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A Facada e o Ventre: A Luta de Uma Mãe

A Facada e o Ventre: A Luta de Uma Mãe

Eu estava na esquadra da polícia, grávida de sete meses, a dar o meu depoimento. O meu marido, Pedro, estava do outro lado da sala, a consolar a sua irmã Sofia. A mesma Sofia que acabara de tentar esfaquear-me com uma faca, no meu próprio estômago. Ele nem sequer me olhou, enquanto a minha barriga proeminente o lembrava da sua paternidade iminente. "Ela não teve a intenção!", vociferou Pedro, defendendo a agressora. A sua mãe chegou, chamando-me de "monstro", enquanto a minha sogra me lançava um olhar cheio de ódio. Eu era a vítima, mas aos olhos deles, a agressora. Senti o sangue ferver de injustiça quando o Pedro, o pai do meu filho, congelou as minhas contas e cancelou os meus cartões, espalhando mentiras sobre mim. Eles foram ainda mais longe, exigindo a custódia total do meu bebé ainda por nascer, em troca de uma quantia ridícula de dinheiro. Queriam COMPRAR o meu filho! Não era só o meu casamento que estava em ruínas, era a minha dignidade, a minha sanidade e a segurança do meu filho. Como poderiam ser tão cruéis? Como poderiam tentar roubar-me o meu próprio bebé, depois de me terem quase matado? Mas eu não ia ceder. Não podia deixar que me levassem o que de mais precioso tinha. Eu não era um acessório, nem um útero descartável. "Diz-lhes que podem ir para o inferno", disse ao meu advogado. Esta era uma guerra. E eu lutaria com tudo o que tinha pelo meu filho.
Minha Vida Sem Você, Pedro

Minha Vida Sem Você, Pedro

A dor da cirurgia era excruciante, mas a do coração era ainda pior. Eram 3 da manhã quando recebi alta do bloco operatório, depois de doar um rim à minha irmã. Desabei na cama do hospital, exausta, e tentei ligar ao meu marido, Pedro. Ele não atendeu. Mas ouvi a sua voz, irritada e ofegante, quando finalmente me ligou de volta, reclamando por eu o estar a incomodar com "tão pouco" . Foi quando a minha prima, Sofia, e o meu tio, Tiago, entraram na conversa. Sofia falava do incêndio no centro da cidade, do seu gato, Miau, e não parava de agradecer ao Pedro por os ter "salvado" . O Pedro, o meu marido, esteve a resgatar a Sofia e o gato dela em vez de apoiar a minha cirurgia? A minha doação de rim não era tão importante quanto um incêndio no lado oposto da cidade? Fria e magoada, pedi o divórcio. Ele riu-se, acusou-me de drama e desligou na minha cara. Depois bloqueou-me. Ainda a recuperar de uma grande cirurgia, fui deixada sozinha, sentindo-me traída pelo homem que devia amar-me. Como é que ele pôde? Será que a família ia continuar a defendê-lo? Como podia ele preferir uma prima distante e um gato, à sua própria esposa que acabara de sacrificar parte de si para salvar a irmã dele? E por que raio o meu tio o defendia? Não ia chorar. Esta dor não era só física, era um grito de guerra. Era hora de virar a mesa e fazê-lo pagar caro por cada mentira.
Pela Minha Filha, Contra o Mundo

Pela Minha Filha, Contra o Mundo

Acordei no hospital com o cheiro de desinfetante, o meu corpo pesado e a única preocupação na minha mente era a minha filha, Ana. Léo, o meu marido, estava ao meu lado, tentando esconder a verdade sobre o acidente de carro que quase nos matou, a mim e à nossa filha. Mas o choque veio da voz trémula da minha melhor amiga, Sofia: a pessoa que nos atingiu era Inês, a ex-namorada de Léo, alcoolizada. Olhei para Léo, que ainda defendia Inês, revelando que a "consolava" em segredo. A traição cortou mais fundo do que qualquer ferimento físico. Mas o pior estava por vir. A minha sogra, Dona Elvira, entrou no quarto, não para me apoiar, mas para me atacar, cega pela lealdade a um filho que a protegia e à ex-namorada. Ela chamou-me de dramática, de ingrata, disse que Inês "só cometeu um erro" e que eu devia ter orgulho em Léo por ser "leal" à sua amiga. O meu mundo desabou não pelo acidente, mas pela frieza das pessoas que eu mais amava. Como puderam eles defender uma mulher que pôs a vida da nossa filha em perigo, enquanto eu estava a sangrar no hospital? O meu coração não sangrava apenas pela dor das minhas costelas, mas pela traição que gelava a minha alma. Ninguém me perguntava como eu estava, apenas como eu podia ser tão "escandalosa". Foi então que soube que não havia mais "nós". O divórcio seria apenas o começo. Eu não ia apenas sobreviver – eu ia lutar. Lutar pela minha filha, pela minha dignidade e para provar que a minha força não dependia deles. Eles não só me perderam, como iriam perder tudo.
O Preço da Negligência: A Vingança de Eva

