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Seu filho secreto, minha fortuna roubada

Seu filho secreto, minha fortuna roubada

Nunca imaginei que toparia com aquele documento. Aiden estava fora e, enquanto eu vasculhava o cofre em busca dos brincos antigos da minha mãe - que ele sempre insistia em manter ali para "garantir a segurança" - meus dedos bateram em algo inesperado: uma pasta volumosa, estranha, que claramente não me pertencia. A curiosidade falou mais alto e a puxei para fora. Ao ler a etiqueta "Fundo da Família Herrera", meu coração disparou e a abri sem pensar. O texto jurídico era enrolado, cheio de cláusulas, mas os nomes estavam claros demais para se confundir. Meu próprio nome, Charlotte Knox, estava lá, mas não onde deveria. O verdadeiro beneficiário da fortuna gigantesca de Aiden era outro: um garotinho de cinco anos chamado Leo Herrera. E, como se não bastasse, o tutor legal listado como beneficiário secundário era ninguém menos que Haven Herrera - a cunhada que tinha ajudado a me salvar. Minha mente girava, recusando-se a acreditar. Liguei trêmula para o advogado da família e pedi que confirmasse. Uma hora depois, a resposta foi a lâmina final: era legítimo, blindado contra qualquer contestação, e estava valendo havia cinco anos. O celular escorregou da minha mão, e um frio sufocante se espalhou pelo meu corpo. Foram sete anos, sete anos em que me vi presa na tarefa de justificar a insanidade de Aiden. Aiden Herrera - um prodígio da tecnologia, magnata que ergueu sozinho sua própria fortuna e, ao mesmo tempo, meu marido. Mas também era um homem cuja mente se deteriorava pouco a pouco, corroída por uma doença. Os médicos chamavam de Transtorno Explosivo Intermitente. TEI.
Casando com o Pai Poderoso do meu Noivo Fugitivo

Casando com o Pai Poderoso do meu Noivo Fugitivo

No dia do meu casamento, enquanto eu encarava meu reflexo num vestido que valia uma década de salários, meu celular vibrou. Era uma notificação do Instagram. Jandir, meu noivo, acabara de postar uma foto no aeroporto de Paris com a legenda: "Foda-se as correntes. Buscando a liberdade." Ele não estava atrasado. Ele tinha fugido, deixando-me para enfrentar quinhentos convidados da elite e uma fusão bilionária que dependia daquele "sim". Meu pai não se importou com minha humilhação. Ele invadiu o quarto em pânico, pronto para me vender para Péricles, o primo asqueroso e bêbado de Jandir, apenas para salvar o acordo financeiro. Naquele momento, matei a garota romântica dentro de mim. Se eu tivesse que ser vendida, seria para o dono do dinheiro, não para as sobras. Levantei a cabeça, enxuguei as lágrimas que nem chegaram a cair e marchei até a sala VIP onde Fausto Holanda, o pai do noivo e o homem mais temido do mercado, aguardava. Invadi a sala, tranquei a porta e joguei o iPad na mesa dele. "Jandir fugiu," informei, vendo o cálculo frio em seus olhos cinzentos. "As ações vão despencar amanhã." Ele não se abalou. Mas eu tinha uma solução. "Case comigo," propus, sustentando o olhar dele. "Eu salvo a fusão, limpo a bagunça do seu filho e garanto que ninguém tente te usurpar." Fausto sorriu, um sorriso de predador. Meia hora depois, o mundo entrou em choque quando entrei no altar de braços dados com meu ex-sogro. Agora, sentada na cadeira da matriarca, atendi o telefonema de Jandir chorando porque seus cartões foram recusados em Paris. "O cartão está cancelado, Jandir," eu disse com prazer. "E não me chame de Estela. Nesta casa, hierarquia é tudo. Agora, eu sou sua superior."