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Livros de Moderno Para Mulheres

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Juntos Contra o Destino: Afonso e Ana

Juntos Contra o Destino: Afonso e Ana

Afonso Alencar, um nome de peso em Lisboa, sempre manteve Beatriz Moreira numa relação curiosa: ele pagava, ela ficava. No fundo, Afonso sonhava que um dia, ela sentiria algo mais por ele. Mas um simples acidente mudou tudo. Subitamente, Afonso viu a terrível verdade: ele era o "vilão" de uma história predefinida, condenado a uma morte trágica para que a sua "heroína" Beatriz pudesse ser feliz com o "herói" Rui Costa. O medo gelou-o. Cada passo, cada encontro, confirmava o seu papel. Preso numa narrativa impiedosa, Afonso decidiu o impensável: simular a sua própria morte. Abandonou tudo, deixou a sua família, a sua identidade. Tornou-se Miguel Santos e fugiu para uma pequena vila piscatória em Espanha, com a esperança de escapar àquele enredo cruel e à mulher que amava. Como podia um homem escapar ao seu próprio destino? A uma história que o queria ver destruído? A sua decisão, um ato de desespero máximo, era a sua única esperança de liberdade. Cinco anos de paz relativa se passaram, uma nova vida construída longe dos fantasmas de um passado "inexistente". Mas então, a sineta da sua tasca tocou, e a voz que ele pensou ter calado para sempre ecoou no silêncio do seu novo esconderijo: "Afonso Alencar, eu sei quem tu és." Beatriz não só o encontrou, como trouxe consigo uma revelação que viraria o seu mundo mais uma vez: "Eu amo-te." A narrativa estava longe de ser reescrita, e o verdadeiro confronto com o destino apenas começara.
O Arrependimento Dele, Nosso Adeus Irrevogável

O Arrependimento Dele, Nosso Adeus Irrevogável

Eu sou Sofia Salles e estou pronta para escrever. Esta história será uma cirurgia emocional, crua e direta, para a mulher brasileira que anseia por aquela jornada visceral que destrói e reconstrói o coração. Vamos começar. Casei com um homem assombrado pelo fantasma do filho que perdeu. Dei a ele um novo filho, Léo, e tolamente acreditei que nosso amor poderia curar seu passado estilhaçado. Mas então o fantasma voltou à vida. Sua ex-esposa, Geórgia, retornou com olhos grandes e inocentes e um diagnóstico de amnésia induzida por trauma. De repente, meu marido estava pisando em ovos ao redor da mulher que o destruiu, enquanto nosso filho e eu nos tornamos figurantes em seu teatro doentio. O dia em que ele a escolheu foi o dia em que nos destruiu. Depois que Geórgia incriminou nosso filho de cinco anos por profanar o memorial do irmão falecido, meu marido, Caio, explodiu. Ele agarrou o braço de Léo e o torceu até eu ouvir um estalo medonho. Enquanto eu sangrava no chão, observei-o aninhar Geórgia, sussurrando palavras de consolo enquanto nosso filho gritava em agonia. Por cima do ombro dele, os olhos dela encontraram os meus, não cheios de confusão, mas de pura e triunfante malícia. Ele havia feito sua escolha. Agora, eu faria a minha. Meus dedos, pegajosos com meu próprio sangue, discaram 192. "Preciso de uma ambulância", eu disse, minha voz surpreendentemente firme. "E preciso da polícia."
Sofia: O Recomeço Implacável

Sofia: O Recomeço Implacável

Quando a notificação dos resultados dos Exames Nacionais se iluminou no meu telemóvel, o meu coração parou. Não por nervosismo, mas pela avalanche de memórias da minha vida passada que me invadiram em flashes dolorosos: Tiago, Miguel, Beatriz. Traições. Sofrimento. Morte. Este tinha sido o dia exato em que tudo começou a ruir. Cada detalhe da minha vida passada desfilou perante os meus olhos: o discurso de honra roubado, o meu design de joias plagiado, as vezes incontáveis em que Tiago e Miguel me usaram - ou me abandonaram no meio do perigo - para proteger e agradar a sua "melhor amiga" , a víbora Beatriz. Lembrei-me dos telefonemas ignorados enquanto eu era agredida na rua, do abandono na piscina, da humilhação constante. A sua voz sibilante ainda ecoava na minha mente, enquanto eu chorava sobre o caixão de Miguel: "Sabes, Sofia... eles nunca te amaram. Eram meus, Sofia. Sempre foram. Eu orquestrei tudo." Eles viam-me como um mero "meio para um fim" , um "mal necessário" . A farsa era insuportável, um veneno que me queimava por dentro. Como pude ser tão cegamente ingénua a esta teia de mentiras, enganos e manipulações? Eu, a tola que acreditava na pureza da amizade e no amor verdadeiro, era apenas uma ferramenta descartável no seu jogo cruel. Mas a dor excruciante e o vazio gelado no meu peito trouxeram uma clareza cortante e uma determinação inabalável. Chega. Não desta vez. Não. Desta vez, o destino era irrevogavelmente meu. Eu renascera, e com esta nova vida, não haveria Coimbra, nem haveria lugar para eles. O meu sonho de ser estilista no Porto seria a minha libertação, o meu refúgio. E a vingança, uma consequência inevitável, fria e calculada, seria servida. Eles estavam prestes a perceber, da forma mais dura, o que é colher o que se semeia.
Vingança em Mar Aberto