O Preço da Negligência: A Vingança de Eva

O médico disse que o meu filho não resistiu, e o mundo parou. Eu tinha acabado de perder o meu bebé num acidente, e o meu marido, Pedro, estava mais preocupado em acudir a irmã dele, a Ana, que também estava grávida. A voz dele ao telefone, fria e irritada, disse que a Ana tinha caído das escadas. A minha sogra explodiu: "O teu filho... o teu filho morreu! E tu nem sequer apareces?" Ele respondeu: "A Ana está grávida! O que querias que eu fizesse? Deixá-la aqui a sangrar até perder o bebé dela?" Perdi o meu filho e ele nem uma palavra para mim. O nosso casamento, construído com tanto esforço, o bebé que tanto lutámos para ter, não valia nada comparado com o da irmã. Depois, ele trocou as fechaduras do nosso apartamento. Os meus pertences, encaixotados como lixo, foram a sua despedida, acompanhada de um bilhete: "Preciso de seguir em frente. A Ana e o bebé precisam de mim." Ele chamou-me "dramática" por querer justiça. A minha sogra e o meu sogro, cúmplices da sua negligência, ainda me acusavam de "destruir a família". A audácia da Ana, a agradecer-me por ser "madura" e aceitar um divórcio amigável, enquanto ele tentava esconder o dinheiro do nosso casamento, foi o meu limite. Naquele momento, deitada na cama do hotel, percebi. Eles pensaram que eu estava quebrada, mas eu estava apenas a juntar os pedaços para uma coisa nova. Peguei no telefone e liguei ao meu advogado: "Mudei de ideias. Eu quero tudo a que tenho direito. Cada cêntimo. E vemo-nos no tribunal."
O Outro Lado da Certidão

O Outro Lado da Certidão

Há cinco anos, pensei ter encontrado o amor da minha vida. Isabela. Vivíamos juntos, numa bolha de felicidade que parecia perfeita. Até que perdi a minha carteira. E fui ao cartório pedir uma segunda via da nossa certidão de casamento. Foi então que o mundo desabou. Não havia registo do nosso casamento. Em vez disso, a funcionária revelou uma verdade chocante: Isabela já era casada. Há sete anos. Com um homem chamado Ricardo. Sete anos. Isso significava que ela já estava casada antes de sequer nos conhecermos. Toda a nossa vida juntos, cada "eu te amo", cada promessa de futuro... era uma farsa. Eu não era o marido; era o "outro". O pânico transformou-se em náusea quando descobri o quão profunda era a teia de mentiras. Ela usava o casamento falso para negócios, e a "filha adotiva" do orfanato era, na verdade, a filha dela e de Ricardo. A indiferença dela atingiu o auge quando, por causa de um jantar de negócios, ela me forçou a comer algo que quase me matou. Parti o pé, e ela priorizou um objeto caro à minha saúde. Senti-me mais sozinho do que nunca, com a minha própria família ainda ressentida pela minha escolha passada. Como pude ser tão cego? A dor da traição era insuportável, misturada com uma raiva fria. Eu era um peão num jogo que nem sabia que estava a jogar. Por que me arrastou para esta mentira cruel? O que restou dos meus cinco anos de vida? Mas no hospital, com o pé engessado e o coração em mil pedaços, uma verdade se impôs: eu não estava sozinho. Marquei um número que não discava há cinco anos. Era a Helena, a minha ex-noiva. Ela sabia de tudo. E estava à minha espera. Era hora de parar de ser vítima e lutar pela minha vida de volta.
A Escolha de Pedro: O Preço da Traição

