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Caminhos Cruzados

Caminhos Cruzados

mazzybennett1

4.9
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688
Leituras
3
Capítulo

Essa é a história de uma menina, que durante sua vida encontrou apenas amores de quinta; Teve partes da vida roubada por cada um que passava por ela. Apesar de que para muitos, ela é apenas uma garota com desvio de caráter, se você conhecer um terço da história irá se comparecer, e alguns até mesmo se identificar. Se para você homossexualismo ou outra preferência sexual é algo errado... NÃO LEIA ESSA HISTÓRIA CONTÊM GATILHOS... PLÁGIO É CRIME

Capítulo 1
Dedicatória Prólogo

"Era só uma menina, que dedicou a vida a amores de quinta;

Cada um que passou levou um pouco da sua vida;

Mas se soubesse um terço da história, me abraçava, e não me apedrejava..."

Marília Mendonça

Dedico esse livro a todos que fizeram e fazem parte da minha vida; A todos aqueles que de alguma forma me ensinaram a crescer, com amor, ou com ódio.

Dedicatória especial para minha mãe, guerreira, que sempre lutou para me criar da melhor forma possível, que nem sempre pôde estar muito presente, mas que me amava acima de tudo e queria o melhor para mim... Eu amo você.

Dedico esse livro também para minha amiga Tainá Pereira dos Santos, que em um momento muito difícil da minha vida me acolheu e cuidou de mim... Se agora estou escrevendo esse livro, é graças a ela e a todo o incentivo que ela me deu. Você é muito especial para mim.

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Quando meus pais se divorciaram, aos meus 3 anos de idade, minha mãe e eu nos mudamos de minha cidade natal, Cuiabá - MT, para Florianópolis - SC, onde moramos durante 7 anos da minha vida.

Tive uma infância muito solitária, éramos apenas minha mãe, meu primo e eu.

Meu primo foi acolhido por minha mãe logo que foi convidado a se retirar da casa de sua mãe, quando revelou ser gay, aos 16 anos. Vindo morar conosco, logo conseguiu um trabalho como caixa em um supermercado.

Minha mãe trabalhava de empregada doméstica em duas casas diferentes, de segunda a sexta. As duas casas onde trabalhava ficavam distante da casa onde vivíamos, p

ortanto era preciso pegar dois ônibus, um até o centro da cidade, e outro por fim, até a residência. Minha mãe saía de nossa casa as 6h30 da manhã todos os dias e chegava por volta das 19h30.

Dos 3 aos 6 anos eu ficava em uma cuidadora. Apartir dos 6 anos eu comecei a frequentar a escola, na qual utilizava de um transporte que me buscava em casa, e me trazia da escola. Quando completei 8 anos passei a ir até a escola a pé, sozinha, quando minha mãe já não podia pagar o transporte.

Não tinha amigos, estudava em um turno, e no outro ficava em casa esperando os maiores chegarem.

Minha mãe namorou algumas vezes, alguns relacionamentos sérios, outros apenas carência, não a julgo, ela também era muito sozinha. Tive problemas com alguns padrastos, lembro-me bem de um, que disse a minha mãe que só ficaria com ela caso ela entregasse a minha guarda para meu pai, o que resultou no término da relação, pois minha mãe nunca cogitou essa possibilidade.

Aos meus 10 anos minha mãe retomou o contato com seus amigos de infância, através de uma rede social. Durante uma viagem minha para visitar meu pai, em outro estado, minha mãe viajou ao Rio Grande do Sul para visitar seus amigos, e nessa viagem começou um relacionamento com um deles.

Perto do meu aniversário de 11 anos nos mudamos para o Rio Grande do Sul, e passamos a morar com meu padrasto, com quem minha mãe se casou.

Desde que nos conhecemos, temos uma ótima relação. Meu padrasto é uma pessoa incrível, amoroso, respeitoso, e um homem a quem tenho orgulho de chamar de pai.

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