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Por três anos, entreguei minha alma a Caio, perdoando-o 99 vezes. Eu era uma estudante de artes batalhadora, pagando por nossos sonhos compartilhados e cuidando de seu frágil coração.
Mas na centésima vez, ele deixou sua amante cruel, Alessandra, tentar me matar em uma velha casa de barcos. Ele chamou de "acidente", seus olhos já escolhendo sua ambição em vez da minha vida.
Acordei no hospital para ouvi-lo me chamar de "degrau descartável" e anunciar seu noivado com a mulher que tinha acabado de tentar me assassinar. O médico então confirmou o pior: a traição dele me custou nosso filho que ainda não tinha nascido.
Eu tinha sido uma tola, uma vítima no jogo doentio deles. Mas enquanto eu estava ali, quebrada e sangrando, percebi algo. Eles achavam que eu era uma pobre artista órfã.
Eles não tinham ideia de que eu era Beatriz Macedo, a única herdeira de uma corporação global. E eu estava finalmente pronta para voltar para casa e fazê-los pagar.
Capítulo 1
Ponto de Vista de Beatriz:
Três anos com Caio, 99 vezes eu o perdoei, mas a centésima vez quase me matou. Eu tinha investido cada grama do meu ser em nossa vida, uma estudante de artes esforçada financiando nossos sonhos em comum, acreditando em um futuro com o homem que eu amava. Ele tinha um problema no coração, um órgão frágil que jurei proteger com o meu próprio. Ou assim eu acreditava.
Alessandra Guerra era uma sombra que sempre pairava, um sussurro venenoso nos cantos da minha vida. Sua crueldade não era sutil; era um estrangulamento lento e deliberado. Ela arranhou meu carro, jogou tinta nas minhas telas e, uma vez, até sabotou meu fogão, causando um pequeno incêndio. Caio sempre tinha uma desculpa, um suspiro cansado sobre o "ciúme infantil" dela, um apelo para que eu "entendesse sua insegurança". Ele afagava meu cabelo, seus olhos cheios daquela ternura ensaiada, e eu sempre, estupidamente, acreditava nele.
A primeira vez que Alessandra colocou as mãos em mim foi na abertura de uma galeria em Ipanema. Ela me encurralou, suas unhas de grife cravando no meu braço.
"Fique longe do Caio", ela sibilou, seu hálito quente e rançoso de champanhe.
Ela torceu, e eu senti um rasgo agudo, minha manga se partindo, deixando um arranhão vermelho e vivo na minha pele. Caio me encontrou escondida no banheiro, lágrimas embaçando minha visão.
Ele estalou a língua.
"Alessandra pode ser tão dramática, não é? Só um arranhãozinho, meu bem."
Ele limpou o local com uma toalha de papel úmida, seu toque já parecendo distante. Minha raiva explodiu, mas ele apenas sussurrou sobre o "estado frágil" dela, como ela "não fez por mal". Ele disse que eu estava sendo "sensível demais".
Depois veio o "acidente" no Parque Lage. Alessandra me "confundiu" com outra pessoa, empurrando-me por uma pequena colina, alegando que pensou que eu era uma ladra. Aterrissei com força, meu tornozelo torcendo, um estalo doentio ecoando em meus ouvidos. A dor me atravessou, quente e cegante. Caio chegou, seu rosto uma máscara de preocupação que não alcançava seus olhos.
"Ah, Bia, você é sempre tão desastrada", ele suspirou, ajudando-me a levantar. "Alessandra só estava brincando. Você sabe como ela é cheia de vida."
Ele passou o braço ao meu redor, mas seu aperto era frouxo, quase superficial. Ele disse que eu estava exagerando, que Alessandra via aquilo como um "jogo".
Os "jogos" escalaram. Um carro em alta velocidade que desviou a centímetros de mim enquanto eu atravessava a rua. Eu gritei, meu coração martelando contra minhas costelas. Caio, que estava comigo, me puxou para trás bem a tempo.
"Cuidado!", ele repreendeu, sua voz tingida de irritação. "Você realmente precisa prestar atenção por onde anda."
Ele olhou para o carro que se afastava, depois de volta para mim.
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