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MEU CUNHADO

Capítulo 4 04

Palavras: 4997    |    Lançado em: 05/10/2021

m estúpido. Podem

epe

o q

ver mais

alv

eu corpo e arrepiando-me os pelos da nuca. Que risada gostosa e contagiante, pensei. Não apenas a risada,

demais. Até eu puxá-la com um pouco mais

o o que você tem é isso?– comecei a

mente a c

nio estava contido na voz, e nos olhos. Quase não me importei com o que ele falava. Ele podia recitar uma passagem em latim d

va semi-interessada em alguém. Eu não era boa com garotos, não no sentido de se relacionar com algo além de um ou doi

ele me tirou do

O

– disse, ap

o sei n

le disse, ri

ar parece me

lábio entre os dentes e provavelmente o riso

... Ele é assu

pelas histórias. Pela convivência. Por todo seu esplendor. E por toda a intimidade que possuíamos. Eu cresci com o cheiro salgado do mar no meu nariz. Era e sempre fora a minha vida, vê-lo de longe, seu vento dobrando-me as páginas de um livro desde os 9 anos. E não importa se era aqui no Rio ou do outro lado do mundo. O mar nunca seria

ado. – seu rosto distend

eria te

assar vergonha com uma garota de bo

hece. Não sabe do

veria falar com você. – Fiz uma cara de assustada, co

amentos confusos. Pude ver alguns garotos jogando vôlei em um canto. Seus olhares convergiram na minha direção. Um deles, mais corajoso me lançou um alto, sonoro e animado 'hey', brindando-me com um sorriso gigantesco. Ignorei-o e seus amigos soltaram risadinhas. Voltei para minha cadeira... Onde o tal de Igor ainda estava sentado, observando meus movimentos. Dobrei a minha

alcançou em passos largos. A prancha pendurada no braço, perguntei se ela não seria pesa

erdade

sexy, pode crer. – Me vire

u. Mas era engraçado testá-lo. Vi que quando eu disse isso ele deu

ei parada. Sem saber o que fazer. Só conseguia pensar que ele estava perto... Demais. Esperei que ele me beijasse. Eu havia quase esqu

sempre cump

as pessoas v

irei sua mão da base do me

ê ach

sei d

rga. – É o que dizem. Eu quis dizer, m

dando alguns passos para trás. Na defen

e gosta de Mc Lanche Feliz.

i os braços de

e uma mulher ficam uns 4 andares acima. Sua cama deve ser meio

você sa

do lado do meu. Você fic

também? – arregalei os o

fazendo reser

so fazia m

quiaberta enquanto ele se afastava. Completamente confusa e raivosa, por ele ter dito meu nome em voz alta. Meio assustada, mas surpresa. Se era de um jeito bom ou ruim... Não consegui me decidir. Ele olhou para trás uma v

, pois acreditava que isso a ajudaria a encontrar um bom marido e realizar a única coisa que ela realmente queria ser, dona de casa. Não que isso fosse ruim, mas o fato dela ter procurado um cara casado pra construir a própria família destruindo outra fazia com qu

tava? – ela di

minhas cadeiras e minha sac

está te

é lá. O bar que meu pai estava era o da área fechada, não o outro que dava de frente para o mar. Ele tomava um suco provavelmente com tônica, debruçado no balcão, enquant

um pouco. – Se div

Ar

io desconfortável por alguns segundos.

ão fala logo o

algo que me aborreceria. – Queria saber se você se importaria se

vocês

, não sorri de volta dessa vez. – Você te

ficar sozinha.

a amiga pra vir com você, a

nha mãe e meu pai sabia disso. Ele se importava por eu não passar tanto tempo com ela, mas eu não ligava tanto assi

Vou trazer algo

de carinho raro. Acabei ficando sem graça e procurei escapar. –

a da comida do hotel. – ele me esticou algumas notas, que eu aper

rmanente. Só isso explicava os cabelos tão ruivos e lisos. Enfim, ele era alto, tinha 22 anos e era quase tão insuportável quanto a irmã. Possu

rigada. E

ir por aí a

? Sou bem grandinha já

o confusa e mexida pelo encontro da praia girando a maçaneta. O quarto estava bem organizado, uma coisa bem rara para uma garota desorganizada como eu. Então para mudar um pouco, joguei as sacola

staria na praia, curtindo as últimas ondas, já que começava a escurecer. Olhando mais uma vez a varanda, tive a certeza que não me livraria tão fácil dele. Em outros tempos, eu esqueceria aquele episódio. Ele meio que me recusar

íntimo. Não tinha amigos de infância, não tinha uma melhor amiga ou melhor amigo. E isso meio que fazia falta... Suspirei,

u tremia de leve enquanto cantava alguma música que possuía muitos gritos e screamos. Enrolada na toalha felpuda e branca do hotel, fui até a minha mala, que eu não desfizera, e com preguiça de vasculhar algo para vestir, pegu

deixando vermelha. Ele era bonito; estatura mediana, meio magro, com dois enormes olhos azuis. Feito bolinhas de gude. Sem graça com o contato visual ininterrupto, desviei olhar. Quando a porta do elevador se abriu, eu saí dele rapi

azer, resolvi dar uma volta. Caminhei pela rua, próxima a praia, andando devagar. Minhas sandálias fazendo um barulho conhecido aos

r logo alguém. Não me atrevi a olhar para trás, mas comecei a sentir uma espécie pânico crescente. Me controlei para não correr, até que senti os passos ainda mais rápidos, meu perseguidor estava a poucos p

meu coração socar entre minhas costelas, apertando os braços e controlando o susto, a mão no coração. Depois come

esfregando o braço onde eu tinha

ara foi

Porque eu iria te matar!– O que foi que eu acabei de dizer mesmo? Que droga sem sentido... Ma

ta de pânico, bizarra e engraçada, seus traços se contorcendo numa falsa imitação de medo

a andar na minha frente, ainda soltando risadinhas. Mald

stava te s

mag

otel sozinha e vim perguntar se você g

não quero companhia

ou com o cotovelo e

de ser chut

e atrai. – ele começou a andar a mi

desiste f

notavam, sorrindo. Os casais se dispersavam entre a rua em que havia uns 5 restaurantes/l

mos comer!

