especialmente quando se tratava de qualquer pessoa associada a Amanda Vasconcellos. Mas ver a extensão do dano, exposto de forma tão fria, fez minha garganta apertar.
"Júlio não atacaria alguém sem motivo", consegui dizer, minha voz mal um sussurro. "Tem que haver mais nessa história. Jorge... ele sempre foi um provocador."
Os lábios de Gabriel se contraíram. Ele nem sequer desviou o olhar das fotos. "Argumentos baseados em conjecturas e vinganças pessoais não têm peso em um tribunal, Helena. Lidamos com fatos. E os fatos mostram que Jorge Vasconcellos foi agredido fisicamente pelo seu irmão."
O uso do meu primeiro nome, tão casual, tão familiar, pareceu uma facada deliberada. Rasgou o muro cuidadosamente construído que eu ergui ao meu redor. Ele acreditava em fatos. Sempre acreditou. Três anos atrás, esses "fatos" me destruíram completamente.
Olhei para Jorge, que estava sentado ao lado de Gabriel, massageando o maxilar. Ele parecia menos uma vítima e mais um moleque arrogante que gostava do caos que havia causado. Ele encontrou meu olhar e ofereceu um sorriso de escárnio, um brilho de triunfo em seus olhos. Júlio, que deveria estar sentado ao meu lado, não estava em lugar nenhum. Ele havia saído furioso minutos antes de Gabriel chegar, resmungando algo sobre não deixá-los vencer.
"O que exatamente aconteceu?", insisti, tentando manter a voz firme. "Houve um boletim de ocorrência? Depoimentos de testemunhas? Eu quero ver tudo."
Gabriel finalmente olhou para mim, seu olhar frio e duro. "Você terá acesso ao relatório completo se isso for para o tribunal. Por enquanto, estamos tentando uma mediação, uma cortesia estendida pela família Vasconcellos." Ele fez uma pausa, seus olhos se estreitando. "Uma cortesia que, dado o histórico de rebeldia do seu irmão, me surpreende que eles tenham permitido."
Como se fosse um sinal, a porta se abriu com um estrondo. Júlio estava lá, o cabelo desgrenhado, os olhos em chamas. "Eu bati nele!", ele praticamente gritou, sua voz ecoando pelas paredes. "Eu bati nele, sim! E faria de novo!"
Meu coração disparou. "Júlio, não!" Eu me levantei de um salto, minha cadeira arrastando ruidosamente no chão.
Ele me ignorou, entrando mais na sala. "Ele mereceu! Ele estava falando de você, Lena. Falando sobre como você mereceu tudo o que aconteceu, como você era uma desculpa patética de irmã, como você levou a mamãe e o papai à morte!"
As palavras me atingiram como um soco no estômago, roubando o ar dos meus pulmões. O rosto de Júlio estava contorcido de raiva, seus punhos cerrados ao lado do corpo. Ele parecia tão jovem, tão perdido, tão parecido comigo quando eu estava no meu limite.
Antes que eu pudesse alcançá-lo, ele se virou, abrindo a porta novamente. "Eu não vou ficar sentado aqui nessa farsa", ele cuspiu, fuzilando Gabriel e Jorge com o olhar. "Façam o que quiserem. Eu não me importo." E então ele se foi, a porta batendo atrás dele, deixando um silêncio ensurdecedor em seu rastro.
"Júlio!", gritei, correndo para a porta. "Júlio, espere!"
Eu invadi o corredor, mas ele já estava na metade do caminho, seus passos largos o levando para longe. "Júlio, por favor! Isso é sério!"
Ele parou, virando-se para me encarar. Seus olhos estavam vermelhos, mas ainda cheios de raiva. "Sério? O que é sério, Lena? Você perder tudo de novo? Você deixar eles pisarem em você?" Ele deu um passo mais perto, sua voz baixando para um sussurro áspero. "Você é igual a eles. Sempre tentando consertar as coisas, sempre tentando ser a boa moça. Olha onde isso te levou. Olha onde isso nos levou." Seu olhar endureceu. "Você deixou eles te marcarem como uma cyberbully. Você deixou eles tirarem a mamãe e o papai de nós. E agora você quer que eu sente aqui e deixe eles me levarem também?"
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