Vingança em Mar Aberto

A dor veio como uma onda, roubando meu fôlego. Grávida de sete meses, uma cesárea de emergência salvou minha vida e a do meu filho, Leo. Minha cunhada, Beatriz, uma ex-médica descredenciada, foi a heroína que nos tirou da beira da morte, restaurando sua reputação. Porém, a gratidão se transformou em terror quando, ocultamente, ouvi meu marido, Gabriel, e Beatriz confessarem: tudo foi um plano. Drogas induziram meu parto prematuro, simularam uma emergência para reabilitar Beatriz, e ainda planejavam matar Leo e substituí-lo pelo filho secreto deles. O casamento, a gravidez, a quase morte… tudo era uma farsa orquestrada para Gabriel e Beatriz elevarem seu próprio status. A humilhação de ser um peão em seu jogo doentio era insuportável. Minha casa se tornou uma prisão. Pior, a revelação de que eles haviam sabotado o carro de meus pais, anos atrás, me quebrou. Minha vida inteira era uma mentira, construída sobre cadáveres. Eu, a esposa submissa, era agora um projeto, moldada à imagem de Beatriz. Sua arrogância e minha passividade os fizeram me subestimar. No nosso aniversário de casamento, durante a festa que celebrou a restauração da licença de Beatriz, ela confessou: "Seus pais? Eu mesma sabotei os freios. E o seu bebê? Se dependesse de mim, eu o sufocaria no berço." Gabriel me atacou, revelando seu ódio. Mas eu tinha um último movimento: pulei no mar, escolhendo o incerto abraço do oceano ao inferno que eles criaram.
A Chuva e a Luta: O Filho que Ele Abandonou

A Chuva e a Luta: O Filho que Ele Abandonou

A chuva batia forte contra as janelas do hospital. Eu estava deitada, o corpo dolorido, o berço vazio ao meu lado. O meu filho, Mateus, nascido há apenas três dias, lutava pela vida na UTI neonatal. Liguei para o meu marido, Leo, buscando apoio e para lhe informar sobre a cirurgia urgente e dispendiosa que o nosso filho precisava. Ele atendeu, a voz abafada por música alta e risos. "O que foi, Ana? Estou ocupado." Depois, ouvi as vozes da minha sogra e da irmã dele, Clara e Sofia, incentivando-o a desistir do nosso bebé. Clara, a avó do Mateus, chamou-o de "poço sem fundo". Leo, por sua vez, estava numa festa com a ex-namorada, Daniela, e disse-me para "não ser dramática". Em vez de vir ao hospital, ele desligou na minha cara. Depois, bloqueou-me. Deixaram-me sozinha, no hospital, com o nosso filho moribundo. O meu marido escolheu uma festa com a ex-namorada em vez do seu próprio filho. A sua mãe, a avó do bebé, desejava a morte do neto. Senti um aperto indescritível no peito. Como puderam fazer isto? Como é que um pai pode abandonar o seu filho no momento mais crítico? Este casamento tinha acabado. Mas eu não ia desistir do meu filho. Ninguém se preocupava, mas eu sim. A dor da cesariana era nada comparada à dor no meu coração, mas eu tinha que lutar. Eu sabia que tinha que mudar o meu destino. Eu ia encontrar uma maneira de salvar o meu filho, nem que fosse sozinha.
Divórcio: Apenas o Começo

Divórcio: Apenas o Começo

O casamento acabou há menos de uma hora, mas a tensão já sufocava o ar na suíte presidencial. Diante dos meus olhos, na tela de um tablet, um número absurdo: duzentos e cinquenta mil reais, uma conta extra que transformava o sonho em pesadelo. Minha sogra, Maria da Graça, com um sorriso venenoso, debochava que tudo fora consumo dos parentes dela, uma "tradição" que incluía o sumiço de TVs e objetos do hotel. Ao meu lado, Carlos Eduardo, meu recém-marido, estava pálido, mas não olhava para a conta, olhava para a mãe dele. "Não fale assim da minha mãe!", ele gritou quando ousei questionar a fraude, defendendo a matriarca que nos afundava. Meu coração doeu, a decepção era um gosto amargo. "E eu sou sua esposa. Ou era, até alguns minutos atrás. Você fez sua escolha, Carlos Eduardo. Agora lide com as consequências." Tirei a aliança do dedo, um pedaço frio de metal, e a coloquei na mão dele. "Pode ficar. Eu quero o divórcio." A palavra ecoou, mas a guerra estava apenas começando. Quando a conta do hotel foi magicamente "resolvida" pelo gerente, eu pensei que o pior tinha passado. Mas a paz durou pouco. Uma semana depois, Maria da Graça e Carlos Eduardo, acompanhados por dois tios corpulentos, invadiram a casa dos meus pais. Na mão, uma pasta cheia de falsas notas promissórias, exigindo trezentos mil reais, uma dívida inventada do "luxuoso" casamento. Carlos Eduardo, com lágrimas nos olhos, confirmou a farsa, alegando ter feito empréstimos para realizar meus sonhos de princesa. Eu o encarei, a voz baixa e perigosa. "Você está mentindo." Minha intuição gritava que havia algo errado com as assinaturas. Eles fabricaram uma dívida falsa, usando a cumplicidade covarde de Carlos Eduardo. Era chantagem. "Vamos conversar. Mas não aqui. No escritório do meu advogado. Amanhã, às dez da manhã. Tragam os originais de todos esses documentos." Eu não sabia exatamente como, mas eu ia provar que aqueles documentos eram falsos. Eu ia desmascarar todos eles.
O Preço do Sonho Roubado

