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Livros de Romance Para Mulheres

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O Sétimo Aniversário Que Virou Adeus

O Sétimo Aniversário Que Virou Adeus

Era o nosso sétimo aniversário de casamento, e também Dia dos Namorados. Eu tinha reservado o restaurante aéreo mais caro da cidade, um lugar com vista para os sonhos que Pedro e eu construímos juntos. Esperei por ele por três longas horas. O restaurante estava prestes a fechar, mas Pedro não apareceu. Voltei para casa sozinha, para o lar que antes parecia um santuário. As luzes estavam apagadas, e o silêncio era profundo, quase sufocante. Foi então que a porta finalmente se abriu, revelando não apenas Pedro, mas também sua assistente, Ana. O cheiro do perfume dela, misturado com álcool, invadiu o ambiente, rasgando a fina camada de negação que eu ainda mantinha. Era o mesmo perfume que Pedro me deu de presente, um que eu nunca tive coragem de usar. Pedro ligou a luz, e seus olhos me encontraram no sofá. Ele parecia surpreso, mas logo a expressão de falsa normalidade retornou ao seu rosto. "Juliana, por que você está sentada no escuro? Quase me assustou." Sua voz, antes tão familiar, agora soava estranha. Ana, atrás dele, parecia nervosa, murmurando desculpas sobre tê-lo trazido para casa. Uma calma estranha tomou conta de mim, um tipo de entorpecimento. Eu não gritei, não questionei, apenas os despachei. Pedro franziu a testa, irritado com a minha indiferença, quase exigindo que eu agradecesse a Ana por invadir nosso espaço. Eu sorri, um sorriso frio e distante. "Eu agradeci. Ou você quer que eu me curve para ela?" O rosto dele escureceu, e a ameaça de um confronto se instalou no ar. Ana, com sua falsa fragilidade, interveio, parecendo a vítima inocente, enquanto eu era a vilã. Mas eu já conhecia esse truque, e ele não me afetava mais. Naquela noite, deitada sozinha na nossa cama, percebi que meu coração, antes dolorido, agora estava completamente entorpecido. Não havia mais raiva, apenas uma decisão fria e calculista. É a hora de acabar com isso. No dia seguinte, peguei meu telefone e disquei um número que não ligava há muito tempo. "Marcos." A voz dele, do outro lado da linha, estava cheia de surpresa. "Você conhece algum bom advogado de divórcio?"
Segredos de Primavera

Segredos de Primavera

Virgínia queria um relacionamento sério e alguém que a tirasse da cidade de Primavera, levando-a para longe de sua mãe manipuladora e egoísta. Francis só queria continuar sendo o homem mais disputado da cidade, sem se envolver com ninguém a ponto namorar, seguindo sua vidinha pacata com sua família perfeita. Mas em Primavera não existia Francis sem Virgínia, muito menos Virgínia sem Francis, porque eles faziam tudo juntos e sabiam todos os segredos um do outro. Até que descobriram que o sexo poderia aprimorar a amizade deles, sem ser um problema. Mas não contavam com os sentimentos de possessão e ciúme que poderiam vir junto com a decisão de manterem uma amizade colorida. Tampouco que tudo aquilo poderia se transformar num amor louco e incontrolável. Mas o destino quis que a rainha da primavera, Virgínia Hernandez, cruzasse seu caminho com um homem rico e poderoso, capaz de unir-se à sua mãe gananciosa para destruir qualquer possibilidade de ela e Francis serem um casal. Virgínia escondeu segredos de Francis que jamais seria capaz de revelar, temendo não ser perdoada. Francis precisou se afastar, para manter seu equilíbrio emocional depois de tudo que passou. Mas o destino não aceitou Virgínia longe de Francis, tampouco Francis afastado de Virgínia. Então, mesmo muito distantes de sua pequena e pacata cidade Natal, eles se reencontraram, como vizinhos novamente. O problema é que Francis e Virgínia saíram de Primavera... Mas Primavera não saiu deles, pois os maiores segredos de suas vidas estavam lá... Esperando para serem desvendados, correndo o risco de separá-los definitivamente.
Abandonada e Forte: A Luta Pelo Meu Filho

