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Série Legados Eternos
Lobisomem O Sucessor
Copyright by Alexa Valentina
2023
Prólogo
Clãs malditos
O adeus dos heróis
Pelo sangue..
Prisioneiros
A luz da Guardiã
A lua cheia chama vingança
A primeira bala de prata a gente nunca esquece
Quando o passado ameaça voltar
O despertar da Guardiã
A menina dos olhos brancos
A verdade por trás das mentiras
Pelo bem de uma filha...
Se luta...
Se sangra...
O filho do crepúsculo
O amor fala mais alto
Pelo sangue de meus inimigos
Quem sai aos seus, degenera?
Vivo por ela...salvem ela!
União entre demônios
Revelações
Que caiam as máscaras
Sangue, suor e lágrimas
O primeiro herdeiro Ankara
A vingança ainda corre em suas veias
O despertar da híbrida
A vingança das Grandes
Parte 1 Velaska
Parte 2 Isca
Quem te guarda
Desaparecidos
Os Anciões vampiros
Não desistindo, sempre lutando, algumas vezes caindo, mas
sempre levantando.
‘’Somente por isso, na morte desafogo a ira que se acumula em meu coração.
Ele separa tanto nossas vidas que não conseguimos ouvir o que um diz ao outro.’’
Alfred, Lord Tennyson
Prólogo
Paris, França Arco do Triunfo
O acelerar das motos confundia-se com as batidas de um heavy metal acima dos barulhos corriqueiros da cidade, sendo que já passava das 22:00 horas de uma noite estrelada.
As rampas curvadas já se encontravam posicionadas de um prédio ao outro , afinal a competição de motos era no tradicional Arco do Triunfo, e a cada ano, mais e mais pessoas se amontoavam no térreo e nas passarelas montadas em aço ao redor dos prédios em busca do melhor ângulo, bem como os helicópteros para a transmissão ao vivo. Mas quem quer ver pela televisão ou outros meios de comunicação quando se pode estar lá, não é mesmo.
Falando em estar lá, os acompanhantes dos competidores, sendo estes homens ou mulheres, estavam apostos em uma fileira de mais ou menos vinte motoqueiros acelerando com os olhos atentos sob o capacete ao outro prédio. Dentre eles, encontrava-se Gabriel com seu macacão apropriado, na cor preto com o logotipo da empresa patrocinadora do evento, bem como seu companheiro já que cada equipe tem uma dupla, caso algum seja desclassificado ou ocorra algum acidente. E cada dupla veste um macacão de cor diferente, dentre eles preto, branco, vermelho, azul marinho e verde oliva com o logotipo do patrocinador, número da moto, algumas marcas de outros produtos e o nome em destaque do motoqueiro.
Os olhos castanhos tão claros que parecem até amarelos de Gabriel, com machas negras a lhe cair sob os mesmos, estão atentos não só na rampa que o levará de um prédio a outro como na loira de olhos verdes dentre a multidão a lhe sorrir; seu sorriso lhe enviando toda a força e fé que precisa. É por ela. É por Sofia.
-Competidores, ás suas marcas – anuncia a voz masculina vinda dos telões suspensos junto as passarelas, então fazse o acelerar estridente a cuspir fogo das motos – correr! -ordena, então a imagem dos telões foca nos motoqueiros acelerando em direção a rampa; dupla atrás de dupla a voar ao destino. O outro prédio.
Os motoqueiros derrapam e fazem manobras radicais e até perigosas no ar antes de aterrissar na outra rampa –dentre elas: soltar-se da moto, dar piruetas com ou sem a moto, trocar de moto com o parceiro – e ao chegar na rampa, usar um dos pés para derrapar, virar-se no conhecido zerinho e voltar a toda velocidade para a rampa.
A multidão está em êxtase, aplaude e ovaciona, e para muitos como Sofia, ficam boquiabertos e de olhos brilhantes. Junto ao solo de guitarra, os competidores, agora uma dupla por vez, sepreparam para fazer sua – como dizem - apresentação surpresa, com a respiração e o coração a servir de bateria para acompanhar a guitarra.
A primeira dupla se posiciona, sendo esta, Gabriel e seu parceiro chamado Jonas, estes que prometeram ao público na coletiva de imprensa antes da competição um espetáculo ousado, tão ousado que ninguém havia feito ainda. E para aumentar o suspense, não haviam contado nem para as suas namoradas e nem mesmo para os juízes e patrocinadores.
Sofia insistira e como, mas mesmo assim, Gabriel manteve-se calado. Então esta lhe avisara de que se ele morresse, ela o traria de volta só para poder matá-lo, claro, ambos riram , se beijaram e ele prometera voltar vivo e inteiro para ela.