O Preço do Sonho Roubado

Hoje era o dia de concretizar o nosso sonho. O sinal para o terreno da nossa casa, desenhada tijolo por tijolo na minha mente, estava pronto. Abri a aplicação do banco, com o coração a bater de entusiasmo. O saldo: 17,45€. As nossas poupanças de três anos, cem mil euros, tinham desaparecido. Liguei ao meu marido, Pedro, no meio de uma festa, e a sua voz despreocupada revelou o impensável: "A Clara precisava de um empréstimo. Transferi o dinheiro para ela na semana passada." Aquelas palavras, e a risada da irmã dele ao fundo, foram como um punhal. Ele sabia há uma semana que o nosso sonho estava destruído e "esqueceu-se" de me dizer. Quando confrontado, a sua defesa foi nua e crua: "O que importa mais, uma casa ou a minha irmã? Ela é a minha família. O sangue fala mais alto." Fui apelidada de "dramática" e perdi a promoção na maior apresentação da minha carreira porque ele me abandonou para ir ver a irmã que "partiu o braço" a montar uma prateleira. Eu era apenas a segunda opção, um incómodo temporário. A raiva deu lugar a uma dor silenciosa, até que, numa noite, violei a minha própria regra e mexi no telemóvel dele. A palavra-passe? O aniversário da Clara, claro. As mensagens entre eles, geladas e cruas, revelaram a conspiração e a frase que me perfurou a alma: "E a Sofia faz um escândalo, mas depois passa. Ela faz sempre." O silêncio gelado deu lugar a uma clareza avassaladora. No almoço de domingo, perante Pedro, a Clara, e a minha sogra, com a minha voz calma e firme, fiz o meu anúncio: "O Pedro e eu vamos divorciar-nos." Eu não ia ser a segunda escolha. Não mais. Naquele dia, saí daquela casa, livre. Porque o amor não tinha nada a ver com aquilo: era sobre respeito. E eu ia construir a minha própria casa. Sozinha. E livre.
Meu Marido, Meu Traidor: A Verdade Em Chamas

Meu Marido, Meu Traidor: A Verdade Em Chamas

Estava grávida de oito meses. Numa noite, o cheiro a fumo e o alarme agudo quebravam a paz da casa. Acordei, a garganta a arranhar, o quarto cheio de névoa cinzenta. O fogo estava a consumir a nossa vida. O meu marido, Marcos, gritou um nome. Não o meu, mas o da Laura. A sua amiga de infância, a ex-namorada que nunca nos deixou. Vi-o empurrá-la para fora, para a segurança do relvado. Os nossos olhos encontraram-se através do vidro e do fumo. Ele correu de volta para a casa em chamas e, por um segundo, senti alívio. Mas emergiu de novo, sozinho. Nas mãos, a caixa de joias da mãe e um álbum de fotografias. Ele salvou as memórias da família, mas deixou a sua mulher grávida para morrer. No hospital, ainda convalescente, a família dele tratou a minha dor como capricho. Marcos justificou-se, dizendo que tinha sido "lógico" salvar Laura primeiro. E depois, a pior notícia: o nosso bebé não resistiu. O stress e o fumo foram demais. Marcos disse: "Podemos tentar ter outro." Como se o meu filho fosse um objeto que se partiu e pode ser substituído. Eles cortaram-me financeiramente, tentaram forçar-me a voltar para casa. Como puderam ser tão cruéis? Teria sido um acidente que me custou tudo, ou havia algo mais sombrio? Uma traição talvez, que o fogo convenientemente tentou apagar? Eu sentia-me presa, sufocada pela sua manipulação e pelo peso do luto. Foi então que uma mensagem inesperada da Maria, a empregada dos Almeida, mudou tudo. Marcos não estava no escritório, nem na sala. Ele e Laura estavam juntos, a sair do seu antigo quarto de solteiro, quando o fogo se iniciou. Ele não me abandonou por pânico. Abandonou-me para encobrir a sua traição mais vil. A minha dor tornou-se raiva, fria e implacável. Porque a verdade estava prestes a virar o jogo.