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De Vítima a Arquiteta do Destino

De Vítima a Arquiteta do Destino

O cheiro de poeira e livros velhos me sufocava, mas não mais que a percepção de frio se espalhando pelo meu corpo. Eu estava morta, mas abri os olhos e a luz do sol da tarde entrava pela janela do meu quarto de adolescente. Meu coração batia descontrolado, uma versão mais jovem de mim me encarava no espelho, sem as marcas de cansaço e tristeza que a vida com Lucas havia gravado em mim. A data circulada no calendário me atingiu como um soco: véspera do vestibular, o começo do meu fim. Lembrei-me de Lucas, o namorado de infância que se tornou meu carrasco, e de Sofia, a "verdadeira paixão" que roubou tudo de mim. Naquela mesma noite, Lucas me ligaria com uma desculpa esfarrapada sobre Sofia precisar de ajuda, me convencendo a faltar à revisão final para o vestibular. Foi a primeira de muitas sabotagens: ele interferiu nas minhas provas, criou "acidentes" para me impedir de brilhar, tudo para que eu não tivesse um futuro que ele não pudesse controlar. A crueldade final foi a doação de sangue repetida, que me levou à infertilidade e à ruína, me forçando a um casamento infernal. Ele se suicidou por ela, me deixando para trás com os pedaços de uma vida que não era minha. Respirei fundo, o ar do meu quarto parecendo novo e cheio de possibilidades, porque desta vez, eu não seria a garota ingênua e apaixonada. Eu conhecia suas fraquezas, seus medos, suas manipulações; desta vez, eu seria egoísta, protegeria meu futuro e me vingaria. Meu celular tocou, o nome "Lucas" na tela fez meu estômago revirar. Atendi, minha voz firme, e quando ele me convidou para sair, esperando que eu cedesse como sempre, um sorriso frio se formou em meus lábios. "Não." Houve um silêncio chocado do outro lado da linha, e antes que ele pudesse começar suas manipulações, eu desliguei. A garota no espelho já não era uma vítima, mas uma sobrevivente pronta para lutar, e a guerra pela minha vida tinha acabado de começar.
Pequeno Pervertido

Pequeno Pervertido

Bianca foi sequestrada pela terrível imprudência de um casal de idiotas que não sabiam fazer seu trabalho direito. Esta jovem loira, depois de sair do trabalho muito tarde da noite, é sequestrada por dois homens na rua. A loira inocente foi levada para uma boate onde a vida não era fácil para as garotas. E foi aqui que seu destino seria selado para sempre. Bianca foi a oferta perfeita para um renomado empresário italiano, Antonio Garibaldi, dono de muitas empresas automobilísticas de prestígio. A virgindade de Bianca é o que a leva a unir seu destino ao deste CEO muito mal-humorado, porém, Antonio também pode ser sua salvação. Ela não tinha muitas opções: ou ficar naquele clube de prostitutas e ser vendida para homens diferentes a cada noite, ou ser presente para apenas um homem... Assim que Bianca põe os olhos naquele italiano, ela sente um medo terrível dentro de si, mas também algo mais que ela não consegue explicar ou entender... ela sabia muito bem que ir com aquele homem significava acabar na cama com ele. Antonio olhou para a loira da cabeça aos pés e quando olhou naqueles olhos azuis e penetrantes, eles causaram uma sensação estranha dentro dele que ele não conseguia entender naquele momento. No entanto, deixá-la naquele clube não era exatamente o que eu estava pensando, e isso era estranho. Eu definitivamente aceitaria seu presente com prazer...
Renascida das Cinzas da Dor

