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Havia um deus no olimpo, este qual os homens elevavam suas preces diante de guerras. Ares era conhecido como o deus da guerra, pela sua brutalidade e batalhas sangrentas. Assim como era conhecido por ser temperamental e corajoso.
Hoje em dia, talvez os deuses do velho olimpo renasceram em pessoas. E olhando para a figura do gangster a minha frente, me encarando tão intensamente, que devo concordar que até mesmo seu nome renasceu para ser dado ao homem certo. Ares " o deus da guerra", ou melhor, o gangster que se mete em conflitos violentos e sangrentos. Ele é digno de receber esse nome de seus pais e da própria fama que carrega consigo.
Como esse homem veio parar em minha vida é um completo acaso, ou brincadeira do destino. Mas aqui estou eu, com um gangster em minha vida, e a virando do avesso. E pensando melhor nisso, até que gostei de todas essas mudanças tão grandes em minha pobre realidade.
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~ 01~
Hallie
— Já vou indo!_ grito da porta da cafeteria, ajustando minha bolsa no ombro.
Ouço a resposta do outro lado, ja bem distante que mal foi ouvida. Quando fecho a porta atrás de mim, a sineta tocou, enquanto fiquei parada na calçada concretada, olhando para o vai e vem dos carros na rua.
Meus pés estavam me matando, não mais que o cansaço de um dia corrido. Eu apenas queria chegar em casa e me jogar na cama após um banho morno na minha banheira fictícia. Era só fechar os olhos de baixo do chuveiro e me imaginar deitada na minha banheira de porcelana fina, repleta de espumas em um banho perfumado.
Saindo dos meus pensamentos enquanto caminho até o metrô, lembro que infelizmente meus planos de apenas me deixar desintegrar entre os lençóis terá que ficar para mais tarde. Tem aquele bendito encontro que ja estava me esquecendo.
Olhando para o céu azul acinzentado, onde o sol ja fazia sua deixa, nada grandioso ou bonito de assistir, percebi que eu apenas queria um pouco de emoção na minha vida. Um pouco de romance talvez... Mas as vezes ficamos tão atolados em nossas rotinas, que emoção e romance se tornam as coisas que menos nos preocupamos.
Suspiro pesadamente, descendo as escadas para o metrô. Pelo menos o trabalho ficava perto da estação, o que me poupava de uma longa caminhada até o ponto de ônibus mais próximo.
Mas sinto uma boa sensação sobre hoje. Talvez seja meu dia de sorte e esse encontro vai ser bom para mudar as coisas... Sim, vamos ser otimistas Hallie. Aquele homem é seu príncipe encatado que vai lhe dar um pouco de emoção. Sorri entre outro suspiro, tentando me convencer que hoje seria 'O' encontro.
***
Passei a mão pelo meu rosto, tentando disfarçar o espanto, raiva e a vontade de enfiar aquela dentadura garganta a baixo daquele velho mentiroso. Mas uma nova lição nessa vida eu ganhei : nunca marque um encontro as cegas com um cara de aplicativo de relacionamentos...
— Desculpe!_ ele disse envergonhado, retirando sua dentadura que caiu dentro do copo d'água depois de uma risada. Ela praticamente saiu pulando para fora da boca enquanto ele tentava agarra-la no ar, e o objeto caiu perfeitamente dentro do copo espirrando água pela mesa.
Sorri gentil, acenando na cabeça. Mas por dentro eu queria estrangular o senhoril sentado a minha frente no lado oposto da mesa para quatro pessoas, mas que apenas nós dois estávamos presentes.
Segurei minha bolsa sobre o assento livre ao meu lado e sorri mais largo.
— Eu preciso ir ao banheiro. _ acenei me desvencilhando da cadeira e caminhei sem olhar para trás, diretamente para o banheiro, onde eu me enfiaria até alguém vir anunciar que o estabelecimento estaria fechando e eu seria obrigada a sair.