A hora é chegada – competidores, acelerar! - nas telas Gabriel e Jonas entraram em foco, juntaram suas mãos e um auxiliar surgira, a pedido destes, para amarrar suas mãos com uma fita especial, caso houvesse a necessidade de se desamarrarem com facilidade.
Sim, isso mesmo, ambos tiveram suas mãos atadas uma a outra.
A multidão está em polvorosa e curiosa, bem como Sofia e a namorada de Jonas, uma ruiva de olhos verdes tão claros que até pareciam azuis, chamada Vicktória, estão lado a lado na arquibancada do térreo bem próximas aos juízes.
Toda a área de um prédio ao outro está iluminada por refletores azuis e verdes neon lançados do chão ao céu enquanto a bateria e guitarra retumbam ensurdecedoras.
-Vocês estão prontos?!
A multidão grita, as motos rugem fogo e os competidores pisam fundo quando todos gritam – corram!!!
No momento tudo pareceu rodar em câmera lenta, olhos arregalados, corações batendo alto, respirações aceleradas e o rugir nervoso das motos quando Gabriel e Jonas se entreolharam, e com uma das mãos já que a outra encontrava-se amarrada a do companheiro, aceleraram as motos em direção a rampa, e quando a rampa estava ali, ao alcance de seus pés, câmeras e olhos fixos neles, então...eles voaram.
Sofia sentiu o mundo tremer sob os seus pés quando Gabriel e Jonas voaram no ar com suas mãos amarradas, boquiaberta assim como Vicktória ao ver o que fizeram a seguir.
Gabriel e Jonas mal tiveram tempo para treinar aquela manobra, afinal Gabriel estivera tão envolvido com Sofia e tudo o que envolvia a vida dela e os acontecimentos em Lacrimal city, que só conseguira vir a Paris umas cinco ou seis vezes, mas se Deus permitisse tudo sairia bem.
Uma troca de olhares e um assentir bastou para que ambos se compreendessem, então ficaram de cócoras sob o banco de suas motos, mãos unidas firmemente enquanto seus olhos procuravam por suas namoradas, e quando as encontraram sentadas, lado a lado, com braços e mãos unidas. Então, chutaram a moto para a frente, fazendo com que todos esquecessem de respirar e/ou piscar para não perderem um milímetro de movimento, e deram um mortal sincronizado no ar e, com um impulso dos pés
desceram de encontro as motos que caiam em queda livre assim como eles sobre as mesmas, sorrindo vitoriosos e levando a plateia á loucura.
Sofia e Vicktória soltaram a respiração enfim, aliviadas e mesmo que não admitissem, orgulhosas daqueles dois doidos.
Os flashs das câmeras drones explodiram sobre eles e as duas garotas, Sofia e Vicktória que já estavam abraçadas a eles junto aos patrocinadores e juízes que os parabenizavam pelas manobras. As demais duplas se apresentaram, mas é claro, que a enorme taça de ouro em forma de um motoqueiro com adornos em joias preciosas, junto com uma medalha de ouro foram entregues a Gael
e Jonas juntamente com uma chuva de champanhe e papeis coloridos picados.
01.Clãs malditos
Lacrimal city Acampamento cigano 2067
Os irmãos Augusto Palacius Ankara e Leonel Palacius Ankara com 15 e 14 anos, respectivamente, e para alívio deles já passaram pela sua primeira transformação lupina aos 12 anos, e agora como todo bom macho, segundo opinião geral sejam estes humanos ou não, a única coisa que lhes interessava no momento eram as lobas do acampamento.
A Augusto, por direito de nascimento, já lhes é reservado e ensinado por seus pais o dever lupino , ou seja, o direito a ser o próximo Alfa do acampamento. Mas embora as lobas do local sejam lindas e charmosas e lutem por sua atenção, o destino já tratou de lhe reservar uma bela vampira de olhos negros chamada Soraia. Ambos os seus destinos entrelaçados pela espada de sangue dos lobos e vampiros.
Já a Leonel, no momento, seu único direito e dever é conquistar uma bela loba loira dos olhos de esmeralda que, por coincidência, se chama Esmeralda e chegara recentemente ao acampamento. Infelizmente, seu ego lupino já se encontra abalado, pois a loba em questão dedica seus olhares a seu irmão que finge – segundo ele - não se importar e não ter interesse algum nela, pois seu coração pertence a uma tal Soraia que nem loba é. Se isso é realmente verdade, por que ele está de conversa com a sua Esmeralda?
Leonel cerrou os dentes, abafando um rosnado ciumento ao ver Esmeralda desmanchar-se em sorrisos para com Augusto fingindo que dava um passo para trás a cada uma dela para frente, ao seu encontro.