Renascida das Cinzas da Dor

Meu namorado de infância me disse que iríamos juntos para a faculdade em Minas Gerais. A Universidade de São Paulo, meu sonho e minha bolsa de estudos, seria deixada para trás. "Estaremos juntos lá", ele prometeu, com aquele sorriso charmoso que eu tanto conhecia. Mas a mentira desabou quando vi uma foto: Bruna Costa, a garota mais popular da escola, comemorando com ele a matrícula na USP, onde ele seria calouro de Engenharia. Meu sangue gelou. Ele havia orquestrado a recusa da minha própria bolsa na USP, usando minhas senhas e agindo pelas minhas costas. A verdade se tornou um abismo frio na festa de aniversário de Bruna, quando Lucas, sob os holofotes, pediu Bruna em casamento, diante de todos. Senti-me uma peça em seu jogo, humilhada e reduzida a uma "sombra", um "projeto de caridade". Ser jogada fora como um lixo, depois de ter meu futuro roubado, era a dor que agora me consumia. Para selar minha humilhação, Bruna "acidentalmente" derramou vinho tinto em meu vestido, e Lucas, com uma fúria desproporcional, me acusou de estragar a noite dela. Fui arrastada para um depósito escuro e frio, trancada como um animal, ouvindo-o gritar que eu era egoísta e ingrata. A dívida de "gratidão" que eu sentia por ele e sua família, por ele ter sido meu protetor na infância, desmoronou. Percebi que ele me usava como um fardo, não como uma amiga. Quando ele me ordenou que preparasse café para Bruna e uísque para ele, eu o fiz. Mas, a "doçura" venenosa de Bruna, dizendo que eu era apenas "útil" e um "cachorrinho leal", quebrou algo em mim. Com um sorriso calmo, virei o café quente sobre a cabeça dela. "Cuidado com as pontes que você queima", eu disse a Lucas, "você pode precisar delas para voltar." Enquanto saía, senti o gosto amargo da vingança. Mas o inferno estava apenas começando. Sua vingança estava longe de terminar, e ele estava apenas começando a usá-la contra mim. Mas a liberdade tinha um gosto amargo de café de baunilha e cheiro de vingança. O inferno, para mim, estava apenas começando, mas para ele, estaria ainda por vir.
A Noiva Abandonada e a Justiça Que Se Fez

A Noiva Abandonada e a Justiça Que Se Fez

O médico disse que a minha perna teria de ser amputada. Em segundos, o meu mundo desabou, e com ele, a promessa de um futuro perfeito. A cirurgia de emergência tinha acabado, mas o cheiro a antissético e a traição pairava no ar. Liguei ao meu noivo, o Diogo, para lhe dar a notícia. Ele atendeu com impaciência, falando sobre o "caos da cidade" quando eu precisava dele ao meu lado. Enquanto o ouvia, percebi vozes familiares ao fundo – a da minha melhor amiga, Sofia, a choramingar por ter perdido o seu gato, o Mimo, e a do pai do Diogo a consolá-la. O Diogo, o homem que ia casar comigo, disse-me: "Não vês o caos que está na cidade? Nem tive tempo para almoçar!" A minha mãe, ao meu lado, tinha os olhos inchados de chorar, mas o choque estava só a começar. Quando revelei que ia terminar o noivado, a raiva dele explodiu. "Não podes querer acabar tudo só por causa disto, pois não? Não tens um pingo de compaixão? Sabes como a vida da Sofia tem sido difícil, ela sente-se tão sozinha!" Ele continuou a gritar, perguntando quem me iria querer agora, amputada, e se eu queria passar o resto da vida sozinha. Depois, desligou-me na cara. Eu tinha acabado de perder uma perna. O meu noivo, o homem com quem ia casar em três meses, tinha-me abandonado ensanguentada na estrada para ir procurar um gato de outra mulher. Não era só a perna que eu tinha perdido; era a minha dignidade, o meu futuro, a minha fé. Será que ele não pensou em mim? Ou o nosso amor valia menos do que um gato? Nesse abismo de dor e desespero, recebi uma ligação do meu padrinho. Ele revelou uma verdade chocante: o pai do Diogo, o Senhor Alves, tinha arruinado o meu próprio pai anos atrás, usando táticas de traição semelhantes. Aquele casamento não era amor, era uma vingança familiar. A minha vingança estava apenas a começar.
Traição e Vingança: O Retorno de Laura

