Ele Queria Amante, Consegui O Patriarca

Ele Queria Amante, Consegui O Patriarca

Fu Mo Bao Bao

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Capítulo

Na véspera do meu casamento, meu noivo me pediu para ser sua amante. Ele anunciou que se casaria com outra mulher, Bianca De Medeiros, e me humilhou publicamente, esperando que eu aceitasse ser sua sombra. Diante da traição e da perda da minha honra, rasguei meu vestido de noiva. Eu não seria a esposa dele. Eu seria a chefe. "Tia Isabela," ajoelhei-me diante da matriarca da família dele, "peço permissão para dissolver o noivado. E me casar com Hélio Luís, seu irmão, o verdadeiro Patriarca." A sala ficou em silêncio. Lauro, meu ex-noivo, invadiu a sala, furioso, me acusando de armar um escândalo. Mas então, o próprio Patriarca apareceu. "Quem ousa dizer que minha noiva seria uma amante?" Ele forçou Lauro a se ajoelhar e pedir desculpas. A era de Lauro em minha vida havia terminado. A era de Hélio Luís havia começado.

Ele Queria Amante, Consegui O Patriarca Capítulo 1

Na véspera do meu casamento, meu noivo me pediu para ser sua amante.

Ele anunciou que se casaria com outra mulher, Bianca De Medeiros, e me humilhou publicamente, esperando que eu aceitasse ser sua sombra.

Diante da traição e da perda da minha honra, rasguei meu vestido de noiva. Eu não seria a esposa dele. Eu seria a chefe.

"Tia Isabela," ajoelhei-me diante da matriarca da família dele, "peço permissão para dissolver o noivado. E me casar com Hélio Luís, seu irmão, o verdadeiro Patriarca."

A sala ficou em silêncio. Lauro, meu ex-noivo, invadiu a sala, furioso, me acusando de armar um escândalo.

Mas então, o próprio Patriarca apareceu. "Quem ousa dizer que minha noiva seria uma amante?"

Ele forçou Lauro a se ajoelhar e pedir desculpas. A era de Lauro em minha vida havia terminado. A era de Hélio Luís havia começado.

Capítulo 1

Laís Prudente POV:

Na véspera do meu casamento, meu noivo me disse para ser sua amante. Eu estava ajustando meu vestido de noiva diante do espelho, o tecido de seda branca escorregando pelas minhas mãos. A visão de mim mesma, pronta para a vida que ele havia prometido, era um lembrete cruel da sua traição.

"Laís, querida, por favor, pare com isso," a voz de Lauro soou suave, um toque de repreensão disfarçado.

Eu sabia que ele estava ali fazia alguns minutos. Minha camareira, Maria, havia se apressado para abrir a porta, com os olhos brilhando de excitação ao vê-lo. Lauro Falcão, meu noivo, o herdeiro do conglomerado, sempre teve esse efeito nas pessoas. Ele entrou sem ser convidado, como era seu costume, e seus olhos, que uma vez eu pensei que me amavam, me encontraram através do reflexo.

"O que você está fazendo aqui, Lauro?" perguntei, sem me virar.

Ele deveria estar na despedida de solteiro, não no meu quarto. Ele havia prometido. Como ele havia prometido tantas outras coisas.

No espelho, seus olhos azuis se desviaram. Ele pigarreou, e eu senti um frio na espinha. Ele me olhou novamente, os lábios apertados.

"Bianca se recusou a ser sua amante," ele soltou, a voz com um tom que tentava ser apologético, mas falhava miseravelmente. "Ela quer o título. Ela quer ser a esposa."

Minhas mãos, que ainda seguravam a barra do vestido, congelaram. O que ele estava dizendo?

"É apenas uma formalidade, Laís," ele continuou, como se estivesse explicando o clima. "Você sabe como são as coisas. Acordos. Mas o título de esposa tem que ser dela. Por enquanto."

Ele queria que eu cedesse meu lugar. Queria que eu abrisse mão do meu casamento, da minha honra, de tudo, para que ele pudesse se casar com outra mulher. E me contentasse em ser sua sombra.

"Ela não entende as regras," ele prosseguiu, sua voz tingida de frustração. "Eu preciso acalmá-la por um tempo. Mas você, Laís, você é a verdadeira mulher ao meu lado. Você continuará gerenciando tudo. Você é a única que eu confio para cuidar dos nossos negócios, da nossa família."

Ele se aproximou, e seus olhos ainda tentavam me transmitir uma intimidade falsa.

"No meu coração, Laís, você sempre será minha esposa de verdade."

A última esperança que eu guardava, uma chama vacilante que insistia em não se apagar, morreu. Deixou apenas o frio e o vazio.

Eu me virei, encarando-o diretamente. Meus olhos encontraram os dele, sem desviar.

"Você está me pedindo para ser sua amante, Lauro?" A pergunta saiu fria, cortante, quase em um sussurro.

Seu rosto se contorceu. Ele se incomodava quando suas ações eram nomeadas com clareza.

"Não seja mesquinha, Laís," ele disse, tentando se recompor. "Você é mais inteligente que isso. É mais elegante. Você entende como o mundo funciona."

Ele tentou me alcançar, seus dedos buscando meu braço. Eu me esquivei.

"Você é linda, perspicaz, a mulher perfeita para ser minha parceira," ele continuou, com um tom que em outras circunstâncias poderia ter sido sedutor. "Mas Bianca... ela é impulsiva. Ela é jovem. Ela precisa de um ano, talvez dois, para amadurecer. Ela faz aniversário amanhã, Laís. Eu não posso a rejeitar agora."

Minha mão se fechou, forte, em uma das delicadas flores de renda que adornavam meu vestido. As contas afiadas da pedraria cravaram-se na minha pele.

Uma pontada de dor. Forte. Limpa.

Um filete de sangue escorreu do meu dedo, manchando o branco imaculado do meu vestido de noiva. Uma flor vermelha e vívida floresceu sobre a seda pura.

"Senhorita Laís! Você está sangrando!" Maria, a camareira, exclamou, correndo para mim com uma pequena caixa de primeiros socorros.

Lauro, por outro lado, mal notou. Ele deu um passo para trás, um sorriso de alívio em seus lábios enquanto se virava. Ele pensou que havia vencido.

"Eu te mando umas joias de consolo," ele disse, já na porta. Sua voz era tão leve quanto seus passos enquanto ele se afastava.

Eu acenei para Maria, indicando que ela ficasse longe. Ela parou, hesitante, com os olhos cheios de preocupação. Eu me virei para o espelho novamente, observando a mancha vermelha escura que se espalhava pelo tecido. Sim. A dor era real. E com ela, a clareza.

Com as mãos firmes, comecei a desamarrar as amarras do espartilho. O vestido de noiva, a promessa de uma vida que nunca seria minha, escorregou e formou uma poça branca aos meus pés.

Eu não seria a esposa dele. Mas eu seria a chefe.

Eu me dirigi ao closet.

"Maria," eu disse, minha voz agora firme e sem qualquer rastro de dor. "Prepare meu melhor tailleur. Aquele azul-marinho. E um chapéu discreto. Preciso visitar a tia Isabela."

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