Já havia algum tempo que Esmeralda lhe abordara para uma conversa sobre o acampamento e suas regras, embora ele duvidasse que o que ela queria mesmo era beijá-lodevido ao modo como ela vinha de encontro a seu corpo. Mas o pior é que Augusto já havia percebido que o irmão está a fim de Esmeralda, e no momento este está vindo cheio de fúria a seu encontro.
-Interrompo algo especial? - perguntou irônico ao fuzilar Augusto que conteve-se para não expor o alívio que sentira pelo irmão ter chegado, pois assim poderia deixá-lo á sós com Esmeralda que nem sequer olhou para Leonel.
-Claro que não - dissera - até porque nossa mãe pode estar precisando de ajuda – desculpou-se e saiu de fininho.
-Qual é o problema, Leonel? -ela estreitou os olhos, franziu o cenho e cruzou os braços brava - você não viu que eu estava conversando com o seu irmão?
Leonel humilhou-se e praticamente implorou ao dizer –converse comigo – mas Esmeralda apenas dera de ombros e fora até um grupo de garotas que conversavam.
Como Augusto pensara, Leonel o culpou pelo desdenhar de Esmeralda, e desde esse dia em diante os irmãos começaram a se evitar e se estranharem. Mas o estopim foi numa madrugada quando saíram para caçar animais na floresta, não que precisassem , mas por diversão e relaxamento.
Deveria ser mais ou menos 3:30 horas da manhã, chovia muito, mas o céu estava limpo de qualquer nuvem ou estrela, mas isso nunca foi empecilho para um lobo sair com sua matilha para se divertir fosse qual fosse a maneira de fazê-lo.
Augusto e Leonel já não se falavam,, e Sheila mãe dos rapazes sabia bem que o motivo tinha um nome: Esmeralda, e isso ela dissera a Leonel que a acusara de cúmplice e ajudante do irmão, após isso, sumira por horas.
Depois, de cabeça fria, voltara um pouco antes da caça e pedira desculpas a mãe que apenas pedira aos meninos que não deixassem que uma garota fosse o pivô da briga de dois irmãos.
Esmeralda já havia percebido que era o alvo da rixa entre os dois irmãos e estava adorando isso, pois sempre gostara de ser o centro das atenções em disputas entre irmãos, ainda mais se estes fossem filhos do Alfa. E de propósito, resolvera pôr mais lenha na fogueira...
Lobos e lobas estavam reunidos á entrada do acampamento, Augusto até estava ao lado do irmão, mas não trocavam uma palavra ou olhar, e tudo piorou com a chegada de Esmeralda a eles.
-Olá, rapazes? - cumprimentou-os com sua voz melosa e provocativa, cheia de sorrisos a Leonel que lhe deu um largo e satisfeito sorriso paradiminuir a atenção para com Augusto, mas este nem a olhara direito.
Esmeralda não gostou nenhum pouco do modo como Augusto lhe cumprimentou, mas iria dar o troco. E seria agora.
-Augusto, será que eu posso caçar com você?
Leonel cerrou os punhos, trincou os dentes e sentiu seu olhar de fogo ferver junto ao seu sangue, e com muito esforço controlou-se.
-Me desculpa, Esmeralda – ela estreitou os olhos; Leonel ficou atento – mas é melhor não.
-E por que não?! - esbravejou com raiva, o que chamou a atenção de todos, inclusive e, principalmente, o de Sheila que estava a caminho.
Augusto não gostava de mentiras, fosse ele a contar ou lhe contarem, mas para a sua paz de espirito e alívio do irmão, foi melhor fazê-lo.
-Esmeralda, eu costumo ser muito agressivo em minhas caçadas - Leonel o olhou intrigado e curioso, afinal já caçara com o irmão diversas vezes, e se tinha uma coisa que o irmão não sabia ser era agressivo - então eu evito companhias, principalmente, femininas.
Esmeralda assentiu então.
-Está bem- o alívio o inundou por dentro – mas eu irei te observar para constatar a agressividade – e passara a ponta da língua pelos lábios de forma sensual ao se afastar.
Augusto olhou para a mãe que lhe assentiu em concordância e apoio a sua atitude,afinal ela mais do que ninguém ensinara os filhos a jamais mentir ou apoiar mentiras, mas há sempre ocasiões. No momento a ocasião se chamava Esmeralda.
A mãe era uma prostituta, não por escolha, mas por vir-se obrigada já que fora atacada por um lobisomem, e seus pais por desconhecerem as origens da ‘doença’ que ela começou a manifestar, a expulsaram de casa.
Sozinha, encontrara abrigo em uma casa de strippers, e por conta própria aprendera a se controlar de sua ‘doença’, e foi lá mesmo que Esmeralda nascera e crescera até a mãe ser assassinada pelo mesmo lobisomem que a violentara, e sua filha só não fora morta porque antes a mãe a mandara fugir para a floresta onde encontrara Magnus que a salvara.
