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Belle
Acordei com o som da campainha tocando lá fora, sinalizando que é hora de eu começar meu dia. Eu rapidamente saio da cama, me visto e faço minha rotina matinal de higiene. Paro um instante diante do pequeno espelho pendurado na parede e respiro fundo. Lembro a mim mesma que hoje será como qualquer outro dia, faço o que preciso fazer e tento não chamar a atenção.
Dirijo-me ao Hararium para a missa. Padre Jorell foi muito gentil e sempre apresentou seus sermões com entusiasmo e graça. No entanto, Mãe Dalila era muito severa, muitas vezes usando palavras duras e punições - se necessário - para fazer valer sua vontade. Quando a missa terminou, senti uma pressão imensa, pois sabia que ela estava me observando atentamente.
Saí do Hararium com uma sensação de alívio ao pensar em quanto tempo mais eu poderia suportar esse estilo de vida.
Eu amo as crianças aqui com todo o meu coração e sinto que ser freira é realmente minha vocação.
Elas são tão inocentes e vulneráveis, e eu sinto que é minha responsabilidade cuidar delas da melhor maneira possível.
Eu passo a maior parte do meu tempo brincando, ensinando e cuidando das crianças. Adoro ver seus sorrisos e ouvir suas risadas, e sinto uma enorme satisfação ao ajudá-las a crescer e se desenvolver.
Às vezes, as crianças podem ser difíceis ou desafiadoras, mas eu nunca desisto delas. Eu acredito que cada uma delas tem um potencial incrível e quero ajudá-las a realizá-lo.
Além disso, sinto que ser freira é minha verdadeira vocação. Desde que me juntei à ordem religiosa, senti uma profunda paz e alegria interior. Sinto que estou cumprindo o propósito para o qual fui criada e que estou fazendo a diferença na vida dessas crianças.
Embora haja dias em que as tarefas podem ser cansativas ou difíceis, eu nunca perco a motivação ou a paixão pelo que faço. Ser freira e cuidar dessas crianças é o que me faz sentir realizada e feliz.
Ser órfão é uma das coisas mais difíceis que já passei na vida. Não saber nada sobre meus pais é uma dor constante que me acompanha todos os dias. Sinto falta de ter alguém que me guie e me ajude a tomar decisões importantes na vida. Acho que nunca vou superar o fato de não ter uma família para chamar de minha.
O anel que tenho é a única lembrança que tenho dos meus pais e é muito especial para mim. Eu o guardo com muito cuidado e sempre o uso como uma forma de me sentir conectada a eles. Às vezes me pego olhando para ele por horas, imaginando como eram meus pais, o que eles gostavam de fazer, como me olhavam quando eu era bebê.
Ser órfão é uma experiência solitária e dolorosa, mas tento encontrar conforto nas coisas que me cercam. Tento me concentrar nos amigos que fiz e na minha própria força interior para seguir em frente. Mesmo assim, a saudade dos meus pais e a sensação de não pertencer a nenhum lugar é algo que nunca vai embora completamente.
Embora eu goste e viva desde sempre aqui, é muito difícil lidar com o tratamento cruel e desumano que recebo da Madre todos os dias. Ela é implacável em suas críticas e punições, sempre encontrando algum motivo para me repreender ou me humilhar. É como se eu nunca pudesse fazer nada certo aos seus olhos, e isso me faz sentir pequena e sem valor.
No entanto, ter a Irmã Lurdez por perto faz uma grande diferença em minha vida. Ela é gentil, atenciosa e sempre está disposta a me ouvir e me confortar. Quando estou me sentindo muito mal com as palavras duras da Madre, posso contar com a Irmã Lurdez para me acolher e me lembrar que eu não sou uma pessoa má, mesmo que a Madre tente me convencer do contrário.
A Irmã Lurdez é um verdadeiro anjo na minha vida, e sua presença me dá a força para continuar enfrentando os desafios do dia a dia. Eu sou muito grata por tê-la como minha amiga e confidente, e espero poder retribuir sua bondade de alguma forma no futuro.
Quando bate o meu horário, vejo que Lucinha, uma das meninas do orfanato, está cabisbaixa na hora do intervalo.
- Oi, querida! Como você está se sentindo hoje?
- Oi, Belle! Estou me sentindo um pouco triste hoje.
- Ah, sinto muito em ouvir isso. O que está te deixando triste?
- Eu sinto falta da minha mãe. Ela foi embora há muito tempo e nunca mais voltou.
- Eu entendo como você se sente. É difícil quando as pessoas que amamos se vão. Mas lembre-se de que você tem muitas pessoas aqui no orfanato que te amam e cuidam de você. E, mesmo que sua mãe não esteja aqui fisicamente, ela ainda te ama muito.
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