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Livros de Moderno Para Mulheres

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A Mulher que Me Roubou Tudo

A Mulher que Me Roubou Tudo

O cheiro de antisséptico do hospital já era familiar para mim, uma lembrança constante do sacrifício que fiz por Pedro, meu melhor amigo, ao doar um rim para ele. Agora, meu pai, João Silva, estava na mesma cama, com insuficiência renal terminal, e a única esperança era eu, doando meu último rim. A médica me alertou sobre a vida conectada a uma máquina, mas eu repeti: "Eu sou compatível?". Sim, mas o custo do procedimento para o rim artificial era uma fortuna que eu, como designer de jogos iniciante, não tinha. Minha noiva, Juliana, provava um vestido caro quando revelei a situação do meu pai e a necessidade de dinheiro para o meu próprio rim. Seu sorriso desapareceu, substituído por desprezo. "Você está louco, Lucas? Doar seu último rim? E espera que eu pague por essa loucura?" Ela me expulsou, e naquela mesma noite, vi a foto: Juliana, sorrindo, ao lado de Pedro, agora casados. Eles me apunhalaram pelas costas, e eu me vi sem noiva, sem amigo, sem dinheiro, e meu pai morrendo. Foi então que Sofia Almeida, minha amiga de infância, se aproximou, abraçou-me e disse que faria o transplante do meu pai e me daria um rim artificial de graça. A cirurgia foi um sucesso, mas recebi a notícia de que meu pai não resistiu. "A rejeição súbita foi... induzida. O velho já estava no fim da vida de qualquer jeito. O importante era que o Pedro tivesse o melhor." A voz que ouvi não era de Sofia, a mulher que se tornou minha esposa e cuidou de mim por seis anos, mas de um monstro. Eu não era um marido; eu era um banco de órgãos. Naquele instante, o choque deu lugar a um ódio puro, gelado e absoluto, selando meu novo propósito: vingança.
Renascida da Dor: Quando o Amor Não Basta

Renascida da Dor: Quando o Amor Não Basta

No dia em que fui diagnosticada com cancro do estômago em fase avançada, o meu noivo, Pedro, estava a ajoelhar-se. Mas não era para mim. Ele estava a pedir a minha melhor amiga, Sofia, em casamento, com um anel que era o sonho dela. Recebi a foto enviada pelo meu irmão Leo, o sorriso dele junto à Sofia era algo que nunca vi dirigido a mim. Quando confrontei Pedro, a sua voz tornou-se fria, acusando-me de ser irracional e desconfiada. A minha sogra, Helena, sempre me desprezara, e agora usava a Sofia para me humilhar. Com o relatório médico na mão, e a traição no coração, senti o mundo a desabar. No leito de morte do avô de Pedro, tudo veio à tona. O anel, testado à minha frente, encaixava-se perfeitamente no dedo da Sofia. A humilhação foi pública, e a verdade cruel. Pedro, cobarde, culpou-me, enquanto Sofia, chorando, pedia desculpa. Helena, porém, defendeu Sofia, chamando-me egoísta e ciumenta. Naquele instante, algo em mim quebrou. O homem que amei por cinco anos não era o que eu pensava. A mulher que considerei irmã tinha-me traído da pior forma. E a minha vida, já ameaçada pela doença, desfez-se em mil pedaços. Como enfrentar um futuro incerto quando tudo em que acreditava ruíra? Como poderia começar de novo, sozinha, com a sombra da morte a pairar sobre mim? Decidi: era hora de cortar todas as pontes e lutar pela minha vida, custe o que custar.
O Fogo e o Recomeço