Magnus matara o tal lobisomem que perseguira a menina, e depois a levara consigo para o acampamento onde aprendera a
controlar sua loba interna.
A hora da caçada chegou e com a benção da lua cheia e do casal Alfa, Magnus e Sheila, seus filhos, sendo todos os lobos, partiram para a floresta. E como prometido, Esmeralda e mais quatro lobas seguiram Augusto, e com isso, Leonel as seguira, e o que aconteceria a seguir seria a primeira troca de patadas e mordidas violentas por uma loba entre os irmãos Ankara.
Augusto havia conseguido despistar Esmeralda e as outras lobas, ou assim pensara ao entrar nas partes mais densas e escuras da floresta já que sendo um lobo negro com capacidade de mascarar seu cheiro com maestria assim como o irmão.
Pata por pata e com olhos em fogo, o lobo negro aproximou-se de um pequeno lago, abaixou-se e bebericou da água banhada pelos fechos de prata da lua, quando suas orelhas captaram o movimento de algo a aproximar-se, mas fingiu não notar e esperou...
O lobo negro ainda bebia água, mas seus olhos já estavam a postos aos passos contidos ás suas costas, então...
Leonel quase perdera o cheiro do irmão, quase, mas não seria o filho do Alfa Drakus se isso tivesse acontecido, pois assim como Augusto, ambos eram bons na arte do silêncio, principalmente por serem filhos do Alfa Magnus. E agora, o lobo com pelagem de leão vinha correndo, sendo banhado pela luz da lua por entre as árvores no rastro do irmão e de Esmeralda e...
Um lobo de pelos cinzas com manchas variando entre o cinza escuro e o claro saltou sobre o lobo negro que no último instante conseguiu se esquivar, e quando o outro tentou pular sobre este novamente, o mesmo saltou sobre ele e o prensou no chão, mas não contava com uma coisa.
-Você ficou louca, garota?!
Esmeralda transformou-se e riu ao ver o lobo negro já transformado, só de calça jeans surrada, sob seu corpo de short e top justos.
-Eu podia ter te matado – resmungou saindo de cima do seu corpo, enquanto ela ria descaradamente.
-Respondendo a sua pergunta – ergueu-se nos cotovelos – eu sou louca sim. Louca de amor por você - admitiu levantando-se e indo em direção a Augusto com a clara intenção de beijá-lo.
Leonel não podia acreditar que depois de tudo o que falara para o irmão sobre seu amor por Esmeralda, este agora estava em cima dela á beira do lago.
Augusto levou as mãos nos ombros de Esmeralda para afastá-la, mas esta pegou-lhe as mãos e as pôs em sua cintura, mas Augusto foi rápido em tirá-las dali.
-Vai embora, Esmeralda – pediu.
Esmeralda meneou a cabeça em negativa.
Num momento de descuido do lobo, a boca de Esmeralda chegara perigosamente perto da sua, e só não a alcançara porque Leonel surgira do nada e lançou Augusto para trás e Esmeralda para dentro do lago, respingando água para todos os lados.
-Eu te disse para ficar longe dela – rosnou Leonel que embora estivesse na forma humana agora, seus olhos
flamejando ao apontar o dedo para o irmão que levantouse do chão rosnando, mas ainda assim sem a intenção de atacar o irmão.
-E por que você não diz para ela ficar longe de mim –rebateu ao apontar para Esmeralda que já havia saído da água, furiosa, e respondeu por ele:
-Porque ele não manda em mim!
-Então você não vai se afastar do meu irmão?
Esmeralda cruzou os braços em frente ao peito e lhe deu um sonoro não.
-Sendo assim – encarou o irmão e conforme transformava-se por completo – eu irei afastá-la de você -e atacou Augusto que viu-se obrigado, ainda que sem querer, e se defender da fúria do irmão.
Os dois irmãos atacaram-se ferozmente, o que encheu os olhos e o ego de Esmeralda de furor ao ver dois irmãos, filhos do grande Alfa Magnus brigando por ela.
Sheila estava com o coração apertado, e ela sabia se tratar de algo com seus filhos. Algo estava acontecendo com ou entre eles e o motivo só podia ser Esmeralda.
Cambaleante e com a mão no peito, saíra da tenda e fora atrás de seu marido que não participara da caça como os demais velhos, dizendo-lhes que esta era a noite dos jovens.
Magnus estava sentado sobre uma rocha, conversando com outros lobos, mas quando vira sua mulher vir em sua direção cambaleante, este não pensara duas vezes em ir até ela.
-Sheila, meu amor, o que houve? - perguntou ao segurar seu queixo e encarar seus olhos.
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