Abandonada e Forte: A Luta Pelo Meu Filho

Na noite em que meu filho, Leo, nasceu prematuro, lutando pela vida na incubadora, meu marido, Pedro, me abandonou. Liguei para ele do hospital, implorando por sua presença, mas ele, com voz impaciente e a cumplicidade da cunhada Laura e do sogro Sr. Almeida, inventou uma febre de emergência para a irmã. A dor do parto ainda me consumia quando ele me disse para parar de ser egoísta e desligou, deixando-me sozinha com nosso filho em estado grave. Para piorar, seu pai, o Sr. Almeida, veio ao hospital para me humilhar, dizendo que eu não sabia me cuidar e que eu era um fardo, afirmando que meu filho não era importante, apenas a "imagem da família". Meu coração despedaçado virou gelo ao descobrir, através de um amigo, que a "doente" Laura estava, na verdade, passeando no shopping. Pedro nem se importou em inventar uma mentira crível para me descartar, e seu sogro me confrontou, exigindo que eu deixasse Pedro em paz para cuidar de sua "verdadeira família". Eu era um inconveniente, um estorvo. Como eles se atreviam? Naquele momento, enquanto meu filho lutava pela vida e eu era descartada como lixo, uma fúria gélida me consumiu. Então, com a pouca força que me restava, declarei: "Eu quero o divórcio!" e assinei a abdicação dele para nosso filho, pensando que finalmente estaríamos livres daquela família. Mas eles voltaram. Duas semanas depois, recebi uma notificação: o Sr. Almeida e Laura estavam me processando pela custódia de Leo, alegando que eu era uma mãe instável. Eles queriam meu filho de volta – não por amor, mas como um "herdeiro" para o legado dos Almeida. Mas eles não faziam ideia do que me tornaram. Com a ajuda inesperada de um amigo e de uma advogada feroz, decidi que era hora de revidar. Pelo meu filho, eu desmascararia a hipocrisia deles e mostraria que um coração de mãe é mais forte que qualquer dinheiro ou falsidade.
O Preço do Abandono: Quando o Amor Se Desfaz

O Preço do Abandono: Quando o Amor Se Desfaz

O cheiro a desinfetante e o aroma metálico de sangue sufocavam o ar. Acabara de acordar da anestesia, a cabeça pesada e a garganta seca. Ao meu lado, o meu pai, Artur, jazia em coma, após o grave acidente na Autoestrada A1. Foi aí que tudo desabou. Liguei ao Pedro, o meu noivo, as mãos a tremer. A sua voz, quando finalmente atendeu, estava cheia de impaciência, antes de ouvir a Laura, a minha futura sogra, a implorar: "Pedro, vem cá depressa! A Cláudia desmaiou de novo!" Seguiu-se a voz fraca e chorosa da Cláudia, a sua irmã: "A culpa é minha por ter um corpo fraco..." O Pedro suavizou-se de imediato: "Não digas isso, tu és a nossa família. Cuidar de ti é o mais importante." Família. E eu? E o meu pai? Respirei fundo. "Pedro," disse eu, com a voz rouca, "tive um acidente. O meu pai está em coma. Eu... eu perdi o nosso bebé." O silêncio do outro lado foi como um soco. Depois, a sua raiva explodiu: "O quê? Perdeste o bebé? Sofia, como pudeste ser tão descuidada? Sabes há quanto tempo queríamos este filho?" Como se a culpa fosse minha. Ele ainda acrescentou: "A Cláudia tem uma doença cardíaca, stress pode ser fatal! Não podes ser um pouco mais compreensiva?" Compreensiva? Eu, vazia e dorida, e ele pedia-me compreensividade? As lágrimas ameaçaram cair, mas engoli-as. A minha voz, surpreendentemente calma, declarou: "Pedro, vamos cancelar o casamento." Ele desligou. Bloqueou-me. A minha barriga, agora plana e vazia, parecia ecoar o vazio no meu coração. Ele não perguntou se eu estava ferida. Não perguntou onde estávamos. Só lhe importava a perda "do seu" filho e a sua irmã. Quando o telemóvel do meu pai tocou, o nome "Laura" brilhava no ecrã. Atendi. "Artur! Onde está a tua filha? Ligar ao Pedro a esta hora, a dizer disparates sobre cancelar o casamento! Quer matar a minha Cláudia de preocupação?" Ela não tinha decência. Será que havia uma gota de humanidade para além da frieza e egoísmo da família do meu noivo? E como se pode começar de novo quando tudo o que se amou é arrancado, e os que deviam apoiar te acusam e te culpam? Estava na hora de lutar, não para os ter de volta, mas para me salvar a mim e ao meu pai do abismo em que me tinham empurrado.