O Fogo e o Recomeço

O fogo consumia tudo ao meu redor, a fumaça preta rasgava meus pulmões e a dor na minha perna quebrada era uma tortura constante. Mas nada doía mais do que as palavras de Pedro, meu marido há quarenta anos, que estava ali, de pé, prestes a me abandonar para morrer nas chamas. "Sofia, a Ana está me esperando", ele disse, impaciente. "Nós vamos viajar o mundo, como sempre sonhamos. Ela é a minha alma gêmea." Minha vida de dedicação e sacrifício se esvaía em um inferno, e ele simplesmente se virou e se foi, sem olhar para trás, me deixando para morrer. Ele sempre me disse que eu era um peso, um estorvo, e naquele momento, eu entendi toda a extensão do seu desprezo. Por que eu havia desistido de tudo – meus estudos, meus sonhos, minha juventude – por um homem que me via como nada? Aquela vida inteira de humilhação e servidão parecia uma piada cruel, uma morte horrível. Se eu tivesse uma segunda chance, eu nunca mais cometeria o mesmo erro. De repente, senti um solavanco, o cheiro de terra molhada e a dor familiar de um dia de trabalho no campo. Abri os olhos, atordoada, para o céu azul e o sol ardente de 1976. Minhas mãos, antes enrugadas, agora eram jovens e fortes, segurando uma enxada. Eu havia renascido, voltado no tempo, antes de conhecer Pedro, antes de jogar minha vida fora. As lágrimas que rolaram pelo meu rosto não eram de tristeza, mas de uma gratidão avassaladora por esta segunda chance. Desta vez, Sofia viveria apenas para Sofia.
Além da Lápide: Minha Jornada Por Justiça

Além da Lápide: Minha Jornada Por Justiça

No primeiro aniversário da morte do meu filho Lucas, eu estava no cemitério, em frente à sua pequena lápide. O meu marido, Tiago, ligou, e a sua voz estava cheia de pânico e… impaciência. Ele gritou, acusando-me de ser egoísta por estar ali, enquanto a minha sobrinha Sofía precisava de ajuda. "Já perdeste um filho, queres perder a tua sobrinha também?", disse ele, com um tom que me fez sentir a pior pessoa do mundo. Até a minha mãe ligou, a ecoar as mesmas acusações, a chamar-me insensível, a dizer para eu "seguir em frente". Ela defendeu o Tiago, dizendo que ele tinha sido "tão paciente" desde que o Lucas se foi. Eu estava quebrada, mas as suas palavras cruéis não me atingiram mais. Num sussurro calmo, disse algo que os silenciou: "Nós vamos divorciar-nos." A minha mãe ficou chocada, mas eu fui mais longe, revelando a verdade que me corroía. "Foi ele que desligou o ventilador do Lucas." O silêncio do outro lado da linha foi ensurdecedor. Eles mentiram. Todos eles. A verdade cruel estava escondida nas páginas do diário da minha irmã, que eu encontrei por acaso. Lá, escrito a sua própria caligrafia, estava a confissão: o Tiago desligou a máquina, subornou a enfermeira e deixou-me afogar na culpa de não ter estado lá. Durante um ano, culpei-me pela morte do meu filho, destruí-me por dentro, enquanto quem eu amava encobria um crime hediondo. Mas agora que sei a verdade, o homem que me quebrou vai pagar. A mamã vai fazer justiça por ti, meu filho.
Fúria Feminina: Nascendo das Cinzas

Fúria Feminina: Nascendo das Cinzas

Pedro, meu marido e influenciador digital milionário, pintava a imagem do homem de família perfeito, e eu, Júlia, a esposa e mãe dedicada, acreditava viver esse sonho. Até que, em uma live para milhões de seguidores, ele anunciou uma "nova parceira de vida", a tal Sofia, sua "verdadeira alma gêmea". Fui publicamente humilhada, exposta, enquanto o chat explodia em comentários de choque e apoio ao "novo casal". A dor era física, a traição me paralisava, e para piorar, minha mãe, Isabel, descobriu que o pai de Pedro, meu ex-sogro Fernando, fez o mesmo, anunciando noivado com sua secretária. Fomos trocadas, descartadas como "roupas velhas", mas a fúria me acendeu: "EU NÃO VOU SER A VÍTIMA CHORONA!" Decidimos: iríamos "morrer" digitalmente, apagar nossos rastros e desaparecer das vidas medíocres deles. Nosso plano era forjar um incêndio, uma tragédia, e renascer das cinzas. Mas descobri que estava grávida de Pedro, e o choque foi ainda maior quando Isabel também revelou estar grávida de Fernando. Grávidas, fugindo, carregando em nossos ventres os futuros que eles jamais saberiam existir, a vingança ganhava um capítulo inesperado. Construímos uma nova vida, um refúgio, um café-boutique no Nordeste com nossos filhos. Três anos depois, eles nos encontraram, e me acusaram de "comprar homens", mas a verdade se revelou cruelmente para eles quando viram Leo e Ben, nossos filhos. Agora, somos nós que ditamos as regras, o controle é nosso.
O Preço do Abandono Materno

