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Isabela Durán observava a cidade de seu escritório no arranha-céu que levava seu nome, o coração da Durán Global. De lá, tudo parecia estar em seu devido lugar: a vasta extensão de prédios e ruas, o trânsito fluindo, o sol dourado refletindo nas janelas das empresas concorrentes. Tudo era dela — ou, ao menos, assim fora por mais de uma década. A Durán Global havia alcançado um poder e uma influência indiscutíveis, consolidando-se como a líder absoluta no mercado imobiliário.
Isabela não havia chegado ali por sorte, mas sim por sua inteligência e sua capacidade de ler o mercado como ninguém. Com sua mente estratégica e sua vontade férrea, eliminou todos aqueles que ousaram desafiá-la. No entanto, nas últimas semanas, um nome começava a ecoar com força crescente nos círculos empresariais: Valeria Cruz.
Isabela já ouvira falar de Valeria em diversas ocasiões, mas até então não dera muita importância. O que poderia oferecer uma jovem de apenas 28 anos que ela mesma já não tivesse visto antes? A resposta veio com a notícia de que a Cruz Imobiliária, empresa que Valeria fundara há apenas três anos, havia alcançado um crescimento exponencial em pouquíssimo tempo. Seus métodos eram inovadores, desafiavam as normas tradicionais do setor e, mais importante ainda, ela havia conseguido adquirir diversas propriedades estratégicas na cidade que Isabela considerava intocáveis. E tudo com uma agilidade surpreendente, livre dos entraves burocráticos e das alianças tradicionais que Isabela conhecia tão bem.
A jovem revolucionara o mercado com uma abordagem digital agressiva, atraindo clientes por meio de plataformas virtuais e tecnologias emergentes. Valeria não apenas compreendia o mercado — parecia antecipar seus movimentos com uma precisão quase perigosa. As primeiras tensões surgiram quando Valeria, em uma entrevista exclusiva, mencionou a Durán Global como um "dinossauro do passado", sugerindo que o futuro pertencia àqueles capazes de se adaptar ao ritmo frenético do mundo digital. A frase acendeu o estopim de uma rivalidade que agora parecia inevitável.
Isabela estava acostumada a ser subestimada por seus concorrentes, mas havia algo em Valeria que a tornava diferente. Sua juventude, sua ousadia, sua total ausência de medo diante do impossível. Por isso, quando surgiu a oportunidade de encontrá-la cara a cara, Isabela não hesitou em aceitar. Não apenas por negócios — havia algo de pessoal naquela decisão. Se Valeria Cruz achava que podia tomar tudo o que ela construíra com tanto esforço, Isabela garantiria que ela percebesse o quão enganada estava.
Em um restaurante elegante no centro da cidade, Isabela encontrou Valeria pela primeira vez. A jovem estava sentada a uma mesa próxima da janela, com uma postura relaxada, mas atenta, como se já estivesse pronta para qualquer coisa. Sua presença era cativante, ainda que sua aparência não fosse convencional. Valeria não era a típica executiva de terno e salto alto — exibia um estilo moderno e despojado, refletindo seu espírito disruptivo.
Isabela aproximou-se da mesa sem perder a compostura, com o mesmo ar confiante que sempre a acompanhava. Valeria a olhou com um leve sorriso — mas não era um sorriso amigável. Era o tipo de sorriso que transmite competição, como se já soubesse exatamente o que Isabela pensava.
— Senhorita Cruz — começou Isabela, estendendo a mão —. É um prazer finalmente conhecê-la pessoalmente.
— O prazer é meu, senhora Durán — respondeu Valeria, apertando a mão de Isabela com firmeza. Seus olhos se encontraram por um instante, como se se estudassem mutuamente, avaliando-se sem precisar dizer uma só palavra.
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