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Sento em minha penteadeira e começo a fazer a minha maquiagem para a festa de inauguração de mais uma empresa no ramo frigorifico que papai adquiriu recentemente, como será à noite, optei por dar um destaque maior em meus olhos, como eles são verdes, ficará lindo com um esfumado preto.
Enquanto me maquio, acabo me lembrando dessa tarde maravilhosa que eu tive com Marcos Assunção, ele me levou para um motel de luxo, estamos saindo a mais de nove meses, eu o amo tanto, não saberia viver sem ele.
O empecilho nisso tudo é que ele é sócio do meu pai, isso ocorreu após o falecimento de seu pai, então Marcos ficou em seu lugar como seu herdeiro, afinal é filho único. Sempre o achei lindo, gostoso e másculo. O problema é que ele nunca me deu moral.
Nosso caso começou no dia do meu aniversário de vinte e dois anos, ele foi sozinho na minha festa, sua esposa Beatriz não pôde ir. Isso mesmo ele é casado, mas não me orgulho disso, ele prometeu para mim que até o final desse mês pedirá o divórcio, era para ter pedido no mês passado como aconteceu alguns imprevistos, ele não pôde pedir. Quando se casou com aquela bruxa chorei tanto, não há mal que dure tanto tempo. Hoje ele pertence a mim, apesar de estar morando na mesma casa que aquela bruxa, é em mim que Marcos pensa todos os dias, o tenho em minhas mãos, ele é meu.
Fiquei extremamente feliz quando ele disse para mim que nunca amou sua esposa, que o amor da sua vida sempre fui eu, mas como eu era muito nova, lhe falou coragem para tentar algo comigo e meu pai também não iria permitir. Como se eu obedecesse a meu pai, desde
muito nova sempre faço o que quero e acabo o deixando de cabelos brancos, como ele mesmo diz.
Meu pai Antônio Vasconcelos me criou praticamente sozinho, a única ajuda que ele teve foi da minha tia Vanessa irmã da minha mãe Kira, ela é como uma mãe para mim, minha única referência feminina, ela deixou de se casar e ter filhos para ajudar o meu pai a me criar, minha mãe faleceu no meu parto, a única lembrança que eu tenho dela, além das fotos é da minha tia, elas eram irmãs gêmeas univitelinos, então olhar para a minha tia é como olhar para minha mãe.
Apesar da minha tia me amar como se fosse sua filha e me tratar como tal, ainda fica um vazio dentro de meu coração, saudades de algo que eu não vivi. Todas as festas que eu tenho que participar, sempre vem a imagem da minha mãe em meu pensamento, coisas como; será que ela sente orgulho de mim? Ela aprovaria essa roupa e make? Gostou do meu namorado? São tantas perguntas que eu nunca saberei as respostas.
Maquiagem concluída, vou até o meu closet, onde tem um espelho enorme, conferir o meu visual. Optei por usar um vestido vermelho longo tubinho tipo sereia na cor vermelha, com um bojo na frente dando volume. Fiquei um arraso, gosto do que vejo no espelho, essa cor combinou com os meus cabelos ruivos naturais.
Essa tonalidade de ruivo veio da minha mãe que era irlandesa, meus pais se conheceram na Irlanda, meu pai foi lá para estudar e acabou conhecendo a minha mãe na universidade, ele me disse que foi amor à primeira vista. Começaram a namorar e após o noivado, vieram morar no Brasil.
Minha falecida mãe amava esse país e essa casa, por isso após sua morte, meu pai não quis se desfazer da casa e continuou a morar aqui.
Minha tia veio ao Brasil logo após a morte da minha mãe, ela não conseguia acreditar o que havia acontecido com sua irmã. Ela abdicou de sua vida, assim como o meu pai para cuidarem de mim. Sou muito grata a minha tia por isso.
Pego minha bolsa e saio do meu quarto rumo a sala, mas paro na frente da escada quando escuto vozes, o que parece ser uma discussão. Meu coração acelera ao ouvir o teor da conversa.
— Vou acabar com aquela vadia Antônio, ela vai aprender a nunca mais se aproximar do meu marido.
Eu conheço essa voz.
— Fica calma Beatriz, as coisas não são bem assim como você está pensando — essa voz é do Marcos, a outra voz é de Beatriz. Será que estão falando de mim? Ela descobriu o nosso caso? Se for isso mesmo, é até melhor, ao menos Beatriz não terá pretexto para não aceitar o divórcio.
— Cala a boca Marcos, você não vale nada, como teve coragem de fazer isso comigo, se envolver com uma vagabunda? — grita Beatriz.
— Sempre tive muita estima por você e seu marido Beatriz, e não vou tolerar que você se dirija a minha filha dessa maneira. Aliás, você tem provas do que diz? — essa é a voz do meu pai.
— Pelo jeito terei que mostrar as provas de que sua filha não vale nada. Veja com seus próprios olhos — ela tira um envelope de sua bolsa e entrega ao meu pai, ele olha horrorizado. Mas que merda tem nesse envelope.
Desço as escadas como se nada tivesse acontecendo.
— Boa noite a todos, espero não estar atrasada para o evento. Como você está Marcos? E você Beatriz? Faz tempo que não te vejo — digo na maior cara de pau. Como se eu não estivesse ciente do que estava acontecendo a menos de um minuto.
— Mas é muito descarada mesmo, sua vagabunda, ordinária, vou te matar sua puta — antes que ela avance em mim, Marcos a segura pela cintura. — Me solta Marcos, vou acabar com ela — ela tenta se soltar dele, grita e esperneia.
— O que foi que eu fiz? Que agressividade é essa, Beatriz? — coloco minhas mãos no peito, e pergunto como se não estivesse entendendo nada.
— Como você é cínica garota — rebate, Beatriz.
— Chega, calem a boca! — grita o meu pai. — Essas fotos são verdadeiras, Beatriz?
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