O Preço do Abandono Materno

"Eu não quero." A voz de Maria Clara era fria, cortante, sem emoção. Há vinte anos, minha mãe, Beatriz, me abandonou para se casar com um homem rico, me jogando nas mãos da minha tia, que me criou em meio a privações. Agora, ela reaparecia, sentada à minha frente num restaurante chique que jamais pagaria, estendendo um cartão bancário preto e a chave de um apartamento de luxo. "Sua vida tem sido muito difícil. Mamãe quer te compensar" , disse ela, com um sorriso ensaiado, as mãos perfeitas contrastando com as minhas, calejadas pelo trabalho. "Eu não preciso," repeti com a mesma frieza, sem tocar nos presentes. Ela suspirou, o rosto maquiado contorcido em falsa mágoa. Eu quase ri. Mãe? Essa mulher não era minha mãe. "O melhor para mim era ter uma mãe quando eu precisei de uma." Eu me levantei, deixando-a para trás com sua farsa e seus presentes caros. Do lado de fora, a chuva torrencial parecia ecoar a raiva que eu sentia. No dia seguinte, ela me encontrou no café onde eu trabalhava, o cheiro de café e pão torrado contrastando com seu perfume caro e seu casaco de caxemira. "É urgente," ela disse. "É a Sofia. Sua irmã. Ela precisa de um rim." Meu mundo parou. Não era sobre me compensar. Era sobre me usar. Uma peça de reposição. Eu era um banco de órgãos. O choro histérico dela não me atingiu. "Você quer o meu rim? Eu quero cinco milhões de reais. É o meu preço. Sem negociação." No dia seguinte, um advogado, Dr. Afonso, trouxe um contrato. Quatrocentos mil reais pela minha doação, e eu deveria assinar um termo renunciando a qualquer contato com a família. Eu rasguei o contrato. "Abandono de incapaz. É um crime. Vamos para o tribunal" , eu disse, a voz cheia de veneno. Ele tentou me chantagear com fotos e vídeos de um suposto "clube noturno" . O que ele não sabia era que eu estava gravando. Minha tia ligou. "Afonso! Ele não é apenas o advogado da família. Ele é o amante da Beatriz! O bairro inteiro comenta sobre isso!" No meio do caos, recebi uma mensagem anônima: "A história é muito mais suja do que você imagina." O que eles estavam escondendo? A verdade me atingiu como um raio: Sofia, minha irmã gêmea, estava morta há anos. A "Sofia" rica era uma impostora, adotada para manter as aparências. Não era sobre uma irmã. Era sobre usar meu tipo sanguíneo raro para salvar a farsa deles. A raiva me consumiu. Eles iriam pagar. E eu estava apenas começando.
A Esposa e o Amante: A Queda

A Esposa e o Amante: A Queda

Ricardo Silva, um chef renomado, doou sua panela de cobre ancestral para garantir a vaga do filho, Léo, em um prestigiado intercâmbio gastronômico. Mas, no dia seguinte, Léo voltou para casa em prantos: "Pai, eles tiraram minha vaga. O pai do Pedro doou um milhão de reais." No museu, Ricardo encontrou Marcos, o pai de Pedro, esbanjando um cartão de crédito. Ricardo o reconheceu imediatamente: era o cartão de sua esposa, Juliana. Marcos zombou: "Minha mulher, Juliana, é uma empresária famosa. É melhor pegar seu tacho e voltar para a sua cozinha." Ricardo, com um sorriso gelado, sacou o celular: "Cancele o cartão de crédito adicional da Sra. Juliana Silva. Imediatamente." O sorriso de Marcos sumiu quando a máquina gritou: "Transação recusada." Ele não podia acreditar, a "famosa empresária" não tinha fundos. Enquanto isso, Léo o confrontava: "Eu ganhei a vaga no esforço! Não com o dinheiro!" Marcos ligou para Juliana, que prometeu resolver o "probleminha técnico" e transferir um milhão. Ricardo sentiu uma fúria fria. Juliana o tratava como um empregado, usando o dinheiro dele para sustentar o amante. Mas, de repente, uma notificação tocou: "Doação anônima de cinco milhões de reais!" Era Ricardo. Marcos, em desespero para não ser superado, doou mais quatro milhões e um real. Ricardo sorriu. "Diretor, anote aí: eu doarei dez milhões de reais." O choque na sala era palpável. Marcos ficou pálido: "Você não tem esse dinheiro! Está blefando!" Mas o "DING!" confirmou a doação de dez milhões. Ricardo, o "cozinheiro", não era qualquer um. Ele era o verdadeiro magnata por trás do Grupo Silva.
Do Luto à Luta: A Virada de Sofia