Traição e Vingança: O Retorno de Laura

Eu, Laura, uma estudante de design com sonhos ambiciosos, mal podia esperar para finalizar meu projeto da bolsa de estudos, minha chance de ouro. Mas então, uma voz rouca na cafeteria sussurrou um aviso arrepiante: "Cuidado com aqueles que você chama de amigos." Eu ri, claro. Minha mente lógica não tinha tempo para bobagens, especialmente com Lucas, meu melhor amigo, e Sofia, minha confidente, ao meu lado. Eles me elogiaram, me apoiaram, me deram confiança. Até que, numa noite, precisei ir ao apartamento de Lucas. A porta rangeu, abri. E ouvi as risadas de Lucas e Sofia, zombando de mim, planejando roubar meu trabalho e me transformar na "garota quebrada e dependente" que Lucas tanto queria. O chão sumiu sob meus pés. A traição não era uma faca, era um abismo. Eu não era uma vítima. Eu era uma designer. E eu não ia deixar que eles roubassem meu futuro. Com o coração partido e uma fúria fria, plantei a primeira semente da minha vingança: o pingente que Lucas me deu, agora o amuleto da sorte de Sofia, seria a garantia de que a dor de vocês seria a minha força. Eles riram da minha humilhação pública, da minha exclusão do projeto. Eles me viram sem emprego, sem dinheiro, até com o tornozelo torcido. A cada golpe, a semente da vingança crescia. "É o estresse", eles diziam, enquanto eu me afundava na escuridão. Mas quando a humilhação escalou para a farmácia, com Sofia exibindo meu fracasso e Lucas me chamando de "cena", tudo ganhou uma nova dimensão. Minha mãe, no telefone, viu tudo, ouviu tudo. E desabou. Aquilo não era mais um jogo acadêmico. Era sobre sangue. Minha mãe, no hospital, me deu a clareza para a guerra que eu começaria. No dia da premiação da bolsa, Sofia sorria no palco, segurando o certificado que achava ser seu. No entanto, eu, Laura, com a voz firme, pedi a verificação da marca d' água digital. O telão brilhou com meu nome. O rosto de Sofia se retorceu, a farsa desmoronou. Lucas, pálido, tentou calá-la, mas a confissão involuntária dela, a revelação sobre o pingente de Lucas, rasgou a máscara de vez. Aquele era o meu pingente. O que Lucas me deu no passado para me aprisionar. Era um feitiço parasita, que estava drenando a minha vida. Minha saúde piorava, as dores, a fraqueza. Até Lucas, o "mestre" das artimanhas, começou a sentir os efeitos de seu próprio veneno. Ele estava desesperado para me curar, não por mim, mas para me manter como sua fonte de energia. A verdade explodiu: o feitiço havia se confundido e começou a voltar para eles, mas como eu era o alvo original, ele estava me consumindo mais rápido. Eu não iria morrer. A velha havia me dito o que fazer. Encontrei Sofia, peguei o pingente, e fiz o feitiço reverter. Lucas definhava no hospital, uma casca vazia. Sofia colhia as próprias consequências. E eu. Eu estava livre. Aquela seria a minha vida. Forte, livre e independente.
O Eco do Desprezo: E a Fênix Ascendeu

O Eco do Desprezo: E a Fênix Ascendeu

Saí da esquadra, o sol a queimar a pele, mas o frio percorria os meus ossos. O meu irmão Miguel tinha sido preso, com a polícia a dizer que enfrentaria mais de dez anos de prisão por atropelamento e fuga. A nossa família estava à beira do abismo. Liguei para o meu noivo, David, a última esperança de apoio. Mas a voz dele, irritada e distante, disse: "Estou ocupado. Acabei de acalmar a Eva, ela está em pânico por causa do Léo." A voz da sua irmã ecoou ao fundo, e David, que nunca tinha tempo para mim, estava a consolá-la. Senti um desprezo cortar-me como uma faca. Eu, a sua noiva, fui descartada sem cerimónias. A minha mãe estava aos pedaços, o meu irmão a caminho da prisão, e David só se preocupava com a família dele, chamando-me de "parasita" e ameaçando destruir-me por tentar proteger o meu irmão. As suas palavras gelaram a minha alma e ele bloqueou-me. Não era apenas o fim do meu noivado; era a aniquilação total da minha vida como a conhecia. Como podia ser tão cego? A vida da Eva difícil? A minha família estava a desmoronar-se e ele não derramava uma única lágrima. Quando a advogada da família da vítima, Helena, me contactou, a verdade sobre David e a sua empresa, a "InovaTech", começou a vir à tona. Ela sugeriu uma forma de salvar o meu irmão, mas exigia que eu fizesse algo que me revirava o estômago: trair o homem que, por um tempo, pensei amar. Terei a coragem de o fazer? Será que vale a pena espiar o meu ex-noivo para salvar a minha família?