Ela Renasceu para o Sucesso

Ela Renasceu para o Sucesso

Gavin

5.0
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16
Capítulo

O sol do nordeste castigava, mas aquele dia da formatura do ensino médio parecia diferente. Era o dia em que Ana e sua irmã gêmea, Clara, esperavam o anúncio das bolsas de estudo, um futuro promissor acenando. Mas para Ana, a luz dos olhos da mãe sempre foi Clara, a filha perfeita, enquanto ela era a sombra, a rebelde. Até que seu nome foi lido em voz alta: "Bolsa integral para a Escola de Música do Rio de Janeiro... Ana de Sousa!" A euforia foi triturada pelo ódio no rosto da sua mãe, Maria, que sibilou: "Isso deve estar errado!" A alegria virou cinzas quando Clara chorou, e Maria lançou-lhe um olhar venenoso. Dias depois, a carta oficial da escola chegou. Mas Ana não teve chance de abri-la. Escondida, ouviu a voz trêmula de Clara: "...tem certeza, mãe? E se descobrirem?" E, então, a de Maria: "Ninguém vai descobrir. Você merece isso, não ela. O convite agora está no seu nome." O sangue de Ana gelou. Elas falsificaram o documento. "O que vocês fizeram?" Ana gritou, a dor e a raiva rasgando sua garganta. A dor piorou quando Maria apontou para a porta: "Fora da minha casa! Eu não tenho mais filha! Vá viver sua vida vergonhosa longe daqui!" E para a vila, com fotos distorcidas: "Vejam! Vejam todos o tipo de filha que eu tenho! Ingrata! Tentei dar tudo para ela, e agora ela ataca a própria irmã por inveja!" Ana foi jogada na rua, com a humilhação queimando. Dias de fome, frio, e a reputação espalhada: "A filha da Maria? A desvergonhada? Não, obrigado." A música, antes sua salvação, virou corrente. Em um beco, após uma briga brutal, chutes, socos, sua cabeça no paralelepípedo. "Deixa ela aí. Já era." A escuridão a engoliu, seu último pensamento sobre o sonho roubado. Mas, de repente, uma luz forte. O sol do nordeste entrava pela janela do seu quarto. "Vamos, Ana, levanta! Hoje é o dia da formatura!" Ana piscou. Estava de volta. Uma risada insana escapou. Lágrimas de uma fúria fria. Desta vez, seria diferente. Desta vez, eles iriam pagar.

Introdução

O sol do nordeste castigava, mas aquele dia da formatura do ensino médio parecia diferente.

Era o dia em que Ana e sua irmã gêmea, Clara, esperavam o anúncio das bolsas de estudo, um futuro promissor acenando.

Mas para Ana, a luz dos olhos da mãe sempre foi Clara, a filha perfeita, enquanto ela era a sombra, a rebelde.

Até que seu nome foi lido em voz alta: "Bolsa integral para a Escola de Música do Rio de Janeiro... Ana de Sousa!"

A euforia foi triturada pelo ódio no rosto da sua mãe, Maria, que sibilou: "Isso deve estar errado!"

A alegria virou cinzas quando Clara chorou, e Maria lançou-lhe um olhar venenoso.

Dias depois, a carta oficial da escola chegou.

Mas Ana não teve chance de abri-la.

Escondida, ouviu a voz trêmula de Clara: "...tem certeza, mãe? E se descobrirem?"

E, então, a de Maria: "Ninguém vai descobrir. Você merece isso, não ela. O convite agora está no seu nome."

O sangue de Ana gelou.

Elas falsificaram o documento.

"O que vocês fizeram?" Ana gritou, a dor e a raiva rasgando sua garganta.

A dor piorou quando Maria apontou para a porta: "Fora da minha casa! Eu não tenho mais filha! Vá viver sua vida vergonhosa longe daqui!"

E para a vila, com fotos distorcidas: "Vejam! Vejam todos o tipo de filha que eu tenho! Ingrata! Tentei dar tudo para ela, e agora ela ataca a própria irmã por inveja!"

Ana foi jogada na rua, com a humilhação queimando.

Dias de fome, frio, e a reputação espalhada: "A filha da Maria? A desvergonhada? Não, obrigado."

A música, antes sua salvação, virou corrente.

Em um beco, após uma briga brutal, chutes, socos, sua cabeça no paralelepípedo.

"Deixa ela aí. Já era."

A escuridão a engoliu, seu último pensamento sobre o sonho roubado.

Mas, de repente, uma luz forte.

O sol do nordeste entrava pela janela do seu quarto.

"Vamos, Ana, levanta! Hoje é o dia da formatura!"

Ana piscou. Estava de volta.

Uma risada insana escapou.

Lágrimas de uma fúria fria.

Desta vez, seria diferente.

Desta vez, eles iriam pagar.

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