Do Luto à Luta: A Virada de Sofia

Saí do hospital com o atestado de óbito da minha mãe na mão. O sol do meio-dia estava forte, mas eu sentia um frio que vinha de dentro. O meu telemóvel vibrou. Era o meu marido, Pedro. A voz dele era animada, perguntando se a minha mãe já tinha feito o almoço para ele e a minha sogra, Beatriz. Com a garganta rouca, respondi: "Ela não vai poder fazer." Ele, irritado, retrucou: "Diz-lhe para não ser preguiçosa. A minha mãe fez um esforço para vir de longe só para provar a comida dela." Nesse momento, a frieza insuportável atingiu-me. "Pedro, a minha mãe morreu." Houve um silêncio do outro lado. Depois, a voz dele voltou, furiosa: "Morreu? Estás a brincar comigo? Que piada de mau gosto é essa, Sofia?" Não havia preocupação comigo, nem com a minha mãe falecida. A única preocupação dele era a desilusão da sua mãe, Beatriz. "O que é que eu digo à minha mãe agora? Que a viagem foi em vão?" Ele exigiu que eu inventasse uma desculpa, para "não estragar o dia" à sua mãe, que tinha o "coração fraco". Enquanto a minha mãe, que acabara de morrer de um ataque cardíaco, era "preguiçosa". O mundo pareceu girar devagar enquanto a raiva se apoderava de mim. A minha mãe morreu de tristeza acumulada ao servir uma família que nunca a valorizou. O homem com quem partilhei cinco anos de vida estava mais preocupado com um almoço cancelado do que com a morte da minha mãe. A decisão formou-se na minha mente, clara e fria. Liguei-lhe de volta e, antes que ele pudesse terminar a sua reclamação, a minha voz firme cortou-o: "Pedro, vamos divorciar-nos."
A Sobrevivente do Plano Cruel

A Sobrevivente do Plano Cruel

Quando acordei no hospital, a primeira coisa que vi foi o rosto do meu marido, Léo. Ele estava preocupado, mas os seus olhos não estavam em mim, e sim no meu braço, ombro, perna, procurando marcas. O cheiro a desinfetante era forte, e a minha cabeça doía do acidente de carro. Mas foi um simples anel de pedra da lua na mão da minha irmã, Ana, que me fez perceber que a tragédia era um plano cruel. Eu e a Ana estávamos no carro quando um veículo passou o sinal vermelho. Pensei que tinha sido apenas um acidente, resultado de um mundo caótico. Mas depois, uma mensagem anónima no meu telemóvel gelou o meu sangue: "Não foi um acidente. Verifica os travões do teu carro. E a apólice de seguro de vida que o teu marido fez para ti." Foi um golpe duplo: a traição do homem que amava e da minha irmã, que chorava ao meu lado. Os meus próprios pais chegaram ao hospital e, ao invés de me apoiarem, a minha mãe defendeu a imagem do casal perfeito, enquanto o meu pai, ao descobrir o anel na mão da Ana, desabou em silêncio. Eu estava presa na cama, com o corpo dorido, enquanto todos à minha volta pareciam parte de uma conspiração para me silenciar, ou para me culpar pela "verdade" que apenas eu via. A revolta cresceu em mim, e a pergunta ecoava: Como é que os meus próprios entes queridos puderam tentar matar-me? Não era apenas um caso de infidelidade, era uma tentativa de homicídio. A minha vida não valia nada para eles, apenas a minha morte. Mas eu não ia ser uma vítima. Ainda que sozinha, decidida a descobrir a verdade e a fazê-los pagar, comecei silenciosamente a minha própria investigação, e descobri uma arma secreta que mudaria tudo.