A Escolha de Pedro: O Preço da Traição

Quando abri os olhos no hospital, ainda atordoada pelo acidente, a enfermeira disse que Pedro, o meu marido, vinha a caminho. O nome dele soava estranho na minha boca, vazio, enquanto uma dor excruciante no meu ventre anunciava o meu pior medo. O nosso bebé, a esperança dos últimos três anos, tinha-se ido. De repente, a voz dele ao telefone, apressada, ansiosa. "Onde estavas, Pedro?" perguntei, a minha voz rouca. Ele hesitou, depois murmurou sobre Sofia, a ex-namorada: "O carro dela avariou no meio da autoestrada, Eva. Tu sabes como ela é." Enquanto eu sangrava e perdia o nosso filho, ele estava com ela? Lembrei-me do som do metal a torcer e do grito da minha mãe, que estava inconsciente ao meu lado. E ele escolheu ir ter com a Sofia. "Não é justo, Eva! Eu não sabia que era tão grave!" defendeu-se ele depois, na minha cara. Os seus olhos, antes cheios de súplicas, agora mostravam impotência e algum ressentimento... Ressentimento por eu o ter exposto? "Pedro, eu quero o divórcio," disse eu, as minhas palavras mais frias que a sala de operações onde o nosso filho morreu. Mas a porta abriu-se de novo, e o meu sogro, João Almeida, um homem que nunca me aprovou, entrou, a sua cara uma máscara de desaprovação. Ele chamou-me histérica, disse que eu estava a envergonhar a família, que o Pedro "cometeu um erro". Erro? O meu filho morreu por causa deste "erro"! Senti um fogo crescer dentro de mim. Toda a dor e traição cristalizaram-se. Ele queria destruir-me? Ia ter uma guerra. Levanta-te, Eva. É hora de lutar.
Renascer das Cinzas: A Herdeira da Têxtil

Renascer das Cinzas: A Herdeira da Têxtil

Eu estava habituada à vida confortável da filha do dono de uma fábrica têxtil. O negócio da minha família, o trabalho de uma vida do meu pai, sempre foi o nosso orgulho. Mas, de repente, descobrimos que a nossa fábrica estava em ruínas, afogada em dívidas. A razão? Um contrato de fornecimento exclusivo, subitamente cancelado, que tinha levado o meu pai a investir tudo. Aquele contrato tinha a assinatura de quem eu mais confiava: o meu marido, Miguel. Ele era o intermediário. O choque da traição foi esmagador. Não só a fábrica ia fechar, como a nossa casa seria hipotecada para pagar as dívidas. O meu pai, um homem forte, desmoronou e teve um ataque cardíaco, caindo de exaustão e desespero. Miguel e a sua família, os Pattersons, não só admitiram a sua conspiração para nos destruir, como se gabaram da sua "vitória", chamando-me de "dramática" por ousar confrontá-los. Eles escolheram o nome da sua família em detrimento da nossa ruína. Como puderam ser tão cruéis? Usar o nosso amor e confiança para nos trair? Ver o meu pai no hospital, ligado a máquinas, transformou a minha dor em raiva gelada. A traição deles não foi um "mau negócio"; foi um ataque deliberado e impiedoso ao nosso coração. Deixei de ser a mulher que chora. Olhei para o meu pai e fiz uma promessa silenciosa: eles iriam pagar. Cada lágrima da minha mãe, cada batida do coração do meu pai, cada centavo perdido. Eles queriam guerra? Iríamos ter a guerra que eles nunca esqueceriam. Eu ia fazê-los pagar por tudo, e iria usar a arrogância de Miguel contra ele.
A Mulher Que Descobriu a Outra Família do Marido

