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A caneca de café quase escorregou da mão de Babi quando o cliente ranzinza da mesa 4 resmungou outra reclamação.
- Moça, eu pedi esse café com menos açúcar! Quer me matar de diabetes?
Babi forçou um sorriso enquanto pegava a xícara de volta.
- Claro, senhor. Vou trazer outro pra você.
Virou-se com um suspiro exasperado, caminhando até o balcão, onde sua amiga Zoe terminava um pedido. Quando os olhares se encontraram, Babi revirou os olhos, e Zoe teve que morder o lábio para não rir.
- Mais um reclamão? - Zoe perguntou, balançando a cabeça.
- O de sempre - Babi respondeu, despejando o café na pia com um pouco mais de agressividade do que o necessário.
O celular vibrou no bolso do avental. Ela o puxou com um pressentimento ruim e, quando viu o nome do senhor Vasquez, seu senhorio, um frio percorreu sua espinha. Com um suspiro, abriu a mensagem.
Vasquez: Babi, aluguel tá atrasado. Preciso desse dinheiro até sexta, senão vou ter que procurar outro inquilino. Nada pessoal.
Babi fechou os olhos por um momento. O dinheiro do aluguel? Tinha evaporado quando precisou comprar uma geladeira nova no mês passado. Sua antiga simplesmente desistira da vida, e viver sem geladeira estava fora de questão.
O que diabos ela ia fazer agora?
- Terra chamando Babi? - Zoe estalou os dedos na frente dela.
- Nada, só... problema com o aluguel. - Ela enfiou o celular no bolso e pegou o novo café para o cliente chato.
- Ih, grana curta? Você sempre dá um jeito.
Babi desejou que fosse verdade.
Depois do expediente, as duas saíram juntas, aproveitando a brisa da noite. Babi enfiou as mãos no bolso do casaco surrado enquanto olhava para Zoe, que usava uma jaqueta nova e aparentemente cara.
- Ei, de onde você tirou essa jaqueta? - Babi perguntou, franzindo o cenho. - A gente trabalha no mesmo lugar e sei que esse salário não dá pra luxos assim.
Zoe hesitou por um momento antes de suspirar.
- Você promete que não vai julgar?
Babi ergueu uma sobrancelha.
- Depende. Você tá vendendo órgãos no mercado negro?
Zoe bufou uma risada.
- Não! Mas... tô fazendo um negócio bem lucrativo.
- Zoe...
- Tá bom, tá bom. Eu sou sugar baby.
Babi piscou.
- O quê?
- Você sabe... um site de homens ricos, dispostos a bancar uma garota em troca de companhia, diversão, essas coisas.
Babi arregalou os olhos.
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