Don

ma loja de fast food. Segurando minha mão. Lá estávamos, mai

s estavam em uma desordem casual, a pele dele ligeiramente bronzeada exalava um cheiro de perfume masculino forte e m

ra clara em sua voz. – Não foi planejado. Eu não planejei. A não

tão engra

que estejamos

ir, colocando uma batatinha na boca, mastigando lentamente. Então ele parou, concentr

que

rosto com o queixo. Constrangida passei a m

ag

ão pela minha bochecha, fazendo o contorno do meu lábio inferior. Senti o rosto que

– voltei a comer,

uia deixar de achá-lo atraente com isso. Ele era bonito, mas ele era mais perigoso do que só bonito. Ele era divertido e até seu jeito irritante era atraente. Ele parecia meio que irresistível. O jeito de falar, andar, agir, sorrir, olhar... Era... Meio que apelativo para mim. Não de uma forma ruim. E o pior

fazendo estremecer. A voz passou pelos meus ouvidos e

ue soubess

tentar imp

ão está mais tenta

ocê não parece ser do tipo de

ebi o refrigerante, queren

obre você? – Percebi que

os e férias. Moro com meu pai há uns 3 anos, desde que eles se separaram. Ele vai passar dois meses aqui, por conta de trabalho, enquanto

guntar, sobre minhas irmãs, minha vida infeliz co

Ar

e bicicleta direito. – ri bai

é fácil.

pra qu

tornozelo por

Co

ão, ou seria mania? De fazer

, que você achou que fosse psicopata

.. – ele

. Minha vida não é tão emocionante. Mas eu já que

E o máximo que aconteceu comigo foi ficar com um arra

cair da escada de andador? Não

ída e eu era discreta. Foi

disso? – ele parecia se divertir com a

criança... – ele riu de novo. Apo

o mesmo hotel e tal. Vamos passar dois meses fazendo trabalho voluntário no planetário perto daqui. Conhece? – acenei positivamente me lembrando

emocionante e dramá

. Que vida

nte, bom

ler, eu até gosto. Mas p

ser folgado,

essoas leem pra mim, parece que elas interpre

acho voc

or

as de praias alheias, persegue e

xplicar. – Não persigo ninguém. Você foi uma exceção e eu nem estava te seguindo. Eu es

stava me

de novo? Tenho que anotar no meu caderni

rninho é uma m

enqu

muito e

osta de me chamar de estranho; estú

o que engasgando com o refrigerante. Depois

a vai me ma

horas de convívio. Acho que i

Quem é est

m meio a risadas. Ele suspirou fundo, rasgando

r ir

erou e me deixou passar na frente. Lá fora bateu um ventinho go

cas coisas que ainda verei você

ue tínhamos vindo, vazia e escura. So que agora eu não me sentia assustada ou desconfiada. Me sentia... se

que te xinguem d

so. Eu disse que

complex

desistência...

e quando se qu

esta falando comigo p

ó um comentário. – ele ergueu os b

ido se o efeito da coca c

e ef

pre não! – acabei rindo, empurrando-o de le

sconfiada. E percebi que ele estava perto demais, os nossos braços p

hamava atenção ao longe. Olhei de esguelha para Igor, ele olhava o céu. A luz da lua batia diretamente em seu rosto bronzeado. Segui seu olhar, olhando as

ainda segurando meu braç

– mur

cola também inclu

preciso da coc

é mesmo audíveis. Me perguntei se ele conseguia sentir as batidas no meu coração pelo meu pulso. E pelo sorrisinho estúpido dele julguei que sim, mas mesmo envergonhada não puxe

r subir? Está

onde i

Senhori

bem tranquila, até cair no sono. Assistir algum filme que passasse na TV a cabo. Ou sair com ele. A presença d

, e ele me olhou meio que sugestivamente. Eu sabia que devia dizer

le pegou meu pulso novamente

alços, sentindo a areia acariciá-los de forma agradável. Nossos tênis estavam presos em nossas mãos e às vezes Igor sacudia o dele enquanto gesticulava e falavam, de forma engraçada. E vermelha de tanto rir eu acabava esbarrando nele e ele em mim, o toque dele, mesmo que por pequenos instantes, me ar

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MEU CUNHADO
MEU CUNHADO
“Malu era só uma garota. Uma garota que há alguns meses teve seu coração partido e isola-se no seu próprio mundo apenas por comodidade, e também por causa de uma coisa que ela não admite: Passou a ter medo das pessoas. Medo do que elas são capazes de fazer, do quanto podem magoar. Mas tudo muda quando sua irmã surge com o novo namorado em casa, um namorado que pelo que ela dizia, seria diferente, daria certo. Ao se deparar com seu novo cunhadinho, Malu vê suas dores serem desenterradas, e acaba resgatando mais do que dores, mas também momentos e sentimentos há muito tempo adormecidos. E Igor, seu cunhado, vê agora uma oportunidade de fazer dar certo, só que de forma errada. Será que os dois serão capazes de criar um laço de, apenas, amizade?”