A Mulher Que Descobriu a Outra Família do Marido

O meu filho, Lucas, estava com febre muito alta, quase 40 graus, deitado na cama do hospital. Liguei para o meu marido, Pedro, mas ele desligou a chamada, enviando uma mensagem: "Estou ocupado. A Sofia está em apuros." Sofia, a irmã dele por adoção, parecia ser sempre a sua prioridade, enquanto o nosso filho, o seu próprio sangue, jazia doente. Pouco depois, a minha sogra, Dona Elvira, telefonou, não para perguntar pelo Lucas, mas para me repreender por não ter mandado o Pedro para junto da Sofia, que teve uma crise alérgica grave. Ela disse que a febre do Lucas era "normal em crianças" e que a Sofia podia morrer; que eu, como mãe, devia saber cuidar do meu filho "sozinha", chamando-me "dependente". Vi uma foto no Instagram: Pedro ao lado da Sofia, no hospital, a descascar uma maçã para ela, com a legenda "O melhor irmão do mundo, sempre a cuidar de mim. ❤️". Anos a justificar esta "ligação especial", a dizer que era ciúme, até que a ficha caiu: quando é que o meu filho se tornou menos importante que os sentimentos desta "irmã"? Fartei-me de lutar por um lugar na vida do meu próprio marido e de ver o meu filho sempre em segundo plano. O Pedro, no meio da noite, finalmente ligou para mim, irritado, dizendo que era "só um pouco de febre". Foi a última gota. "Pedro," disse eu, com a voz firme, "quero o divórcio." Mal sabia eu que esta seria apenas a primeira batalha de uma guerra para desmascarar a verdade por trás desta "irmandade" e lutar pela sanidade da minha própria família.
Legado de Amor e Luta

Legado de Amor e Luta

A escuridão era fria, um vazio que me engolia, e a última coisa que senti foi a dor aguda no meu peito, não do impacto, mas da traição do meu irmão, Pedro, e da minha irmã Clara. "A culpa é toda sua, Sofia. Se você não tivesse sido tão egoísta, Clara não teria tentado se matar." A voz venenosa de Pedro ecoava, enquanto Clara, que supostamente havia se jogado no rio, sorria vitoriosa. "Irmão, não seja tão duro com ela. Ela vai pagar por tudo que fez." Eles me empurraram para a estrada, na frente de um caminhão em alta velocidade. Fui morta, culpada pelo falso suicídio de Clara, um plano para roubar a herança da nossa mãe e controlar a empresa. De repente, um grito agudo me puxou daquele pesadelo. Abri os olhos. O suor frio escorria. Eu estava no meu quarto de adolescente. O celular na mesa de cabeceira mostrava: 15 de março. Meu corpo inteiro gelou. 15 de março. O dia do acidente de carro da minha mãe. O dia em que tudo começou a desmoronar na minha vida passada. O telefone tocou. Eu conhecia aquela ligação. Na vida anterior, atendi, paralisada, e soube do acidente grave da minha mãe. Pedro nunca veio. Estava ocupado demais comemorando o aniversário de Clara. Desta vez, não. Não haveria pânico. Não haveria lágrimas inúteis. Recusei a chamada. O ícone vermelho na tela. Levantei da cama em um pulo, minhas pernas firmes. Peguei as chaves do carro e a bolsa. Minha única confiança era em mim mesma. Corri para fora de casa. Eu sabia exatamente onde o acidente aconteceria, na curva perigosa da estrada costeira. Chega. Pisei no acelerador. Eu ia salvar minha mãe. Eu ia proteger o que era nosso. Eu ia fazê-los pagar.
O Despertar da Leoa

O Despertar da Leoa

Acordei no hospital, depois de um terrível acidente de carro. Havia perdido o meu filho, Leo. O meu mundo desabou quando a médica confirmou a perda do bebé. Agarrei-me à esperança no meu marido, Pedro, mas ele não estava lá. Liguei-lhe, a voz embargada pela dor, a contar o inconcebível. A sua resposta fria e impaciente ecoou: "Já me disseram. A Clara deslocou o ombro, precisa de mim. Não sejas egoísta." Egoísta? Ele ignorou a morte do nosso filho e a minha agonia para consolar a irmã com um ferimento superficial. A raiva gelou o meu luto. Quando tive alta, a família dele estava à minha espera, não para me apoiar, mas para me humilhar. Chamaram-me louca, egoísta, e disseram que a casa em que vivíamos não era minha. Pedro desviou o olhar, concordando com a mãe. Eu não era esposa; era um inconveniente descartável. Como puderam ser tão cruéis? Como pôde o homem que eu amei permitir isto? Será que o meu sofrimento não significava nada? Mas a verdade é sempre mais sombria do que a imaginação. O relatório policial do acidente e o testemunho de uma enfermeira revelaram que Pedro me abandonou a sangrar para acudir Clara. E o mais chocante: o acidente não foi um acaso. Foi Clara, por ciúmes, que puxou o volante propositadamente, atirando-nos para o abismo, tirando-me o meu Leo. Não era apenas divórcio. Era justiça. Pelo meu filho, pelo meu futuro, por mim. Eles iriam pagar caro por tudo o que tiraram de mim.