Bati a mão na porta a empurrando, o sorriso em meu rosto desmanchou se tornando uma careta azeda de desgosto e decepção. Entrei em um dos sanitários, trancando a porta e sentando sobre a tampa fechada do sanitário. Deixei meus braços cairem sem ânimo, sem vontade. Eu queria gritar a todos pulmões sobre o descaramento do velho de dar as características de um homem jovial e viril quando na verdade nem mesmo os dentes eram realmente dele. Porém eu ficaria ainda mais ridícula nessa história. As pessoas iriam rir de meu encontro as cegas com a terceira idade.
Rosnei esfregando o rosto e passando meus cabelos para atrás. Ergui meus olhos para a porta cinza do banheiro e pisquei fundo por um longo momento, antes de me colocar de pé com convicção e destrancar a porta com uma pressa avassaladora. Ficar aqui perdendo meu precioso tempo, uma ova! Eu iria para casa! E que se dane o vovô mentiroso e descarado, ele poderia ficar esperando a noite toda!
Sai sorrateira do banheiro, olhando escondida para todo o restaurante e apressei meus passos, na ponta dos pés quase correndo, enquanto aproveitava que o velhinho estava distraído olhando para a rua através da vidraça.
Entrei na cozinha onde os empregados entravam e saiam com bandejas e mais bandejas de comida. Desvencilhei de um atendente que carregava uma bandeja frente ao seu corpo, olhares caíram em mim e acenei, afastando a porta e saíndo pelos fundos. Deveria fazer uma anotação quando chegasse em casa e colar na geladeira: nunca mais colocar os pés naquele lugar para não ser reconhecida como a maluca que saiu escondida pelos fundos.
***
Não que estivesse desesperada para arrumar um namorado, mas as vezes queria um pouco de romance como todas as garotas. Voltando para casa sozinha, arrastando meus pés e decepcionada, já estava tão tarde que me preocupei com minha própria segurança por um momento.
Uma brisa refrescante soprou, me fazendo respirar fundo por um momento e soltar em um suspiro demorado, enquanto meus pés protestaram a cada passo em cima do salto alto. Eu me perguntei se minha vida seria sempre assim, se era apenas isso me que esperava no futuro. Uma vida de decepções, trabalho e contas a pagar. E não estava gostando das minhas próprias respostas para tal pergunta. Meu otimismo já tinha ido para o saco a muito tempo.
Estava quase chegando em casa quando o som de um tiroteio fez minha alma sair do corpo. Não que fosse uma novidade um tiroteio naquela região, mas estava perto de mais de onde eu caminhava agora.
Desesperada, sem saber para onde ir ou o que fazer, corri para um beco, com meu coração saindo pela boca e a respiração descompassada de mais para respirar direito, e me escondi atrás de uma contêiner de lixo, orando para que pudesse apenas voltar para casa e lamentar minha vida miserável, esta qual já estava me conformando.
O som de passos raspando no beco, me fez apertar os olhos, desejando se tornar invisível naquele beco escuro, enquanto afundava ainda mais minhas costas contra a parede suja. Alguém se escondeu no lado oposto e abri meus olhos, uma pequena brecha para ver o rosto bonito, mas tenso, iluminando fracamente pela luz do poste não muito distante lá fora.
Estagnada, me perguntei se estava tão bem escondida que ele também não tinha me notado. Mas ele era um homem tão bonito, que até que desejei iludida em meu íntimo que ele pudesse ser meu "príncipe encantado" dizer várias coisas bonitas como : " não vou deixar ninguém machucar você!" e que ele se tornasse como um guarda costas, me escoltando para casa em segurança, e se preciso desse seu peito para me manter viva. Inveja da Whitney Houston foi tudo que me preencheu naquele instante.
— Porra! Inferno...._ Ele grunhiu tão estressado que me encolhi ainda mais em meu esconderijo. _ Eu vou matar todos esses filhos da puta que entrarem em meu caminho!
Senti meu sangue parar de correr, minha face estava gelada, e meu estômago embrulhado. Agora era eu que queria soltar um palavrão, um palavrão bem grande, quando vi a arma na mão daquele homem. Se aquela noite podia piorar, eu não queria pagar para ver.
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