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Quando o Fado Se Cala: Uma Alma Rejeitada

Quando o Fado Se Cala: Uma Alma Rejeitada

Aos dezasseis anos, o Fado que saía dos meus dedos era melancólico, mas a minha alma pertencia a Vanessa Lawrence. Ela, seis anos mais velha, era meu sol, minha musa, o meu tudo. Uma noite, embriagado de Fado e de anseio, declarei-me. O seu sorriso foi um beijo na bochecha, uma piada, mas as suas palavras definiram a minha vida: "Quando tiveres vinte e dois anos e fores um fadista famoso, talvez eu considere." Seis anos da minha vida foram dedicados a essa promessa sagrada. Toquei até os dedos sangrarem, compus canções sobre ela, vivi para aquele dia. E o dia chegou. No meu vigésimo segundo aniversário, com um concerto esgotado em Lisboa, fui encontrá-la. Mas a vida pregou-me a mais cruel das peças. Escondido, ouvi-a descrever-me como um "miúdo irritante" e um mero peão num plano para manipular o seu noivo. "Quando o Jacob chegar, vou dizer-lhe que sou mãe", ouvi. "Isso deve esmagar as suas pequenas esperanças de uma vez por todas." O meu mundo desabou. Mais tarde, numa festa, a Vanessa, para salvar o seu noivo de ser atingido por um barril, empurrou-o para fora do caminho, deixando-me para ser esmagado. No hospital, ela ignorou a minha mão partida, só perguntando se o Hugo estava bem. Dias depois, ela empurrou a minha cadeira de rodas por uma inclinação e atirou-me para dentro de um lago gelado, enquanto eu, com um braço partido, me afogava. Ela odiava-me? Porque tanta crueldade? Percebi que o amor da minha vida era uma farsa. Deixei Lisboa para trás, prometendo nunca mais olhar para trás. Mas as cicatrizes que ela me deixou, físicas e emocionais, iriam moldar o meu Fado.
Ela Renasceu para o Sucesso

Ela Renasceu para o Sucesso

O sol do nordeste castigava, mas aquele dia da formatura do ensino médio parecia diferente. Era o dia em que Ana e sua irmã gêmea, Clara, esperavam o anúncio das bolsas de estudo, um futuro promissor acenando. Mas para Ana, a luz dos olhos da mãe sempre foi Clara, a filha perfeita, enquanto ela era a sombra, a rebelde. Até que seu nome foi lido em voz alta: "Bolsa integral para a Escola de Música do Rio de Janeiro... Ana de Sousa!" A euforia foi triturada pelo ódio no rosto da sua mãe, Maria, que sibilou: "Isso deve estar errado!" A alegria virou cinzas quando Clara chorou, e Maria lançou-lhe um olhar venenoso. Dias depois, a carta oficial da escola chegou. Mas Ana não teve chance de abri-la. Escondida, ouviu a voz trêmula de Clara: "...tem certeza, mãe? E se descobrirem?" E, então, a de Maria: "Ninguém vai descobrir. Você merece isso, não ela. O convite agora está no seu nome." O sangue de Ana gelou. Elas falsificaram o documento. "O que vocês fizeram?" Ana gritou, a dor e a raiva rasgando sua garganta. A dor piorou quando Maria apontou para a porta: "Fora da minha casa! Eu não tenho mais filha! Vá viver sua vida vergonhosa longe daqui!" E para a vila, com fotos distorcidas: "Vejam! Vejam todos o tipo de filha que eu tenho! Ingrata! Tentei dar tudo para ela, e agora ela ataca a própria irmã por inveja!" Ana foi jogada na rua, com a humilhação queimando. Dias de fome, frio, e a reputação espalhada: "A filha da Maria? A desvergonhada? Não, obrigado." A música, antes sua salvação, virou corrente. Em um beco, após uma briga brutal, chutes, socos, sua cabeça no paralelepípedo. "Deixa ela aí. Já era." A escuridão a engoliu, seu último pensamento sobre o sonho roubado. Mas, de repente, uma luz forte. O sol do nordeste entrava pela janela do seu quarto. "Vamos, Ana, levanta! Hoje é o dia da formatura!" Ana piscou. Estava de volta. Uma risada insana escapou. Lágrimas de uma fúria fria. Desta vez, seria diferente. Desta vez, eles iriam pagar.
Nada Mais Que Um Valentão

Nada Mais Que Um Valentão

Como uma garota simples, Ana não esperava colidir com o maior valentão no primeiro dia de sua escola. Ela não podia perceber que sua vida inteira estava prestes a tomar um rumo diferente. Um rumo que era agradável e desagradável ao mesmo tempo. ************* Daniel, que tinha escondido os segredos mais profundos dentro dele, perdeu-se logo no primeiro dia em que viu Ana. Ele queria fazer dela sua mas, ao mesmo tempo, tinha medo de cometer o mesmo erro novamente. Ele estava machucando Sofia involuntariamente por causa do medo que estava enterrado no fundo dele e Ana, que era completamente nova nessas situações, estava se sentindo desamparada e vulnerável. Ana não queria gostar dele, mas também não podia ignorar o efeito dele sobre ela. Ela não podia negar que Daniel estava começando a ter um lugar em seu coração, que era algo que um valentão definitivamente não deveria ter. Ambos começaram a se apaixonar um pelo outro inconscientemente, mas seus próprios medos os estavam refreando de expressar suas emoções um ao outro. O que aconteceria quando duas pessoas de mundos completamente diferentes se cruzassem? Eles seriam capazes de superar os medos e as dificuldades e ficar juntos ou as circunstâncias os separariam um do outro? Junte-se à montanha-russa da jornada deles e veja onde o destino os leva. [[Contagem de Palavras: 100000- 104000]] Todos os direitos reservados. Aviso de Conteúdo/Acionamento: Esta história contém conteúdos extremamente maduros, linguagem grosseira e assédio sexual. Leia por sua própria conta e risco.
Adeus, Passado Sombrio

Adeus, Passado Sombrio

A morte foi um alívio frio, um silêncio que chegou depois de muita dor, com o veneno queimando em minhas veias e a imagem de minha mãe, enforcada, sem vida, uma vítima de uma crueldade que deveria ter sido só minha. Mas então, eu respirei, e o ar úmido e pesado, cheirando a chuva e asfalto molhado, encheu meus pulmões com uma urgência chocante. Abri os olhos e lá estava ele, Pedro, meu namorado, irritado, as palavras dele ecoando um pesadelo: "Sofia, qual é o seu problema? Estamos todos esperando por você, não podemos nos atrasar por sua causa!" Era o dia do concurso para a bolsa, o mesmo dia em que tudo desmoronou na minha vida anterior, com as memórias da traição, do veneno na festa, da humilhação pública da minha mãe e do seu suicídio, tudo voltando em uma avalanche de dor e ódio. Eu tremia, não de amor, mas de um pânico gelado ao ver aqueles que me rodearam enquanto Juliana me envenenava, os mesmos que riram e espalharam as mentiras que destruíram minha mãe, tudo sob o pretexto da minha "inveja". Naquela vida, eu implorei, avisei sobre a tempestade e o deslizamento iminente, mas eles zombaram, chamando-me de dramática, de invejosa. Desta vez, eu não cometeria o mesmo erro. Com a voz firme, sem o tremor da Sofia ingênua que eu fui, disse: "Pensem o que quiserem. Eu não vou esperar, quem quiser vir, venha agora, o ônibus que vai pelo caminho alternativo sai em cinco minutos", e comecei a andar, sem olhar para trás, deixando-os entregues a si mesmos e ao destino sombrio que os aguardava.